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Projeto Conte sua história [2]

Hoje quem conta a sua história no Correndo na Chuva é o amigo Luiz Sebastião, lá da cidade de Olinda-PE.

Ele nos conta sobre a sua primeira participação na tradicional corrida de São Silvestre e o texto está muito bom, apesar de um pouco extenso, mas vale muito a pena dar uma lida e depois comentar o que achou!


UMA CRIANÇA NA CORRIDA DE SÃO SILVESTRE - Luiz Sebastião Jr.

Em alguns momentos de nossas vidas é preciso ouvir a criança que vive dentro da gente, é preciso deixá-la sair, é preciso render-se às suas vontades.

Lembro como se fosse hoje dos finais de ano de minha infância, dos dias 31 de dezembro, da expectativa pelo ano novo que chegava, das mudanças que ocorriam naquela época do ano e de como, naquele dia específico, ficava vidrado na TV assistindo a um evento que à primeira vista não parecia ter nada a ver com os últimos momentos que antecediam às festas de reveillon: milhares de pessoas, pouquíssimas famosas, uma multidão de anônimos, correndo, algumas com faixas e fantasias, pelas ruas de São Paulo, na famosa Corrida de São Silvestre. Lembro de ficar dando voltas no jardim de casa me sentindo o próprio Rolando Vera, atleta equatoriano, campeão quatro vezes consecutivas naquela época. Recordo de dizer, para mim e para todos, que um dia iria correr a São Silvestre. Obviamente riam de mim e certamente pensavam algo como: “criança tem cada idéia!”

Alguns dizem que a gente cresce e acaba perdendo a ingenuidade, a pureza e a alegria da criança que um dia fomos. Não acredito nisso, apenas acabamos por esconder da sociedade o que de melhor temos, por medo de sermos ridicularizados. Adão e Eva foram crianças que ao crescer perceberam-se como realmente eram, e ficaram com vergonha de assim serem. Sentiram-se ridículos e passaram a usar as folhas de parreira da ignorância e da arrogância, encondendo a beleza de admitirem-se, como diz o grande Gonzaguinha, eternos aprendizes. A vontade de ser pequenos deuses nos faz esquecer de ser quem somos, belos, ingênuos, puros, felizes, aprendizes eternos. Passamos a nos preocupar com o pecado original ao ponto de esquecermos que originalmente somos mesmo inocentes, que antes do pecado há a inocência original.

Mas como disse no começo, um dia essas coisas voltam à tona, seja por mudança gradual ou, como é mais comum, por mudanças abruptas que nos fazem repensar nossos destinos, e mesmo que este “repensar” não altere completamente nossos caminhos, ao menos nos fazem trilhar, durante algum tempo, por trajetos pouco comuns. No meu caso um desses trajetos foi de exatos 15km, os 15.000 metros que separam a largada da chegada na Corrida Internacional de São Silvestre.

Setembro de 2007, um revés profissional precipitou-se em meu caminho. Nessas horas olha-se para o presente, para o futuro e bastante para o passado. Nesse momento, cruzo com o Luiz criança, correndo em torno de um “pé de flor” imaginando que os poucos metros daquela circunferência eram semelhantes ao asfalto paulistano. E num gesto de impulso lá estava eu, na internet, fazendo minha inscrição, comprando passagens aéreas, reservando hotel, correndo na beira-mar de Olinda, no começo mal agüentando 1km, mas persistindo dia após dia.

Mas não era apenas correr a São Silvestre que eu queria, meu objetivo era também retornar ainda em 2007 para casa. Queria “passar o ano” com minha família. No papel o plano estava bem delineado: corrida, corrida para o hotel, corrida do hotel para o aeroporto (Guarulhos), vôo saindo às 21h. Duração prevista: 3 horas e 20 minutos. Fazendo as contas não daria tempo, mas bendito horário de verão que o Nordeste não segue, de modo que se ganha uma hora voando-se contra o fuso. Previsão de chegada: 40 minutos antes de 2008 começar a explodir em fogos de artifício. Família meio contrariada com o rompante de alguém que sempre foi muito certinho. Por dentro, orgulhosa; por fora preocupada. Tempos de problemas aéreos, atrasos em aeroportos, probabilidade alta de entrar em 2008 sentado no chão frio de um aeroporto. Mas o processo já havia sido iniciado e havia outra dificuldade: não conhecia São Paulo! Bendito seja o Google Maps e o Motorola A1200. Nada como a tecnologia!

Entre passeios e descansos (repouso é importante) chega o grande momento. A Av. Paulista parecia com o carnaval da minha Olinda, sem as ladeiras (descobriria eu mais tarde que uma ladeira em especial me esperava em poucas horas). Gente fantasiada, sorrindo, tirando fotos, enfim, uma festa onde éramos ao mesmo tempo convidados e homenageados. Eu estava em uma competição esportiva, oficial, profissional, sem a mínima chance de fazer um tempo menor que 2h, mas o povo estava lá para torcer por nós. Onde isso acontece? Já imaginaram um Fla x Flu, um Corinthians x Palmeiras, um Náutico X Sport (só pra lembrar da minha terra) e ao final do jogo o público esperar para ver uns peladeiros jogarem? Pois bem, os quenianos já haviam ganho a corrida a mais de uma hora, mas muita gente continuava ali, principalmente na tal ladeira, na inacreditável subida da Brigadeiro Luís Antônio, dando força para que não desistíssemos. Só a São Silvestre permite isso, esquecer de tempo e de posição, e pensar apenas em cruzar a linha de chegada.

Mas eu pulei o início e fui quase para o fim. Voltemos... vai se aproximando a hora da largada e a ampla Av. Paulista parece encolher, até o ponto em que você percebe que não há mais como sair de onde está. A ansiedade vai para as alturas, o narrador ao longe anuncia a largada, bolas de gás são lançadas no céu, o barulho dos fogos de artifício ressoam pelo ar, todos batem palmas e... e... e... e continuamos ali parados. É nesse instante que eu percebo que antes da Corrida de São Silvestre, existe a “Parada de São Silvestre”, de onde eu estava ficamos cerca de seis minutos parados. Aos poucos começamos a nos arrastar bem lentamente: a “Arrastada de São Silvestre”. Mais alguns minutos e conseguimos enfim... caminhar (“Caminhada de São Silvestre”). Após doze longos minutos eis que me deparo com a placa de... LARGADA.

O começo é uma maravilha, todos sorrindo, aplausos, o Shrek e um dos Transformers correndo ao meu lado, descida da Consolação, as pessoas se confraternizando, pouco se importando com o tempo, brincando com o semáforo que acabara de ficar vermelho dizendo que devíamos parar. Contudo, o melhor foi ver os corredores cantando uma música bem conhecida ao dobrar uma certa esquina: “alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga e a Av. São João”. Tem coisas que a Globo não mostra!

Calor escaldante! A metereologia informou que o dia anterior havia sido o dia mais quente de 2007 na capital paulista e o dia seguinte não devia estar perdendo por muito. Água? Só no km 4, um absurdo, e ainda mais quente. Até isso virou piada no orkut, pois alguém muito espirituoso justificou que a água quente devia ser para honrar o pacote de café que veio no kit do corredor, brinde de um dos patrocinadores. Bem, mas isso é um detalhe...

