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200, e os pequenos detalhes.


Esse é o post de número duzentos do Correndo na Chuva. Poderia fazer alguma comemoração qualquer, poderia citar aqui diversas conquistas obtidas pelo blog nesse período de 200 posts. Mas não, vou apenas fazer uma pequena reflexão para que todos pensem e comecem a dar valor para as pequenas coisas. Os pequenos detalhes. 

Sim, sabe os pequenos detalhes? Aqueles que mudam nossa vida e a gente nem percebe? Pequenos detalhes às vezes passam despercebidos. A gente nem repara neles, mas quando procuramos a razão ou o motivo de tal acontecimento nos damos conta de aquele mínimo detalhe foi fundamental. Às vezes penso que muitas pessoas não estariam aqui, visitando o Correndo na Chuva, se eu não tivesse passado por maus momentos no primeiro semestre de 2008, que foi o que me motivou a começar a correr no inicio do segundo semestre do mesmo ano. Se eu não tivesse desistido do jornalismo, lá no longinquo ano de 2003, talvez hoje eu nem soubesse o quão gostosa é a sensação de ser um corredor. 

Quantos pequenos detalhes foram precisos acontecer ou deixar de acontecer para que hoje eu estivesse aqui, em Porto Alegre, correndo há quase dez meses, e editando esse blog há exatos duzentos posts? E é isso que eu penso, que às vezes a gente não dá bola pra certas coisas, mas elas podem ter mudado nossas vidas para pior ou para melhor.

Pequenos detalhes.
Nem sei aonde quero chegar com esse tema, mas quero que cada um pare para pensar e comece a dar valor as pequenas coisas, aos pequenos gestos, aos pequenos fatos, aqueles que nos fazem mudar o rumo das coisas.

Sei que ninguém mais pensa nisso afinal o pensamento das pessoas está voltado para "o que vem depois" e não para "o que aconteceu antes". Mas é importante olharmos para trás e pensarmos nisso. Se a gente der bola para o que veio antes, podemos ver os erros que cometemos e, quem sabe, aprendermos a não cometer o mesmo erro duas vezes (ou três vezes??). Quantas vezes por pequenos detalhes, pequenas coisas, não perdemos um amigo? Uma pessoa importante para nós? Uma pessoa que era especial (e nunca deixou de ser)??

Então parem, dêem um tempo pra si mesmo. Olhem pra trás, visualizem as coisas que fizeram ou deixaram de fazer. Reflitam sobre isso. Muitas vezes aquele sonho que nós tanto queremos realizar, aquela viagem que tanto queremos fazer, aquela indiada com os amigos, depende dos pequenos detalhes. Tem um provérbio (acho que é inglês) que diz: "Mesmo os grandes projetos dependem do sucesso dos pequenos detalhes". E é bem esse pensamento que eu estou querendo passar a todos vocês aqui, nesse texto. Então seja em que lugar for, em que momento for, ou em qual oportunidade, "é sempre importante compartilhar de cada detalhe porque às vezes são os detalhes pequenos que podem fazer ou quebrar uma história."

No dia 21 de setembro de 2008 criei esse blog com a intenção de que ele servisse como uma ferramenta de motivação para mim e para outras pessoas também. E hoje, duzentos posts depois, o blog continua exatamente com a mesma essência. E apesar de todos os detalhes (pequenos ou grandes) que tiveram que acontecer para que eu criasse esse blog, o único que realmente tem importância chama-se "leitor". Sim, como não poderia deixar de ser, o Correndo na Chuva é escrito para os leitores, e foi esse detalhe que me fez chegar ao dia de hoje, o dia em que comemoro a marca de 200 posts. 
Agradeço a todos que acompanham o Correndo na Chuva e que dão sua contribuição para a construção e manutenção desse espaço. 

Peço desculpas àqueles que elogiaram minha "fase cômica" pelo tom sério deste post. Nos próximos voltarei a escrever com uma dose de humor extra.
Bruno Thomaz

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O dia dos namorados....


Ultimamente andava um pouco sem inspiração para criar textos...Então comecei a pensar em certos assuntos... e continuei sem inspiração. Aí, tive um lampejo e lembrei que estamos próximos do dia dos namorados. Não que isso seja importante para mim, afinal prefiro passar o dia dos namorados solteiro do que o carnaval namorando, mas enfim, vamos ao que interessa.

Há um tempo atrás a New Balance criou uma campanha denominada “Love/Hate” que procurava mostrar a relação de amor e ódio existente entre o corredor e a corrida. E de fato é uma coisa a se pensar. A relação corredor-corrida é muito parecida com uma relação de namoro.

Algumas pessoas burras quando estão namorando deixam de fazer certas coisas que faziam antes quando eram solteiras. A mesma coisa acontece com a corrida. Abrimos mão de algumas atividades ou hábitos em função da nossa rotina de treino.

Quando conhecemos a família e amigos de nosso “cônjuge” do momento, ganhamos diversos parentes chatos “novos amigos” no nosso círculo de relacionamento social. O mesmo acontece quando começamos a correr, visto que fazemos diversos amigos corredores, tanto nas pistas quanto nas corridas.

Se você é lado masculino da relação, você precisa mimar e dar carinho para o lado feminino (se fizer direitinho ganha até presente no dia dos namorados). Se você é o lado feminino da relação, você precisa mostrar pro lado masculino que ele é o melhor homem que você pode ter, mesmo que isso seja uma mentira deslavada (sabe como é, no lado masculino às vezes o ego é mais importante que a vitória do time de futebol dele). E na corrida temos disso também. Precisamos tratar nossa rotina de treinos com carinho e atenção, senão corremos o risco de não atingirmos nossos objetivos, e até sofrermos uma lesão e aí fudeu.

E ciúmes? Quem nunca teve ciúmes do seu par, que atire a primeira pedra (não em mim por favor... joga pra cima, já que na queda ela vai cair em você mesmo). TODOS, tá bom, quase todos os corredores já passaram por uma situação em que algum amigo sedentário, levemente obeso, fumante e alcoólatra lhe convidou para aquela super hiper mega bombástica festinha na casa da vizinha e que ficou emputecido contigo porque você disse: “Não vou, amanhã tenho meu treino longo de 2k” que na real era apenas uma desculpa porque a festa ia ser uma indiada braba.

É amigo, tá achando que vida de corredor é só colocar o tênis e atravessar os EUA do Pacífico até o Atlântico, como o Forrest Gump? Na nossa vida de corredor passamos por diversas situações que se assemelham a um relacionamento de namorados. A vantagem é que corrida não tem mãe, e por consequência não temos sogra!! (com todo o respeito do mundo com as sogras alheias).

E se você tem namorada ou namorado, tá fazendo o quê que ainda não comprou o presente para o seu par? Quer uma dica? Não compre nada caro, pois daqui a uma semana o namoro pode terminar e você irá se arrepender de ter pago uma nota preta com aquela safada insensível ou com aquele cafajeste.

Mas enfim, desejo a todos namorados que tenham um ótimo dia dos namorados (deram sorte hein? É feriadão!!). E para quem é solteiro, vamos correr ao invés de ficar chorando vendo Doce Novembro pela vigésima teceira vez e se empanturrando de chocolate!!

E não se esqueça, mais vale passar o dia dos namorados solteiro do que o carnaval namorando!!
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Projeto Conte sua história [6]

No mês de janeiro abri o espaço do Correndo na Chuva para que os leitores pudessem contar a sua história de amor com a corrida. Fiz isso porque meus leitores já estavam cansados de tanto lerem eu contando sobre a minha história pessoal. E foi muito gratificante ver outras histórias sendo publicadas aqui nesse cantinho que eu considero especial demais.

Recentemente, um leitor assíduo mandou um comentário e nesse, ele dizia que havia jogado 30kg pelo ralo desde que começou a correr. No mesmo instante eu pensei: "Taí, uma história pra contar no blog". Fiz a proposta pro amigo leitor, e hoje recebi a sua resposta, com o texto pronto. Confesso que gostei e me emocionei com a história do amigo Jackson Comex, de Porto Alegre.

Agora conheçam vocês também a história de superação do Jackson:

... Eram meados de novembro de 2007 e eu completamente tenso com o envolvimento do meu trabalho de conclusão de curso da universidade, sem tempo para nada, conciliando meu novo emprego, que acabara de ser nomeado e que exigia muita responsabilidade e profissionalismo, com aulas na faculdade e preparação para a banca examinadora de final de curso. Por muitas vezes a fome era constante, porém o tempo era curto, logo eu compensava as refeições não comidas durante o dia nas madrugadas sem fim em que digitava meu trabalho de conclusão. Foram tempos muito difíceis, compensava a ansiedade e o desequilíbrio na alimentação. Em fevereiro de 2008, após passar todos o estresse de banca, formatura e trabalho de conclusão de curso, “acordei” na beira da praia com vergonha de tirar a camisa, pois estava pesando 118 quilos. Eu não conseguia fazer mais nada. Subir ao ônibus e escadas era uma vergonha. Percebei que as minhas roupas já não suportavam mais minha gordura. e os meus amigos se afastaram de mim. Presenciei o desespero da minha família preocupada com minha saúde. A minha coluna doía por toda a noite... o coração estava esmagado e os joelhos rangiam.. Eu não tinha noção da quantidade de alimento ingerido - pasme chegava a comer um fardo inteiro de pão de sanduíche durante a refeição, que normalmente eram nas madrugadas. Não sentia mais o ar e o meu pulmão estava apertado e nem podia apreciar o oxigênio de forma satisfatória. Tudo isto foi muito triste... até que um dia disse para mim mesmo CHEGA!!!! ASSIM EU ESTOU COMETENDO UM SUICÍDIO!!

Desde então, comecei a caminhar vagarosamente no parque Marinha do Brasil e no Parcão, pois meu peso me consumia e cada passada dada era um grande desafio. Durante todos os dias em que caminhava eu via muitas pessoas correndo.... pessoas das mais variadas idades e estereótipos... e todos correndo com um semblante de satisfação de prazer.... e coloquei um desafio para mim mesmo: EU TAMBÉM QUERO CORRER E PODER SENTIR A MARAVILHOSA SENSAÇÃO DE SATISFAÇÃO!!!

A partir desta decisão, aos poucos comecei correndo 5 minutos por dia, sentia dificuldade, mas eu consegui correr. No outro dia corria 6mim e no outro 8mim e no outro 12mim, assim sucessivamente. Em muitos dias de frio intenso, lá estava eu correndo sozinho na avenida Beira-Rio. Em muitos dias de chuva e lá estava eu correndo. A minha dedicação era constante e o meu objetivo era real. Com o passar do tempo notei que minhas roupas começaram a entrar... que eu podia caminhar mais leve e tranqüilo, que eu podia subir escadas sem cansar, enfim que eu podia respirar.

HOJE DIGO COM MUITA SATISFAÇÃO QUE CORRER TRAZ FELICIDADE!

Hoje, sou outra pessoa. Estou com 30 quilos a menos do que quando iniciei minha jornada. Sou uma pessoa normal. Minha alimentação é balanceada. Possuo uma vida saudável, sem vícios. Corro quase que todos os dias. A corrida foi o “started” que faltava para a minha vida. Hoje eu posso respirar, tenho muito prazer em correr e nem preciso falar para você sobre os benefícios da corrida.

Conforme o tempo foi passando comecei a mergulhar no mundo maravilhoso da corrida. Assinei a Runner’s para aprofundar o assunto. Conheci corredores virtuais. Passei a acessar blogs, com uma frequência muito grande o seu blog - Correndo na Chuva, que ao meu ver é o mais completo e é muito pertinente e esclarecedor ao tema em questão e é produzido por um grande incentivador e vencedor – gaúcho de Porto Alegre. Ouvi seu podcast e admiro sua trajetória e seus pensamentos.

Bruno, seu blog fez parte da minha conquista, foi um incentivo para minha jornada e ainda é. Algumas vezes chego cansado do trabalho sem vontade de treinar, logo ligo o computador para ler o blog e ver alguns vídeos de corrida no YouTube e em segundos o “bichinho da corrida” desperta e a motivação volta instantaneamente.

No sábado terei minha primeira participação especial numa corrida oficial, será minha primeira medalha de participação, de muitas outras que virão... meu objetivo é “correr o mundo”...hehehe. Desta vez não irei ousar correr a meia, mas por enquanto, apesar de já me sentir preparado.

Acabo de ler seu último post sobre o vício em correr... e como de sempre está formidável!!! Desejo muito sucesso na sua área de atuação, pois você tem um potencial imenso. Às vezes me questiono, dos motivos pelos quais você não continuou no curso de jornalismo, pois és um excelente profissional. Espero poder me encontrar com você o mais breve possível nas pistas de Porto Alegre, para deixarmos de ser amigos virtuais e poder correr junto, quem sabe, nas pistas das maratonas do mundo!!

Um forte abraço e até sábado... tentarei te achar no meio da multidão de inscritos... acessei o Blog do CORPA agora e fiquei admirado com a quantidade de corredores.

Creio que as palavras do Jackson falam por si só, mas gostaria de dizer que é um belíssimo exemplo de superação e força de vontade.

Amigo Jackson,
Agradeço de coração todas as palavras que me dirigiste. Fico feliz de estar conseguindo aquilo que tinha em mente quando criei o blog. Servir como uma ferramenta de motivação e de informação. Estarei torcendo por ti e sempre que precisar estarei a disposição para ajudar.

E sobre sábado, é só você procurar uma tenda branca com o logotipo e endereço do site da Eduardo Saraiva Assessoria Esportiva e perguntar por mim. Vou te esperar por lá!

