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Vale ou não vale?? Novo recorde nos 10k?

Chegando com 42'01".


Quando cruzei a linha de chegada, travei o cronômetro e olhei: 42:01. Pensei: "eu não acredito". Mas não foi um "Ooooh, eu não acredito!!", tipo indicação do Oscar. Foi pura incredulidade mesmo. Não que eu não confiasse no meu (parco) potencial, não era isso. Mas pelo ritmo que eu estava, estava crente de que fecharia os 10k por volta dos 46'. Alguns minutos depois chegou a Cris, uma amiga lá de NH, que utiliza um Garmin, e perguntei se ela havia medido a distância. Quando ela me respondeu que marcou 9,120km, aí tudo ficou mais claro para mim, até a vida fez sentido! Mas enfim, fiquei em 7º lugar da categoria 25-29 e em 31º geral.


Na fila para se inscrever...



A hora da largada

Essa era a primeira etapa do Circuito Leopoldense de Corrida Rústica, e ainda haverão mais cinco etapas durante o ano. Pretendo correr pelo menos mais três ou quatro etapas. E quem sabe nas próximas eu consiga correr com a minha amiga Patty né?

A Caren, minha dupla no revezamento da Maratona de Porto Alegre, ficou em segundo lugar na categoria 30-44 feminina, com um tempo de 44'37" nos 9,120km. Mais tarde, já na casa da Caren, fui fazer as contas através dos paces para ver o tempo que faríamos se a distância fosse realmente 10k e como eu imaginava, meu pace ficou em 4'36" (o que daria 46' exatos) e a Caren ficou com 4'54" o que daria 48'50" aproximadamente.

Eu e a Caren após a chegada!


Posso considerar essa corrida como meu recorde pessoal mundial nos 10k? Com um tempo de 46 minutos? Ó dúvida cruel...

Mas, mesmo tendo a certeza de que fecharia os 10k abaixo dos 47'06" (melhor marca atual), não irei considerar os 46' prováveis e nem os 42'01" cronometrados. O que é uma pena, pois fiz essa prova justamente porque sentia que poderia vir a baixar meu tempo nessa distância já que o clima e a temperatura estavam totalmente propícios para que isso acontecesse.

Toda a felicidade por ter feito 4'36" por km!
Ah, só para esclarecer. As inscrições eram gratuitas, os postos de águas muito bem distribuídos e a organização muito boa (exceto a questão do percurso ser menor do que deveria).

Bruno Thomaz, depois de sua décima segunda prova.
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Uma noite para ficar na história

Sabe quando você está louco de vontade de contar uma novidade para alguém mas não sabe exatamente como fazer isso? É assim que estou me sentindo nesse exato momento. E não é por falta de idéias, muito pelo contrário, cheguei a pensar umas três ou quatro formas diferentes de começar e desenrolar esse post. Aliás, ainda nem sei como vou fazer e vocês vão perceber que estou desse jeito ao longo dos parágrafos que se seguirão (nesse instante já apaguei e copiei de novo tudo umas quatro vezes, bendito seja o ctrl-z).

Cheguei em pensar em comparar essa situação com aquela clássica cena de alguém tentando contar algo para outra pessoa mas falando somente coisas sem sentido, na ânsia de desabafar logo. Ou então começar o post falando sobre a tradicional frase "a primeira vez a gente nunca esquece". Mas o importante é que eu consiga contar e pare de enrolar, pois daqui a pouco vai ter leitores clicando no X ali na aba do navegador (não façam isso!!).

Hoje é 25 de abril (pelo menos era, quando comecei a escrever o post) e devo ter completado essa semana (não sei a data exata) oito meses de corrida. E hoje participei da minha décima prova de corrida. A primeira MEIA MARATONA (21,1k). E agora estou aqui para relatar a prova para vocês, como eu tradicionalmente faço sempre que participo de uma corrida.

A corrida foi a 3ª Meia Maratona do CORPA (2ª Etapa do Circuito CORPA). O local da corrida foi o manjado percurso da Av. Beira Rio, largando do Gasômetro. A diferença ficou pelo horário da largada, às 19h, ou seja, prova noturna.

Infelizmente não consegui tirar fotos de minha máquina digital nessa corrida, então estou no aguardo das fotos das máquinas de outras pessoas e como eu sei que é chato ficar pressionando as pessoas para enviarem logo, vou aguardar pacientemente (mas não demorem muito POR FAVOR!!).

Continuando, a prova tinha as categorias 21k individual, revezamento de duplas e quartetos e uma corrida participativa de 5k. Na corrida participativa dois amigos meus ficaram nas duas primeiras posições. Em primeiro lugar ficou o Paulinho Stone e em segundo o Guilherme Myra. Ainda não sei os tempos deles, mas assim que souber edito aqui. Do pessoal da minha equipe, só eu corri os 21k. A Ana Rita fez 10,55k pois ela ia correr de dupla, mas a pessoa que iria correr com ela simplesmente furou (não vou citar o nome pois ela não merece). A Tita, Alice, Bia e a Lêti fizeram um quarteto feminino. O Fábio e o José fizeram uma dupla masculina e o Álvaro e a Adelaide fizeram uma dupla mista.

Para quem iria fazer os 21k o percurso era o mesmo das duplas. Ou seja, duas voltas de 10,55k. E para quem faria o revezamento de quarteto ou corrida participativa de 5k o percurso era uma volta de 5k (sério?? ehehe). Não sei o que foi pior para mim. Se fazer os 21k ou fazer duas vezes 10,55k. Foi muito ruim psicologicamente passar na frente da chegada e saber que ainda faltava mais uma volta inteira. Mas enfim, corrida é um exercício físico e MENTAL também não é mesmo??

Antes da prova encontrei (melhor, ele me encontrou) um sujeito chamado Jackson Comex. Sim, o mesmo rapaz que contou sua história aqui no post anterior. E estava lá, iria correr os 5k. Infelizmente não o encontrei mais, mas espero que ele passe por aqui para me contar como foi a sua corrida. E também conseguimos pela primeira vez reunir o trio de blogueiros portoalegrenses, Bruno, Paulinho Stone e Stéphanie Perrone, mas não tiramos fotos desse momento raro.

Tá, e a corrida? Ah, foi tranquila. O clima estava perfeito. Nem frio, nem calor, vento fraco, ou seja, perfeito.Os postos de água muito bem posicionados. A única reclamação que fica é a falta de luz em um trecho da corrida, mas não é culpa da organização, já que foi os postes que não estavam acesos. O kit é ótimo (tava com saudades de camiseta do CORPA com mangas), a medalha é linda (sério mesmo).

E eu completei a prova em uma hora, cinquenta e dois minutos e vinte e cinco quatro segundos. 01:52:24. Pace de 05:20min/km. Clicando aqui você pode ver os resultados oficiais da prova. Eu fiquei em 308º de 436 competidores na geral masculina, e em 28º de 33 na categoria 25-29 (sim, eu tenho 24 anos, mas já corro pela categoria 25-29, pois o que conta é a idade no último dia do ano corrente e como eu faço aniversário no fim do ano, vou ter 25 anos dia 31 de dezembro).