Km 5, Elevado Costa e Silva, primeiro trecho em aclive, os efeitos da empolgação passando e de repente a gente se vê perguntando a si próprio o que se está fazendo ali. Um dos voluntários, não sei se querendo estimular ou fazer gozação diz: “ah, se continuar assim não completa os 15km". Provavelmente o comentário era para que corréssemos mais rápido, mas aí me lembro da fábula do Ésopo, da lebre e da tartaruga, que deve-se ir devagar se vai-se ao longe. Diminuí o ritmo, eu estava só em São Paulo e lembrei-me que até a virada de 2007 para 2008 eu teria que enfrentar outras corridas. Portanto, não podia exagerar!

Km 8 e um dos momentos mais cruciais segundo meu planejamento. Se fosse desistir deveria ser ali, pois passando daquele ponto, voltar demoraria mais do que completar a corrida. Pensei: “só em estar aqui já é muito!, vou voltar para o hotel e começar meu regresso com mais tempo de sobra”. Aí a criança voltou a incomodar, a querer sair de dentro e com ela saiu também uma força estranha, talvez a mesma força que o Caetano disse que fazia o Roberto Carlos cantar. Resolvi continuar...

Tudo ia bem, até o ritmo melhorara, faltavam apenas 2km, só que, se no meio do caminho do Drummond havia uma pedra, no meio do meu caminho havia a já comentada “subida da Brigadeiro”. Contornar a esquina que me levava novamente à Paulista e ver uma placa escrita CHEGADA, parecia um sonho. Mas quando o sonho se mostrou bem real, o cansaço sumiu, a prudência se escondeu e se um dia eu conseguir correr os 15km naquele ritmo que corri os últimos 200m, é melhor que os quenianos se cuidem...

Brincadeiras à parte, cruzar a linha de chegada junto com o Luiz criança que agradecia pelo Luiz adulto ter tornado aquele sonho real, foi uma das melhores experiências da minha vida. Para encurtar a história, o plano de estar junto à família à meia-noite, a despeito de todo o caos aéreo fartamente noticiado naqueles dias, também se tornou realidade.

Às margens da praia de Boa Viagem, vendo o show pirotécnico ali apresentado, a medalha de participação na corrida era mais do que uma medalha, era a comprovação de que aqueles momentos foram reais, que embora nada pudesse garantir que 2008 fosse ser realmente um feliz ano novo, ao menos aquele dia seria novo sempre que eu fizesse sua memória, até porque etimologicamente fazer memória não é apenas recordar o fato, mas sim vivenciá-lo novamente em cada recordação, é acabar com o paradigma do tempo – passado, presente, futuro – é criar um rito, que na definição da raposa do livro do pequeno príncipe, é fazer com que um dia seja diferente dos outros dias, uma hora seja diferente das outras horas.


Esse é o relato do Luiz. Você também pode ver o seu relato publicado aqui no Correndo na Chuva! Para isso, basta escrever o seu texto e enviar para contato@correndonachuva.net. Mas não esqueça! O texto tem que ser original e narrar sua história com a corrida, como começou, onde, quando, como foi a primeira prova, e por aí vai. Não perca tempo, envie a sua história de amor com a corrida!

Um abraço para todos
Bruno Thomaz
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Ainda sobre a São Silvestre

No post anterior trouxe para vocês um acontecimento triste da nossa tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, mas resolvi compensar trazendo agora esse vídeo, que mostra um pouco o porquê dessa corrida ser tão emocionante ao ponto de existir uma frase conhecida que diz: "Todo corredor brasileiro que se preze um dia tem que correr a São Silvestre".




Abraços
Bruno Thomaz
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Big Pastel(ão) da Yescom

Não é do meu caráter reclamar das organizadoras de prova quando eu opto por participar de uma prova, afinal o livre-arbítrio existe para isso. Se eu não gosto da organizadora da prova é simples, só não me inscrever. A mesma coisa vale para um produto qualquer. Se não gosto de peixe, não vou a um restaurante de frutos do mar. Ou então se não gosto do Inter não irei comprar ingresso para ver jogo do Inter na torcida do Inter né?

Inclusive não fiz nenhuma reclamação à Yescom em meu relato sobre a São Silvestre, pois acredito que eu estava lá para curtir a prova e não para ficar que nem um amargurado colocando defeitos em tudo e depois reclamando o tempo todo. Mas não posso deixar de registrar a lamentável falha da Yescom que já vem ocorrendo há tempos. A falta de um controle mais adequado do percurso, um tapete de marcação dos chips no meio do percurso, ou qualquer outra idéia que eles possam ter para evitar que aqueles corredores de caráter duvidoso cortem caminho, afinal o percurso da São Silvestre é bem propício a isso, na altura da Av Ipiranga.

Sinceramente, mesmo afirmando acima que isso é uma falha da organizadora da prova, não sei se deveríamos mesmo reclamar da Yescom, afinal, a organizadora não tem culpa que existam pessoas sem espírito esportivo não é mesmo? Deveríamos é condenar a atitude dessas pessoas, mas como são muitas, fica mais fácil usar a Yescom como bode expiatório.

O atleta de número de peito 15958 fez o incrível tempo líquido de 00:46:41 (sim, dois minutos a mais que o vencedor James Kipsang) e um tempo bruto de 00:50:00, ou seja, no bruto ele chegou menos de 4 minutos após o James Kipsang. Confesso que ao olhar o tempo dele pensei que era um atleta amador que estivesse "voando" baixo.

Olhem no vídeo abaixo quem é o super corredor amador: (obs, caso o vídeo não carregue, atualize a página ou digite F5 no seu teclado)


Odeio piadas prontas. Mas esse foi um legítimo "pastelão" da Yescom não é?

Abraços a todos
Bruno Thomaz
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Repouso...

Repouso: sm. 1. Ato ou efeito de repousar. 2. Ausência de movimento.

Repousar: v.t. 1. Aliviar a fadiga a; descansar. 2. Acalmar. 3. Estar estabelecido; assentar-se. 4. Basear-se; fundar-se. 5. Jazer. Int. 6. Estar em repouso; descansar. 7. Dormir.

Desde que cruzei a linha de chegada da São Silvestre que não sei mais o que é correr. Já são cinco dias sem treinar. Até amanhã, às 18h (que é a hora que volto a treinar) vão ser aproximadamente 144 horas sem siquer dar um trotinho. É muito tempo parado... Desde que comecei a correr, no início de agosto, é a primeira vez que eu fico mais de 3 dias sem treinar.

Mas, levando em conta que nos últimos meses de 2008 eu vinha sentindo um leve desconforto na coxa direita, essa paradinha pode ser essencial para dar aquela recuperada no corpo né...

Amanhã é dia de calçar o Pégasus e tirar o atraso. Com certeza o meu treino vai ser algo bem leve, recuperativo, e assim será durante janeiro e fevereiro. Os chamados treinos de manutenção, de base. Vamos começar 2009 da maneira mais correta que é planejando chegar ao fim inteiro e conseguir fazer as provas que pretendo participar.

