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Vida Social – Parte 2

Em outubro do ano passado, quando tinha pouco mais de um mês de “vida de corredor” escrevi aqui nesse humilde espaço um post sobre a interferência que a corrida exercia na vida social de um corredor amador. E nesse post relatei um pouco o que havia acontecido comigo e vale a pena relembrar o que estava escrito lá, naquele não tão distante dia 03 de outubro:

Hoje uma menina abriu um tópico na comunidade "Just Run! Correr é tudo" com o título "A corrida ajuda ou atrapalha a vida social?" e eu pensei "Taí.. um bom assunto para desenvolver um texto pro blog!!"

Pensei no tema, e colocando os neurônios para funcionar, cheguei a ilustre e maravilhosa conclusão óbvia de que a corrida ajuda minha vida social! Tá, isso é mais do que o óbvio ululante, mas e os motivos para isso? São vários...

A minha saúde: depois que comecei a correr comecei a cuidar mais da minha alimentação (que antes era bem descuidada, por sinal), já não sei mais qual é o gosto de refrigerante e de qualquer bebida alcoólica (descobri que existem muito mais sabores de suco do que eu imaginava), e o mais importante: consegui parar de fumar (pois é, vi que correr e fumar não combinam muito, mais ou menos como "Mulher e Baliza")...

O meu círculo de amizades: os amigos de antes de começar a correr continuam os mesmos, a única diferença é o acréscimo de vários amigos novos, que conheci durante os treinos ou as corridas, e são pessoas, que apesar da faixa etária bem diversificada, têm os mesmos interesses do que eu, assuntos de corredores! Além disso, eu nunca fui muito fã de sair pra balada, e com os treinos, tenho um motivo REAL para recusar os convites e não ouvir nemnhum amigo me chamando de baixo-astral, de fresco, ou qualquer outro "elogio" que já recebi quando dizia que não queria sair simplesmente porque estava sem vontade.
E outro motivo, que talvez seja o mais importante para mim, é a auto-estima. Correr tem me deixado melhor comigo mesmo. Fazia tempo que eu não me sentia bem ao me olhar na frente do espelho. Não que agora eu esteja me achando lindo, maravilhoso, etc. Não é isso, eu olho e ainda vejo uma pessoa cheia de defeitos, mas que está se esforçando para melhorar. Está lutando contra um adversário conhecido de vários, que é a falta de vontade. Por isso ao me olhar no espelho, eu enxergo um lutador, um vencedor, um CORREDOR.

Uma das pessoas que leram esse post e gostaram foi a Julianne Cerasoli, repórter da revista SuperAção, que é voltada para o público corredor, e ela havia me mandado um e-mail dizendo que havia gostado do texto e pedindo permissão para utilizar ele em uma reportagem para sua revista. Obviamente que disse a ela que podia e foi o que ela fez. Hoje, quase seis meses após essa data, recebi em minha residência a revista, com a matéria publicada na página 12. Quem tiver acesso a revista, aconselho que dê uma lida pois vale a pena.

Mas e agora? Atualmente? Será que eu escreveria as mesmas palavras ou teria algo diferente para contar sobre a minha vida social? Bem, com certeza muita coisa mudou desde aquele momento, mas para melhor. Algumas coisas se mantiveram, como a minha abstinência de bebidas alcoólicas e cigarros, mas outras coisas não se mantiveram, como o meu peso, por exemplo. Hoje estou sete quilos mais leve do que estava quando escrevi aquele post, e se naquele dia em outubro eu já estava feliz com meu reflexo no espelho, o que dizer de hoje não é?

Mas o principal foi o círculo de amizades. Os amigos não-corredores foram se afastando de mim, alguns por puro desencontros de horários, outros porque já não eram mais boas companhias para mim, mas o número de amigos corredores aumentou e muito. Um bom exemplo disso é a minha própria equipe, que em setembro quando entrei eram apenas 12 pessoas e hoje estamos chegando aos 30 integrantes. Os amigos virtuais e blogueiros que viraram reais, e os que ainda virarão. Dia 25 de abril irei correr a minha primeira meia maratona, e acompanhando a Carmem, que foi uma amiga virtual que virou real e para sempre. Ou seja, nesse sentido de amigos, eu só ganhei de outubro até então.

Mas isso não quer dizer que eu não tenha vida social fora das corridas. Tenho sim, mas confesso que está diminuindo com o tempo. Agora são poucos os compromissos que tenho que não tenham ligação com a corrida. Até porque agora a rotina de treinos está mais puxada, já que estou treinando para meias maratonas. E um planejamento de treinos para 21k exige mais tempo e dedicação do que um para 5k não concordam?

Depois de uma semana deixando o Correndo na Chuva um pouco de lado, estou de volta, mais firme e forte do que antes! Agora ninguém mais me segura!! Um grande abraço a todos, e para quem for fazer feriadão, aproveite! E para quem não tem direito ao feriadão de Tiradentes, um bom fim de semana!!
Bruno Thomaz, revigorado!

Ps: Não sei o que o desenho do Calvin tem a ver com o post, mas eu digitei no Google Imagens a palavra-chave “Social Life” e apareceu o desenho e eu gostei!!