Ps: Se você, leitor, gostaria de ver a sua história publicada aqui no Correndo na Chuva, é só escrever para o e-mail bruno@correndonachuva. Vale tudo. Contar do seu começo, da sua primeira prova, da emoção de cruzar a linha de chegada. Estou aguardando sua história.

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz
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Novo layout e "Outono em Porto Alegre"

Visando sempre a melhoria e o agrado de meus leitores eu procuro manter o blog constantemente atualizado e também trazer novidades que possam ser positivas. Nem sempre dá certo é verdade, mas acredito que esse novo layout seja mais agradável aos olhos de todos. Espero elogios, críticas e sugestões de todos.

Para comemorar o novo layout e também satisfazer o desejo de algumas pessoas que há tempos esperavam um texto em formato de poema ou semelhante, eis um que preparei sobre o Outono e a minha cidade, Porto Alegre. O título?

O Outono em Porto Alegre

Quando vem chegando abril
Começo a me preparar
Corrida na beira do rio
Vendo o dia raiar

Acaba-se o calorão
e começa o friozinho
Correr no parcão
acompanhado do Moinho

O vento soprando
falta só um quilômetro
tá quase acabando
outra prova no Gasômetro

As folhas começam a cair
mas não tem problema
faço meu longo na Icaraí
pois sei que lá vale a pena

As poças do último temporal
ainda estão espalhadas pelo chão
descer a lomba da perimetral
ou fazer cross na Redenção?

Chega a Páscoa, é feriadão
Vamos todos para Gramado
e no domingo simbora pro longão!
Ah, como é bom ficar endorfinado...

E os bichos começam a se preparar
afinal o inverno já vem chegando
mas eu sem pestanejar
vou continuar treinando...

Espero que gostem...
Ah, se algum de vocês tem conta no Twitter, me adicione lá, clicando na imagem do Twitter no menu do lado esquerdo!!
Abraços a todos
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O preço da corrida.

A Latin Sports, organizadora da Track & Field Run Series, resolveu cobrar R$ 110 de inscrição na Etapa São Paulo. Ok, concordo que o preço da inscrição está bem acima do considerado aceitável, mas com a divulgação dessa notícia surgiram diversos tópicos comentando sobre a "elitização" do esporte.

Em um desses tópicos eu expus minha opinião e achei que seria importante discutir esse tema aqui no blog também. Muita gente anda dizendo que o esporte está virando esporte de elite (econômica) pois o capitalismo está fazendo com que os preços dos itens estejam sempre aumentando.

Sinceramente? Eu não concordo.
Acredito que a corrida continue sendo o esporte democrático que sempre foi. Claro que hoje em dia existem milhares de opções de produtos para corredores, inclusive lojas especializadas na corrida, como a Velocitá, em São Paulo. Mas não é pelo fato de um par de tênis Asics Nimbus custa R$ 500, uma regata da Nike está custando por volta de R$ 120 e um shorts da Mizuno está sendo vendido por R$ 100, que a corrida seja um esporte de classe abastada financeiramente.

Esses produtos são vendidos para quem tem o interesse de comprar. Não é obrigatório a utilização de um tênis caro para poder correr. Existem marcas de tênis muito boas por menos de R$ 100. A mesma coisa para o vestuário. Quem é que nunca viu uma daquelas banquinhas de roupas nos dias de prova? Com R$ 30 você compra um short e uma regata.

O mesmo vale para os chamados acessórios: iPod, Garmim, Polar, braçadeira, cinto de hidratação, óculos com lentes especiais, e outros tantos. São acessórios "opcionais". Ninguém é obrigado a correr com esses itens. Corre com eles quem quer, quem tem dinheiro, quem tem vontade.

Eu costumo usar como exemplo o futebol:
Quem tem condições financeiras joga com bola Nike original, chuteira cara, camiseta oficial de time, joga em campo sintético, etc.
Quem não tem condições financeiras joga com bola de pelotão, pés descalços ou de tênis Kichute (nostalgia), qualquer short, sem camiseta, joga nos campos de areião ou em qualquer terreno abandonado, fincando dois pedaços de pau para marcar as traves.

Os produtos direcionado ao futebol são tão caros quanto os produtos para a corrida. Uma chuteira custa cerca de R$ 300, uma bola oficial da Nike, Adidas, Umbro, etc custa cerca de R$ 150, as camisetas de time então nem se fala. E mesmo assim eu pergunto: "o futebol deixou de ser um esporte popular?"

Quanto às provas de corrida em si.
Existem muitas corridas "amadoras", de bairro, de comunidades, organizada por atletas e feitas por amor ao esporte mesmo, em que a inscrição é barata. Mas como ela é organizada "por amor" ao esporte, costuma não ter muito dinheiro em caixa, logo não tem camiseta personalizada, não tem chip, etc... As grandes provas estão caras porque tem quem pague por elas.

Contei aqui no blog a minha partipação em uma corrida na cidade de Esteio (região metropolitana de Porto Alegre) em que meu gasto total foi de 12 reais (inscrição, trem, ônibus). A corrida foi toda bem simples, como eram as corridas de antigamente, com o esquema de "senhas" para marcar a colocação. E sabem o que é pior? Mesmo com a inscrição custando apenas 5 reais, eu vi gente no fim da prova reclamando da marcação da quilometragem, da água, do fato de não ter uma camiseta da prova, etc...

As provas grande, principalmente no Eixo RIO-SP estão encarecendo tanto porque o mercado consumidor é fiel. Essas provas grandes tem como objetivo visar lucros, logo o preço da inscrição tem que cobrir todos os gastos com a organização, e ainda sobrar alguma receita para a empresa organizadora. Mas aposto que se vocês forem procurar as provas pequenas, de bairro, de interior, vão ver como existem muitas provas e boas com inscrição baratas ou até gratuitas.

Ouvi falar muito aqui de uma prova organizada por um senhor, lá em Guaratinguetá. O nome é Prova Bar do Mané. E todo mundo que corre elogia a prestação do serviço, a ótima organização, etc. Mas e será que 90% das pessoas que hoje estão reclamando dos preços das inscrições, vão se interessar em correr uma prova no interior de SP?

Para mim, o problema não são as organizadoras que cobram preços absurdos e sim os corredores que tem uma mente pequena e um pequeno preconceito com provas "pequenas".

Bem, por enquanto eu vou dando "graças a Deus" que os preços das inscrições nas provas daqui de Porto Alegre ainda não passaram dos R$ 50. As provas do CORPA no ano passado custavam R$ 25, mas parece que esse ano irão custar R$ 35. E são provas muito bem organizadas e que valem a pena.

Bem, tá aí a minha opinião sobre o tema. Vamos discutir mais sobre isso através dos comentários. Um abraço a todos, Bruno Thomaz.
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No futuro...

Numa noite dessas, de lua cheia, sentei na janela e comecei a refletir sobre o meu futuro. Daí imaginei como estaria minha vida daqui a sete anos, em 2016. A imaginação correndo solta, pensando em várias coisas, até que tive a idéia maluca de 'me escrever' uma mensagem, vinda diretamente do dia 21/09/16.
A carta seria mais ou menos assim:

Olá Bruno do presente.
Hoje é dia 21 de setembro do ano de 2016, e o Correndo na Chuva está completando oito anos de existência. E que existência! Nesses oitos aniversários tivemos muita história para contar! Lembro até hoje do dia que escrevemos sobre a nossa primeira São Silvestre, em 2008. Depois desse dia, corremos a São Silvestre mais 7 vezes e em todas a emoção foi tanta quanto na primeira vez. Você não deve lembrar, pois ainda não aconteceu quando você estiver lendo essa carta, mas no meio de 2009 corremos a nossa primeira meia maratona e foi sensacional! Ah, e nosso blog teve recorde de acessos quando escrevemos sobre a nossa participação na Maratona de New York em 2011, foram cerca de 2000 mil acessos em um dia!

Ainda hoje, o único ser humano que completou as três ultramaratonas do BAD135 é o Marcio Villar, mas estamos perto de ser o segundo! Já completamos a BR135 e a Badwater, faltando só a Arrowhead, que iremos fazer no próximo mês de janeiro. Já corremos quatro vezes a Comrades e inclusive em uma delas chegamos em primeiro lugar (2014).

Ah você lembra que nós largamos a Farmácia? Ah não, quando você estiver lendo essa carta, ainda estaremos na Farmácia, mas você vai para a Educação Física no meio desse ano de 2009, e vai se formar em 2013, e vai trabalhar junto com o Eduardo, o seu treinador. Aliás, hoje nós somos sócios do Eduardo em uma assessoria esportiva que atualmente tem cerca de 1200 alunos! Hoje, somos casados com uma mulher linda e ela está grávida do nosso segundo filho. Sim, nós temos uma filha, que se chama Annita, em homenagem a nossa avó! A Annita está com dois anos já!!

Nesses sete anos que se passaram, muita coisa aconteceu. O Brasil foi campeão mundial de futebol em 2010 e em 2014, sendo hoje heptacampeão. Nas Olimpíadas de Londres em 2012, o Brasil foi destaque no Atletismo. Mas o mais importante aconteceu dentro do próprio Brasil. O mundo "running" cresceu de uma forma impressionante, sendo que hoje, de cada dez habitantes, um pratica o esporte. E em Porto Alegre foram construídas diversas ciclovias e pistas de atletismo.

Acho que por enquanto é só isso que tenho para contar!
grande abraço para ti, Bruno do presente.
Ass: Bruno Thomaz, 21/09/2016.



Hehehe, sei que é uma viagem, mas sonhar não custa nada e ainda por cima às vezes faz bem!

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz, diretamente do tempo presente
15/02/09

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Eu quero, eu posso, eu consigo.

Apenas um textinho simples, sem muita estrutura poética (nenhuma na verdade). Somente algumas palavras que escrevi quando estava em um dia não muito inspirado!

Sem limite

Quatro e trinta da madrugada.
Na rua, a escuridão ainda predomina.
Levanto da cama e lavo o rosto.
Preparo um café com frutas.

Visto um short, uma camiseta e um par de meias.
Abro o armário dos calçados,
Preciso escolher meu parceiro de hoje.
Decisão tomada, calço os tênis.
Agora estou pronto para ser o dono das ruas.

Primeiras passadas
o corpo ainda está duro.
Atravesso a rua e sigo meu destino.
Meu destino nesse momento é não ter destino.

Não tenho limite, corro até onde der.
Não tenho medo do desafio.
Eu quero, eu posso, eu consigo.

Rua deserta.
Céu estrelado, Lua cheia.
Asfalto ainda frio.
Silêncio, ouço apenas minha respiração.
O momento é meu. Meu e do meu corpo.
De mais ninguém.

Não tenho limite, corro até onde der.
Não tenho medo do desafio.
Eu quero, eu posso, eu consigo.

Sem relógio, sem noção de tempo.
Sem preocupações.
Isso é vida, isso é viver.
Não adianta, sou um viciado.
Sorriso no rosto, estou endorfinado.

Sou um viciado,
viciado pelo prazer de correr.
Sou um vencedor,
vencedor na arte de viver.

Está chegando o fim,
Mas não me desanimo,
pois amanhã irei fazer
tudo outra vez.


Daqui a pouco, treininho de 13k pelas ruas de Porto Alegre, e São Pedro deu aquela força! Nublado, ventinho, temperatura beeeeeeeem agradável (24ºC)!! Vamos que vamos!

Temos blog novo na área. É o Correndo & Escrevendo, do amigo Marcelo Diniz. Vamos dar aquela força para o mais novo blogueiro e mostrarmos a ele a tradicional hospitalidade dos run-blogueiros!!

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz
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Projeto Conte sua história [4]

E o nosso projeto "Conte sua história" continua de vento em popa. E dessa vez quem nos conta a sua história com a corrida é o meu amigo Luciano Vaghetti, daqui de Porto Alegre. Acredito que muitos de vocês irão se identificar com partes da história do Luciano.

Grande Bruno, aproveitando a idéia do "Conte sua história" estou aqui para colaborar e dividir com os leitores do teu blog os motivos que fizeram com que eu iniciasse nas corridas.


Meu esporte era o futebol, como o da grande maioria dos brasileiros do sexo masculino, desde pequeno não largava a bola de futebol influenciado pelo meu pai. Joguei em algumas escolinhas de futsal e quando atingi os quatorze anos comecei no futsal amador. Muitos treinos, campeonatos, vitórias, derrotas, tudo se encaminhava para que o futebol fosse o esporte que me acompanharia por muitos anos. Entretanto, com aproximadamente dezesseis anos encontrei um cisto ósseo no fêmur esquerdo, próximo ao joelho e tive que enfrentar uma cirurgia bastante complicada com enxerto ósseo no local. Passado o período de recuperação, quase um ano engessado desde a virilha até a ponta do pé, quando achava que tudo iria voltar ao normal, uma fratura no mesmo lugar fez com que eu voltasse para o gesso por mais seis meses. Além disso, por ser uma lesão óssea muito grande a fratura gerou uma rotação no fêmur, deixando um problema de simetria na minha perna esquerda.


Ainda tentei voltar ao futebol, mas nunca mais foi como antes, perdi a confiança, muitas lesões bobas e algumas de sérias de ligamento e menisco, me fizeram aos poucos perder a vontade de jogar. Sempre gostei muito de esportes, mas nenhum se comparava ao bom e velho futebol, até me encontrar com a corrida é claro.