0711 - BRUNO THOMAZ MARQUES NASCIMENTO
1º Tempo Parcial -> 00:27:36
2º Tempo Parcial -> 00:56:15
3º Tempo Parcial -> 00:28:33
Total => 01:52:24


Mas como ainda não saiu a listagem do resultado oficial, vou ficar no aguardo para confirmar meu tempo líquido. Mas seja qual for ele, para mim vai ser perfeito! Eu esperava fazer a prova abaixo de 2 horas. E não só fiz abaixo como fiz bem abaixo né... Quero agradecer à Alice e a Marcia Miorelli (ambas da PerCorrer) pela companhia durante a prova. A Alice me acompanhou até o sétimo quilômetro, e a Márcia do oitavo até o décimo nono quilômetro. Foram essenciais para que eu conseguisse manter o ritmo e também para que eu não ficasse entediado dando voltas na avenida Beira-Rio. A Marcia ficou em 6º da categoria dela! Parabéns menina!

Antes de terminar esse post (ainda editarei ele com os tempos e as fotos), queria parabenizar a Stéphanie Perrone pelo terceiro lugar na categoria e o Paulinho Stone pelo lugar mais alto do pódio na corrida dos 5k.

Mas enfim... Quando dizem que a primeira vez a gente nunca esquece, eu sempre discordava, pois não lembro da primeira vez que comi sorvete, da primeira vez que chutei uma bola de futebol, e para ser sincero, também não lembro do primeiro dia que fui correr. Mas devo admitir, que essa primeira vez nunca esquecerei. Foi um momento único na minha vida. Completar a primeira prova de 21,1 quilômetros. Algo que ficará guardado para sempre em minha memória (e também no servidor de hospedagem desse blog se a Google permitir). Sabe aquela história do garoto que certo dia se olha no espelho e vê um pelinho saindo no rosto e começa a se achar adulto porque já tem barba? É mais ou menos assim que eu estou me sentindo... Ainda não tenho barba (literalmente e figuradamente) mas é como se eu tivesse chegando na maioridade (os 42k).

ATUALIZANDO (começaram a surgir algumas fotos, mas ainda faltam!!)
Pessoal da equipe que participou da prova
Meu amigo Guilherme Myra, que ficou em 2º na prova de 5k.

Jackson Comex e Alvaro

Meu número de peito personalizado. Gostei do 711.

E enfim a medalha! Lindona!



Será que eu esqueci de contar alguma coisa?? Foram tantas emoções, como já dizia o nosso rei Roberto. Bem, como eu disse antes, se eu lembrar de algo, edito o post, porque agora preciso descansar, mais que merecido!

Um abraço a todos
Bruno Thomaz, o "quase adulto".
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Seu Zé do Picolé.

Reproduzo aqui um post do meu amigo Sérgio Xavier, redator-chefe da Runner's World Brasil. A história abaixo é apenas mais uma entre as tantas que existem nesse Brasilzão afora, mas vale a pena registrar. O post foi publicado no Blog Correria.

Zé do picolé

O nome dele é José. E é um bravo. Na verdade, José Henrique Coutinho Filho, vendedor de picolés. Foi o 256° colocado da meia maratona de São Paulo de 2009. Terminou os 21 km em 1h29min48, tempo que lhe garantiu o 12° lugar na faixa dos 50 a 54 anos.
O feito de José não se explica apenas na belíssima classificação. Estive no domingo na USP para a meia maratona da Corpore e nada me chamou mais atenção do que a história desse senhor. José vende picolés no Recife e sonhava em participar da corrida. Para pagar a passagem de avião, a hospedagem e a alimentação, teve que trabalhar dobrado. Perguntei a ele quantos picolés foram necessários para o sonho virar realidade e quase gelei quando ouvi a resposta: cinco mil. O sujeito deve ter suado mais com o isopor nas costas do que todos os treinos longos de um corredor como eu. Chegou em São Paulo no sábado, passou a tarde perdido no metrô tentando entender os mapas. Com sua amiga recifense, descolou um hotel barato e chegou na manhã do domingo na largada. Tímido, José fala baixinho. Foi a amiga que confidenciou a decepção com o tempo. “Ele faz normalmente a meia em 1h19min”. Eu acredito. Com esse tempo, José teria ficado em segundo lugar na sua faixa etária. A diretoria da Corpore descobriu a história logo após a chegada. Deu um jeito de trazer o valente corredor para o espaço mais Vip da USP. Não existia ninguém entre os 6300 finalistas da prova mais importante do que José. Ele era a verdadeira tradução da expressão “Vip”. Suco, café, sanduíches, e José foi se recuperando. Depois, voltando para casa, me dei conta do gesto da Corpore. Maior associação de corredores do Brasil, uma das principais organizadoras de provas, a Corpore montou seu espaço Vip justamente para tratar com conforto os corredores dispostos a pagar 150 reais por muitos mimos. Mas José está na origem da Corpore, que nasceu como clube de corredores justamente para patrocinar gente como o pernambucano. E a empolgação da diretoria da Corpore com o feito do pequeno homem era indisfarçável. Se bater a preguiça em alguma manhã vadia, lembre-se de José. O homem que vendeu cinco mil picolés apenas para poder correr.


O exemplo do pernambucano José é muito emotivo, mas a atitude da Corpore é merecedora de palmas. Apesar de não ter corrido nenhuma prova dessa entidade, sempre ouço diversos elogios que me fazem acreditar que é sem dúvida a melhor e mais séria entidade da corrida de rua que existe atualmente no Brasil. Espero piamente que continue assim.

Nada mal publicar um post destes em pleno domingo de Páscoa não é mesmo?
E para seguir nesse clima de história e textos legais, convido a todos a lerem esse post no blog do amigo Jorge. Vale a pena!!

Ps: Valeu a pena a discussão sobre as capas da Runner's não? Pelo menos a capa do mês de abril já me agradou muito mais!

Ps2: Ajude o Correndo na Chuva, compre seus produtos na Submarino.com clicando através do banner aqui no site!

Um grande domingo para todos!!
E que venha o feriado de Tiradentes!
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Dia 05 de abril. Dia de corrida.

O domingão de 05 de abril foi recheado de corridas mundo afora. Tivemos emoções fortes em Roterdã, na Holanda. Tivemos despedida internacional do ídolo brasuca Vanderlei Cordeiro de Lima na Maratona de Paris. Tivemos a X Meia Maratona Corpore Cidade de São Paulo. Tivemos também etapa do Circuito de Corridas da Caixa. E infelizmente em Porto Alegre não tivemos corrida, mas nem por isso deixamos de aproveitar e prestigiar os eventos que ocorreram ao redor do mundo.