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Capas da Revista Runner's World Brasil

A clássica frase "Não concordo com uma linha do que dizes, mas defendo até a morte o direito de dizê-lo", de Voltaire, sempre foi um referencial para o meu modo de pensar em certos casos.

E há exatamente uma semana, no post "Novos amigos, velhos hábitos" escrevi o seguinte trecho:
E aproveitando que a Revista IstoÉ traz na sua capa dessa semana uma corredora (matéria "Nascidos para correr"), faço uma crítica ao departamento de criação da Revista Runner's World Brasil:

Como é que uma revista que não é especializada em corrida tem o bom de senso de expôr na sua capa uma corredora de verdade, suada, com cara de cansaço e esforço, ao passo de que a Runner's World, que se diz "especializada" só coloca em suas capas imagens de modelos sorrindo, penteadas e fingindo que estão correndo? Me poupem... Querem mostrar algo que não é real?
Pois então, utilizei do meu espaço público para fazer uma pequena crítica aos editores da revista. Para minha surpresa, no dia seguinte, o Sérgio Xavier Filho, diretor de redação da revista, publicou em seu blog (Correria) o seguinte texto:

Anatomia de uma capa

Não é fácil fazer uma capa de revista, amigos. Não mesmo. A gente nunca consegue unanimidade nelas. Estive, antes do lançamento da Runner’s aqui no Brasil, com os americanos. Eles têm um verdadeiro manual para fazer as capas. E, por contrato, temos que nos acertar com eles. Precisamos chegar em um acordo, os dois lados precisam entrar em consenso.
A idéia geral de uma capa é fazer a nossa revista “pular” da banca diretamente para suas mãos. Uma banca de bom porte chega a ter 4000 “coisas”. Como conseguir que o leitor perceba justamente a nossa “coisa”? De que adianta fazermos uma revista caprichada, virar noites se não conseguimos ser percebido pela nossa razão de viver, o leitor?
Uma boa capa precisa ser notada de longe. Precisa ser lida de longe. Precisa de chamadas originais e instigantes. Precisa ser interessante para o maratonista e para quem nem chegou aos 5 km. Falando assim, parece óbvio e fácil. Garanto, é bem complicado. O nosso diretor de arte Rodrigo Maroja quase enlouquece, todo o mês. O ideal seria fotografar o pessoal correndo na rua mesmo. Mas o controle da luz fica quase impossível. Por isso fotografamos os modelos em estúdio e montamos a capa em um fundo inspirador. Para “ganhar” das Vejas, Exames e Contigos que nos sufocam, não podemos simplesmente fotografar um corredor treinando. Simplesmente não funciona.
Recebemos muitas críticas pelas quatro capas anteriores. Eu entendo, também brigamos um bocado aqui dentro. O presidente da Abril, Roberto Civita, achou o modelo da primeira capa “estranhinho”. Não sei o que ele quis dizer. Achei melhor nem perguntar. Mas ele disse que se a capa servisse para despertar o leitor, tudo bem. E deu certo. Tivemos 47 500 boas razões para não nos preocuparmos com a crítica do chefe supremo.
Muita gente achou muito amarela a segunda capa. A intenção era essa mesma, capa verão, dourada pelo sol. Apesar dos elogios rasgados ao verde, alguns acharam que a menina da quarta capa parecia não correr. Tinham razão. Um trotezinho meio vagabundo mesmo. Para a quinta capa, que chega a partir do dia 12 de março, queríamos mais realidade na passada.
Resolvemos mostrar um pouco os benefícios dos abdominais para a corrida e, por tabela, para a estética. Escolhemos um corredor de verdade, caso do Bruno Tavares. Mas Bruno também é modelo, e modelos vivem dos detalhes de seu corpo. Quando soube que queríamos a foto de barriga de fora, ele ficou preocupado. Pediu uma hora ao fotógrafo Marcos Alberti. E saiu correndo feito um Forest Gump para “enxugar” um pouco a barriga. Esbaforido, não queria nem água. Duvido que o esforço “enxugue” alguma coisa. Mas modelo confiante fotografa melhor. E acho que funcionou. Queria ouvir a opinião de vocês também.


Perguntei a ele através dos comentários se o post seria uma resposta à crítica feita em meu blog no dia anterior. Obtive a resposta dele pessoalmente no domingo, no dia da corrida da Adidas, e ele confirmou. Disse que algumas pessoas já haviam feito essa reclamação, mas que o "estopim" para ele publicar o texto foi o que eu havia escrito em meu blog. Como eu afirmei no início desse post, eu defendo até a morte o direito de uma pessoa expor sua opinião, mesmo que eu não concorde com ela. Então aí está, abro o espaço do blog para o direito de resposta do pessoal da Runner's World.

Um grande abraço a todos.
Dia off, de molho.
Bruno Thomaz
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Novos amigos, velhos hábitos!

Há um tempo atrás uma moça me mandou um recado bem simpático, através do meu perfil no Orkut, dizendo que havia visitado o Correndo na Chuva e que havia gostado bastante e disse que também era de Porto Alegre. Me contou também que já estava até inscrita na Meia Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro (dia 28/junho). Até aí tudo bem, respondi a ela, comentei com ela sobre a Meia das Cataratas, agradeci os elogios e ficou só nisso.