Natural de Rio Grande, em 2003 vim pra Porto Alegre e meu esporte passou a ser a sinuca. Com ela veio junto a cerveja e o cigarro, acessórios imprescindíveis para se jogar uma boa sinuca. Diante disso o sedentarismo tomou conta do meu ser, barriga aumentando a cada semana, respiração diminuindo e assim caminhava a minha evolução, se é que dá pra chamar isso de evolução. Sempre digo que para largar um vício o mais fácil é arrumar outro, e foi o que eu fiz. Estava navegando na internet e vi que eu maio de 2007 aconteceria a vigésima quarta maratona de Porto Alegre, pensei que poderia completar os 10km da rústica, larguei o cigarro e comecei a treinar.


Completei a prova em 46 minutos e 53 segundos, um resultado maravilhoso para um marinheiro de primeira viagem. A prova foi sensacional, como é emocionante uma largada, só ouvindo o barulho dos milhares de tênis ao fazerem o contato com o solo, aquelas passadas marcadas, que só quem está concentrado na prova consegue perceber.


Aquele momento mexeu comigo, passou uma coisa tão boa que de lá pra cá já foram diversas provas, não larguei mais a corrida. Atualmente, treino quatro vezes por semana, com assessoria esportiva, meu objetivo é baixar dos 40 minutos nos 10km e já estou bem próximo. Além disso, neste ano planejo correr minha primeira maratona.


Embora a corrida me atraia por ser extremamente competitivo, hoje em dia, sinto muito prazer em correr na rua, com sol ou com chuva, me desligo completamente do mundo, é um momento que fico sozinho comigo mesmo, um momento em que conto as horas do dia para que chegue logo, louco pra correr sem rumo e sem destino, e quem sabe um dia tenha fôlego para fazer igual ao Forrest Gump.


Esse é o Luciano, na Corrida Eco Run de 2008.

Essa é a história do Luciano. Você quer ver a sua história por aqui? Então é só escrever e enviar para contato@correndonachuva.net. Mas não esqueça. Você tem que contar algo relativo à corrida! Como você começou? Aonde? Quando? Como foi sua primeira corrida? A sua emoção quando cruzou a linha de chegada?

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz

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Projeto Conte sua história [3]

Hoje vamos dar sequência ao "Conte sua história no Correndo na Chuva", publicando um texto do amigo Samuel Moreira, de Salvador. A história dele é muito boa e engraçada. Vale muito a pena dar uma lida e até deixar seu comentário após!
Vamos ao texto!


Você é maluco?

Calma, vou explicar:
comecei a correr há pouco tempo, isso se comparado com as inúmeras pessoas que conheci participando das corridas. Sempre fui admirador do movimento e até então tinha elegido o futebol como o meu esporte preferido. O tempo foi passando, passando e fui percebendo que os babas aqui em Salvador, como chamamos o futebol na beira da praia, foram ficando mais chatos. Os meus sábados eram sagrados aliados a conveniência com a maré, pois quando estava baixa a bola rola melhor.

Há um pouco mais dos meus 42 anos a chatice foi aumentando, pois ficava cada vez mais explícito a rejeição pela minha presença nos babas da praia. Aí comecei a analisar a situação, e o porquê do futebol estar ficando chato. Observei que uma boa parte, talvez a maioria, das pessoas que assim como eu iam jogar futebol na areia, estavam sumindo, com o passar dos tempo. O interessante é que até então não conseguia saber o motivo, até que um dia cheguei cedo para garantir o meu lugar e estranhamente pelo ao menos para mim, não fui chamado.

Até que uma daquelas vozes ainda em transformação me disse:
- Tio, assim que um de nós cansar dá o lugar para o senhor.

Já havia ouvido em outros sábados coisa semelhante, mas não dei muito importância, mas dessa vez acredite, doeu. A promessa foi cumprida, pois um daqueles FDP, quer dizer, Federação Desportiva da Praia, cansou e me deu o lugar. Conclui que realmente o futebol estava ficando uma chatice.

E ai, o que fazer?
Como já disse sempre fui admirador do movimento e num belo dia, resolvi me inscrever numa corrida. A Corrida Rústica dos Bancários com aproximadamente 7 km, sem ter nunca feito um treino, sem preocupação de calçar um tênis adequado, e nem me lembro se estava de meia, e lá fui eu. Hoje já entendo o porquê do meu desespero na chegada, mas deixa pra lá.

Achei bacana, participei de outra, mais outra e quando me dei conta já estava até treinando. E o negócio foi se tornando tão grave que até planilha de acompanhamento comecei a fazer. Hoje tenho no meu histórico, 46 corridas oficiais incluindo 4 meias maratonas, uma São Silvestre, fazendo um total de 471.665 metros corridos equivalentes a 37h07min20s e mais 1.657.218 metros com 138h58min42s em treinamentos num período de 2005 pra cá. Bem, essa estatística fica por conta da maluquice.

O fato de ter trocado o baba pela corrida não acabou com aquela história de "tio", só que tem uma diferença já que hoje em dia ouço coisas como:
-Pô! O tio corre pra caramba;
-Duvido que você corra igual ao meu tio;
-Vai tio, vai tio...

Finalmente cheguei à conclusão que tenho uma infinidade de sobrinhos.

Bem, e o: "Você é maluco?"
Há, sim, sou maluco por corrida.

Essa é a história que o nosso amigo Samuel quis compartilhar conosco aqui no Correndo na Chuva. Você também pode ver o seu relato publicado aqui no Correndo na Chuva! Para isso, basta escrever o seu texto e enviar para contato@correndonachuva.net. Mas não esqueça! O texto tem que ser original e narrar sua história com a corrida, como começou, onde, quando, como foi a primeira prova, e por aí vai. Não perca tempo, envie a sua história de amor com a corrida!

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz
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Projeto Conte sua história [2]

Hoje quem conta a sua história no Correndo na Chuva é o amigo Luiz Sebastião, lá da cidade de Olinda-PE.

Ele nos conta sobre a sua primeira participação na tradicional corrida de São Silvestre e o texto está muito bom, apesar de um pouco extenso, mas vale muito a pena dar uma lida e depois comentar o que achou!


UMA CRIANÇA NA CORRIDA DE SÃO SILVESTRE - Luiz Sebastião Jr.

Em alguns momentos de nossas vidas é preciso ouvir a criança que vive dentro da gente, é preciso deixá-la sair, é preciso render-se às suas vontades.

Lembro como se fosse hoje dos finais de ano de minha infância, dos dias 31 de dezembro, da expectativa pelo ano novo que chegava, das mudanças que ocorriam naquela época do ano e de como, naquele dia específico, ficava vidrado na TV assistindo a um evento que à primeira vista não parecia ter nada a ver com os últimos momentos que antecediam às festas de reveillon: milhares de pessoas, pouquíssimas famosas, uma multidão de anônimos, correndo, algumas com faixas e fantasias, pelas ruas de São Paulo, na famosa Corrida de São Silvestre. Lembro de ficar dando voltas no jardim de casa me sentindo o próprio Rolando Vera, atleta equatoriano, campeão quatro vezes consecutivas naquela época. Recordo de dizer, para mim e para todos, que um dia iria correr a São Silvestre. Obviamente riam de mim e certamente pensavam algo como: “criança tem cada idéia!”

Alguns dizem que a gente cresce e acaba perdendo a ingenuidade, a pureza e a alegria da criança que um dia fomos. Não acredito nisso, apenas acabamos por esconder da sociedade o que de melhor temos, por medo de sermos ridicularizados. Adão e Eva foram crianças que ao crescer perceberam-se como realmente eram, e ficaram com vergonha de assim serem. Sentiram-se ridículos e passaram a usar as folhas de parreira da ignorância e da arrogância, encondendo a beleza de admitirem-se, como diz o grande Gonzaguinha, eternos aprendizes. A vontade de ser pequenos deuses nos faz esquecer de ser quem somos, belos, ingênuos, puros, felizes, aprendizes eternos. Passamos a nos preocupar com o pecado original ao ponto de esquecermos que originalmente somos mesmo inocentes, que antes do pecado há a inocência original.

Mas como disse no começo, um dia essas coisas voltam à tona, seja por mudança gradual ou, como é mais comum, por mudanças abruptas que nos fazem repensar nossos destinos, e mesmo que este “repensar” não altere completamente nossos caminhos, ao menos nos fazem trilhar, durante algum tempo, por trajetos pouco comuns. No meu caso um desses trajetos foi de exatos 15km, os 15.000 metros que separam a largada da chegada na Corrida Internacional de São Silvestre.

Setembro de 2007, um revés profissional precipitou-se em meu caminho. Nessas horas olha-se para o presente, para o futuro e bastante para o passado. Nesse momento, cruzo com o Luiz criança, correndo em torno de um “pé de flor” imaginando que os poucos metros daquela circunferência eram semelhantes ao asfalto paulistano. E num gesto de impulso lá estava eu, na internet, fazendo minha inscrição, comprando passagens aéreas, reservando hotel, correndo na beira-mar de Olinda, no começo mal agüentando 1km, mas persistindo dia após dia.

Mas não era apenas correr a São Silvestre que eu queria, meu objetivo era também retornar ainda em 2007 para casa. Queria “passar o ano” com minha família. No papel o plano estava bem delineado: corrida, corrida para o hotel, corrida do hotel para o aeroporto (Guarulhos), vôo saindo às 21h. Duração prevista: 3 horas e 20 minutos. Fazendo as contas não daria tempo, mas bendito horário de verão que o Nordeste não segue, de modo que se ganha uma hora voando-se contra o fuso. Previsão de chegada: 40 minutos antes de 2008 começar a explodir em fogos de artifício. Família meio contrariada com o rompante de alguém que sempre foi muito certinho. Por dentro, orgulhosa; por fora preocupada. Tempos de problemas aéreos, atrasos em aeroportos, probabilidade alta de entrar em 2008 sentado no chão frio de um aeroporto. Mas o processo já havia sido iniciado e havia outra dificuldade: não conhecia São Paulo! Bendito seja o Google Maps e o Motorola A1200. Nada como a tecnologia!

Entre passeios e descansos (repouso é importante) chega o grande momento. A Av. Paulista parecia com o carnaval da minha Olinda, sem as ladeiras (descobriria eu mais tarde que uma ladeira em especial me esperava em poucas horas). Gente fantasiada, sorrindo, tirando fotos, enfim, uma festa onde éramos ao mesmo tempo convidados e homenageados. Eu estava em uma competição esportiva, oficial, profissional, sem a mínima chance de fazer um tempo menor que 2h, mas o povo estava lá para torcer por nós. Onde isso acontece? Já imaginaram um Fla x Flu, um Corinthians x Palmeiras, um Náutico X Sport (só pra lembrar da minha terra) e ao final do jogo o público esperar para ver uns peladeiros jogarem? Pois bem, os quenianos já haviam ganho a corrida a mais de uma hora, mas muita gente continuava ali, principalmente na tal ladeira, na inacreditável subida da Brigadeiro Luís Antônio, dando força para que não desistíssemos. Só a São Silvestre permite isso, esquecer de tempo e de posição, e pensar apenas em cruzar a linha de chegada.

Mas eu pulei o início e fui quase para o fim. Voltemos... vai se aproximando a hora da largada e a ampla Av. Paulista parece encolher, até o ponto em que você percebe que não há mais como sair de onde está. A ansiedade vai para as alturas, o narrador ao longe anuncia a largada, bolas de gás são lançadas no céu, o barulho dos fogos de artifício ressoam pelo ar, todos batem palmas e... e... e... e continuamos ali parados. É nesse instante que eu percebo que antes da Corrida de São Silvestre, existe a “Parada de São Silvestre”, de onde eu estava ficamos cerca de seis minutos parados. Aos poucos começamos a nos arrastar bem lentamente: a “Arrastada de São Silvestre”. Mais alguns minutos e conseguimos enfim... caminhar (“Caminhada de São Silvestre”). Após doze longos minutos eis que me deparo com a placa de... LARGADA.

O começo é uma maravilha, todos sorrindo, aplausos, o Shrek e um dos Transformers correndo ao meu lado, descida da Consolação, as pessoas se confraternizando, pouco se importando com o tempo, brincando com o semáforo que acabara de ficar vermelho dizendo que devíamos parar. Contudo, o melhor foi ver os corredores cantando uma música bem conhecida ao dobrar uma certa esquina: “alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga e a Av. São João”. Tem coisas que a Globo não mostra!

Calor escaldante! A metereologia informou que o dia anterior havia sido o dia mais quente de 2007 na capital paulista e o dia seguinte não devia estar perdendo por muito. Água? Só no km 4, um absurdo, e ainda mais quente. Até isso virou piada no orkut, pois alguém muito espirituoso justificou que a água quente devia ser para honrar o pacote de café que veio no kit do corredor, brinde de um dos patrocinadores. Bem, mas isso é um detalhe...

Km 5, Elevado Costa e Silva, primeiro trecho em aclive, os efeitos da empolgação passando e de repente a gente se vê perguntando a si próprio o que se está fazendo ali. Um dos voluntários, não sei se querendo estimular ou fazer gozação diz: “ah, se continuar assim não completa os 15km". Provavelmente o comentário era para que corréssemos mais rápido, mas aí me lembro da fábula do Ésopo, da lebre e da tartaruga, que deve-se ir devagar se vai-se ao longe. Diminuí o ritmo, eu estava só em São Paulo e lembrei-me que até a virada de 2007 para 2008 eu teria que enfrentar outras corridas. Portanto, não podia exagerar!

Km 8 e um dos momentos mais cruciais segundo meu planejamento. Se fosse desistir deveria ser ali, pois passando daquele ponto, voltar demoraria mais do que completar a corrida. Pensei: “só em estar aqui já é muito!, vou voltar para o hotel e começar meu regresso com mais tempo de sobra”. Aí a criança voltou a incomodar, a querer sair de dentro e com ela saiu também uma força estranha, talvez a mesma força que o Caetano disse que fazia o Roberto Carlos cantar. Resolvi continuar...