Maratona de Roterdã

Dois quenianos cravaram exatamente o mesmo tempo, ficando a diferença nos centésimos. A marca cravada foi a terceira melhor marca da história da maratona, o incrível tempo de 02:04:27 (as outras duas marcas são do Haile Gebresselassie, com 02:03:59 e 02:04:26). O queniano James Kwambai (vencedor da última edição da São Silvestre) deixou o compatriota Duncan Tibet para trás no quilômetro 41, mas aí Tibet deu uma arrancada extraordinária nos 500m finais e ficou ao lado de James. Os dois cruzaram a linha de chegada praticamente juntos, mas na imagem Duncan Tibet ficou com a vitória. Foi sensacional a chegada dos dois.

Maratona de Paris


Segundo a IAAF foi uma das provas mais rápidas já registrada na história do atletismo mundial, pois nada mais nada menos do que seis atletas fecharam a prova abaixo de 2h07 (mesmo número registrado em Londres no ano passado) e 11 terminaram a distância em menos de 2h09 (novo recorde). E para completar, o vencedor, o queniano Vincent Kipruto, mandou pro espaço o recorde da prova ao cravar o tempo de 02:05:47. Mas o destaque da prova fica pela despedida internacional do atleta brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que foi convidado pela organização da prova, e ainda fechou a prova com o tempo de 02:20:31, chegando na 30ª colocação.


X Meia Maratona Corpore da Cidade de São Paulo


Ainda não tive a oportunidade de presenciar ou participar de uma prova da Corpore, mas todos que participam sempre demonstram satisfação com a qualidade da organização, sendo que já criaram até um selo de qualidade chamado "padrão Corpore" para indicar que a prova foi boa. E pelos relatos dos amigos blogueiros que estiveram presentes, mais uma vez a Corpore se destacou pela organização, não deixando a desejar.

Abaixo segue o link para o relato de alguns blogueiros amigos.

Circuito das Estações Adidas Belo Horizonte

Após Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e São Paulo, a etapa outono do badalado Circuito das Estações da Adidas finalmente desembarcou em Belo Horizonte para a alegria dos amigos mineiros que aguardavam ansiosamente por essa prova. Um desses amigos foi o Carlos Eduardo, do blog Km por Km que nos trouxe um pequeno relato sobre a prova. A Pati Gomes, do blog Correr para a vida ainda não atualizou seu espaço, mas em breve ela deverá estar nos contando sobre a sua participação.

Circuito de Corridas da Caixa

Ocorreu em Ribeirão Preto a primeira etapa desse que talvez seja o maior circuito de corridas de rua do Brasil, contando pontos para o ranking da CBAt. A prova que tem como distância principal os 10k, contou com a vitória da Maria Zeferina Baldaia no feminino e de João da Bota no masculino. Marizete Rezende e Anoé dos Santos foram os vices. A prova, que conta também com uma distância de 5km para os mais iniciantes, contou com uma participação total de 1850 corredores, batendo o recorde de participação na cidade de Ribeirão Preto. A próxima etapa será em Campo Grande, no dia 26 de abril.

Outras corridas

Para não esquecer da minha terra amada, nesse domingo ocorreu a Etapa Sul do Circuito SESC de Minimaratonas. A corrida foi na cidade de Camaquã (pouco mais de 150km de Porto Alegre) e o amigo Rodrigo (Triblog) deve estar em breve postando a sua história sobre essa prova, já que ele havia confirmado sua participação nessa prova!

Os amigos blogueiros de Portugal nos trouxeram narrativas sobre diversas provas que ocorreram nesse fim de semana lá por terras lusitanas. Como sou um apaixonado por corridas e muito mais ainda pela cultura ibérica (Portugal e Espanha), costumo acompanhar os relatos e recomendo a todos.

O amigo Mark Velhote, do blog 42,195km, nos trouxe o relato da sua participação na 19ª Meia Maratona Cego do Maio, em Póvoa do Varzim, Portugal. Os corredores António Almeida (do Palavras de Corredor), a Ana (do Maria sem frio nem casa) e o Fernando Andrade (do Cidadão de Corrida) nos contaram como foi a 27ª Corrida dos Sinos, que ocorreu na cidade de Mafra. Para finalizar a nossa viagem pelo velho continente, o Luis Mota (do TomarAcorrida) traz o relato de um Grande Prêmio de Atletismo ocorrido no munícipio de Fundão.

E a boa notícia pessoal do fim de semana ficou por conta do ótimo treino longo de sábado, em que corri junto com alguns integrantes da minha equipe (Caren, Zara, Giovani e Fábio, com o Eduardo fazendo o apoio de bicicleta). Não senti dores nenhuma e aos poucos vou ganhando confiança novamente para seguir o planejamento! No dia 25 de abril irei estrear em uma prova de 21k (a Meia Maratona Noturna do CORPA), mas irei fazê-la totalmente sem pretensões, utilizando a prova apenas como um treino longo. Não será a primeira vez que farei a distância mas será a primeira prova com essa distância que irei correr.

Desejo que todos tenham uma boa semana, pois teremos um feriadão pela frente!
Um grande abraço
Bruno Thomaz
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6ª Corrida de Porto Alegre

Pensem em um dia quente. Tá, não tão quente assim. Trinta e dois graus celsius está bom. Dia começou com neblina, muita neblina. Eu estava em frente a chaminé da Usina do Gasômetro e não conseguia enxergar a chaminé, como vocês poderão ver nas fotos. Mas logo após a neblina dissipou-se e o céu se revelou azul, límpido, total ausência de nuvens. Ou seja, prenúncio de calorão durante a prova. Nada que o povo já não esteja acostumado. Mas enfim, o que importa é correr.
Acima da tenda laranja dá pra se ter uma idéia da base da chaminé.

Paralelamente à Corrida de Porto Alegre ocorria a Rústica Infantil, de 3k de distância. E por esse motivo que a largada da corrida principal foi às 09h30min, um pouco tarde, visto o calorão que estava.

No dia 22/12 chegou em minha casa o tênis Nike Pégasus que havia ganho em uma promoção do Blog da Nike, o NikeCorre. E desde então havia participado somente de duas provas. No dia 31/12 a São Silvestre, em SP, em que levei o Pégasus e também o outro tênis que utilizo, mas devido à previsão de chuva, optei por preservar o Pégasus e correr com o tênis velho. No dia 15 de março teve a etapa Outono do Circuito das Estações Adidas, e mais uma vez não pude correr com o meu Pégasus, devido à chuva forte que estava nesse dia. Mas dessa vez foi diferente! Quando acordei, abri a janela e vi que iria fazer tempo bom, não hesitei e calcei o Pégasus! Precisava correr uma prova com ele, e aproximadamente 3 meses após ter ganho ele, chegou a sua hora!!
Meu Nike Pégasus Wonderful!