Mas para minha surpresa, depois da postagem "A importância do acompanhamento profissional", em que divulguei o e-mail e telefone do meu treinador, ela entrou em contato com ele e após algumas conversas, os dois se acertaram e começaram a trabalhar junto. Mas o detalhe fica pelo fato de que a moça (cujo nome é Marcia Londero) trouxe para treinar com o Eduardo mais alguns colegas, que juntos já vinham correndo no Parque da Redenção.

Nessa segunda-feira resolvi acompanhar o Eduardo até a Redenção com a intenção de conhecer o pessoal novo. Logo que a Marcia chegou acompanhada de uma colega (a Alice), ela me reconheceu e me apresentou para a Alice bem assim: "-Alice, esse é o Bruno, lá do blog". E começaram a falar sobre o blog, sobre a minha história e meus posts. Encheram tanto a minha bola que até fiquei convencido hehehe.

Marcia e Alice, adorei conhecer vocês duas! Sejam bem vindas à assessoria esportiva! Tenho certeza que ainda daremos muitas passadas e muitas risadas juntos!! E como diz o título do post: Novos amigos e velhos hábitos!! Se bem que correr não é um hábito tão velho assim, pelo menos para mim.


E aproveitando que a Revista IstoÉ traz na sua capa dessa semana uma corredora (matéria "Nascidos para correr"), faço uma crítica ao departamento de criação da Revista Runner's World Brasil:

Como é que uma revista que não é especializada em corrida tem o bom de senso de expôr na sua capa uma corredora de verdade, suada, com cara de cansaço e esforço, ao passo de que a Runner's World, que se diz "especializada" só coloca em suas capas imagens de modelos sorrindo, penteadas e fingindo que estão correndo? Me poupem... Querem mostrar algo que não é real?

E cada dia que passa é um dia a menos para a tão aguardada estreia em corridas no ano de 2009!! É domingo!!! Faltam 4 dias!! Circuito das Estações Adidas, etapa Outono!

Vamos que vamos!!
Bruno Thomaz
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NASCIDOS PARA CORRER

Saiu na Revista IstoÉ da segunda semana de março a seguinte reportagem de capa:

NASCIDOS PARA CORRER
Milhares de atletas amadores estão aproveitando os benefícios do mais antigo esporte do mundo - descubra o que você precisa para também ser um deles
Renata Cabral e Rodrigo Cardoso

DESEMPENHO Alunos do treinador Marcos Paulo Reis, que há 15 anos presta assessoria esportiva, seguem planilha de treinos e são levados para maratonas internacionais

Sabe aquele dia em que você dormiu pouco, virou e revirou na cama, acordou de mau humor, olhou-se no espelho insatisfeito com a silhueta rechonchuda, brigou com um colega de trabalho e voltou para casa exausto, achando que o melhor a fazer é sair correndo por aí para fugir de tudo isso? Pois bem, siga seu instinto: corra.

Corra, porque é exatamente isso que quatro milhões de brasileiros estão fazendo atualmente. Corra, não para fugir dos problemas, mas para enfrentá-los, para emagrecer, melhorar o humor, ganhar fôlego, retardar o envelhecimento, dormir bem e ter mais ânimo. Corra, como fez a arquiteta paulista Isabella Leonetti, 37 anos. Há nove meses, após fazer exames médicos obrigatórios para quem vai se iniciar no esporte, ela mal vencia 100 metros.

"Tive câncer na tireóide há quatro anos e havia perdido o pique", diz. Hoje, Isabella tem pique para uma hora diária de corrida, quatro vezes por semana.

No final de 2008, antes de completar seu primeiro aniversário como atleta amadora, passou fácil pelos cinco quilômetros do Circuito Vênus, uma das 600 provas anuais que, especialmente nos finais de semana, tiram os carros das ruas das cidades para que nelas desfilem os atletas. "Agora durmo melhor, a autoestima mudou, emagreci cinco quilos e me sinto menos cansada", resume Isabella.



Em menos de quatro anos, o Brasil dobrou o número de corredores amadores. Em 2005, segundo o Atlas do Esporte, uma base de dados do Conselho Federal de Educação Física, havia dois milhões de brasileiros praticando a corrida. "Existe hoje uma consciência nacional da importância da prática esportiva para buscar uma melhor qualidade de vida", diz Martinho Nobre dos Santos, da Confederação Brasileira de Atletismo.

"É isso que tem feito o brasileiro correr mais." Esse fenômeno, percebido principalmente nas grandes áreas verdes das metrópoles, mostrou sua grandiosidade graças à pesquisa feita em dezembro passado, no Rio de Janeiro e em São Paulo, pela empresa Sports Track. Numa consulta com quatro mil atletas, ela revelou que a corrida é o segundo esporte mais popular nestas cidades, atrás apenas do futebol.