Em breve estarei voltando a relatar meus treinos e corridas por aqui!! Mas enquanto não volto aos treinos, vamos se divertir com uma história curiosa e romântica que aconteceu durante a São Silvestre.
No dia do jantar de massas no Viena, conheci um casal muito legal lá de Fortaleza, o Fernando e a Nelma. Infelizmente não consegui encontrar o pessoal no dia da corrida, e acabei perdendo a cena que vocês verão abaixo.

O Fernando pediu a Nelma em casamento logo após a prova e os padrinhos e testemunhas foram o pessoal da equipe "Vamos que vamos", equipe simbólica criada pelo grupo que se reuniu no jantar de massas!! Parabéns aos noivos!!
 


E durante o mês de dezembro, deixei três enquetes para que os leitores dessem seu voto. Eis os resultados das enquetes de dezembro:
enquetes dezembro

Por hoje é só!
Um grande abraço e feliz 2009 para todos!
Bruno Thomaz

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São Silvestre 2008 - A corrida.

Às 15h45min saímos do hotel e nos dirigimos até a Pamplona com a Paulista e ficamos ali pela esquina conversando, tirando fotos, olhando a multidão, tomando água, ou seja, matando tempo mesmo. Logo após saímos dali e nos dirigimos ao local aonde iriamos largar, próximo da placa de ritmo 8min/km (sim, largamos bem do fundo).

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Eu e a Caren pretendíamos fazer algo em torno de 5min/km, já o Edu, a Bia e o Zara pretendiam terminar a prova, independente do tempo, pois os três estão com algum problema. O Zara tá sentindo dores na parte posterior do joelho, e já estava há tres semanas sem treinar direito. A Bia tá com problema no calcanhar e vinha treinando sempre bem leve e o Edu sentiu também o calcanhar nas vésperas da corrida.

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Exatamente às 16h52min foi dada a largada. Nós continuamos parados. Nós e o resto da multidão. Andando próximo de nós estavam o Sulley e o Mike, os monstros do filme de animação Monsters INC. Demorou cerca de quase 20 minutos para chegarmos até o pórtico de largada. Pouco depois passamos pelo tapete de cronometragem e acionei meu cronômetro. A Caren venho no mesmo ritmo que eu, me acompanhando. Por termos largado bem atrás, as pessoas que estavam próximas de nós estavam em um ritmo mais lento, logo eu e a Caren tivemos que correr em zigue-zague, ultrapassando os corredores, mas isso não foi problema para nós.

Na Consolação passamos pelo Batman, e o povo ficava gritando "Vai lá, Batman!" ou então gritavam "Batman, cadê o Robin?" e ele respondia "Não veio, tá com dengue!".

Eu e a Caren continuamos tranquilos, passamos pelo km1 com 6'30", e achamos que estava bom, porque agora talvez conseguíssemos melhorar o ritmo de acordo com o "esvaziamento" do pelotão.

Me diverti bastante com os corredores fantasiados, mas não gostei da atitude de dois deles. Um fantasiado de boxeador que parava toda hora de correr para fazer um showzinho de socos no ar para o público e um outro que encontrei na Av. Rio Branco, caminhando fazendo embaixadinhas com uma bola e atrapalhando muita gente.

Também achei bem curioso a quantidade de pessoas que "quebram", caminhando, em diversos pontos das corridas. Pessoas que passavam a milhão por mim, e minutos depois estavam caminhando.

Eu e a Caren alternamos o posto de água, passando reto pelo primeiro, terceiro e último posto de água, pegando água somente em alguns. Em momento algum da prova pensei que talvez eu tivesse que diminuir o ritmo ou parar, pelo contrário, achei que poderia até ter forçado pouco mais.

Como detesto descidas, ao sairmos da Av Rio Branco disse para a Caren: "-Graças a Deus, agora só tem subida". Ela riu e achou que eu tivesse apenas brincando, mas logo ela percebeu que eu falava sério. Quando cruzamos o Largo Paissandu eu aumentei um pouco meu ritmo e me distanciei um pouco dela. No começo da Brigadeiro eu aumentei meu ritmo, chegando a fazer o km do 13 ao 14 em 4'40". Pouco antes do fim da subida diminui um pouco o ritmo para esperar a Caren, mas logo que ela chegou em mim ela disse: "Pode ir Bruno, se encontramos lá depois da chegada", e eu fui, aumentei novamente o ritmo na Brigadeiro, dei o sprint na Av. Paulista e cruzei a chegada com um tempo líquido de 1 hora, 24 minutos e 33 segundos. A Caren chegou 22 segundos após eu ter chegado. O meu pace acabou ficando em 5'37" por km.

Depois de entregar o chip, pegar a medalha e retornar para a Paulista, chegou o Zara, com um tempo aproximado de 1h46min. Doze minutos depois apareceram a Bia e o Edu, que fizeram em um tempo de 1h58min.

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A emoção de participar dessa prova é tanta que eu demorei para encontrar palavras para descrevê-la. E ainda não consegui. Só sei dizer que realizei um sonho. Que o fato de eu estar lá, correndo naquela multidão (que eu não enxergava aonde começava e nem aonde terminava), com o público ali, incentivando, jogando água de mangueira, gritando, aplaudindo todos os corredores, isso foi demais. Preço nenhum paga isso. Durante todo o percurso eu me emocionava. Quando estava na Brigadeiro e sabia que faltava pouco, eu fiquei pensando em milhares de coisas, de tudo que passei até chegar ali. Na Av. Paulista eu quase chorava de tanta emoção. Cruzei a linha de chegada com lágrimas nos olhos, pronto para a próxima São Silvestre.

Acabei não prestando muita atenção nos tais pontos turísticos da prova. Não vi o Cemitério da Consolação, não vi o Memorial da América Latina, não vi nem a Av Ipiranga nem a São João, quanto menos a famosa esquina entre as duas ruas. Não vi o Teatro Municipal. Acho que só vi mesmo foi a Faculdade de Direito da USP e o Viaduto do Chá. Quem sabe em 2009 eu vá de novo e preste mais atenção nesses detalhes.

Após a prova comecei a perguntar para as pessoas se sabiam quem havia ganhado a prova e ninguém, até da organização, não sabia me dizer. Fui descobrir que o vencedor era o James Kipsang só de noite, no Jornal Nacional. Mas fiquei mesmo feliz com o fato de a Marily dos Santos ter chegado em terceiro lugar. Dos atletas que eu conheci, ela foi a pessoa que eu mais gostei. Simpática, querida e humilde, conversou bastante comigo e com a Bia, e eu realmente estava torcendo por ela. Parabéns Marily!! Você merece menina!!

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São Silvestre 2008 - O 3º dia.

Primeiro de janeiro de 2009. Acordamos, tomamos café e voltamos ao quarto para arrumarmos as coisas e se preparar para deixarmos São Paulo. Após isso, quando descemos já com as malas, encontrei algumas pessoas lá embaixo, e entre elas estavam os dois vencedores da prova. O queniano James Kipsang e a etíope Yimer Wude. Obviamente que tirei diversas fotos com eles.