Tudo ia bem, até o ritmo melhorara, faltavam apenas 2km, só que, se no meio do caminho do Drummond havia uma pedra, no meio do meu caminho havia a já comentada “subida da Brigadeiro”. Contornar a esquina que me levava novamente à Paulista e ver uma placa escrita CHEGADA, parecia um sonho. Mas quando o sonho se mostrou bem real, o cansaço sumiu, a prudência se escondeu e se um dia eu conseguir correr os 15km naquele ritmo que corri os últimos 200m, é melhor que os quenianos se cuidem...

Brincadeiras à parte, cruzar a linha de chegada junto com o Luiz criança que agradecia pelo Luiz adulto ter tornado aquele sonho real, foi uma das melhores experiências da minha vida. Para encurtar a história, o plano de estar junto à família à meia-noite, a despeito de todo o caos aéreo fartamente noticiado naqueles dias, também se tornou realidade.

Às margens da praia de Boa Viagem, vendo o show pirotécnico ali apresentado, a medalha de participação na corrida era mais do que uma medalha, era a comprovação de que aqueles momentos foram reais, que embora nada pudesse garantir que 2008 fosse ser realmente um feliz ano novo, ao menos aquele dia seria novo sempre que eu fizesse sua memória, até porque etimologicamente fazer memória não é apenas recordar o fato, mas sim vivenciá-lo novamente em cada recordação, é acabar com o paradigma do tempo – passado, presente, futuro – é criar um rito, que na definição da raposa do livro do pequeno príncipe, é fazer com que um dia seja diferente dos outros dias, uma hora seja diferente das outras horas.


Esse é o relato do Luiz. Você também pode ver o seu relato publicado aqui no Correndo na Chuva! Para isso, basta escrever o seu texto e enviar para contato@correndonachuva.net. Mas não esqueça! O texto tem que ser original e narrar sua história com a corrida, como começou, onde, quando, como foi a primeira prova, e por aí vai. Não perca tempo, envie a sua história de amor com a corrida!

Um abraço para todos
Bruno Thomaz
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Projeto Conte sua história

Hoje, a partir desse post, estou colocando em prática uma idéia que há tempos estou desenvolvendo. Até criei um projeto de nome "Conte sua história no Correndo na Chuva", e consiste de corredores amadores (como eu) escreverem a história da sua vida com a corrida. Porque começou a correr, quando, aonde, a primeira vez que correu uma prova, etc. Assim como eu já contei diversas vezes sobre a emoção que senti ao completar minha primeira prova, achei que muitas outras pessoas iriam querer ter o gostinho de usar o meu humilde espaço na blogosfera para contarem a sua história também.

Quem quiser participar, sinta-se a vontade para escrever seu texto (podendo ser ilustrado), enviando para o e-mail do blog, o contato@correndonachuva.net.

Acredito que desta forma, podemos incentivar muitas pessoas a começarem a correr. Pessoas que já sentem um pouco de vontade, só faltando mesmo o incentivo. Espero que essa idéia prospere e tenha vida longa.

Para dar a primeira passada então, um belo texto da minha amiga Regianne Casseb, de Montes Claros, MG.



CORRENDO NA CHUVA - Regianne Casseb

“- Correndo na chuva?
- Sim, e o dono do blog vai publicar.
- Por que este nome para um blog?
- Sinceramente? Nunca parei para pensar nisso. Mas faz muito sentido...”

Quando eu era criança, sempre gostei de andar na chuva...da sensação de liberdade que isso me dava.

Na virada do ano 2005 para 2006, a agenda nova tinha um campo para ser preenchido, na verdade uma página inteira. Ali eu escrevi só uma palavra: CORRER!

Sim, em 2006 eu queria correr. Mas como assim, correr? Praticante de musculação desde 1992, com intervalo somente numa das gestações, me sentia pesada, sem resistência aeróbica. As caminhadas eventuais não me estimulavam...Queria correr!

Curiosamente, tinha um bloqueio emocional...uma vergonha de correr na rua, onde todos me veriam, sei lá, desengonçada? Por isso, a decisão, assim...objetiva, pensada!

Quando dei meu primeiro trote, e ‘morri’ em dois minutos, achei que nunca conseguiria. Mas fui atrás de informação, perseverei e daí a alguns meses trotava 30 minutos seguidos. Contratei uma personal, que montou um programa detalhado e me acompanhava uma vez por semana. Funcionou. Consegui evoluir e passei a me considerar uma corredora de rua.

O corpo melhorou, a disposição...Nossa!!! Pequenos detalhes valiosos. Incorporei definitivamente a corrida à minha rotina de atividades físicas. Com uma vantagem, levo para onde for.

Na verdade não tinha e não tenho grandes ambições na corrida. Aos poucos fui vendo que para mim é melhor assim mesmo. É suficiente preservar somente o prazer, sem os ‘ferimentos de guerra’ das longas distâncias. Quero mesmo é sentir o sol e o vento no rosto, me abstraindo de todo o movimento das ruas, levar minha prática para qualquer lugar, conhecendo novos trajetos, parques, cidades, pessoas. Isso me basta!

Voltando ao nome do blog, para quem corre na rua, como eu, a chuva pode ser vista como um obstáculo. Acho que ‘Correndo na Chuva’ na verdade retrata a gana que temos de colocar o tênis e sair correndo, faça sol ou faça chuva. Ou seja, é aquele contrato celebrado pelo corredor consigo mesmo...

Nosso ‘compromisso’ com a corrida é sacramentado a ponto de nos fazer declinar do convite feito pelo sofá e pela TV, quando começa aquela chuvinha gostosa pingando na janela.

Melhor ainda, é quando ela – a chuva - nos pega no meio do treino, cansados, suados, mas já endorfinados. Os primeiros pingos nos refrescam, os seguintes nos ensopam, e, continuando a chuva, outros nos atrapalham a visão, encharcam as meias, mas lavam nossa alma...Então só penso em abrir os braços e fazer o vôo de Vanderlei Cordeiro de Lima. Tirem todos das ruas, parem os carros, pedestres, bicicletas. Estou correndo de olhos fechados. A rua é MINHA!!!

Faço agora a cena principal do meu filme, como Gene Kelly, em “Dançando na Chuva”, sou livre, feliz, tenho absoluto controle do meu corpo, tempo e espaço. Estou voando."
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Limitação dos estrangeiros em provas nacionais

Recebi uma mensagem que me informava de que a CBAt já haveria regulamentado a questão da participação de estrageiros nas provas nacionais, e fui atrás de mais informações sobre o assunto, já que rolou muita discussão em blogs e comunidades sobre o tema, mas sempre na base do "achismo", inclusive muitas pessoas opinando sem conhecimento algum do tema e falando muita besteira.

No site da CBAt, no item "Norma 07" que corresponde à norma de RECONHECIMENTO E HOMOLOGAÇÃO DE CORRIDAS DE RUA PELA CBAt, no artigo 6º, está escrito assim:

Art. 6º - As corridas de rua realizadas no Brasil são destinadas, em princípio, à participação de atletas brasileiros natos ou naturalizados. A participação de atletas estrangeiros, sem prejuízo do disposto na Norma 9 – Participação de Atletas Estrangeiros no Atletismo Brasileiro, da CBAt, obedecerá aos seguintes limites:


1. – Classe A-1 - Provas Nacionais: podem ser inscritos até 3 (três) atletas por país no masculino e 3 (três) atletas por país no feminino.
2. – Classe A-2 – Provas Nacionais: podem ser inscritos até 2 (dois) atletas por país no masculino e 2 (duas) atletas por país no feminino.
3. – Classe B - Provas Estaduais: pode ser inscrito 1 (um) atleta por país no masculino e 1 (uma) atleta por país no feminino.

# 1º - Os convites para participação de estrangeiros devem ser emitidos, especificamente, pelos organizadores das provas, devendo ser cumprida a legislação específica para entrada dos mesmos no Brasil, no tocante a vistos, bem como as Normas da IAAF para tal.
# 2º - Todas as exigências e procedimentos para a participação de atletas estrangeiros constam da Norma 9 – Participação de Atletas Estrangeiros da CBAt, em vigor a partir de 1º de março de 2009.

Bem, tirando por base o artigo acima, podemos concluir de que a idéia da regulamentação não é "proibir" os estrangeiros de competirem, como muitas pessoas afirmaram nas discussões das comunidades no orkut. A idéia não serve para aumentar a chance dos brasileiros vencerem as competições, e sim evitar uma "invasão" estrangeira nas nossas provas de rua, prejudicando assim o crescimento do esporte no Brasil.

Mas isso vale para a São Silvestre, para a Meia Internacional do Rio, etc??

Não, a regulamentação é bem específicia: Se refere somente a provas nacionais. A São Silvestre é uma prova internacional, logo os quenianos, colombianos, etíopes e seja lá quem for poderão participar, assim como de todas as provas internacionais do calendário brasileiro.

Em tempo: Após a publicação desse post a CBAt divulgou uma alteração em seu texto afirmando que a regulamentação é válida sim para provas de caráter internacional. Mas que nessas provas poderão ser feitas exceções, ficando a cargo da entidade organizadora da prova. Ou seja, na São Silvestre e outras provas internacionais, haverá a regulamentação de estrangeiros, mas a organização poderá não respeitar essa limitação e enviar cartas-convites a mais integrantes de um mesmo país.

Mas o Marílson não ganhou duas vezes em New York?

Sim, mas a NYC Marathon é uma prova internacional. Alguém já viu o Marílson ganhando alguma prova em New Jersey?

Mas qual efeito essa norma terá na prática?

Vai frear um pouco a exploração de atletas.

Como assim?? Segue abaixo um pequeno exemplo de como funciona essa exploração:

Um treinador qualquer entra em contato com a federação de atletismo do quênia, esses mandam uns 4 ou 5 atletas novos para o Brasil. O treinador estuda quais as provas que tem premiação boa (independente de ser corrida nacional ou internacional) e inscreve os seus atletas. Os quenianos vão lá, faturam a prova, e 70% do valor do prêmio vai para o técnico, e os outros 30% ficam com os vencedores. Claro que esses 30% deixa os quenianos satisfeitos afinal estão em começo de carreira e ganham bem mais do que ganhariam no quênia.

Em tempo, acredito que o intercâmbio de atletas é válido, para trocar experiências, se adaptar a novos climas, adquirir novas técnicas. Mas isso é uma coisa e o exemplo acima é outra coisa.

Enfim, esse assunto é um tanto polêmico, pois como citei no início, muita gente opina sem conhecimento algum sobre o assunto. Cheguei ao extremo de ver no orkut os seguintes argumentos:

"Se seguirem essa lógica da cbat, os estados unidos não jogam mais basquete nas olimpíadas, o Brasil não joga a liga mundial de vôlei, a copa do mundo de futebol de salão e copa do mundo de futebol e o Phelps nunca mais entra numa piscina... ô pensamento pequeno... uma mente estratégica desenvolveria nossos atletas para tornarem competitivos e não criaria uma reserva de mercado... melhor deixar de chamar a corrida de internacional se assim for... espero que sejam coerentes!"

e também:

"Penso que os quenianos devem correr aqui sim. Eles não podem ser punidos por serem melhores e por se esforçarem mais. O que não pode é brasileiro ficar se iludindo com vitórias com tempos medíocres. Se você quer ser bom, deve correr com os melhores. Imagine se a maratona de nova iorque vetasse a participação de estrangeiros. Marílson nunca teria tido a oportunidade de vencer."

Muita gente reclama que nosso país só pensa em futebol, que a iniciativa pública e privada não dão incentivos ao atletismo, que na sua cidade tem 50 campos de futebol e nenhuma pista de atletismo. Pois então, em um país que o atletismo praticamente "não existe", o que mais aparece é um bando de estrangeiros que disputam até as provas no interior do Acre só por causa da premiação.

Eu acredito que essa limitação de participação estrangeira só vem a ajudar o esporte no Brasil. OU JÁ NÃO EXISTE UMA REGRA DE LIMITAÇÃO DE JOGADORES ESTRANGEIROS NO FUTEBOL DO BRASIL? Porque será que eles limitam os estrangeiros nas equipes brasileiras? Será que é para obrigar os times a investirem nas categorias de base, fazendo com que surja uma promessa de craque a cada dia?

Fica o texto para reflexão de vocês...

Um grande abraço
Bruno Thomaz

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O sofrimento e o prazer de correr

Há tempos que venho querendo falar sobre esse assunto, mas nunca conseguia escrever um texto que prestasse ou que eu achasse que vocês pudessem gostar, mas lendo uma reportagem que saiu na edição de janeiro da revista Runners World Brasil, me senti um pouco mais seguro para dissertar sobre tal assunto.

E que assunto é esse? Esse assunto é melhor apresentado na forma de uma pergunta, então aí vai: "Porque muitos corredores gostam de "sofrer" com as dores durante uma corrida ou um treino?"

Eu sou um que quanto mais sofrida, mais prazeirosa vai ser aquela corrida. E igual a mim conheço muitos outros. Então, porque a sensação "boa" quando estamos com dores? Pelo simples fato de sentirmos que estamos "no jogo"? Ou seria pelo fato de estarmos levando nosso corpo ao limite, provocando um êxtase?