Esta explosão tem a ver com a preocupação por um estilo de vida mais saudável, mas também com a crescente profissionalização do esporte. Os atletas contam hoje com as assessorias esportivas, empresas especializadas em organizar o treinamento. Em média, o praticante paga a elas de R$ 150 a R$ 250 por mês. E uma sucessão de circuitos que reúnem milhares de pessoas a cada prova. Uma das maiores organizadoras de circuitos de corrida do País, a Iguana Sports, começou a funcionar há três anos com quatro eventos. Neles, reuniu dez mil pessoas. Para este ano, estão planejados 50, com a expectativa de participação de 180 mil a 200 mil atletas. "É uma área em expansão", diz Paulo Carelli, diretor da empresa. "As pessoas estão buscando bem-estar para suas vidas", acredita. Segundo a Federação Paulista de Atletismo, em 2004 foram 107 provas de corrida de rua no Estado, com a participação de 146 mil atletas. Em 2008, os números cresceram para 220 circuitos e cerca de 370 mil atletas.

Correr é democrático: não custa quase nada, não distingue classes sociais, não discrimina sexo nem idade. Quando amarra o cadarço de seu tênis e parte para correr seus 30 quilômetros diários pelas ruas de São Paulo, o garçom Robério Costa do Carmo, 36 anos, desata nós da vida. É como se as três horas do dia em que acelera as passadas ultrapassassem, mesmo momentaneamente, os problemas com as contas para pagar e a ansiedade da busca de um novo emprego. Desempregado há seis meses, Robério mantém-se sorridente e otimista graças às endorfinas. Liberadas na execução prolongada de uma atividade física, essas substâncias são responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar experimentada ao fim dos exercícios. "Sempre me perguntam de onde tiro minha felicidade", diz.


FELICIDADE Três horas diárias de corrida ajudam o garçom Robério, sem emprego, a não perder a alegria

"Quanto mais treino, mais feliz fico." O garçom iniciou os dois filhos no esporte. A primogênita Gabrielly, nove anos, deve disputar a próxima São Silvestre para crianças.

Quando trabalhava em restaurantes, Robério chegava a dormir apenas três horas por noite para não deixar de correr. Mas seu corpo não se ressentia das poucas horas de descanso. Está provado que correr, como qualquer atividade física, tem um impacto muito positivo na qualidade do sono. Isso significa que os atletas, mesmo que durmam pouco, conseguem ter um sono reparador. É um pedido do organismo. "O desgaste causado pelo exercício é tão intenso que é como se o corpo exigisse a recuperação durante o sono", explica Hanna Antunes, pesquisadora do Centro de Estudo em Psicobiologia e Exercício da Universidade Federal Paulista (Unifesp). "E isso acontece. O sono de quem faz exercício é menos fragmentado e mais restaurador." Além disso, o exercício ameniza os efeitos da privação do sono. Uma pessoa sedentária que fica sem dormir ou dorme pouco terá um dia seguinte infernal: mau humor, irritabilidade, falta de concentração. Um atleta, ao contrário, terá essas repercussões amenizadas nas 24 horas seguintes, segundo estudo conduzido por Hanna.

EQUILÍBRIO
"Depois da corrida, sinto como se tivesse tomado um banho de cachoeira", diz Cynthia Howlett

Uma entusiasmada vida social favorece hoje a paixão por correr. "As corridas de rua são verdadeiros parques de diversão, com muita gente, muita alegria, em um ambiente saudável e familiar", opina o fisiologista Renato Romani, da Unifesp. Em torno das assessorias esportivas formam-se grupos e amigos. Uma das maiores empresas de São Paulo, a Corpore atesta o fôlego desta mudança. Em 1997, quando foi criado, esse clube de corredores contava com 800 associados. Em 2008, fechou o ano com dez mil.

Nos treinos organizados pelas assessorias os relacionamentos se fortalecem. "As pessoas treinam no mesmo horário, vão juntas aos circuitos e até viajam para provas em outras cidades ou outro país", diz Marcos Paulo Reis, um dos maiores treinadores de corrida e triatlo do País, que coordena treinos para mil alunos da MPR assessoria esportiva. "É claro que isso ajuda a fazer amigos." Até o final do ano, em São Paulo, haverá uma prova de rua em quase todos os finais de semana. No domingo 8, Dia Internacional da Mulher, por exemplo, 4,5 mil mulheres devem se alinhar no Circuito Vênus, que, além da corrida, proporciona às atletas massagens, ioga e degustações - outro exemplo da pujante atividade social em torno do esporte. Esse envolvimento ajuda a explicar por que o índice de desistência é baixo. "Se você se identifica com o grupo, dificilmente deixa a corrida", diz Aulus Sellmer, diretor da assessoria esportiva 4any1.

A Polêmica do alongamento
CORREÇÃO O advogado Bacellar começou a sentir dores por causa de erros no alongamento

Alongar os músculos antes de uma atividade física para aquecer e, depois, para relaxar, é um ensinamento que a maioria das pessoas carrega desde os tempos das aulas de educação física no colégio. Uma pesquisa recente sugeriu, no entanto, que essa antiga orientação poderia prejudicar o desempenho de corredores. O trabalho foi realizado na Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, e acompanhou 24 atletas. Os cientistas constataram que os esportistas perdiam potência nos músculos da perna após se alongarem. A conclusão foi de que, para esportes que requerem explosão muscular, como corrida, a prática deveria ser contraindicada. Isso porque relaxar a musculatura antes da atividade física afetaria a capacidade de o músculo se manter íntegro durante a prática do exercício. Ou seja, com ele mais maleável, aumentaria a chance de lesões.