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Após as fotos, já estávamos prontos para partirmos.
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E às 18h eu já estava em Porto Alegre. Já pensando na próxima São Silvestre.

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São Silvestre 2008 - O 2º dia.

No dia 31, o dia da prova, acordei cedo para tomar o café no hotel, e foi muito bom tomar o café acompanhado dos meus colegas da equipe e rodeado dos atletas da elite. Tiramos fotos com alguns nesse momento.

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Abaixo, eu e a Bia com o queniano Kiprono Mutai, que acabou ficando em terceiro lugar na corrida.
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Acima, Claudir Rodrigues, campeão da Maratona de São Paulo e do Rio de Janeiro. E abaixo os atletas José Teles e Gládson Barbosa, junto com a Bia e a Caren.
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Após o café fomos dar uma caminhada pela Av. Paulista, para vermos como estava a movimentação da organização da prova. 
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Aproveitei também para tirar uma foto de uma faixa que achei um tanto curiosa pelo termo que estava escrito nela: "faichetária".
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Depois fomos almoçar e voltamos para o hotel para nos prepararmos psicologicamente para o grande momento: A corrida. 

Nesse post irei pular a parte da corrida, deixando esse momento para um post único após esse.

Após a corrida e voltarmos ao hotel, se preparamos para o Reveillón. Passamos a virada lá na cobertura do hotel, em uma festa que o hotel preparou. De lá dava para ver todos os fogos de artifício da Av. Paulista e o hotel também preparou um show pirotécnico. Foi lindo de ver. O Edu filmou os momentos, assim que eu receber o vídeo posto por aqui. Logo após a virada, havia um grupo de atletas africanos por ali, e fomos convidados a tirar fotos com eles. (Para ser sincero, só sei o nome de dois atletas desse grupo, que é o tanzaniano Marco Joseph (o bem da esquerda) e a Nancy Kipron que é a que está do meu lado). 
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São Silvestre 2008 - O 1º dia.

Vou iniciar o meu relato sobre a minha participação na São Silvestre pelo dia 30 de dezembro, às seis e meia da manhã. Nesse horário eu estava no aeroporto, pronto para embarcar no Vôo 2101 da Gol, com destino Congonhas e previsão de chegada às 08h36min. Junto comigo nesse vôo iria a Bia e o treinador Eduardo. Eu, Bia e Edu no aeroporto.

Chegamos em São Paulo um pouco antes do previsto, às 08h20min, e fomos direto para o Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro retirar os kits. Ao chegar lá e ver aquele monte de pessoas em volta do ginásio comecei a sentir as primeiras emoções.O clima de confraternização já dava seus primeiros sinais por ali mesmo. Um grupo de baianos apareceu tocando seus instrumentos de percussão e fazendo uma bonita festa lá no local. A Bia ainda aproveitou para fazer um teste de pisada que a Mizuno estava proporcionando no local.
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Logo após fomos à feira de vendedores ambulantes que se encontrava do lado de fora do Ginásio, e eu acabei comprando uma camiseta regata alusiva à 84ª São Silvestre e uma camiseta de mangas compridas vermelha.

Dali fomos a pé até o nosso hotel, já aproveitando para conhecer um pouco mais de São Paulo. 20 minutos de caminhada e já estávamos no Hotel Trianon Paulista, que fica na Alameda Casabranca 363. Fomos direto para os quartos, e combinamos de nos encontrarmos dali a pouco lá na recepção para darmos uma caminhada pela região e também para almoçarmos. Quando estamos saindo, encontramos o Franck Caldeira sentado na frente do hotel, e pedimos para tirar uma foto.


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Saímos, almoçamos, e quando voltamos, encontramos uma aglomeração da imprensa em frente ao hotel. Era o Vanderlei Cordeiro de Lima que estava por ali. Ficamos por ali esperando para tentarmos tirar uma foto. PC270254
Não só tiramos a foto como ainda fomos filmados e meu treinador, entrevistado. A reportagem foi exibida no Jornal da Globo, do dia 30/12. Você pode ler a reportagem clicando aqui, e o vídeo abaixo:

Logo após isso, matamos tempo durante a tarde, esperando chegar o resto do nosso pessoal, o Zara, a Caren, dona Gisa (mãe da Caren) e o Nickolas (filho do Zara e da Caren). Duranta a tarde ainda encontrei uma das maiores figuras do atletismo feminino atual do Brasil e que fiz questão de tirar fotos com ela. Marily dos Santos .


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Marily dos Santos, maratonista brasileira em Pequim.

Às 20h, havia uma janta com o pessoal da Comunidade da São Silvestre no orkut. A janta foi no Restaurante Viena, do Conjunto Nacional. Fomos eu, o Edu e a Bia, e ao chegarmos lá já se encontrava um pessoal. A cada instante chegava mais gente, e no fim totalizou 26 pessoas de 10 estados diferentes.
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Estavam presentes pessoas do RS, SC, PR, SP, RJ, MG, MT, CE, AL e MA. Um pequeno agradecimento à Catia, do RJ, que se esforçou para que essa janta saísse!! Foi muito boa essa janta, e o pessoal muito show de bola! (nas fotos: acima, Cátia; Magrão. Abaixo: Lediana; um lado da mesa). Janta comunidade1Janta comunidade4 Janta comunidade3Janta comunidade11

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Revistas de Corrida

Recebi a 2ª edição da Runners World Brasil, e confesso que eu gostei sim. Apesar de que muita gente anda reclamando por aí, dizendo que talvez não vale a pena assinar, ou que a revista não é lá grande coisa não. Assim como já vi muita gente criticando também a Revista O2 e até a Contra-Relógio.

Me coloco no lugar dos editores das revistas. Quais assuntos eu colocaria em uma revista voltada para o segmento esportivo da corrida? Lembrando também que eu não poderia colocar todos os assuntos que eu encontrar em uma mesma edição, pois corro o risco de ficar sem assuntos para a edição seguinte. Pronto. Fazendo esse pequeno pensamento eu percebi que não há muito o que fazer não. Os assuntos sobre corrida são aqueles que já vêm sendo tratados nas revistas e vão continuar a serem os mesmos, queiram os leitores ou não.

Convenhamos que gente reclamando sempre vai ter não é? Se não existisse nenhuma revista especializada em corrida, iriam reclamar, dizendo que isso é um absurdo, como que pode um setor que vem crescendo vertiginosamente no mercado não ter uma revista especializada, etc... Mas se tem, reclamam igual. Reclamam que o conteúdo é simples, que as revistas repetem os temas. Um mês sai numa uma matéria sobre perder peso correndo e em outra o guia do tênis. No outro mês sai o guia do tênis na primeira e na outra sai o como perder peso correndo. Sim, eu sei que é chato. As revistas se repetem muito. Mas para o editor da Revista, não importa se a concorrente lançou uma matéria semelhante à sua no mês passado, afinal, os leitores da revista dele lêem a revista dele. Ou vocês acham que é todo mundo que é como a gente? Que lê todas as revistas no mesmo mês?