Nosso cérebro emite a sensação de dores como um aviso de que estamos no limite, que é para diminuirmos um pouco o ritmo, mas muitas vezes acontece o contrário, o psicológico toma conta do nosso corpo, as dores somem, e continuamos a correr no mesmo ritmo (ou mais forte ainda).

Quando estamos em uma prova, e sabemos que falta pouco para a chegada, aí sim que as dores somem e ainda por cima parece que ganhamos uma energia extra (uma reserva de combustível que estava guardada só para esse momento) e damos um sprint digno de Usain Bolt. Mas com que forças???

A revista traz quatros "dicas" de como enganar a dor ou então como transformar essa dor em força psicológica para continuarmos "no jogo".

1) Acredite que pode suportar.
Ou seja, autoconfiança!!! COnfie em você mesmo, acredite que você vai chegar ao final custe o que custar, e isso será de um auxílio monstruoso durante o seu "sofrimento".

2) Tente relaxar.
Se você estiver com dores musculares, procure relaxar grupos musculares que você não está utilizando, como os da face por exemplo.

3) Corte o negativismo.
É isso aí!! OTIMISMO FOREVER!! Se tiver sentindo dores musculares nas pernas, não pense "Tô fudido, já era" e sim "Isso aí, tô no páreo, estou a todo vapor".

4) Divida e conquiste.
Se você está correndo uma distância longa, não fique se preocupando com a chegada da prova que se encontra a quilômetros de distância. Pense que seu objetivo primeiro é chegar até o fim daquela reta. Ao chegar no fim da reta, mentalize como objetivo chegar até o outro lado daquela avenida, e por aí vai. Divida o percurso em "pontos" e mentalize como objetivo sempre o próximo ponto. Isso faz a prova parecer menos cansativa, menos dolorida e mais satisfatória, pois a todo instante você terá um motivo para "comemorar".

Mas o essencial mesmo é não temer e saber aceitar o sofrimento. Diz uma ultramaratonista que "a pessoa que sabe que o sofrimento está vindo, que o espera e o aceita, se sai melhor de quem teme a sensação".

Eu, particularmente, me considero um corredor louco por causa disso. Eu espero o sofrimento quando estou correndo, e quando ele chega, através do cansaço, das dores, da sede, ou de qualquer outra sensação, eu sinto que estou vivo. É nesse momento que eu sinto a alegria de estar correndo. E acho que é esse sentimento, essa loucura, que nos define. É essa a sensação que faz com que você seja uma pessoa diferente depois de ter completado uma distância inimaginável.

Já ouvi muitas pessoas falando que completar uma Maratona faz com que a gente mude ao ponto de separar nossa vida em a.M e d.M (antes da maratona e depois da maratona).

Quando perguntam porque eu corro, eu respondo que corro porque me sinto vivo.
Se me chamam de louco por correr, eu respondo que sou louco mesmo, mas sou feliz.

"Aqui tem um bando de louco. Loucos por ti, Corrida".

Um grande abraço
Bruno Thomaz, o louco.
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A primeira corrida...

Amigos leitores,
como estou um pouco impossibilitado de atualizar o blog com novos assuntos, visto que estou em outra cidade e sem muito tempo para me atualizar das notícias do esporte, resolvi republicar alguns posts, a exemplo do que fiz no fim de dezembro com os posts "Benefícios da Corrida" e "Esses não-corredores". O post que trago do fundo do baú hoje foi o primeiro post desse blog, sobre a primeira corrida desse cidadão que vos escreve.

Um abraço a todos!!

Há pouco mais de um ano, eu estava em frente a TV, acompanhando o Atletismo no Pan do Rio, quando na prova dos 3000m com obstáculos feminino, uma atleta baixinha, magrinha e bonita saiu correndo na frente de todo mundo, e ganhou a medalha de ouro e ainda bateu o recorde da prova. O nome dela era Sabine Heitling, e ela representava não o Brasil, e sim o Rio Grande do Sul.

Naquele dia, eu resolvi que UM DIA EU IRIA COMEÇAR A CORRER. Mas acabei ficando só na promessa, e não levei muito adiante essa idéia.

Daí quase um ano depois, eu vi uma mulher de 38 anos ganhar a Maratona das Olimpíadas de Pequim, o nome dela? Constantina Tomescu, da Romênia.

Daí dessa vez eu pensei: "Agora sim, eu vou começar a correr e não vou ficar só na promessa!", e realmente comecei.

Aos poucos, alternando caminhada e corrida, fui atingindo distâncias que antes pareciam inimagináveis à minha pessoa. Ficava todo faceiro quando saía do treino depois de correr 3km, 4km no outro dia, 5km mais além, até o dia que eu corri 7km.

No domingo 31 de agosto iria correr a minha primeira prova, a XII Corrida do Carteiro, prova de 10km, lá na Av. Edvaldo Pereira Paiva (Gasômetro - Beira-Rio). Planejei 50mil formas de conseguir completar os 10km, visto que nos treinos eu havia chegado somente a 7km.

Mas quando cheguei no local da prova, senti que as coisas seriam diferentes. Por 2 grandes e lindos motivos:

1º) Correr com aquela paisagem do teu lado é emocionante e empolgante!

2º) Sabine Heitling, aquela gauchinha, medalhista de ouro no Pan, estava ali, do meu lado.

Não hesitei, e cumprimentei ela, dando um abraço e dizendo a ela que ela era uma das razões de eu estar ali naquele momento, pronto pra correr meus primeiros 10km. O sorriso dela e as palavras de incentivo já valiam meu dia, mas faltava completar a prova pra ficar perfeito.

E foi dada a largada, eu fui no meu ritmo, bem tranquilo, e quando me dei conta, já estava no km 6 dando a volta! Faltavam 4km, e eu estava ali, inteiro, e com muita vontade de terminar os km restante.

Cara, a sensação que eu tive, ao me aproximar do km 9 foi muito boa, mas tão boa, que até me deu um gás extra pra aumentar o ritmo e completar a prova em um ritmo mais forte do que o começo.

Quando percebi estava ali, há alguns metros da chegada, e passou todo um filme na minha cabeça, lembrando de vários momentos difíceis que eu passei até ali, momentos de sedentarismo no sofá da sala, de sentir inveja dos meus amigos que corriam muito mais do que eu nas peladas do futebol, de desânimo por ver aqueles quilinhos a mais no meu corpo e não ter força de vontade de fazer um exercício que prestasse, etc... Mas agora nada mais importava.

A única coisa que importava era eu vencer aqueles metros que me separavam do meu objetivo. E passar pelo portal, com 1h03min25seg, foi algo indescrítivel. Ainda estou tentando achar palavras pra descrever o êxtase, o prazer, o alívio, enfim, a sensação de estar ali, vencendo uma prova pessoal. E mesmo não sendo uns dos primeiros, nem um dos últimos, eu me sentia como se fosse o campeão. O momento era meu, e eu era o vencedor! Logo depois retirei aquela que é talvez a medalha mais importante que eu já conquistei, mesmo sendo uma medalha de participação (ou de superação!). Mas foi A medalha.

Agora, é continuar evoluindo nos treinos, e partir para as próximas corridas!

(texto escrito no dia 31/08/2008 e publicado no dia 21/09/2008).

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São Silvestre 2008 - O 1º dia.

Vou iniciar o meu relato sobre a minha participação na São Silvestre pelo dia 30 de dezembro, às seis e meia da manhã. Nesse horário eu estava no aeroporto, pronto para embarcar no Vôo 2101 da Gol, com destino Congonhas e previsão de chegada às 08h36min. Junto comigo nesse vôo iria a Bia e o treinador Eduardo. Eu, Bia e Edu no aeroporto.

Chegamos em São Paulo um pouco antes do previsto, às 08h20min, e fomos direto para o Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro retirar os kits. Ao chegar lá e ver aquele monte de pessoas em volta do ginásio comecei a sentir as primeiras emoções.O clima de confraternização já dava seus primeiros sinais por ali mesmo. Um grupo de baianos apareceu tocando seus instrumentos de percussão e fazendo uma bonita festa lá no local. A Bia ainda aproveitou para fazer um teste de pisada que a Mizuno estava proporcionando no local.
são silvestre 003 Bruno

Logo após fomos à feira de vendedores ambulantes que se encontrava do lado de fora do Ginásio, e eu acabei comprando uma camiseta regata alusiva à 84ª São Silvestre e uma camiseta de mangas compridas vermelha.

Dali fomos a pé até o nosso hotel, já aproveitando para conhecer um pouco mais de São Paulo. 20 minutos de caminhada e já estávamos no Hotel Trianon Paulista, que fica na Alameda Casabranca 363. Fomos direto para os quartos, e combinamos de nos encontrarmos dali a pouco lá na recepção para darmos uma caminhada pela região e também para almoçarmos. Quando estamos saindo, encontramos o Franck Caldeira sentado na frente do hotel, e pedimos para tirar uma foto.


São Silvestre Bruno 2

Saímos, almoçamos, e quando voltamos, encontramos uma aglomeração da imprensa em frente ao hotel. Era o Vanderlei Cordeiro de Lima que estava por ali. Ficamos por ali esperando para tentarmos tirar uma foto. PC270254
Não só tiramos a foto como ainda fomos filmados e meu treinador, entrevistado. A reportagem foi exibida no Jornal da Globo, do dia 30/12. Você pode ler a reportagem clicando aqui, e o vídeo abaixo:

Logo após isso, matamos tempo durante a tarde, esperando chegar o resto do nosso pessoal, o Zara, a Caren, dona Gisa (mãe da Caren) e o Nickolas (filho do Zara e da Caren). Duranta a tarde ainda encontrei uma das maiores figuras do atletismo feminino atual do Brasil e que fiz questão de tirar fotos com ela. Marily dos Santos .


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Marily dos Santos, maratonista brasileira em Pequim.

Às 20h, havia uma janta com o pessoal da Comunidade da São Silvestre no orkut. A janta foi no Restaurante Viena, do Conjunto Nacional. Fomos eu, o Edu e a Bia, e ao chegarmos lá já se encontrava um pessoal. A cada instante chegava mais gente, e no fim totalizou 26 pessoas de 10 estados diferentes.
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Estavam presentes pessoas do RS, SC, PR, SP, RJ, MG, MT, CE, AL e MA. Um pequeno agradecimento à Catia, do RJ, que se esforçou para que essa janta saísse!! Foi muito boa essa janta, e o pessoal muito show de bola! (nas fotos: acima, Cátia; Magrão. Abaixo: Lediana; um lado da mesa). Janta comunidade1Janta comunidade4 Janta comunidade3Janta comunidade11

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Minha retrospectiva 2008

Já é tradição encontrarmos em sites e revistas de diversas áreas uma retrospectiva no fim do ano. Não vou fugir à regra e irei fazer aqui a retrospectiva 2008 da minha vida.

Reveillón 2007 -> 2008:

Foi um dos melhores reveillóns que já tive. E não foi nem pelo local ou pelas companhias, e sim pelo meu estado emocional. Pela confiança que eu tinha de que 2008 seria um ano bom. Estava me sentindo muito feliz naquele fim de 2007, e com muitas esperanças de que 2008 fosse dar continuidade àquela alegria que sentia no fim de 2007. Ledo engano.

Janeiro -> Julho:

Foram 7 meses que prefiro apagar para sempre da minha vida. Na realidade, janeiro e fevereiro até foram razoáveis, mas o que se seguiu após foram os piores meses da minha vida até então. Momentos em que eu realmente estava mal, no fundo do poço emocionalmente. Não sentia vontade de falar com ninguém, saía de casa apenas para ir as aulas e ao estágio, não tinha vontade alguma de fazer alguma coisa.

Agosto:

Não sei exatamente explicar qual o motivo, mas no fim de julho e início de agosto as coisas começaram a mudar. "O sol começou a nascer para mim novamente". E foi junto com esse momento, que um dia voltando da aula, com a minha linda colega Vânia, tive a idéia de começar a correr. Estávamos conversando sobre algum assunto qualquer, quando a conversa entrou no tema "exercícios físicos" e como moramos pertos um do outro, eu a convidei para começar a correr na pista do CETE (centro estadual de treinamento esportivo) que fica bem próximo das nossas casas. Ela aceitou, e começamos aos poucos, mas eu acabei ficando, e ela foi para a ginástica localizada. E foi nesse dia que o mundo da corrida ganhou um apaixonado.

Correndo sem orientação alguma, apenas calçando os tênis e indo para a pista. Pesquisando pela internet descobri que no dia 31 de agosto haveria uma corrida de 10k no Gasômetro e que a inscrição eram apenas 4kg de alimentos não-2869856699_8fb0b7d6d8perecíveis. 31-agostoResolvi que iria tentar. Peguei o regulamento e vi que o tempo limite para concluir a prova era de 1h50min. Fui para o CETE e corri por 1h e fiz 7km. Pensei comigo mesmo: "Tá, eu corro 7km em 1h, depois caminho um pouco, depois corro mais um pouco e eu consigo fechar a prova antes de 1h50min". Fiz milhares de planejamentos na minha cabeça, e estava bem ansioso e com medo de não conseguir. Mas no dia 31, estava eu lá, completando a prova com 1h03min25seg. Sem caminhar. Foi muito mais do que simplesmente perfeito.

Quando comecei a correr estava com 80,2kg e 16% de gordura corporal.