Cheguei cedo, ajudei o Eduardo a montar a estrutura da equipe (tenda e apetrechos), e fui retirar o kit. Gostei da camiseta e também da sacolinha da Unimed. Depois fui a procura de meus amigos corredores e encontrei a Magda, uma moça que havia mandado mensagem através do blog e que há alguns dias já vinha correndo pela PerCorrer, a equipe da SOGIPA. Dei uma passada na Casa de Imprensa do Jornal Sprint Final, um dos patrocinadores do Correndo na Chuva, troquei algumas idéias com eles e depois fui para a tenda da equipe. Quando estou lá, me arrumando para a prova, aparece um casal trajando a camisa da prova: Álvaro e Adelaide!! Os blogueiros do A&A Running, blog do qual fui nomeado padrinho. Depois foi a vez da Ângela me encontrar, outra moça que conheci através do blog. Como é bom conhecer gente nova! Isso é uma motivação muito grande para que eu continue tanto a escrever quanto a correr!
A Magda, mais uma amiga virtual que virou real!

O casal dono do blog que sou padrinho! Álvaro e Adelaide

A Equipe reunida antes da prova.

Mas enfim, a prova. Conforme já havia dito aqui em outra oportunidade, eu escolhi me preservar nessa prova, então prometi para a Ariane, uma colega de equipe, que iria correr com ela a prova inteira, no ritmo dela. E assim foi. Na largada saímos eu, a Ari, o Fábio (os que iriam fazer os 10k), o Edu e o Zara (que iriam fazer 5k no revezamento). Fomos num ritmo relativamente leve (para mim), e inclusive acabei sendo mais um "auxiliar" do que um atleta propriamente dito. Nos postos de água e Gatorade, pedia para que o Fábio e a Ari continuassem que eu parava para pegar os itens para eles, para que eles não perdessem tempo. No km 8, o Fábio deu uma acelerada mas eu fiquei junto com a Ari, pois ela estava sem condições de aumentar o ritmo naquele instante. Mas no quilômetro final eu enchi tanto o saco dela (uma forma de motivação, hehehe) que ela acabou dando um sprint e cruzamos a linha de chegada com o tempo de 01:01:43. Infelizmente não foi o melhor tempo da Ari nos 10k (foi 01:00:25), mas a condição climática dessa prova não favorecia a quebra de recorde pessoal.

Após a prova, medalha, kit pós-prova, tenda da equipe, fotos com todo mundo, e eis que vou ao encontro da minha ídola Carminha, que correu de pipoca (péssimo exemplo hein?). Depois tirei foto com meu amigo Paulinho Stone.

A Equipe reunida após a prova. Todos com medalhinhas no peito!

Mais uma foto do grande Paulinho!

Minha musa eterna! Carmitcha!!

No masculino, o vencedor foi meu amigo Dalvane dos Santos, da PerCorrer SOGIPA, com um tempo de 31'10". E a amiga e blogueira Stéphanie Perrone ficou em 9º lugar no geral feminino, com um tempo de 45'40". Segue a lista dos 5 primeiros de cada categoria.

Categoria geral masculino:
1 DALVANE DOS SANTOS            00:31:10 SOGIPA PERCORRER
2 JOCEMAR ILÁRIO SOARES 00:32:14 CORREIOS E TELÉGRAFOS
3 GERSON ANTÔNIO MOREIRA LEITE 00:33:13 PETISKEIRA FUN RUNNER
4 ALZI BRITO DA SILVA 00:33:29 CORREIOS E TELÉGRAFOS
5 GIOVANI SOARES OLIVEIRA 00:33:34 SOGIPA PERCORRER

Categoria Geral feminino:
1 ELENIR STROPPER DA SILVA 00:39:02 PANFÁCIL/PETISKEIRA/CLUBE DA ENDORFINA
2 NELI ROSA DE OLIVEIRA 00:40:00 POLYMAQ/PETISKEIRA
3 INGRITH NASCIMENTO BARBOSA 00:42:01 SOGIPA PERCORRER
4 CYNTHIA CVEIGORN GUIMARÃES 00:42:49 RAIA SUL
5 MAGDA MARGARETE AZEVEDO 00:43:25 AVULSO


A organização da prova até que foi satisfatória, mas acredito que pecou na questão do horário da largada (09h30min). Os postos de hidratação foram suficientes (3 postos em 10k, sendo um de Gatorade), e a medalha é muito bonita. Enfim, uma prova a altura do que Porto Alegre merece!
Medalha frente e verso

Número de peito. Gostei.

A camiseta regata e a mochilinha da Unimed

Agora é descansar e treinar para a Meia Maratona Noturna do CORPA dia 25/04. Prova essa que ainda não decidi se vou encarar os 21k como treino longo, ou se irei brincar de revezamento junto com a equipe.

Um grande abraço para todos
e bom início de abril!

Bruno Thomaz
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Mais relatos da etapa Outono do Circuito das Estações da Adidas em Porto Alegre

Depois de fazer o meu relato da etapa outono do Circuito das Estações Adidas, trago aqui para os meus leitosres o relato de outros blogueiros que participaram desse belíssimo evento. Confiram!!

A Stéphanie Perrone do blog de mesmo nome traz o post "Etapa de Outono que mais parecia inverno". Já o Paulinho Stone, do blog do Paulinho e também do Blog do CORPA conta como foi o evento pelo lado do organizador em "Circuito das Estações - Etapa Outono". O Deco do blog Na Roda conta como foi a participação da sua equipe na prova, com um post chamado "Circuito das Estações Adidas 2009". E o casal Álvaro e Adelaide ainda não atualizou o seu blog, o A&A Running, mas vale a pena ler o post que eles fizeram no sábado. Post esse que tem como título "Amanhã é dia de Corrida - Circuito das estações adidas, etapa outono em Porto Alegre". A Revista O2, uma das organizadoras do evento, trouxe em seu site uma notícia sobre a corrida.

Façam bom proveito!! E não esqueçam de deixar um comentário para o pessoal dos blogs, parabenizando-os ou apenas agradecendo pelo relato!
Um grande abraço!
Bruno Thomaz

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Uma corrida. Uma chuva. Um recorde.

Faltavam ainda 2k para completar o percurso da primeira etapa do Circuito das Estações Adidas, quando olhei para o relógio e pressenti que estava muito próximo de cravar o meu recorde pessoal na distância dos 10k. E aí então surgiu a frase-título desse post: "Uma corrida, uma chuva, um recorde". Mas vamos começar do começo.

Dia 15 de março, domingo, céu nublado (e com muitas nuvens negras, como vocês irão ver em algumas fotos). 06h30min, o Eduardo passa aqui e nós vamos em direção ao local reservado para as tendas das equipes. Arrumamos as coisas e fui retirar meu chip.