Se vocês tem alguma sugestão de matéria (que seja inédita) para enviar para as redações das revistas, postem nos comentários que eu enviarei ao Tomáz Lourenço e ao Sérgio Xavier, editores da Contra-Relógio e da Runners World, respectivamente. Mas só valem sugestões inéditas viu? (Sim, é um desafio àqueles que sempre reclamam das revistas).

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E vem chegando a São Silvestre

Há cada dia que passa, a sensação e a ansiedade aumentam um pouquinho. Faltam 14 dias. Duas semanas. São Paulo que me aguarde!

Irei ficar no Hotel Parque Trianon, o mesmo hotel que a Organização da São Silvestre (Yescom) reserva para os atletas da Elite. Bem, não preciso nem dizer que vou tirar muito foto né? O Hotel fica na Alameda Casa Branca, 355, apenas dois quarteirões de distância do MASP, ou seja, quase do lado da largada da prova!


Ah, assinem o Feed do Blog clicando no Subscribe no menu direito, e votem nas enquetes que estão no rodapé da página principal!
Muito obrigado e um grande abraço a todos
Bruno Thomaz

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Mais uma quarta-feira... (2)

Não sou muito religioso e nem muito apegado à crenças, mas por via das dúvidas vou reproduzir a "Oração de São Silvestre", enviada pela minha amiga jornalista-blogueira-corredora Yara Achôa, do Eu Corro Porque (o blog dela é um dos melhores da Run Blogosfera).

Oração a São Silvestre
Ó Deus, eu Vos agradeço por Vossos Santos e Santas. Quantos exemplos de fé e coragem eles nos dão! Hoje, em especial, no final de mais um ano, quero Vos pedir, pelos méritos de São Silvestre, a graça de reconhecer minhas falhas e a cada dia procurar superá-las.

Dai-me, constância! Que eu saiba reconhecer Vosso Amor em minha vida. Dai-me perseverança na oração! Que no ano que se inicia eu não repita os mesmos erros e seja coerente com os Vossos ensinamentos. Dai-me Vosso Santo Espírito! Amém.

São Silvestre, rogai por nós.

Maria, Mãe da Divina Graça, rogai por nós, que recorremos a vós.


E hoje fiquei sabendo através do blog de uma amiga conterrânea-triatleta-blogueira, a Tephy, de que o CORPA já lançou em seu site um esboço do Calendário 2009 das Corridas de Rua em Porto Alegre e região. A principal novidade fica pelo lançamento do Circuito das Estações Adidas, como eu já havia postado anteriormente, e também pela diminuição do número de etapas do Circuito CORPA, de sete para cinco. Quer conferir o calendário? Clique aqui.

Por hoje é só! Daqui a pouco irei a uma janta de fim de ano da minha equipe em uma pizzaria (putz, fudeu, acabou a dieta hehehe) e após estarei postando as fotos por aqui!!

Não esquecendo que sábado tenho mais uma provinha de 10k para encarar, mas dessa vez encarando apenas como treino para a São Silvestre, que finalmente está chegando (faltam 21 dias). Estou muito ansioso, mas não é nem pela prova em si, e sim para conhecer diversos amigos blogueiros-corredores e corredores da comunidade da São Silvestre no Orkut, entre eles a Angela, a Cátia, o Juliano, o Valdercarlos, o Gentil Jorge, o Hideaki, a Mayumi, a Yara, o Ricardo e o Bruno Kenji!!

Um grande abraço a todos!!
Bruno Thomaz


Seu comentário não foi aprovado? Veja aqui o porquê.
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Dicas do percurso da São Silvestre

Encontrei no site Webrun uma seção sobre a São Silvestre, daí fuça daqui fuça dali e achei umas dicas sobre o percurso que eu achei muito bacana e importante, daí resolvi dividi-las com meus colegas corredores, pois vai que seja útil para alguém assim como foi para mim não é mesmo?

Conheça a São Silvestre quilômetro por quilômetro
Por Prof. Nelson Evêncio | 09/12/2008

Como de costume, reservo o último texto do ano para dedicar a corrida mais tradicional do país, pois enquanto alguns já fizeram diversas provas durante o ano, das mais variadas distâncias e nos mais variados formatos, já estando inclusive pensando nas merecidas férias e na próxima temporada, cerca de 20 mil corredores ainda tem um grande compromisso a cumprir, e justamente no último dia do ano, a Corrida Internacional de São Silvestre!

Com largada congestionada, percurso difícil, e temperatura normalmente muito elevada, a São Silvestre é daquelas corridas que costuma causar o famoso “friozinho na barriga” do corredor, seja ele profissional ou amador, experiente ou não, justamente pelas suas grandes dificuldades, por toda a sua enorme tradição, e sobretudo, pelo fato do país inteiro praticamente parar para ver a grande festa nas ruas de São Paulo.

Desafio, projeto, sonho, tradição, promessa, aposta, são muitos os motivos que levam milhares de corredores à Avenida Paulista. Se você é corredor e não estiver entre os inscritos para os 15km, vá ensaiando uma justificativa convincente, pois com toda certeza, será abordado por muita gente, perguntando se o “amigo corredor” estará lá ou não.

Se já estiver inscrito, ou ainda na dúvida, segue abaixo um resumo dos principais trechos e das principais dificuldades da prova, que passa por tradicionais pontos culturais da cidade.

Largada: O primeiro desafio para a maioria dos corredores é a largada que acontece às 17h na Av. Paulista, em frente ao Masp. Como disse anteriormente, são cerca de 20 mil corredores aglomerados tentando um bom tempo, uma boa colocação, ou simplesmente completar a prova e realizar um sonho antigo.

Por isso é recomendado chegar no máximo 1h30 e no mínimo 40 minutos antes da largada para poder realizar um bom aquecimento, alongar a musculatura e esperar o início com tranqüilidade. É comum ver alguns corredores chegarem muito cedo, mas estes acabam ficando em pé por muito tempo e conseqüentemente têm seu desempenho final comprometido.

1º e 2º km: se o corredor não sair no pelotão de elite, é muito difícil que ele consiga correr no ritmo desejado até o final do primeiro quilômetro. É muito provável que ele seja atrapalhado pela grande massa e por todo aquele monte de gente fantasiada e com faixas. É impressionante como se vê de tudo por ali. Este ano provavelmente teremos muitos “Obamas” e outros personagens mais!

Completa-se o primeiro quilômetro já na famosa Av. Consolação, bem em frente à Faculdade de Belas Artes. Começa então a descida de dois quilômetros entre ela e a também tradicional Av. Ipiranga.

O velho ditado diz que, “para baixo todo santo ajuda”, mas deve-se descer com bastante cuidado para evitar o desgaste excessivo que poderá sentir mais para frente.

3º e 4º km: descemos a Avenida Ipiranga, passamos em frente a Praça da República e seguimos pela Av. São João. São mais dois quilômetros de descidas, que deixam a falsa impressão que a prova é a maior moleza. Todo cuidado com a empolgação excessiva é pouco, pois há muita prova pela frente.