Setembro:

No dia 2 de setembro, fui para o CETE, e conversei com um carinha que ficava lá no fundo da pista, com uma infra-estrutura bacana e com um grupo de pessoas. medalha caixaEra o Eduardo Saraiva, e ele trabalha com uma assessoria esportiva. Naquela conversa nasceu duas ligações. 28setembroA de treinador - atleta e de amizade. Comecei a treinar sob orientação do Eduardo e aprendi muita coisa, assim como evolui também. Já de cabelo cortado, no fim de setembro participei da minha segunda prova, a Corrida da Caixa, e dessa vez me inscrevi nos 5k. Completei os 5k em 28'32", sob uma temperatura alta e um sol bem forte... carmemclaudiaNesse mesmo dia da Corrida da Caixa conheci pessoalmente a Carmem e a Claudia Chandelier, duas amigas com quem eu já conversava bastante pelo Orkut e pelo MSN. Elas correm pela Equipe PerCorrer Sogipa Widex. Foi em setembro também, mais especificamente no dia 21, que criei esse blog. Foi uma das melhores coisas que fiz desde que comecei a correr. Através do blog aprendi muita coisa, pois ao procurar informações para transmitir por aqui, eu também estava adquirindo conhecimento! Sem contar as amizades que fiz através do Blog. Sem dúvida nenhuma esse blog foi uma das minhas alegrias nesse ano de 2008.

Outubro:

No mês de outubro, dei seguimento aos treinamentos orientados pelo Eduardo. medalha servidorFiz meu teste ergoespirométrico e mais alguns outros exames e descobri que estava apto a correr 18outubro(ainda bem, mas mesmo se eu não tivesse apto, iria correr do mesmo jeito).

No dia 18 de outubro, ocorreu a 2ª Meia Maratona do Servidor Público, mas óbvio que eu não iria correr os 21,1km. Sendo assim participei de uma corrida participativa de 5k que aconteceu junto com a prova principal. E foi muito bom, mesmo... Apesar do sol, a temperatura estava agradável, graças ao início do horário de verão, que ocorria naquele dia. Completei os 5k em 25'02" (sim, 3'30" a menos do que a corrida da caixa, 21 dias antes dessa). brunorodrigotriNesse mesmo dia conheci pessoalmente dois outros amigos que até então só tinha tido contato através da internet. O Rodrigo (do Triblog) veio lá de Pelotas para correr os 21,1k. E o Guilherme Myra, que estava lesionado, apenas curtiu a movimentação e o clima da prova. Esse aí da foto ao lado é o Rodrigo. Acabei não tirando foto com o Guilherme e a filhinha dele, infelizmente.

O mês de outubro terminava com um saldo muito positivo, visto que os treinamentos estavam objetivando a participação da nossa equipe na 4º Maratona de Revezamento Paquetá que viria a ocorrer em novembro. Ah, e também foi em outubro que ficou confirmada a minha participação na 84ª Corrida Internacional de São Silvestre, em São Paulo.

Novembro:

Então chegou o mês mais aguardado do ano até então. Explica-se: Novembro é o meu mês. O mês do meu aniversário. O mês em que tudo é perfeito. E realmente, em 2008, meu novembro foi perfeito. Foram tantas coisas, que fico até com medo de esquecer algo aqui, mas vamos lá. Na edição de novembro da Contra-Relógio teve uma reportagem sobre os blogs de corridas e lá estava o meu blog, listado junto a outros blogs de peso!! Ah, e foi nesse mês também que o Marílson conquistou o bicampeonato da Maratona de New York!

DSC03596Primeiro, a 4ª Maratona de Revezamento Paquetá Asics no dia 09, em que os integrantes da minha equipe (Eduardo Saraiva Assessoria Esportiva) estavam todos lá presentes. Das provas que fiz até então, foi a primeira em que tive a companhia dos meus colegas! Sobre a prova em si, muita gente, muito calor, muito calor (era tanto calor que mereço repetir isso). Fomos com dois quartetos, e no meu quarteto eu era o que fechava a Maratona, e fui começar a correr às 11h40min (horário bom né?), corri os 10,55k em "apenas" 58'50", sendo que pela primeira vez eu quebrei em uma prova. 9novembroCaminhei por 3 minutos para baixar um pouco a frequência cardíaca, e ainda parei para um pit-stop numa árvore. Foi uma medalha bem suada e talvez a mais difícil de todas até então. Mas com certeza valeu a pena. Ah, só para constar, meu quarteto era o Giovani, a Caren e o Zara. E o outro quarteto da minha equipe era a Fernanda, a Bia, a Tita e a Ari.

medalha esteio 15-11Uma semana depois estava em Esteio vivendo uma experiência nova. A de auxiliar a preparação de uma prova. A convite do Paulo Henrique, presidente da ACORES, fui a Esteio, ajudei como pude e aprendi bastante sobre a organização de provas quando não se há verba disponível. No sábado 15, corri a prova de 7,6k (pelo MapMyRun deu 7,7k) e completei com um tempo de 36'56", o que me deixou realmente muito satisfeito, pois o percurso era bem complicado com subidas fortes e descidas íngremes. Ah, passei pelo ponto do 5º km com um tempo de 23'19", o meu melhor até então.

Na semana seguinte era o meu aniversário! Completei 24 anos e fiz um churrasco para os meus familiares e o pessoal da equipe lá na casa do meu pai em Viamão. O dia estava lindo demais e foi tudo tão perfeito. Gê, Ana, Lêti, Edu, Tita e Fábio foram as pessoas da equipe que estiveram presentes no churrasco!! 23-11-08 015

E para fechar o mês com chave de ouro, eu estava participando de uma promoção cultural no blog da Nike, e durante todo o mês de novembro minha história estava lá para ser votada. A promoção se encerrava no dia 30, e no dia 1º de dezembro sairiam os resultados.

Dezembro:

E no dia 1º de dezembro, acordei, entrei no Blog da Nike e estava lá, minha história entre as 25 mais votadas! Ganhei um Nike Air Pégaus +25!! Agora era só esperar chegar e curtir a glória!!

medalha policia federal2No dia 10, fizemos uma janta para comemorar o aniversário do Gê (aquele simpático senhor de camiseta feia, ops, do Inter, na foto acima), e aproveitamos também para celebrar o fim do ano com o pessoal da equipe. Foi numa pizzaria na Dr Timóteo, coisa mais boa, mas eu não comi (quase) nada, e também não bebi nada, somente água (=D). E no sábado 13, fomos fazer história. Bruno-chegada corrida noturnaPelo menos assim que descrevi a realização da PRIMEIRA Corrida Noturna de Porto Alegre. Novamente a equipe estava presente com a tenda de apoio. Fiz uma ótima corrida, completando os 10k em 48'52", sem sombra de dúvida a minha melhor corrida até então. Me tornei um sub-50 como falaram por aí hehehe... Foi uma corrida muito boa, apesar de algumas falhas da organização.

Hoje, estou com 73,2kg e 12% de gordura corporal.

E no dia 22 chegou o meu Nike Pégasus!!

imagem 1pégasus3

E logo estarei chegando em São Paulo, onde irei participar da 84ª Corrida Internacional de São Silvestre, assunto que estará entre os próximos posts!

Depois de ter passado um primeiro semestre muito ruim, posso dizer que nasci de novo e voltei a sorrir, e a corrida tem muito a ver com esse meu renascimento, visto que as alegrias que ela me trouxe foram muitas. Correr tem feito eu me sentir melhor comigo mesmo, melhor com as outras pessoas. Mais seguro de mim, mais confiante, mais corajoso. Correr foi a MELHOR coisa que aconteceu comigo, pois foi por causa dela que criei esse blog e também fiz diversas amizades, algumas reais, outras virtuais, mas pessoas que gostam de mim, assim como gosto delas também.

Meu único desejo para 2009 é que o ano seja uma continuação do segundo semestre de 2008. Agradeço a todos meus amigos que foram citados aqui e os que não foram citados, por todo o apoio que têm me dado.

Desejo a todos que o ano que está se "aprochegando" seja um ano repleto de conquistas, alegrias e boas emoções!! Vamos aproveitar o nome do ano para mudarmos as coisas ruins da nossa vida!! 2 mil INOVE!

Um grande abraço (talvez o último de 2008)
Bruno Thomaz, nostálgico e confiante.

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E a série do Túnel do Tempo continua...

No post anterior comecei a fazer uma republicação de alguns posts que eu acho que seriam interessantes trazer novamente à tona, visto que quando os publiquei meu blog ainda tinha muito poucos acessos, comparado com agora, cujo média diária de acessos chega a 150. Ontem, republiquei o post de 25/09 cujo título era Benefícios da Corrida.

O post de hoje foi publicado em 23/09 e foi o terceiro post desse humilde blog! Ele trata sobre um assunto recorrente a todos nós que arriscamos nossas corridinhas diárias, os amigos NÃO-CORREDORES.

Então, diretamente do Túnel do Tempo, de 23/09/08, o post "Esses Não-Corredores".

Esses "não-corredores"....

Você, que passou dias e dias treinando, debaixo de sol escaldante ou daquela chuva gelada, e depois correu aquela prova de 10km em um tempo que você considerou muito satisfatório. Recebeu a medalha de participação, e ficou todo faceiro por mais essa prova de superação. Daí, você foi todo orgulhoso mostrar pro seu amigo a medalha e ele perguntou:
- Que posição tu chegou? - Pronto, seu ânimo foi por água abaixo.

Uma menina postou num tópico na comunidade “Just Run! Corrida é tudo” (http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=129842) que a primeira regra de um corredor é não conversar com “não-corredor”. E pior que às vezes tenho que admitir que talvez ela tenha razão...

Perguntas do tipo “se você não tem chance de ganhar porque corre?” ou então “você gasta dinheiro com inscrição mesmo sabendo que não tem chance de chegar entre os 5 primeiros?” são perguntas clássicas dos nossos amigos “não-corredores”. Tem alguns que chegam a dizer que não consegue entender como alguém gosta tanto de correr, e geralmente esses que dizem isso são aqueles que ficam sentados o dia todo e usam carro pra ir até a esquina.

Mas acho que o pior de tudo é quando algum engraçadinho faz piada com você durante um treino ou uma prova. Teve um rapaz que disse que na São Silvestre alguém lhe disse “Pode parar de correr porque o queniano já chegou faz tempo”.

E falando em São Silvestre, para muita gente ela é uma Maratona. E daí se você completa a Maratona de Berlin o pessoal nem mostra entusiasmo, mas se você diz que correu duas São Silvestres eles se espantam e dizem que tu é demais, e começam a perguntar da subida da Brigadeiro e outras coisas... Mas tem vezes que o pessoal ouve algumas tipo:

-Você chegou entre os 10 primeiros?
-Você foi fantasiado de quê?
-Ganhou uma medalha? E não tem prêmio em dinheiro pra todo mundo?
-Porquê você não ultrapassou o queniano no inicio da prova, só para aparecer na Globo?
-A São Silvestre tem só 15km?? Ah, moleza! Ano que vem eu corro contigo então!

Piadas a gente ouve aos montes quando estamos treinando na rua, principalmente se você é mulher, ou se está um pouco acima do peso ou se já tem alguns fio de cabelos brancos. O povo não perdoa mesmo.

-Ih tio, o senhor tá muito devagar...
-O moça, é mais fácil fazer lipo né?
-Vai lá que você consegue Poltergeist! (era pra ser Paul Tergat).

E muitas outras histórias que todo mundo que já deu uma corridinha por aí deve ter vivenciado. Mas no fundo sabemos que essas pessoas não fazem por mal, pra magoar. É que elas são ignorantes (no sentido literal da palavra: ignorante = que não tem conhecimento) e não entendem a sensação e o prazer que a corrida proporciona. Não entendem que correr te deixa mais motivado, mais ativo, mais saudável, mais feliz. Não entendem que quando corremos estamos estabelecendo metas, e para conquistá-las necessitamos de superação, garra, força de vontade e determinação. E que quando cumprimos um dos nossos objetivos ficamos com aquela sensação de dever cumprido, e isso nos traz muita alegria e bem-estar!

Pra finalizar o post de hoje, um pequeno texto que eu retirei na Just Run!, e que é muito significativo para mim, pois eu entendo o que o texto passa e me sinto como se fosse parte dele.

Porque eu corro?

Digo que, se não sabem porque corro, é só começarem a correr para descobrir.
Digo que é mágico.
Digo que eu sou o mágico.
Que quando corro, "eu sou o cara".
Que eu faço acontecer.
Que proporciono a mim mesmo uma coisa que só eu posso fazer.
Que é higiene mental.
Que correr me faz ter a consciência de estar vivo.
Quando corro, venço a preguiça.
Venço a doença.
Venço o calor.
Venço o frio.
Venço a sede.
Venço a dor.
Venço a rotina.
Somos campeões de nós mesmos.
Campeões da nossa vida.
Independente se você é rico ou pobre,
gordo ou magro,
alto ou baixo,
novo ou velho;
(afinal...na pista, o que importa é a tua disciplina e o teu tesão).

Quando corro, sou eu comigo mesmo,
e a maior viagem que faço é a de fora (do mundo) pra dentro de mim.
Livre.

Quero agradecer a todos que estão participando do Prêmio Run Blogosfera 2008, e também àqueles que estão dando sugestões e idéias novas para a edição 2009 do Prêmio. Quero também agradecer a todos que participam e lêem o Blog Correndo na Chuva, e que votaram em mim no site do Prêmio.

Agora estou ouvindo uma música pouco conhecida, Promete, da banda Pull Down.
Finalmente testei o Pégasus, gostei muito e faço das minhas palavras as do Marílson Gomes do Santos na edição de dezembro da Contra-Relógio:

Desde a primeira vez que treinei com o Pégasus já gostei de cara. Faço a maior parte das minhas rodagens com ele. É um tênis que amortece bem e protege as articulações, não deixando dolorido. Gostei desde o primeiro contato com ele. Já há algum tempo venho usando o Pégasus. Uso em toda rodagem, seja ela curta ou longa. É um tênis resistente. Demora um tempo maior para acabar do que os de competição.