O resultado deve ser visto com cautela. Afinal, trata-se de um único estudo, com amostragem pequena. Em ciência, isso não é suficiente para mudar parâmetros. Mas foi o bastante para abrir uma polêmica entre treinadores e atletas. "Na prática, vemos que as pessoas bem alongadas são mais bem preparadas e têm menos lesões", afirma Arnaldo Hernandez, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

"A flexibilidade é uma das habilidades essenciais à corrida." O advogado carioca Pedro Bacellar, 27 anos, estava sofrendo de dores lombares - e descobriu que a culpa era do alongamento incorreto. Corrigiu os movimentos e começou a melhorar.

"Agora dedico mais tempo a essa parte do treinamento", diz.

"E as dores sumiram aos poucos."

"O conceito que devemos ter é de que apenas o alongamento nos manterá com uma mobilidade capaz, por exemplo, de nos permitir amarrar ou desamarrar um tênis, independentemente da nossa idade", afirma a professora de educação física Cris Carvalho, do Projeto Mulher, de São Paulo. O certo, recomenda, é alongar os principais músculos de forma tranquila, de cinco a dez minutos, para aquecer e desaquecer o corpo. "Serve para soltar a musculatura. Se alongarmos de forma intensa, podemos estressar a musculatura antes do treino e, depois, quando o músculo está cansado, podemos lesioná-lo", explica. A professora alerta ainda para o erro de alongar uma musculatura machucada.

"Quando sentir dor, certifique-se com um médico sobre qual o procedimento a ser tomado", recomenda. "Muitas vezes o alongamento piora a lesão."

AMIZADE No Projeto Mulher, 300 alunas treinam em parques, praças, clubes e hípicas de São Paulo, num grupo que alia esporte a vida social

Quem já deu as primeiras passadas sabe que correr nunca é um ato solitário, mesmo quando se corre sozinho. Solidão é uma palavra que não existe quando o suor escorre da testa e o relógio cobra desempenho das pernas. Corre-se sempre consigo mesmo, pelo esforço pessoal, pela sensação de bemestar. Ou contra você, seu tempo, a ambição de se superar a cada volta, elevando a autoestima. "Melhorar minhas marcas, meu desempenho, me estimula demais", diz a treinadora de corrida Cinthya Portella, 29 anos, que treina seis dias por semana.



AUMENTO
O número de circuitos realizados por Carelli subiu de quatro, em 2006, para 50, previstos para este ano

Segundo uma pesquisa da Universidade de Stanford (EUA), o esporte também ajuda na luta contra o relógio biológico. Depois de analisar a evolução do estado de saúde de 538 corredores durante 20 anos, os cientistas concluíram que a prática regular da corrida adia o desgaste sobre o corpo promovido pelo envelhecimento. Entre outros benefícios, os praticantes têm mais tempo de vida ativa e menos chance de morrer de doenças como o câncer.

Como ocorre em quase todos os esportes, a etapa mais difícil da corrida é justamente começar. Segundo os especialistas, são necessários pelo menos três meses para se ter a verdadeira percepção do bem-estar gerado pelo exercício. Enquanto faltar ar, coordenação, força e prazer durante a corrida - o que é normal nessa largada -, o indivíduo, provavelmente, ainda não se adaptou ao esforço. Portanto, não pode saber se gosta ou não de correr. "Depois desta fase, não conheço nenhuma pessoa que não passe a gostar de correr", diz a professora de educação física Cris Carvalho, diretora-sócia do Projeto Mulher/ Núcleo Aventura, que há 11 anos presta assessoria esportiva e orientação nutricional.


Cuidado com a alimentação

Um café da manhã rico em fibras é bom para o corpo, mas não se você for correr em seguida. De digestão lenta, eles podem causar problemas gastrointestinais. "As fibras precisam ser ingeridas em outro momento para o bom funcionamento intestinal", diz a nutricionista Patrícia Bertolucci, da PB Consultoria em Nutrição. Correr emagrece pela queima de calorias, mas também porque leva à mudança no cardápio. Alimentos gordurosos pesam no estômago e atrapalham o rendimento. O açúcar refinado faz o corpo liberar muita insulina, hormônio que abre a porta das células para a glicose. "Em pouco tempo a taxa de glicose cai e a pessoa se sente cansada", diz Patrícia.

A dieta do atleta exige que 60% das calorias venham na forma de carboidratos (pães e massas), que fornecem energia. Após a corrida, o nutriente ajuda o corpo a produzir glicogênio, a reserva de açúcar dos músculos, o que abrevia a recuperação. Na adaptação ao treino, e também para a recuperação dos músculos, suplementos de proteína podem auxiliar. "Os aminoácidos chegam rapidamente aos músculos", diz Patrícia. Antioxidantes, como frutas vermelhas e manga, neutralizam os radicais livres, que no atleta são gerados num nível maior por causa do alto consumo de oxigênio.