5º km: um pouco depois da entrada do Elevado Costa e Silva começa a parte de subida da prova. Para quem não poupou energias ou não costuma treinar em subidas pode começar a sentir o grande problema aqui!

6º km: ainda no Elevado, vale lembrar que este trecho não tem muita sombra e o calor pode atrapalhar. Boné é bem vindo.

7º km: aqui o corredor encontra a rua Margarida e outras pequenas ruas cheias de curvas, além de um pedaço da avenida Pacaembu. Mas logo vêm mais uma subidinha considerável.

8º e 9º km: na avenida Norma Gianalti e avenida Rudge, o corredor consegue recuperar um pouco o fôlego já que é um trecho mais plano, porém com pouca sombra.

9º e 10º km: ainda na avenida Rudge, chegamos a um ponto bem crítico, que é o Viaduto Rudge. É um dos piores trechos devido à inclinação e falta de sombras. Muita gente diminui o ritmo por ali e depois não consegue mais recuperá-lo. Muito se fala da subida da Brigadeiro, mas este é um dos trechos que não pode ser menosprezado.

11º e 12º km: Esse trecho passa bem pelo centro de São Paulo. No Viaduto do Chá encontramos mais uma pequena subida que termina em uma das mais tradicionais faculdades de Direito do país, a São Francisco.

13º e 14º km: finalmente chegamos a tão temível subida da Av. Brigadeiro Luis Antônio, onde para os profissionais normalmente as primeiras colocações são definidas e para os amadores, começa o maior desafio. São praticamente 2,5 quilômetros de subida.

14º e 15º km: continuamos subindo e alcançamos o trecho de subida mais íngreme da prova quando passamos por baixo do Viaduto Treze de Maio, onde o corredor pergunta várias vezes para si mesmo o que está fazendo ali. Porém, o bom deste trecho é que tem muita sombra e muita gente incentivando e lá você sabe que falta pouco para terminar.

Finalmente alcançamos a parte plana da Brigadeiro ao som de milhares de gritos e assobios, onde o corredor já pode imaginar o que o espera 500 metros a frente. Curva da Brigadeiro com a Paulista e lá está a tão esperada faixa de chegada.

Arquibancadas lotadas dos dois lados da avenida, pessoas gritando e vibrando, fogos de artifício, pose para chegada, e finalmente: missão cumprida. Alguns choram, se abraçam, comemoram e dão risada sozinhos com a gostosa sensação de dever cumprido. Outros terminam dizendo que nunca mais voltarão, mas passados alguns minutos já se pegam fazendo planos para a próxima edição!


E segue abaixo umas dicas escritas pelo Duarte Alves Cabrita, em um tópico na Comunidade da São Silvestre no Orkut.

Dicas do percurso - São Silvestre

Largada – Alongamento 30’ antes do início da prova. Leve uma garrafa de água, pois dentro do pelotão é uma estufa. Procure utilizar os sanitários antes de sair de casa. Os banheiros químicos são para casos extremos.
Procure largar pelo lado esquerdo do pelotão. No centro há tumultos e quedas dos atletas e no lado direito ficam as câmeras de TV.
Trecho fácil, pois somos levados pela massa humana. Nem percebemos que há uma subida até a entrada da Consolação (+1mt). Pista com 04 faixas até a Rua Hadock Lobo (túnel de acesso à Av. Rebouças), neste trecho a Av. Paulista reduz para 03 faixas com uma curva acentuada para a direita (entrada para a Rua da Consolação). AFUNILAMENTO DE PISTA.

KM 01- Consolação – Início da descida, trecho que exige atenção e concentração. Não acelere o ritmo. Descida com a variação de altitude de -25m até o Km 02.

KM 02 – Consolação – Está fácil descer, né? Cuidado, vamos poupar energia para não faltar adiante. Descida com a variação de altitude de -42m até o Km 03.

KM 03- Av. Ipiranga – Trecho plano, ainda há uma grande aglomeração de atletas. Veremos que muitos atletas começam a andar nesta parte, em virtude do ritmo forte imposto na descida da Consolação. Aqui é um termômetro da prova. A maneira como o atleta chega neste ponto é uma prévia avaliação de como será o restante da prova.

KM 04 – Av. São João – Há uma leve descida com vários postos de água. Procure pegar água nos postos mais à frente, evitando tumultos desnecessários. A hidratação é essencial e cuidado com os copinhos jogados no chão. Um escorregão poderá tirar qualquer atleta da prova. O público nesta parte da prova empurra os atletas.
Subida de acesso ao Minhocão – trecho difícil – afunilamento em plena subida.

KM 05- Minhocão – Trecho que parece ser plano, porém apresenta pequenas subidas e descidas. Cuidado com os incentivos dos moradores dos prédios, alguns jogam água através de mangueiras, baldes e vasilhas. Outros jogam líquidos de procedência duvidosa. Subida do Km 04 até aqui com altimetria de +4m.

KM 06 – Elevado Costa e Silva (Minhocão) – A altitude do percurso cai em -3m. Afunilamento pela frente. Sairemos do Minhocão para entrar à direita (Igreja São Geraldo – Largo Padre Péricles). Neste trecho eu procuro correr pelo lado esquerdo, mesmo fazendo uma curva mais aberta.

KM 07- Rua Margarida – Continuamos descendo (-4m), vamos poupar energia. Ruas estreitas onde os corredores voltam a se aglomerar. Quedas são comuns nestes locais. Hoje as ruas estão asfaltadas, imaginem quando eram de paralelepípedos!!! Geralmente fica um chuveiro de vapor neste Km. Um pouco mais à frente, haverá uma curva hiper-fechada para o lado esquerdo para acessar o Viaduto Pacaembu. Cuidado com as pernas.

KM 7,5 – Metade da prova – Percurso difícil – Viaduto Pacaembu – Subidinha chata ou subida da hora? Você decide. Geralmente há um posto de água neste local. Procure tomar um copinho e com o outro jogue nos pulsos e passe a mão úmida no pescoço, evite jogar nas pernas para não molhar o tênis (tênis molhado = bolhas nos pés ou calçado desamarrado). Até o Km 08 haverá uma mudança de altimetria em +3m.

KM 08 – Av. Norma P. Gianotti – Trecho com altimetria de +40m até o Km 09. Força, moçada! Infelizmente neste trecho não há nenhuma sombra. Geralmente ficam moradores jogando água nos corredores, porém evitem molhar as pernas para não molhar os tênis.

Km 09 – Av. Rudge – Trecho plano tendo em seguida uma leve descida de variação de –55m. Trecho de grande extensão. Evitem correr no corredor de ônibus (óleo na faixa exclusiva de ônibus). O desgaste da prova até aqui já começa a mostrar sua cara!!!

Km 10 – Av. Rio Branco – Trecho longo e plano. Leve descida (-15m). Há diferentes públicos: crianças, famílias e moças de famílias que convidam os atletas a correrem com elas. Acho que não é uma boa!!! Para quem chegou até aqui, a Paulista já está próxima.