Pois é, o tênis é bom mesmo. Macio, confortável e o amortecimento é muito bom. Tanto que eu correndo no asfalto, não ouvia as minhas passadas pois elas eram silenciosas demais. Recomendadaço!!

Por hoje é só, e faltam 4 dias para eu chegar a São Paulo!
Abraços a todos,
Bruno Thomaz

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Relembrando...

Final de ano é sempre assim. Recordamos os momentos bons e ruins do ano que está se terminando, para que possamos lembrar de no ano que se inicia não repetir os erros e sim os acertos. De hoje até o dia 30 estarei republicando alguns posts que eu julgo importantes ou úteis de serem trazidos à tona novamente.

Para começar, um post do dia 25 de setembro sobre os benefícios da corrida. Na época o post não foi muito comentado, até porque meu blog tinha apenas 4 dias, mas acho que agora é um momento bom de tocar nesse assunto novamente, visto que o número de pessoas que costumam querer começar a correr no inicio do verão é bem expressivo.

Aí vai então, diretamente do "Túnel do Tempo", de 25/09/08, o post: "Os Benefícios da Corrida (e são muitos)".

Os benefícios da corrida (e são muitos...)

Vendo alguns tópicos na Just Run! vi que se discute bastante os efeitos da corrida. Procurando na internet encontrei um texto muito bom publicado em uma revista em 2005. Isso nos mostra que ao contrário de vários esportes aonde você não pode ficar parado no tempo correndo o risco de ser jogado para fora, a corrida é um esporte "atemporal".

Hoje aqui em Porto Alegre o dia está lindo, está fazendo calor (sim!!! milagres!!!) mas a previsão para amanhã é de chuva o dia todo (tudo que é bom dura pouco)... Daqui a pouco vou para mais um treino (hoje de intensidade), e quando voltar espero estar "inteiro" para fazer o post de sexta-feira hehehe...
Obs: em negrito e itálico são minhas observações e/ou correções.

Vamos ao texto:
Correr não requer um equipamento especial, dá para praticar ao ar livre e ainda é uma ótima maneira de melhorar o fôlego e emagrecer.

NÃO EXIGE UM MEGAEQUIPAMENTO - Um par de tênis com bom amortecimento e de pisada adequada, short e camiseta - no caso das mulheres, um top ou sutiã firme e elástico de cabelos também. É o que você precisa para começar a correr. Já discordo um pouco disso, acredito que haja muito mais detalhes com o que se preocupar antes de começar a correr, principalmente os exames físicos e orientação adequada.

DEIXA AS PERNAS TORNEADAS E FORTES - A musculatura dessa região é bem solicitada durante a corrida. Resultado: coxas firmes e panturrilhas trabalhadas. Em dois ou três meses, é possível notar diferença. O aumento de massa muscular no entanto, é discreto - nada que se iguale a um treino de musculação. Mas, como a corrida também queima o excesso de gordura,a definição fica superevidente. Além de endurecer os glúteos né meninas?

GARANTE DISPOSIÇÃO PARA O DIA-A-DIA - Quando estiver com preguiça, não precisa programar um treino longo. Prometa que correrá por pelo menos 10 minutos. Pode ter certeza: ao fim desse tempo, você se sentirá tão bem que vai querer completar meia hora. Isso porque a corrida funciona como um despertador ao estimular a produção de endorfina, neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar. Verdade!!! O prazer que se sente correndo é tanto que não dá vontade de parar!!

DÁ PARA PRATICAR EM QUALQUER LUGAR - Você só vai pagar uma academia se quiser correr na esteira ou contar com o auxílio de um professor. Caso contrário, qualquer parque ou rua pode se transformar em campo de treinamento. Sem falar que não precisa abandonar a prática nas viagens de fim de semana e férias. Recomendo pistas sintéticas de atletismo aos iniciantes, por serem mais "macias" e não ter tanto impacto como o cimento ou asfalto.

AUMENTA O FÔLEGO - Toda vez que falamos em aeróbicos, lembramos logo da corrida. Não é à toa. A atividade é uma das mais eficientes. Quando você mexe o corpo, todo o organismo, especialmente os músculos, pede por oxigênio, o que é catalisador que transforma a glicose em energia. Aí, os pulmões são obrigados a trabalhar mais rápido para garantir suprimento dessa substância e a expulsão do gás carbônico (o resultado tóxico da reação). Quem corre habitua os pulmões a essa sobregarga. Mas a capacidade máxima de obtenção de 0² (VO2) é genético, não sendo muito variável na vida do indivíduo.

FAZ PERDER PESO - Já reparou que as celebridades voltam à ativa sempre mais magras do que da última vez que apareceram? Nas declarações às revistas, geralmente contam que correram para secar o corpo. É por aí mesmo. A corrida está no topo da lista dos exercícios que mais queimam calorias. O valor exato, é claro, varia de acordo com o peso, a altura, a idade, o sexo e o passo de cada um. Mas a média é de 500 calorias por hora (para uma pessoa de 70 kg). Sem falar que, ao contrário do que se pensa, correr faz você comer menos - e melhor. Um estudo acompanhou 10 mil pessoas durante sete anos e comprovou que a atividade regular incentiva a diminuição de açúcares, gorduras e frituras e o aumento de alimentos saudáveis.
O mínimo que a pessoa pode fazer se quer correr é cuidar da alimentação e evitar doces, frituras e outras coisinhas engordantes né???

PREVINE DOENÇAS - Se você for pesquisar os jornais médicos a respeito das vantagens de praticar um esporte regularmente, vai perder alguns dias, de tantos estudos que existem... A corrida, mais uma vez, sai à frente, porque é uma das modalidades de maior aderência entre os praticantes (a maioria dos freqüentadores de academia, só para você ter idéia, desiste após o primeiro mês). Há benefícios comprovados em relação à osteoporose, ao risco de doenças cardíacas, câncer de ovário ou de mama, distúrbios do sono e até mesmo a respeito do controle de disfunção erétil. Quem corre mantém o organismo ativo e não deixa que uma série de mecanismos metabólicos enferrugem. O corpo fica resistente aos ataques de agentes causadores de doenças, sejam eles internos ou externos. Só não vá achar que corrida cura as doenças e sair correndo gripado por aí né, dona Lucy???

MELHORA, E MUITO, A AUTO-ESTIMA - Correr é uma atividade relativamente fácil e que não requer um tipo físico ideal. Quem está acima do peso só precisa de alguns cuidados para não sobrecarregar as articulações. Se você é baixo e magro, melhor ainda - esse é o perfil favorável aos fundistas, corredores de longa distância. Sem falar que os resultados aparecem rápido. Correu dez minutos no mês passado e ficou de língua de fora? Pode apostar que em 15 dias vai chegar ao dobro. Isso aumenta a autoconfiança e a disciplina. Para completar, faz um bem danado saber que você é capaz de ir se superando a cada dia... Claro!! Trace objetivos a curto, médio e longo prazo, e vá cumprindo seus objetivos de acordo com o planejado para você ver se não vai se sentir melhor consigo mesmo! Complete uma prova qualquer, independente da colocação e você vai se sentir vitorioso! Ôô energia boa essa!!!

EXERCITA A CABEÇA - Para alguns corredores, o momento da prática é aquele em que as grandes idéias surgem. Pode parecer bobagem, mas esse fato tem tudo a ver com o exercício. Uma pesquisa recente indicou que a corrida regular gera uma melhora significativa da memória e de outras habilidades mentais, conhecidas como funções cognitivas. Isso, no entanto, regride quando a modalidade é abandonada. Um outro estudo concluiu que um programa de corrida de 12 semanas é capaz de melhorar a memória dos participantes. Comigo não deu muito efeito não... continuo o mesmo garoto burrinho de antes hehehehe!!

AMPLIA O CÍRCULO DE AMIZADES - Tem gente que adora a corrida porque não precisa de time e nem de ninguém por perto. Mas há corredores que abominam o exercício solitário e tendem a formar grupos em que um incentiva o outro a acordar cedo, a enfrentar um terreno desafiador, a percorrer mais um quilômetro... Basta dar um pulo em um parque da cidade logo cedo e checar a galera reunida. Esses encontros, aliás, são perfeitos para achar a cara-metade. Sabe como é: o mesmo estilo de vida, os mesmos hábitos saudáveis... Ainda não achei a tal cara-metade (ela tá bem escondida pelo jeito, até desisti de procurar hehehe), mas já fiz vários amigos durante os treinos, nas corridas e até na comunidade da Just Run! tem pessoas que se vale a pena trocar idéias!!

COMO EVITAR RISCOS INTERENTES À CORRIDA - "Saiba como escapar de possíveis lesões...
1. Escolha um tênis com solado próprio para absorver impactos.
2. Realize alongamento antes e depois da ginástica. Isso deixará a articulação mais flexível e menos propensa a sofrer uma contusão. Se você mora em lugar frio que nem Porto Alegre, não esqueça de fazer um leve aquecimento antes de começar a alongar!!
3. Não tente ir além do seu limite. Músculos cansados aumentam o risco de machucar os joelhos.
4. Antes de começar a correr por conta própria, procure um especialista. Eu já falei isso lá em cima hehehe, mas que bom que eles comentaram isso no texto...
5. Ao primeiro sinal de dor, pare o exercício.
6. Pratique atividade física regularmente para manter os músculos fortes.
7. Se suas pernas forem tortas ou arqueadas, consulte um ortopedista. Ao malhar, as chances de você vir a ter problemas são maiores.
8. Não aumente a carga no treino sem a orientação de um professor. Muito peso sobrecarrega as articulações".
9. Leve um lenço úmido para as corridas, pois pelo que eu vi em um tópico na Just Run! as probabilidades de você querer ir ao banheiro são enormes!!

(Revista Corpo a Corpo Especial de agosto/2005).

Estou ouvindo Oasis - Champagne Supernova no exato momento em que estou criando esse post. Música muito boa, recomendo a todos!!

Ah, só um aviso para São Pedro, São Jorge, São Pégasus, ou seja lá qual for o santo que controla o clima:
- Apesar de o nome do blog sugerir chuva, eu não gosto de correr com tênis novo na chuva, então por favor, faz parar de chover? Muito obrigado, Bruno.

Hehehe,
Feliz Natal e um grande abraço
Bruno Thomaz

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Dicas do percurso da São Silvestre

Encontrei no site Webrun uma seção sobre a São Silvestre, daí fuça daqui fuça dali e achei umas dicas sobre o percurso que eu achei muito bacana e importante, daí resolvi dividi-las com meus colegas corredores, pois vai que seja útil para alguém assim como foi para mim não é mesmo?

Conheça a São Silvestre quilômetro por quilômetro
Por Prof. Nelson Evêncio | 09/12/2008

Como de costume, reservo o último texto do ano para dedicar a corrida mais tradicional do país, pois enquanto alguns já fizeram diversas provas durante o ano, das mais variadas distâncias e nos mais variados formatos, já estando inclusive pensando nas merecidas férias e na próxima temporada, cerca de 20 mil corredores ainda tem um grande compromisso a cumprir, e justamente no último dia do ano, a Corrida Internacional de São Silvestre!

Com largada congestionada, percurso difícil, e temperatura normalmente muito elevada, a São Silvestre é daquelas corridas que costuma causar o famoso “friozinho na barriga” do corredor, seja ele profissional ou amador, experiente ou não, justamente pelas suas grandes dificuldades, por toda a sua enorme tradição, e sobretudo, pelo fato do país inteiro praticamente parar para ver a grande festa nas ruas de São Paulo.

Desafio, projeto, sonho, tradição, promessa, aposta, são muitos os motivos que levam milhares de corredores à Avenida Paulista. Se você é corredor e não estiver entre os inscritos para os 15km, vá ensaiando uma justificativa convincente, pois com toda certeza, será abordado por muita gente, perguntando se o “amigo corredor” estará lá ou não.

Se já estiver inscrito, ou ainda na dúvida, segue abaixo um resumo dos principais trechos e das principais dificuldades da prova, que passa por tradicionais pontos culturais da cidade.

Largada: O primeiro desafio para a maioria dos corredores é a largada que acontece às 17h na Av. Paulista, em frente ao Masp. Como disse anteriormente, são cerca de 20 mil corredores aglomerados tentando um bom tempo, uma boa colocação, ou simplesmente completar a prova e realizar um sonho antigo.

Por isso é recomendado chegar no máximo 1h30 e no mínimo 40 minutos antes da largada para poder realizar um bom aquecimento, alongar a musculatura e esperar o início com tranqüilidade. É comum ver alguns corredores chegarem muito cedo, mas estes acabam ficando em pé por muito tempo e conseqüentemente têm seu desempenho final comprometido.

1º e 2º km: se o corredor não sair no pelotão de elite, é muito difícil que ele consiga correr no ritmo desejado até o final do primeiro quilômetro. É muito provável que ele seja atrapalhado pela grande massa e por todo aquele monte de gente fantasiada e com faixas. É impressionante como se vê de tudo por ali. Este ano provavelmente teremos muitos “Obamas” e outros personagens mais!

Completa-se o primeiro quilômetro já na famosa Av. Consolação, bem em frente à Faculdade de Belas Artes. Começa então a descida de dois quilômetros entre ela e a também tradicional Av. Ipiranga.

O velho ditado diz que, “para baixo todo santo ajuda”, mas deve-se descer com bastante cuidado para evitar o desgaste excessivo que poderá sentir mais para frente.