Correr vicia por conta de um fenômeno na química cerebral. Após 30 minutos da atividade, a produção de endorfinas é tanta que provoca picos de euforia e ondas de êxtase. "O benefício mental que sinto é imenso", diz a carioca Cynthia Howlett, apresentadora do canal a cabo GNT. Ela corre três vezes por semana. "Depois, me sinto como se tivesse tomado um banho de cachoeira", diz. Esse tipo de sensação, desencadeada pelas endorfinas, cria dependência positiva, desde que sejam respeitados os limites do corpo. Estudos comprovam que, em provas de longa distância, a abundância de endorfina altera a percepção da realidade, criando em poucos casos uma espécie de "barato", pequenas alucinações momentâneas. Alguns atletas mais experientes relatam que a dose regular de endorfina é uma necessidade do corpo, podendo gerar crises de abstinência. "Muitos ficam agitados quando não correm", diz Marcello Butenas, diretor- técnico da Butenas Assessoria Multiesportiva. "A corrida funciona como uma válvula de escape."

Correr é mais do que o esporte mais antigo do mundo. Segundo estudo do biólogo Dennis Bramble, da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, em parceria com o antropólogo Daniel Lieberman, da Universidade de Harvard, foi a corrida que nos tornou humanos.

O risco das lesões
AUXÍLIO
A fisioterapia ajuda Edmilson a tratar inflamação no joelho

A ideia romântica de que basta um tênis, uma bermuda e uma estrada para se aventurar na corrida tem seu preço para ossos e articulações. A animação inicial, que pode levar o corredor a abusar do organismo para superar seus limites, por exemplo, está entre as principais causas de lesões. Isso porque, segundo o ortopedista Arnaldo Hernandez, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício, o sistema cardiorrespiratório se adapta mais rapidamente a mudanças do que o sistema músculo-esquelético. Enquanto o coração se fortalece com um a três meses de treinamento, o sistema músculo-esquelético leva de seis a 12 meses. Com mais fôlego e menos musculatura, muitos corredores acabam exigindo demais de ossos e articulações, podendo ocorrer lesões. Este risco é semelhante ao overtraining - ou excesso de treino para indivíduos de nível avançado. Apesar de estarem com seu sistema cardiovascular e músculoesquelético equilibrados e prontos para receber treinos intensos, sofrem lesão pelo uso abusivo e demasiado do esforço físico.

Cerca de 70% das lesões esportivas atingem os membros inferiores, justamente os mais exigidos durante a corrida. São os grandes traumas, causados por movimentos de grande energia, como uma queda ou uma pisada em falso. Ou as lesões chamadas de microtraumáticas, mais frequentes, que se originam de uma soma de esforços na mesma região.

É o caso das tendinites, inflamações em ligamentos e desgastes da cartilagem. Fraturas por stress podem acometer tanto os ossos das pernas como os dos pés. Nos músculos, a síndrome compartimental por esforço, quando eles crescem mais do que a bainha que os envolve, é outro motivo de dor.

Algumas atitudes ajudam a prevenir o aparecimento de lesões. O ortopedista Paulo Barone, diretor médico do Sportslab, clínica de medicina esportiva, em São Paulo, dá uma lista essencial. A primeira medida é elaborar um programa de treinamento que respeite os limites individuais, fortalecer a musculatura e realizar alongamentos apropriados.

Os exercícios precisam ser executados corretamente, orientados por treinadores, e a intensidade do programa deve ser respeitada. A alimentação equilibrada é obrigatória. A prática deve ser feita com material adequado e em locais recomendados, como parques. Tem-se de tomar cuidado com o supertreinamento e valorizar o período de recuperação após o treino ou competição.

Uma vez presentes, as lesões podem ser tratadas com medicamentos, fisioterapia e, em último caso, cirurgia. O treinador de corrida Edmilson Silva Santos, 43 anos, por exemplo, faz três sessões semanais de fisioterapia para se tratar de uma tendinite no joelho. Corredor há 23 anos, ele começou a sentir dores há três anos. Na época, corria 150 quilômetros por semana. Hoje, diminuiu para 80 quilômetros semanais. O tratamento e a redução estão dando certo. "Estou melhorando", diz.

"Evoluímos de nossos ancestrais e nos tornamos o que somos porque a seleção natural favoreceu a sobrevivência dos australopitecos, provavelmente porque eles podiam correr para caçar ou se esconder", disse Bramble à ISTOÉ. "Ao longo das eras, isso moldou a anatomia humana até o ponto como a conhecemos hoje e que nos permite correr longas distâncias."

À primeira vista, pode parecer que o atual boom da corrida represente uma volta às origens, a busca por um estilo de vida básico, feito de natureza, exercício físico, alimentação natural e relações pessoais desinteressadas. Mas na selva das grandes cidades, onde a vida sedentária e o stress diário acarretam mau humor, obesidade e hipertensão, correr vai além da busca por qualidade de vida. Milhões de atletas amadores estão provando agora que é a evolução da espécie.