Km 11 – Final da Rio Branco – Pessoal, concentração total, não vamos desanimar. Trecho no qual passaremos pelo Lgo. do Paissandu, Viaduto do Chá, Teatro Municipal. Cuidado com as curvas e com as subidas despercebidas pelo caminho (+27m). O público empurra os corredores.

KM 12 – Entrada da Rua Líbero Badaró – Aproveite a água (copinho). Geralmente aqui por perto há o chuveirinho (Vd. do Chá ou Lgo. São Francisco). No final da Libero Badaró há uma subida dificílima (íngreme). Neste trecho até o KM 13 a altimetria vai a +35m. Descida da Maria Paula (última descida antes da subida da Brigadeiro) é o trecho mais bonito de visualização, dali temos a noção de atletas subindo a Brigadeiro. Vale uma bela foto.

KM 13- Av. Brigadeiro Luís Antônio – Finalmente chegou o momento. Nós ou ela (subidinha). Eu sou mais NÒS!!! É a segunda parte mais difícil da prova, não esqueçam que a Consolação é muito difícil. Durante a subida evitem olhar para a dimensão da avenida. Inclinem o corpo para a frente (lembram-se dos educativos de corrida, calcanhar batendo no glúteo e tronco inclinado a frente?). Corram pelo centro da avenida. Variação de altitude (+29m)

KM 14 – Vamos encontrar força para terminar a corrida bem. Momento de forçar. Falta apenas 1 Km. O trecho crítico é após o Viaduto 13 de Maio, porém quando viramos na Paulista é o trecho mais legal. Faltam 400m e o público vai junto com os corredores.

KM 15 – Valeu equipe!!! Agora cansa mais ir buscar a medalha em vez de correr outra São Silvestre.






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Crônicas de um treino (5)

Então, dando continuidade às nossas crônicas semanais, hoje vou contar um pouco sobre o meu treino de sábado passado, que foi um treino um tanto divertido quanto especial.

Como eu comentei em posts anteriores, a São Silvestre está virando realidade. E meus treinos estão voltados para essa prova. E no sábado é o dia que eu costumo fazer o meu "longo", geralmente acompanhado da Caren, que também irá para São Paulo.

Mas nesse sábado a Caren não apareceu, e o Eduardo, que é o meu treinador deu a idéia de eu esperar por ele, que ele me acompanharia. O problema é que o Edu vem treinando pouco, e quando treina, não passa dos 5k.

Ok, concordei com ele, e fiquei a manhã inteira sem fazer nada, só acompanhando o treino do restante da equipe. Depois fui almoçar junto com a Letícia e a Debóra em um restaurante vegetariano muito bom que eu não conhecia. Depois fomos tirar uma "sesta" na casa da Lêti enquanto eu esperava pelo Eduardo.

16h, chego na casa do Edu, largo minhas coisas, damos uma olhada no percurso no MapMyRun.com e vamos embora. Detalhe, o Edu é aqueles descendentes de italiano, branquelo sabe? Ele tava mais branco ainda, porque se empapou todo com protetor solar. Foi uma cena no mínimo engraçada.

Fizemos um pequeno alongamento, começamos trotando leve como um aquecimento, e seguimos o rumo. Lá pelas tantas o sol ficou de frente para gente, e o calor que já era forte, ficou insuportável. Necessitávamos de água, e estávamos por volta do km 5. Avistei um posto de gasolina e de imediato fomos para as torneiras beber água e se encharcar todo. Seguimos adiante e chegou a subida que eu havia planejado para ser o "ponto fod*" do percurso. O Edu não chegou até o fim da subida, aproveitou uma sombra e foi caminhando, e eu ao lado dele trotando para acompanhar. No ponto mais alto da subida, conseguíamos ver o Rio Guaíba com o brilho do sol. Cena linda! Descemos a rua e compramos água mineral em um posto e continuamos a correr (aliás, eu continuei a correr já que o Edu alternava corrida com caminhada a essa altura). Passamos pelo Shopping BarraSul (o shopping novo) e começamos a seguir pro caminho que finalmente nos levaria de volta para casa. Estávamos no km 7 aproximadamente.

Depois o Edu me inventou de querer correr pelo canteiro de grama que separava uma avenida. Péssima idéia. A grama totalmente fofa e esburacada. Comecei a sentir um desconforto no joelho esquerdo, e quando resolvemos voltar para o asfalto, dei graças a Deus e só não beijei o asfalto porque não queria ser atropelado.

Paramos mais uma vez em um posto (e esse foi providencial) e enchemos as garrafinhas de água, e ali mesmo tomei um banho. Me molhei todo. Três minutos depois já estava totalmente seco. ¬¬.

Quando já estávamos fechando 1h50min de corrida, chegamos ao local de chegada. O Edu, coitado, estava detonado, exausto, etc (melhor não falar mais nada, senão depois ele lê e pega pesado comigo no treino hahahaha).

Fomos pro MapMyRun.com e verificamos a distância do nosso percurso e fechou em 13,5km. O pace foi extremamente lento 7'22" por km, mas isso levando-se em conta que paramos em alguns postos e que o Edu deu umas caminhadas e nesse momento eu trotava ao lado dele, acho que ficou dentro do esperado, já que o objetivo do treino era apenas aumentar o volume.

O treino acabou sendo especial para mim por dois motivos. O primeiro porque foi o meu recorde de tempo correndo sem parar. O anterior havia sido 1h15min. Agora foi 1h45min (detalhe, eu acredito que consigo correr muito mais do que isso, mas nunca tive a oportunidade ou necessidade, visto que sigo um cronograma de treinos e costumo ser disciplinado quanto a isso). E o segundo motivo porque foi a maior distância que eu já percorri até hoje. Até sábado na verdade, pois o treino de sábado está planejado para ser 15km. E como vou correr sozinho, provavelmente irei fazer meu ritmo e não baterei o recorde de tempo correndo sem parar.

O treino foi muito engraçado, pois eu e o Edu falamos muita besteira e rimos muito um do outro. Valeu a pena.

Espero que os próximos treinos sejam divertidos e especiais como foi esse de sábado passado, para que eu continue a ter assunto para contar aqui na série das Crônicas de um treino.

Para esse sábado, vou preparar minha playlist e meu mp3 player, já que provavelmente vou correr sozinho. Se alguém de Porto Alegre quiser correr 15k comigo sábado de manhã se apresente!!

Ps: Não reparem, mas escrevi esse post muito rápido, pois estou em um "intervalo" dos estudos. Tenho prova de Química e Espectroscopia Orgânica amanhã e não posso ir muito mal na prova!

Ps1: Será que demora para chegar meu tênis? Já to começando a ficar angustiado com a espera, hehehe.

Um grande abraço
Bruno Thomaz



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Começando o aquecimento para a São Silvestre!!



Faltam menos de 30 dias.
Sim, a São Silvestre já está quase virando uma realidade.
Hoje recebi o e-mail com o meu número de peito.
É um número que eu não achei tanta graça não.