O clima estava propício para uma grande corrida. Nesse momento ainda não chovia. Fui passeando pelo local procurando os amigos, para tirar as fotos. A primeira que encontrei foi a Stéphanie Perrone, do blog de mesmo nome. Tiramos fotos, como havíamos combinados através dos comentários no blog. Depois voltei para a tenda, e eis que aparece Patrícia Mello, a Patty, que eu conheci através da comunidade Just Run do Orkut e que converso por msn desde setembro ou outubro do ano passado. Primeira prova dela! Patty, parabéns!! Foi muito bom te conhecer pessoalmente!

Entre encontros e desencontros, acabei tirando foto com a Carmem, com o Fernando, com a Claudia Chandelier, com o Sérgio Xavier (editor-chefe da Runners World), com o Renato (editor do Sprint Final), com o Paulinho Stone, e obviamente, com os integrantes da minha equipe de corrida!! Eduardo, Letícia, Bia, Tita, Fábio, Marcia, Caren, Zara, Gisa, Ari e Adri. (Espero não ter esquecido de ninguém, senão depois corro o risco de não estar mais entre vocês para contar história hehehe).

Mas enfim, vamos para a corrida. Largada no horário pontual, ótima demarcação do percurso, placas de quilometragem muito vísiveis, e kit pós prova muito bom. Mas o maior elogio para a organização fica por conta das placas de "Faltam 400 metros", "Faltam 300 metros" e "Faltam 200 metros". Confesso que ver essas placas me deu um ânimo muito bom, pois acho que dei o famoso sprint final cedo demais e não conseguia ver o fim da corrida hahahaha. Valeu Iguana Sports, organizadores do Circuito das Estações Adidas.

O meu objetivo para essa prova era correr forte até o quinto quilômetro, e depois administrar. Se eu estivesse bem e tranquilo no quinto quilômetro, talvez mantivesse o mesmo ritmo. Ou então, diminuiria o ritmo por um tempo, afim de recuperar fôlego, para depois voltar a forçar o ritmo. E foi o que eu acabei fazendo. Dei a largada tranquilo, correndo forte (para os meus padrões), e cruzei o primeiro quilômetro com 4'25". Completei o terceiro quilômetro por volta de 13'20", e passei pelo quinto quilômetro com 22'18". Pronto, entre o quinto e o sexto quilômetro dei uma diminuida "brusca" no ritmo, passando pelo sexto quilômetro com mais ou menos 28'10". A partir daí tentei manter um ritmo de moderado a forte, para tentar cruzar a linha de chegada com menos de 48'52" (minha melhor marca até então). Mas, ao cruzar o nono quilômetro com 42'30", aumentei e muito o ritmo, fechando a prova com 47'06". Quarenta e sete minutos e seis segundos. Tempo cravado no meu cronômetro e confirmado pela organização da prova.

Deixa eu repetir: 47'06". Uma média de 04'43" por quilômetro.
Sensacional (para mim e meus limites e padrões).

Logo após, voltei para a tenda da equipe, troquei de roupa e ainda recebi uma massagem muito revigorante!! Tenda chique essa hein?

Abaixo algumas fotos que tirei antes e depois da corrida!! Outras fotos vocês podem ver em meu álbum do Orkut, clicando aqui.

A grande Carmem!!A foto que tirei com o Sérgio Xavier e o Renato (pena que ficou fora de foco).Patrícia!!!
Stéphanie Perrone!
A tenda da equipe!Fernando, grande amigo!
A Bia, uma pessoa nota 1000!A equipe reunida e descontraindo antes da prova.
Eu com a mulherada da equipe! Todo mundo de medalhinha!
O Paulinho Stone, do Blog do Paulinho.


Bem, essa foi a minha oitava corrida. A quarta de 10km. O melhor tempo de todas! E honrando o nome desse blog, foi Correndo na Chuva, que bati o meu recorde pessoal.

Atualização:
Fotos da medalha, do número de peito e do Certificado emitido pelo site da organização.




Um grande abraço a todos!!
Agora quero descansar um pouco (merecidamente) !!
Bruno Thomaz, mais faceiro que guri de bombacha nova.

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Projeto Conte sua história [4]

E o nosso projeto "Conte sua história" continua de vento em popa. E dessa vez quem nos conta a sua história com a corrida é o meu amigo Luciano Vaghetti, daqui de Porto Alegre. Acredito que muitos de vocês irão se identificar com partes da história do Luciano.

Grande Bruno, aproveitando a idéia do "Conte sua história" estou aqui para colaborar e dividir com os leitores do teu blog os motivos que fizeram com que eu iniciasse nas corridas.


Meu esporte era o futebol, como o da grande maioria dos brasileiros do sexo masculino, desde pequeno não largava a bola de futebol influenciado pelo meu pai. Joguei em algumas escolinhas de futsal e quando atingi os quatorze anos comecei no futsal amador. Muitos treinos, campeonatos, vitórias, derrotas, tudo se encaminhava para que o futebol fosse o esporte que me acompanharia por muitos anos. Entretanto, com aproximadamente dezesseis anos encontrei um cisto ósseo no fêmur esquerdo, próximo ao joelho e tive que enfrentar uma cirurgia bastante complicada com enxerto ósseo no local. Passado o período de recuperação, quase um ano engessado desde a virilha até a ponta do pé, quando achava que tudo iria voltar ao normal, uma fratura no mesmo lugar fez com que eu voltasse para o gesso por mais seis meses. Além disso, por ser uma lesão óssea muito grande a fratura gerou uma rotação no fêmur, deixando um problema de simetria na minha perna esquerda.


Ainda tentei voltar ao futebol, mas nunca mais foi como antes, perdi a confiança, muitas lesões bobas e algumas de sérias de ligamento e menisco, me fizeram aos poucos perder a vontade de jogar. Sempre gostei muito de esportes, mas nenhum se comparava ao bom e velho futebol, até me encontrar com a corrida é claro.


Natural de Rio Grande, em 2003 vim pra Porto Alegre e meu esporte passou a ser a sinuca. Com ela veio junto a cerveja e o cigarro, acessórios imprescindíveis para se jogar uma boa sinuca. Diante disso o sedentarismo tomou conta do meu ser, barriga aumentando a cada semana, respiração diminuindo e assim caminhava a minha evolução, se é que dá pra chamar isso de evolução. Sempre digo que para largar um vício o mais fácil é arrumar outro, e foi o que eu fiz. Estava navegando na internet e vi que eu maio de 2007 aconteceria a vigésima quarta maratona de Porto Alegre, pensei que poderia completar os 10km da rústica, larguei o cigarro e comecei a treinar.


Completei a prova em 46 minutos e 53 segundos, um resultado maravilhoso para um marinheiro de primeira viagem. A prova foi sensacional, como é emocionante uma largada, só ouvindo o barulho dos milhares de tênis ao fazerem o contato com o solo, aquelas passadas marcadas, que só quem está concentrado na prova consegue perceber.