3º e 4º km: descemos a Avenida Ipiranga, passamos em frente a Praça da República e seguimos pela Av. São João. São mais dois quilômetros de descidas, que deixam a falsa impressão que a prova é a maior moleza. Todo cuidado com a empolgação excessiva é pouco, pois há muita prova pela frente.

5º km: um pouco depois da entrada do Elevado Costa e Silva começa a parte de subida da prova. Para quem não poupou energias ou não costuma treinar em subidas pode começar a sentir o grande problema aqui!

6º km: ainda no Elevado, vale lembrar que este trecho não tem muita sombra e o calor pode atrapalhar. Boné é bem vindo.

7º km: aqui o corredor encontra a rua Margarida e outras pequenas ruas cheias de curvas, além de um pedaço da avenida Pacaembu. Mas logo vêm mais uma subidinha considerável.

8º e 9º km: na avenida Norma Gianalti e avenida Rudge, o corredor consegue recuperar um pouco o fôlego já que é um trecho mais plano, porém com pouca sombra.

9º e 10º km: ainda na avenida Rudge, chegamos a um ponto bem crítico, que é o Viaduto Rudge. É um dos piores trechos devido à inclinação e falta de sombras. Muita gente diminui o ritmo por ali e depois não consegue mais recuperá-lo. Muito se fala da subida da Brigadeiro, mas este é um dos trechos que não pode ser menosprezado.

11º e 12º km: Esse trecho passa bem pelo centro de São Paulo. No Viaduto do Chá encontramos mais uma pequena subida que termina em uma das mais tradicionais faculdades de Direito do país, a São Francisco.

13º e 14º km: finalmente chegamos a tão temível subida da Av. Brigadeiro Luis Antônio, onde para os profissionais normalmente as primeiras colocações são definidas e para os amadores, começa o maior desafio. São praticamente 2,5 quilômetros de subida.

14º e 15º km: continuamos subindo e alcançamos o trecho de subida mais íngreme da prova quando passamos por baixo do Viaduto Treze de Maio, onde o corredor pergunta várias vezes para si mesmo o que está fazendo ali. Porém, o bom deste trecho é que tem muita sombra e muita gente incentivando e lá você sabe que falta pouco para terminar.

Finalmente alcançamos a parte plana da Brigadeiro ao som de milhares de gritos e assobios, onde o corredor já pode imaginar o que o espera 500 metros a frente. Curva da Brigadeiro com a Paulista e lá está a tão esperada faixa de chegada.

Arquibancadas lotadas dos dois lados da avenida, pessoas gritando e vibrando, fogos de artifício, pose para chegada, e finalmente: missão cumprida. Alguns choram, se abraçam, comemoram e dão risada sozinhos com a gostosa sensação de dever cumprido. Outros terminam dizendo que nunca mais voltarão, mas passados alguns minutos já se pegam fazendo planos para a próxima edição!


E segue abaixo umas dicas escritas pelo Duarte Alves Cabrita, em um tópico na Comunidade da São Silvestre no Orkut.

Dicas do percurso - São Silvestre

Largada – Alongamento 30’ antes do início da prova. Leve uma garrafa de água, pois dentro do pelotão é uma estufa. Procure utilizar os sanitários antes de sair de casa. Os banheiros químicos são para casos extremos.
Procure largar pelo lado esquerdo do pelotão. No centro há tumultos e quedas dos atletas e no lado direito ficam as câmeras de TV.
Trecho fácil, pois somos levados pela massa humana. Nem percebemos que há uma subida até a entrada da Consolação (+1mt). Pista com 04 faixas até a Rua Hadock Lobo (túnel de acesso à Av. Rebouças), neste trecho a Av. Paulista reduz para 03 faixas com uma curva acentuada para a direita (entrada para a Rua da Consolação). AFUNILAMENTO DE PISTA.

KM 01- Consolação – Início da descida, trecho que exige atenção e concentração. Não acelere o ritmo. Descida com a variação de altitude de -25m até o Km 02.

KM 02 – Consolação – Está fácil descer, né? Cuidado, vamos poupar energia para não faltar adiante. Descida com a variação de altitude de -42m até o Km 03.

KM 03- Av. Ipiranga – Trecho plano, ainda há uma grande aglomeração de atletas. Veremos que muitos atletas começam a andar nesta parte, em virtude do ritmo forte imposto na descida da Consolação. Aqui é um termômetro da prova. A maneira como o atleta chega neste ponto é uma prévia avaliação de como será o restante da prova.

KM 04 – Av. São João – Há uma leve descida com vários postos de água. Procure pegar água nos postos mais à frente, evitando tumultos desnecessários. A hidratação é essencial e cuidado com os copinhos jogados no chão. Um escorregão poderá tirar qualquer atleta da prova. O público nesta parte da prova empurra os atletas.
Subida de acesso ao Minhocão – trecho difícil – afunilamento em plena subida.

KM 05- Minhocão – Trecho que parece ser plano, porém apresenta pequenas subidas e descidas. Cuidado com os incentivos dos moradores dos prédios, alguns jogam água através de mangueiras, baldes e vasilhas. Outros jogam líquidos de procedência duvidosa. Subida do Km 04 até aqui com altimetria de +4m.

KM 06 – Elevado Costa e Silva (Minhocão) – A altitude do percurso cai em -3m. Afunilamento pela frente. Sairemos do Minhocão para entrar à direita (Igreja São Geraldo – Largo Padre Péricles). Neste trecho eu procuro correr pelo lado esquerdo, mesmo fazendo uma curva mais aberta.

KM 07- Rua Margarida – Continuamos descendo (-4m), vamos poupar energia. Ruas estreitas onde os corredores voltam a se aglomerar. Quedas são comuns nestes locais. Hoje as ruas estão asfaltadas, imaginem quando eram de paralelepípedos!!! Geralmente fica um chuveiro de vapor neste Km. Um pouco mais à frente, haverá uma curva hiper-fechada para o lado esquerdo para acessar o Viaduto Pacaembu. Cuidado com as pernas.

KM 7,5 – Metade da prova – Percurso difícil – Viaduto Pacaembu – Subidinha chata ou subida da hora? Você decide. Geralmente há um posto de água neste local. Procure tomar um copinho e com o outro jogue nos pulsos e passe a mão úmida no pescoço, evite jogar nas pernas para não molhar o tênis (tênis molhado = bolhas nos pés ou calçado desamarrado). Até o Km 08 haverá uma mudança de altimetria em +3m.

KM 08 – Av. Norma P. Gianotti – Trecho com altimetria de +40m até o Km 09. Força, moçada! Infelizmente neste trecho não há nenhuma sombra. Geralmente ficam moradores jogando água nos corredores, porém evitem molhar as pernas para não molhar os tênis.

Km 09 – Av. Rudge – Trecho plano tendo em seguida uma leve descida de variação de –55m. Trecho de grande extensão. Evitem correr no corredor de ônibus (óleo na faixa exclusiva de ônibus). O desgaste da prova até aqui já começa a mostrar sua cara!!!

Km 10 – Av. Rio Branco – Trecho longo e plano. Leve descida (-15m). Há diferentes públicos: crianças, famílias e moças de famílias que convidam os atletas a correrem com elas. Acho que não é uma boa!!! Para quem chegou até aqui, a Paulista já está próxima.

Km 11 – Final da Rio Branco – Pessoal, concentração total, não vamos desanimar. Trecho no qual passaremos pelo Lgo. do Paissandu, Viaduto do Chá, Teatro Municipal. Cuidado com as curvas e com as subidas despercebidas pelo caminho (+27m). O público empurra os corredores.

KM 12 – Entrada da Rua Líbero Badaró – Aproveite a água (copinho). Geralmente aqui por perto há o chuveirinho (Vd. do Chá ou Lgo. São Francisco). No final da Libero Badaró há uma subida dificílima (íngreme). Neste trecho até o KM 13 a altimetria vai a +35m. Descida da Maria Paula (última descida antes da subida da Brigadeiro) é o trecho mais bonito de visualização, dali temos a noção de atletas subindo a Brigadeiro. Vale uma bela foto.

KM 13- Av. Brigadeiro Luís Antônio – Finalmente chegou o momento. Nós ou ela (subidinha). Eu sou mais NÒS!!! É a segunda parte mais difícil da prova, não esqueçam que a Consolação é muito difícil. Durante a subida evitem olhar para a dimensão da avenida. Inclinem o corpo para a frente (lembram-se dos educativos de corrida, calcanhar batendo no glúteo e tronco inclinado a frente?). Corram pelo centro da avenida. Variação de altitude (+29m)

KM 14 – Vamos encontrar força para terminar a corrida bem. Momento de forçar. Falta apenas 1 Km. O trecho crítico é após o Viaduto 13 de Maio, porém quando viramos na Paulista é o trecho mais legal. Faltam 400m e o público vai junto com os corredores.

KM 15 – Valeu equipe!!! Agora cansa mais ir buscar a medalha em vez de correr outra São Silvestre.






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Falta educação e conhecimento... (3)

Há um tempo atrás li em uma dessas revistas especializadas um texto muito interessante, mas agora não lembro o autor e nem a revista, mas lembro do conteúdo do texto, e irei tentar "reproduzir" o conteúdo dele com as minhas palavras aqui para vocês, pois o texto se encaixa como uma luva no assunto que estamos debatendo: a falta de educação e conhecimento.

Era algo sobre fazermos parte de algo maior. Apesar de a corrida ser um esporte individual, ela se faz de forma coletiva, ou seja, há mais pessoas no universo além de nós e nosso umbigo. Temos que entender que pequenos detalhes podem ser fundamentais, como o fato de correr uma prova sem estar inscrito. Se a organização colocou um determinado número xis de inscrições é porque provavelmente eles estão se preparando para receber aquele número xis de corredores. Mas você pensa "ah sou só um, não vou fazer diferença para a organização". Sim, mas muitos outros corredores podem pensar da mesma maneira que você. Se coloque no lugar da organização e faça uma analogia com uma festa que você está promovendo em sua casa, com objetivo de arrecadar fundos para uma causa importante sua. Você iria gostar de ver um bando de penetras entrando sem ingressos, usufruindo de toda a estrutura que você investiu para aquele evento? Concordo que muitos vão dizer que em certas provas os organizadores podem não estar nem aí, mas e em uma prova organizada por uma pequena entidade ou associação de corredores de rua que necessita do lucro daquele evento para continuar a existir?

Uma outra coisa que temos que ser consciente é em relação ao empréstimo do número de peito. Já pensou que confusão pode acontecer se eu me inscrevo em uma prova e por algum motivo empresto ou vendo o número de peito para algum fulano qualquer, e esse fulano qualquer passa mal na prova, indo parar no hospital. Para a organização o sujeito que está no hospital é o Bruno Thomaz. Eles vão divulgar isso e duas famílias vão ser prejudicadas: a minha, por achar que eu estou no hospital quando na verdade não estou, e a família do fulano, que vai achar que está tudo bem com ele quando na verdade ele está em uma maca a caminho de um hospital lotado e provavelmente sem leitos. É, mas e o que fazer em caso de eu necessitar "desistir" da minha inscrição? É uma questão a ser solucionada. Algumas competições já tem alguma coisa sobre isso em seus regulamentos, prevendo um número de horas limite para efetuar uma troca, caso eu precise desistir e queira passar minha inscrição adiante.

Agora, talvez o fato que mais me deixa chateado (irritado) são aquelas pessoas que vão para uma prova para passear e se posicionam lá na frente próximo ao pelotão da elite. Pra quê isso? Eu ainda não consegui entender. Juro que tentei. As pessoas vão para a prova para fazer um pace acima de 7 e ficam lá na frente na largada. E o que é pior, algumas ainda reclamam quando você está tentando ultrapassar elas. Algumas organizações de prova já tentaram estabelecer a largada por ritmos, colocando as placas de tempo para o pessoal se posicionar, mas e adianta? Uma prova de 10k, daí as placas estão lá "Se você pretende terminar entre 1h e 1h10min, posicione-se aqui" e mesmo o grupinho de amigos (que irá fazer nesse tempo a prova) vai lá pra frente, junto ao grupo que pretende terminar entre 35 e 40min. Pergunto de novo: adianta? O pior é que depois os corredores que se sentem lesados por isso costumam reclamar da organização da prova.


Outra questão simples é a temperatura da água distribuída nas provas. Porque os corredores insistem em reclamar que a água não estava gelada? Será só eu que gosto da água na temperatura ambiente, já que costumo usar a água mais para molhar o corpo do que para beber? Já pensou, o cara correndo lá, o corpo quente, e de repente vem um banho de água gelada? Uia, um belo de um choque térmico ou um resfriado pós-corrida né?

A modalidade esportiva Corrida vem crescendo muito nos últimos anos, ganhando adeptos a cada instante. Cenas que antes não víamos estão se tornando tradicionais agora, que são as pessoas correndo pelas avenidas das cidades. E com esse aumento, venho também o aumento do mercado e das competições. Mas, junto a tudo isso, surgiu o aumento da falta de conhecimento. Pessoas saindo para correr sem ter a mínima noção de como fazer isso. Afinal, aquela velha máxima "Correr só necessita de um par de tênis" não é verdade. É necessário muito mais do que isso. É necessário conhecer seus limites e seu corpo. É preciso saber o que se está fazendo e não simplesmente sair correndo por aí.

Eu estou fazendo a minha parte, tentando repassar um pouco do que aprendi com a convivência de profissionais e amadores do esporte.

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz, vice-campeão, sem gol em impedimento.






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Correndo na Chuva © Desde 21 de setembro de 2008. Por Bruno Thomaz. TNB

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