7335. SETE, TRÊS, TRÊS, CINCO.
Uhn... deixa eu ver... 7+3+3+5= 18= 1+8= 9.
É, não gostei.

Mas e daí? Quem vai correr sou eu não é? Eu e o meu Nike Pégasus que semana que vem deve estar chegando! (Deu para reparar que ainda estou muito faceiro por ter ganho né?)

Para ir dando um gostinho achei uns vídeos da São Silvestre e resolvi postar aqui para o pessoal também já ir entrando no clima da prova!!!


SÃO SILVESTRE DE 1990.


SÃO SILVESTRE DE 1989.


SÃO SILVESTRE DE 1988.


Boa quinta a todos e um grande abraço!!
Bruno Thomaz


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O futuro...

Fiquei muito feliz com a repercurssão que o post anterior ("Você acha que não consegue?" sobre o Team Hoyt) obteve! Diversos comentários e várias pessoas me falando pelo MSN que gostaram muito do meu texto e do vídeo.

Hoje, logo cedo abri a caixa de e-mails e recebi o e-mail que me fez ficar de bom humor o dia todo!! O remetente era a Yescom, e o conteúdo da mensagem era a confirmação da minha inscrição na 84ª Corrida Internacional de São Silvestre!!! E logo depois, fui até a agência de turismo que está intermediando a viagem do nosso grupo e confirmei também a viagem!!


Agora é continuar os treinos que já estão focados para essa prova e aproveitar a festa!! Eu digo brincando que vou começar a treinar com uma máquina digital na mão, para na prova correr tirando fotos de tudo e todos hehehe!!







Mas antes da São Silvestre, teremos uma prova importante que é a 4ª Maratona de Revezamento Paquetá Esportes/ Asics, que vai ser dia 09/11 lá no Gasômetro!
Nosso grupo ira correr com dois quartetos, sendo o meu quarteto formado pelo Giovani, pelo Zara e pela Karen, além de mim é obvio!! A expectativa é fazer um tempo satisfatório e que me deixe confiante para a São Silvestre.

Ontem, passei na sede do CORPA, e conversei rapidamente com o Paulinho Stone, e indiquei o Blog para ele, e o resultado disso é que o "Correndo na Chuva" ganhou um destaque na lista de links do BlogCORPA ! Obrigado Paulinho!

Quero agradecer também a todos blogueiros que também colocaram o "Correndo na Chuva" na sua lista de blogs! Eu procuro colocar todos aqui, na lista dos blogs que eu indico, e se porventura eu esqueci de adicionar algum, por favor me avisem!!

(obs: hoje o dia tá lindo aqui em Porto Alegre, e é dia de treino de intensidade que é o que eu mais gosto!!)

Abraços a todos!
Bruno Thomaz

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Emoção de São Silvestre

Sabe aquelas histórias de pessoas que completam uma prova, mesmo que seja na última colocação, e sentem uma emoção incrível, de dar arrepios? Assim como a que eu senti na minha primeira prova? Pois é, fui atrás de relatos semelhantes em algumas comunidades do Orkut e quando me deparei com o tópico sobre a “emoção de se participar de uma São Silvestre” resolvi que era sobre isso que eu iria escrever hoje.

Eu ainda não participei de nenhuma São Silvestre, e no dia 31 de dezembro desse ano, estarei lá, para depois poder dar o meu depoimento para vocês, ao invés de escrever sobre os de outras pessoas!

Mas como por enquanto só estou treinando para a prova desse ano, vou aproveitar e comentar sobre o relato que eu encontrei na Comunidade Corrida de São Silvestre (http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=195226), alguns emocionantes, outros engraçados, mas todos muito inspiradores, sem dúvidas!

O rapaz que criou o tópico, o Juliano, escreveu que a São Silvestre tem sim seus defeitos, alguns como água quente, inscrição cara, muito tumulto, mas que também compensa, pela alegria, pela felicidade, tanto dos participantes quanto da platéia, que te apóia mesmo sem te conhecer. Ele diz que a sensação de completar a subida da Brigadeiro e virar na Paulista é a sensação de “cumpri minha tarefa” e que isso é o melhor da prova. Ele ainda recomenda ao pessoal da comunidade que quem nunca foi é para aproveitar e ir!

O Reginaldo fala que o Juliano tem toda a razão, e que ele correu a prova num ano anterior sem estar totalmente preparado, mas que o incentivo do “povão” e dos corredores te dão forças suficientes para concluir a prova. Ele diz que não sabe explicar a emoção que sentiu durante e depois da prova, e que esse ano estará lá de novo com certeza.

O André diz que vai trocar o Réveillon de Florianópolis por São Paulo, somente para correr a prova! E o Juliano diz que ele não irá se arrepender de trocar a praia de Florianópolis por São Paulo!!

Uma participante de nick Euzinha, diz que nasceu em Jerusalém/ Palestina, e que sempre corre as provas com a bandeira da Palestina, e que mesmo com receio de sofrer alguma ofensa de alguém que fizer a ligação Palestina com terrorismo, o que aconteceu foi totalmente o contrário! Pessoas gritando o nome do seu povo, dando incentivos para ela.

Outros vários participantes fizeram algum pequeno comentário ou relato pessoal, mas o que mais chama a atenção é o da Fatinha, no qual vou reproduzir na íntegra aqui nesse espaço:
“SÃO SILVESTRE: SEMPRE FOI MEU SONHO
Desde que a São silvestre era de noite eu sempre chorei ao ver a largada e a chegada dos atletas. E sempre dizia a mim mesmo que eu nunca estaria lá. Muitos anos se passaram e isso se concretizou. Eu pesava 145 quilos e nunca pude correr. Até que fiz a redução de estômago em 2006 e emagreci 70 quilos (em dois anos) e hoje estou com 75 quilos (tive um bebê em junho deste ano).
Estou treinando muito discretamente, porque neste ano eu concretizarei o sonho de estar na largada da São Silvestre, pois sei que não vou até a metade. Sei que ainda não tenho fôlego para correr os 15km mas no ano que vem eu terei! Vou treinar muito mesmo!
Este ano vou fazer parte daquele mar de gente! Vai ser muita emoção!”

É, ela é mais uma pessoa que corre na chuva. Pois o nome desse blog, Correndo na Chuva, não deve ser entendido literalmente. Ele quer dizer algo como “enfrentando as dificuldades”. Correr na chuva, no frio, no calor, com dores, sem dores, sozinho, com amigos, etc. Mas acima de tudo, com muita determinação, força de vontade e perseverança!

Só resta eu dizer que lendo esse tópico, e muito outros espalhados nas mais diversas comunidades sobre a corrida, a minha vontade, a minha determinação, a minha garra, só tende a aumentar! As pessoas ficam inspiradas querendo completar seus objetivos! Então, monte uma lista dos seus objetivos (curto, médio e a longo prazo) e vamos se mexer!!
Um agradecimento especial a várias pessoas que mesmo indiretamente sempre me dão forças para sair de casa no inverno de Porto Alegre e ir treinar.
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Correndo na Chuva © Desde 21 de setembro de 2008. Por Bruno Thomaz. TNB

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