Aquele momento mexeu comigo, passou uma coisa tão boa que de lá pra cá já foram diversas provas, não larguei mais a corrida. Atualmente, treino quatro vezes por semana, com assessoria esportiva, meu objetivo é baixar dos 40 minutos nos 10km e já estou bem próximo. Além disso, neste ano planejo correr minha primeira maratona.


Embora a corrida me atraia por ser extremamente competitivo, hoje em dia, sinto muito prazer em correr na rua, com sol ou com chuva, me desligo completamente do mundo, é um momento que fico sozinho comigo mesmo, um momento em que conto as horas do dia para que chegue logo, louco pra correr sem rumo e sem destino, e quem sabe um dia tenha fôlego para fazer igual ao Forrest Gump.


Esse é o Luciano, na Corrida Eco Run de 2008.

Essa é a história do Luciano. Você quer ver a sua história por aqui? Então é só escrever e enviar para contato@correndonachuva.net. Mas não esqueça. Você tem que contar algo relativo à corrida! Como você começou? Aonde? Quando? Como foi sua primeira corrida? A sua emoção quando cruzou a linha de chegada?

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz

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Projeto Conte sua história [2]

Hoje quem conta a sua história no Correndo na Chuva é o amigo Luiz Sebastião, lá da cidade de Olinda-PE.

Ele nos conta sobre a sua primeira participação na tradicional corrida de São Silvestre e o texto está muito bom, apesar de um pouco extenso, mas vale muito a pena dar uma lida e depois comentar o que achou!


UMA CRIANÇA NA CORRIDA DE SÃO SILVESTRE - Luiz Sebastião Jr.

Em alguns momentos de nossas vidas é preciso ouvir a criança que vive dentro da gente, é preciso deixá-la sair, é preciso render-se às suas vontades.

Lembro como se fosse hoje dos finais de ano de minha infância, dos dias 31 de dezembro, da expectativa pelo ano novo que chegava, das mudanças que ocorriam naquela época do ano e de como, naquele dia específico, ficava vidrado na TV assistindo a um evento que à primeira vista não parecia ter nada a ver com os últimos momentos que antecediam às festas de reveillon: milhares de pessoas, pouquíssimas famosas, uma multidão de anônimos, correndo, algumas com faixas e fantasias, pelas ruas de São Paulo, na famosa Corrida de São Silvestre. Lembro de ficar dando voltas no jardim de casa me sentindo o próprio Rolando Vera, atleta equatoriano, campeão quatro vezes consecutivas naquela época. Recordo de dizer, para mim e para todos, que um dia iria correr a São Silvestre. Obviamente riam de mim e certamente pensavam algo como: “criança tem cada idéia!”

Alguns dizem que a gente cresce e acaba perdendo a ingenuidade, a pureza e a alegria da criança que um dia fomos. Não acredito nisso, apenas acabamos por esconder da sociedade o que de melhor temos, por medo de sermos ridicularizados. Adão e Eva foram crianças que ao crescer perceberam-se como realmente eram, e ficaram com vergonha de assim serem. Sentiram-se ridículos e passaram a usar as folhas de parreira da ignorância e da arrogância, encondendo a beleza de admitirem-se, como diz o grande Gonzaguinha, eternos aprendizes. A vontade de ser pequenos deuses nos faz esquecer de ser quem somos, belos, ingênuos, puros, felizes, aprendizes eternos. Passamos a nos preocupar com o pecado original ao ponto de esquecermos que originalmente somos mesmo inocentes, que antes do pecado há a inocência original.

Mas como disse no começo, um dia essas coisas voltam à tona, seja por mudança gradual ou, como é mais comum, por mudanças abruptas que nos fazem repensar nossos destinos, e mesmo que este “repensar” não altere completamente nossos caminhos, ao menos nos fazem trilhar, durante algum tempo, por trajetos pouco comuns. No meu caso um desses trajetos foi de exatos 15km, os 15.000 metros que separam a largada da chegada na Corrida Internacional de São Silvestre.

Setembro de 2007, um revés profissional precipitou-se em meu caminho. Nessas horas olha-se para o presente, para o futuro e bastante para o passado. Nesse momento, cruzo com o Luiz criança, correndo em torno de um “pé de flor” imaginando que os poucos metros daquela circunferência eram semelhantes ao asfalto paulistano. E num gesto de impulso lá estava eu, na internet, fazendo minha inscrição, comprando passagens aéreas, reservando hotel, correndo na beira-mar de Olinda, no começo mal agüentando 1km, mas persistindo dia após dia.

Mas não era apenas correr a São Silvestre que eu queria, meu objetivo era também retornar ainda em 2007 para casa. Queria “passar o ano” com minha família. No papel o plano estava bem delineado: corrida, corrida para o hotel, corrida do hotel para o aeroporto (Guarulhos), vôo saindo às 21h. Duração prevista: 3 horas e 20 minutos. Fazendo as contas não daria tempo, mas bendito horário de verão que o Nordeste não segue, de modo que se ganha uma hora voando-se contra o fuso. Previsão de chegada: 40 minutos antes de 2008 começar a explodir em fogos de artifício. Família meio contrariada com o rompante de alguém que sempre foi muito certinho. Por dentro, orgulhosa; por fora preocupada. Tempos de problemas aéreos, atrasos em aeroportos, probabilidade alta de entrar em 2008 sentado no chão frio de um aeroporto. Mas o processo já havia sido iniciado e havia outra dificuldade: não conhecia São Paulo! Bendito seja o Google Maps e o Motorola A1200. Nada como a tecnologia!

Entre passeios e descansos (repouso é importante) chega o grande momento. A Av. Paulista parecia com o carnaval da minha Olinda, sem as ladeiras (descobriria eu mais tarde que uma ladeira em especial me esperava em poucas horas). Gente fantasiada, sorrindo, tirando fotos, enfim, uma festa onde éramos ao mesmo tempo convidados e homenageados. Eu estava em uma competição esportiva, oficial, profissional, sem a mínima chance de fazer um tempo menor que 2h, mas o povo estava lá para torcer por nós. Onde isso acontece? Já imaginaram um Fla x Flu, um Corinthians x Palmeiras, um Náutico X Sport (só pra lembrar da minha terra) e ao final do jogo o público esperar para ver uns peladeiros jogarem? Pois bem, os quenianos já haviam ganho a corrida a mais de uma hora, mas muita gente continuava ali, principalmente na tal ladeira, na inacreditável subida da Brigadeiro Luís Antônio, dando força para que não desistíssemos. Só a São Silvestre permite isso, esquecer de tempo e de posição, e pensar apenas em cruzar a linha de chegada.