Bem, é isso. A reportagem que a IstoÉ publicou. Quero deixar bem claro que estou apenas publicando para efeito de informação de todos e que não necessariamente concordo com tudo o que a reportagem traz.
Um grande abraços a todos
E parabéns a todas as mulheres corredoras pelo Dia Internacional da Mulher!!
Bruno Thomaz
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Revistas de Corrida

Recebi a 2ª edição da Runners World Brasil, e confesso que eu gostei sim. Apesar de que muita gente anda reclamando por aí, dizendo que talvez não vale a pena assinar, ou que a revista não é lá grande coisa não. Assim como já vi muita gente criticando também a Revista O2 e até a Contra-Relógio.

Me coloco no lugar dos editores das revistas. Quais assuntos eu colocaria em uma revista voltada para o segmento esportivo da corrida? Lembrando também que eu não poderia colocar todos os assuntos que eu encontrar em uma mesma edição, pois corro o risco de ficar sem assuntos para a edição seguinte. Pronto. Fazendo esse pequeno pensamento eu percebi que não há muito o que fazer não. Os assuntos sobre corrida são aqueles que já vêm sendo tratados nas revistas e vão continuar a serem os mesmos, queiram os leitores ou não.

Convenhamos que gente reclamando sempre vai ter não é? Se não existisse nenhuma revista especializada em corrida, iriam reclamar, dizendo que isso é um absurdo, como que pode um setor que vem crescendo vertiginosamente no mercado não ter uma revista especializada, etc... Mas se tem, reclamam igual. Reclamam que o conteúdo é simples, que as revistas repetem os temas. Um mês sai numa uma matéria sobre perder peso correndo e em outra o guia do tênis. No outro mês sai o guia do tênis na primeira e na outra sai o como perder peso correndo. Sim, eu sei que é chato. As revistas se repetem muito. Mas para o editor da Revista, não importa se a concorrente lançou uma matéria semelhante à sua no mês passado, afinal, os leitores da revista dele lêem a revista dele. Ou vocês acham que é todo mundo que é como a gente? Que lê todas as revistas no mesmo mês?

Se vocês tem alguma sugestão de matéria (que seja inédita) para enviar para as redações das revistas, postem nos comentários que eu enviarei ao Tomáz Lourenço e ao Sérgio Xavier, editores da Contra-Relógio e da Runners World, respectivamente. Mas só valem sugestões inéditas viu? (Sim, é um desafio àqueles que sempre reclamam das revistas).

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E vem chegando a São Silvestre

Há cada dia que passa, a sensação e a ansiedade aumentam um pouquinho. Faltam 14 dias. Duas semanas. São Paulo que me aguarde!

Irei ficar no Hotel Parque Trianon, o mesmo hotel que a Organização da São Silvestre (Yescom) reserva para os atletas da Elite. Bem, não preciso nem dizer que vou tirar muito foto né? O Hotel fica na Alameda Casa Branca, 355, apenas dois quarteirões de distância do MASP, ou seja, quase do lado da largada da prova!


Ah, assinem o Feed do Blog clicando no Subscribe no menu direito, e votem nas enquetes que estão no rodapé da página principal!
Muito obrigado e um grande abraço a todos
Bruno Thomaz

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Falta educação e conhecimento... (3)

Há um tempo atrás li em uma dessas revistas especializadas um texto muito interessante, mas agora não lembro o autor e nem a revista, mas lembro do conteúdo do texto, e irei tentar "reproduzir" o conteúdo dele com as minhas palavras aqui para vocês, pois o texto se encaixa como uma luva no assunto que estamos debatendo: a falta de educação e conhecimento.

Era algo sobre fazermos parte de algo maior. Apesar de a corrida ser um esporte individual, ela se faz de forma coletiva, ou seja, há mais pessoas no universo além de nós e nosso umbigo. Temos que entender que pequenos detalhes podem ser fundamentais, como o fato de correr uma prova sem estar inscrito. Se a organização colocou um determinado número xis de inscrições é porque provavelmente eles estão se preparando para receber aquele número xis de corredores. Mas você pensa "ah sou só um, não vou fazer diferença para a organização". Sim, mas muitos outros corredores podem pensar da mesma maneira que você. Se coloque no lugar da organização e faça uma analogia com uma festa que você está promovendo em sua casa, com objetivo de arrecadar fundos para uma causa importante sua. Você iria gostar de ver um bando de penetras entrando sem ingressos, usufruindo de toda a estrutura que você investiu para aquele evento? Concordo que muitos vão dizer que em certas provas os organizadores podem não estar nem aí, mas e em uma prova organizada por uma pequena entidade ou associação de corredores de rua que necessita do lucro daquele evento para continuar a existir?

Uma outra coisa que temos que ser consciente é em relação ao empréstimo do número de peito. Já pensou que confusão pode acontecer se eu me inscrevo em uma prova e por algum motivo empresto ou vendo o número de peito para algum fulano qualquer, e esse fulano qualquer passa mal na prova, indo parar no hospital. Para a organização o sujeito que está no hospital é o Bruno Thomaz. Eles vão divulgar isso e duas famílias vão ser prejudicadas: a minha, por achar que eu estou no hospital quando na verdade não estou, e a família do fulano, que vai achar que está tudo bem com ele quando na verdade ele está em uma maca a caminho de um hospital lotado e provavelmente sem leitos. É, mas e o que fazer em caso de eu necessitar "desistir" da minha inscrição? É uma questão a ser solucionada. Algumas competições já tem alguma coisa sobre isso em seus regulamentos, prevendo um número de horas limite para efetuar uma troca, caso eu precise desistir e queira passar minha inscrição adiante.

Agora, talvez o fato que mais me deixa chateado (irritado) são aquelas pessoas que vão para uma prova para passear e se posicionam lá na frente próximo ao pelotão da elite. Pra quê isso? Eu ainda não consegui entender. Juro que tentei. As pessoas vão para a prova para fazer um pace acima de 7 e ficam lá na frente na largada. E o que é pior, algumas ainda reclamam quando você está tentando ultrapassar elas. Algumas organizações de prova já tentaram estabelecer a largada por ritmos, colocando as placas de tempo para o pessoal se posicionar, mas e adianta? Uma prova de 10k, daí as placas estão lá "Se você pretende terminar entre 1h e 1h10min, posicione-se aqui" e mesmo o grupinho de amigos (que irá fazer nesse tempo a prova) vai lá pra frente, junto ao grupo que pretende terminar entre 35 e 40min. Pergunto de novo: adianta? O pior é que depois os corredores que se sentem lesados por isso costumam reclamar da organização da prova.


Outra questão simples é a temperatura da água distribuída nas provas. Porque os corredores insistem em reclamar que a água não estava gelada? Será só eu que gosto da água na temperatura ambiente, já que costumo usar a água mais para molhar o corpo do que para beber? Já pensou, o cara correndo lá, o corpo quente, e de repente vem um banho de água gelada? Uia, um belo de um choque térmico ou um resfriado pós-corrida né?

A modalidade esportiva Corrida vem crescendo muito nos últimos anos, ganhando adeptos a cada instante. Cenas que antes não víamos estão se tornando tradicionais agora, que são as pessoas correndo pelas avenidas das cidades. E com esse aumento, venho também o aumento do mercado e das competições. Mas, junto a tudo isso, surgiu o aumento da falta de conhecimento. Pessoas saindo para correr sem ter a mínima noção de como fazer isso. Afinal, aquela velha máxima "Correr só necessita de um par de tênis" não é verdade. É necessário muito mais do que isso. É necessário conhecer seus limites e seu corpo. É preciso saber o que se está fazendo e não simplesmente sair correndo por aí.

Eu estou fazendo a minha parte, tentando repassar um pouco do que aprendi com a convivência de profissionais e amadores do esporte.

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz, vice-campeão, sem gol em impedimento.






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A Explosão dos "Bróguis"

Na edição do mês de novembro da revista Contra-Relógio saiu uma matéria assinada pela grande amiga, jornalista, maratonista e blogueira Yara Achôa sobre o crescimento vertiginoso dos blogs de corrida. Com o título "A Explosão dos Blogs" ela faz um comparativo com uma matéria publicada na mesma revista há um ano atrás em que ela havia citado alguns blogs da época. Dessa vez ela lista aproximadamente 80 blogs, e entre eles está o Blog Correndo na Chuva, assim como outros já conhecidos e citados por aqui, como o Blog da Tephy Perrone, de Porto Alegre, e o Triblog, do Rodrigo, de Pelotas.

Fica aqui o meu agradecimento à Yara pela lembrança e pela atenção que ela sempre dispensa a mim quando eu preciso de alguma informação!





E infelizmente o nosso atleta Luciano Prado não conseguiu bater o recorde do maior percurso percurrido em esteira no período de 24h. Mas ele não deixa de ser um vencedor, pois correu 185km em 19h, sendo que o recorde é 217k em 24h, que pertence a um atleta australiano.

Fonte: G1


Por hoje é só, daqui a pouco saio para fazer um treino de musculação e uma corrida leve. Ainda estou muito feliz com meu tempo no sábado! Foi 7,6k (pelo mapmyrun.com o percurso deu 7,750km) em um tempo de 36'56".

Um grande abraços a todos!!
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Dia-a-dia...

Recebi a primeira edição da revista Runner's World brasileira, e confesso que não me decepcionei. Vai ver que foi porque eu não depositei tantas expectativas nessa revista. Esperava que fosse apenas mais uma revista de corrida voltada para os corredores iniciantes (sim, porque corredor experiente não tem mais tanto interesse nas revistas) e de fato é o que ela é. Vai concorrer diretamente com a Revista O2 no mercado brasileiro. Sobre o conteúdo, não vou tecer comentários, afinal é apenas a primeira edição e ela traz o que uma revista em sua primeira edição traria.

Quarta-feira é dia off mas não é por isso que eu deixo de pensar na corrida. Hoje aproveitei que estou com uma indisposição estomacal e fiz um pequeno planejamento dos meus objetivos no primeiro semestre de 2009. Até porque até o fim desse ano já tenho tudo planejado.

Dentro do rascunho do meu planejamento 2009/1, está participar de uma meia-maratona, por volta de junho ou julho. Quem sabe a Meia Maratona das Cataratas em Foz do Iguaçu?

Por hoje é só.
Abraços!

Bruno Thomaz
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Correndo na Chuva © Desde 21 de setembro de 2008. Por Bruno Thomaz. TNB

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