Mas eu pulei o início e fui quase para o fim. Voltemos... vai se aproximando a hora da largada e a ampla Av. Paulista parece encolher, até o ponto em que você percebe que não há mais como sair de onde está. A ansiedade vai para as alturas, o narrador ao longe anuncia a largada, bolas de gás são lançadas no céu, o barulho dos fogos de artifício ressoam pelo ar, todos batem palmas e... e... e... e continuamos ali parados. É nesse instante que eu percebo que antes da Corrida de São Silvestre, existe a “Parada de São Silvestre”, de onde eu estava ficamos cerca de seis minutos parados. Aos poucos começamos a nos arrastar bem lentamente: a “Arrastada de São Silvestre”. Mais alguns minutos e conseguimos enfim... caminhar (“Caminhada de São Silvestre”). Após doze longos minutos eis que me deparo com a placa de... LARGADA.

O começo é uma maravilha, todos sorrindo, aplausos, o Shrek e um dos Transformers correndo ao meu lado, descida da Consolação, as pessoas se confraternizando, pouco se importando com o tempo, brincando com o semáforo que acabara de ficar vermelho dizendo que devíamos parar. Contudo, o melhor foi ver os corredores cantando uma música bem conhecida ao dobrar uma certa esquina: “alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga e a Av. São João”. Tem coisas que a Globo não mostra!

Calor escaldante! A metereologia informou que o dia anterior havia sido o dia mais quente de 2007 na capital paulista e o dia seguinte não devia estar perdendo por muito. Água? Só no km 4, um absurdo, e ainda mais quente. Até isso virou piada no orkut, pois alguém muito espirituoso justificou que a água quente devia ser para honrar o pacote de café que veio no kit do corredor, brinde de um dos patrocinadores. Bem, mas isso é um detalhe...

Km 5, Elevado Costa e Silva, primeiro trecho em aclive, os efeitos da empolgação passando e de repente a gente se vê perguntando a si próprio o que se está fazendo ali. Um dos voluntários, não sei se querendo estimular ou fazer gozação diz: “ah, se continuar assim não completa os 15km". Provavelmente o comentário era para que corréssemos mais rápido, mas aí me lembro da fábula do Ésopo, da lebre e da tartaruga, que deve-se ir devagar se vai-se ao longe. Diminuí o ritmo, eu estava só em São Paulo e lembrei-me que até a virada de 2007 para 2008 eu teria que enfrentar outras corridas. Portanto, não podia exagerar!

Km 8 e um dos momentos mais cruciais segundo meu planejamento. Se fosse desistir deveria ser ali, pois passando daquele ponto, voltar demoraria mais do que completar a corrida. Pensei: “só em estar aqui já é muito!, vou voltar para o hotel e começar meu regresso com mais tempo de sobra”. Aí a criança voltou a incomodar, a querer sair de dentro e com ela saiu também uma força estranha, talvez a mesma força que o Caetano disse que fazia o Roberto Carlos cantar. Resolvi continuar...

Tudo ia bem, até o ritmo melhorara, faltavam apenas 2km, só que, se no meio do caminho do Drummond havia uma pedra, no meio do meu caminho havia a já comentada “subida da Brigadeiro”. Contornar a esquina que me levava novamente à Paulista e ver uma placa escrita CHEGADA, parecia um sonho. Mas quando o sonho se mostrou bem real, o cansaço sumiu, a prudência se escondeu e se um dia eu conseguir correr os 15km naquele ritmo que corri os últimos 200m, é melhor que os quenianos se cuidem...

Brincadeiras à parte, cruzar a linha de chegada junto com o Luiz criança que agradecia pelo Luiz adulto ter tornado aquele sonho real, foi uma das melhores experiências da minha vida. Para encurtar a história, o plano de estar junto à família à meia-noite, a despeito de todo o caos aéreo fartamente noticiado naqueles dias, também se tornou realidade.

Às margens da praia de Boa Viagem, vendo o show pirotécnico ali apresentado, a medalha de participação na corrida era mais do que uma medalha, era a comprovação de que aqueles momentos foram reais, que embora nada pudesse garantir que 2008 fosse ser realmente um feliz ano novo, ao menos aquele dia seria novo sempre que eu fizesse sua memória, até porque etimologicamente fazer memória não é apenas recordar o fato, mas sim vivenciá-lo novamente em cada recordação, é acabar com o paradigma do tempo – passado, presente, futuro – é criar um rito, que na definição da raposa do livro do pequeno príncipe, é fazer com que um dia seja diferente dos outros dias, uma hora seja diferente das outras horas.


Esse é o relato do Luiz. Você também pode ver o seu relato publicado aqui no Correndo na Chuva! Para isso, basta escrever o seu texto e enviar para contato@correndonachuva.net. Mas não esqueça! O texto tem que ser original e narrar sua história com a corrida, como começou, onde, quando, como foi a primeira prova, e por aí vai. Não perca tempo, envie a sua história de amor com a corrida!

Um abraço para todos
Bruno Thomaz
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Projeto Conte sua história

Hoje, a partir desse post, estou colocando em prática uma idéia que há tempos estou desenvolvendo. Até criei um projeto de nome "Conte sua história no Correndo na Chuva", e consiste de corredores amadores (como eu) escreverem a história da sua vida com a corrida. Porque começou a correr, quando, aonde, a primeira vez que correu uma prova, etc. Assim como eu já contei diversas vezes sobre a emoção que senti ao completar minha primeira prova, achei que muitas outras pessoas iriam querer ter o gostinho de usar o meu humilde espaço na blogosfera para contarem a sua história também.

Quem quiser participar, sinta-se a vontade para escrever seu texto (podendo ser ilustrado), enviando para o e-mail do blog, o contato@correndonachuva.net.

Acredito que desta forma, podemos incentivar muitas pessoas a começarem a correr. Pessoas que já sentem um pouco de vontade, só faltando mesmo o incentivo. Espero que essa idéia prospere e tenha vida longa.

Para dar a primeira passada então, um belo texto da minha amiga Regianne Casseb, de Montes Claros, MG.



CORRENDO NA CHUVA - Regianne Casseb

“- Correndo na chuva?
- Sim, e o dono do blog vai publicar.
- Por que este nome para um blog?
- Sinceramente? Nunca parei para pensar nisso. Mas faz muito sentido...”

Quando eu era criança, sempre gostei de andar na chuva...da sensação de liberdade que isso me dava.

Na virada do ano 2005 para 2006, a agenda nova tinha um campo para ser preenchido, na verdade uma página inteira. Ali eu escrevi só uma palavra: CORRER!

Sim, em 2006 eu queria correr. Mas como assim, correr? Praticante de musculação desde 1992, com intervalo somente numa das gestações, me sentia pesada, sem resistência aeróbica. As caminhadas eventuais não me estimulavam...Queria correr!

Curiosamente, tinha um bloqueio emocional...uma vergonha de correr na rua, onde todos me veriam, sei lá, desengonçada? Por isso, a decisão, assim...objetiva, pensada!

Quando dei meu primeiro trote, e ‘morri’ em dois minutos, achei que nunca conseguiria. Mas fui atrás de informação, perseverei e daí a alguns meses trotava 30 minutos seguidos. Contratei uma personal, que montou um programa detalhado e me acompanhava uma vez por semana. Funcionou. Consegui evoluir e passei a me considerar uma corredora de rua.

O corpo melhorou, a disposição...Nossa!!! Pequenos detalhes valiosos. Incorporei definitivamente a corrida à minha rotina de atividades físicas. Com uma vantagem, levo para onde for.

Na verdade não tinha e não tenho grandes ambições na corrida. Aos poucos fui vendo que para mim é melhor assim mesmo. É suficiente preservar somente o prazer, sem os ‘ferimentos de guerra’ das longas distâncias. Quero mesmo é sentir o sol e o vento no rosto, me abstraindo de todo o movimento das ruas, levar minha prática para qualquer lugar, conhecendo novos trajetos, parques, cidades, pessoas. Isso me basta!

Voltando ao nome do blog, para quem corre na rua, como eu, a chuva pode ser vista como um obstáculo. Acho que ‘Correndo na Chuva’ na verdade retrata a gana que temos de colocar o tênis e sair correndo, faça sol ou faça chuva. Ou seja, é aquele contrato celebrado pelo corredor consigo mesmo...

Nosso ‘compromisso’ com a corrida é sacramentado a ponto de nos fazer declinar do convite feito pelo sofá e pela TV, quando começa aquela chuvinha gostosa pingando na janela.

Melhor ainda, é quando ela – a chuva - nos pega no meio do treino, cansados, suados, mas já endorfinados. Os primeiros pingos nos refrescam, os seguintes nos ensopam, e, continuando a chuva, outros nos atrapalham a visão, encharcam as meias, mas lavam nossa alma...Então só penso em abrir os braços e fazer o vôo de Vanderlei Cordeiro de Lima. Tirem todos das ruas, parem os carros, pedestres, bicicletas. Estou correndo de olhos fechados. A rua é MINHA!!!

Faço agora a cena principal do meu filme, como Gene Kelly, em “Dançando na Chuva”, sou livre, feliz, tenho absoluto controle do meu corpo, tempo e espaço. Estou voando."
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A primeira corrida...

Amigos leitores,
como estou um pouco impossibilitado de atualizar o blog com novos assuntos, visto que estou em outra cidade e sem muito tempo para me atualizar das notícias do esporte, resolvi republicar alguns posts, a exemplo do que fiz no fim de dezembro com os posts "Benefícios da Corrida" e "Esses não-corredores". O post que trago do fundo do baú hoje foi o primeiro post desse blog, sobre a primeira corrida desse cidadão que vos escreve.

Um abraço a todos!!

Há pouco mais de um ano, eu estava em frente a TV, acompanhando o Atletismo no Pan do Rio, quando na prova dos 3000m com obstáculos feminino, uma atleta baixinha, magrinha e bonita saiu correndo na frente de todo mundo, e ganhou a medalha de ouro e ainda bateu o recorde da prova. O nome dela era Sabine Heitling, e ela representava não o Brasil, e sim o Rio Grande do Sul.

Naquele dia, eu resolvi que UM DIA EU IRIA COMEÇAR A CORRER. Mas acabei ficando só na promessa, e não levei muito adiante essa idéia.

Daí quase um ano depois, eu vi uma mulher de 38 anos ganhar a Maratona das Olimpíadas de Pequim, o nome dela? Constantina Tomescu, da Romênia.

Daí dessa vez eu pensei: "Agora sim, eu vou começar a correr e não vou ficar só na promessa!", e realmente comecei.

Aos poucos, alternando caminhada e corrida, fui atingindo distâncias que antes pareciam inimagináveis à minha pessoa. Ficava todo faceiro quando saía do treino depois de correr 3km, 4km no outro dia, 5km mais além, até o dia que eu corri 7km.

No domingo 31 de agosto iria correr a minha primeira prova, a XII Corrida do Carteiro, prova de 10km, lá na Av. Edvaldo Pereira Paiva (Gasômetro - Beira-Rio). Planejei 50mil formas de conseguir completar os 10km, visto que nos treinos eu havia chegado somente a 7km.

Mas quando cheguei no local da prova, senti que as coisas seriam diferentes. Por 2 grandes e lindos motivos:

1º) Correr com aquela paisagem do teu lado é emocionante e empolgante!

2º) Sabine Heitling, aquela gauchinha, medalhista de ouro no Pan, estava ali, do meu lado.

Não hesitei, e cumprimentei ela, dando um abraço e dizendo a ela que ela era uma das razões de eu estar ali naquele momento, pronto pra correr meus primeiros 10km. O sorriso dela e as palavras de incentivo já valiam meu dia, mas faltava completar a prova pra ficar perfeito.

E foi dada a largada, eu fui no meu ritmo, bem tranquilo, e quando me dei conta, já estava no km 6 dando a volta! Faltavam 4km, e eu estava ali, inteiro, e com muita vontade de terminar os km restante.

Cara, a sensação que eu tive, ao me aproximar do km 9 foi muito boa, mas tão boa, que até me deu um gás extra pra aumentar o ritmo e completar a prova em um ritmo mais forte do que o começo.

Quando percebi estava ali, há alguns metros da chegada, e passou todo um filme na minha cabeça, lembrando de vários momentos difíceis que eu passei até ali, momentos de sedentarismo no sofá da sala, de sentir inveja dos meus amigos que corriam muito mais do que eu nas peladas do futebol, de desânimo por ver aqueles quilinhos a mais no meu corpo e não ter força de vontade de fazer um exercício que prestasse, etc... Mas agora nada mais importava.

A única coisa que importava era eu vencer aqueles metros que me separavam do meu objetivo. E passar pelo portal, com 1h03min25seg, foi algo indescrítivel. Ainda estou tentando achar palavras pra descrever o êxtase, o prazer, o alívio, enfim, a sensação de estar ali, vencendo uma prova pessoal. E mesmo não sendo uns dos primeiros, nem um dos últimos, eu me sentia como se fosse o campeão. O momento era meu, e eu era o vencedor! Logo depois retirei aquela que é talvez a medalha mais importante que eu já conquistei, mesmo sendo uma medalha de participação (ou de superação!). Mas foi A medalha.

Agora, é continuar evoluindo nos treinos, e partir para as próximas corridas!

(texto escrito no dia 31/08/2008 e publicado no dia 21/09/2008).

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São Silvestre 2008 - A corrida.

Às 15h45min saímos do hotel e nos dirigimos até a Pamplona com a Paulista e ficamos ali pela esquina conversando, tirando fotos, olhando a multidão, tomando água, ou seja, matando tempo mesmo. Logo após saímos dali e nos dirigimos ao local aonde iriamos largar, próximo da placa de ritmo 8min/km (sim, largamos bem do fundo).

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Eu e a Caren pretendíamos fazer algo em torno de 5min/km, já o Edu, a Bia e o Zara pretendiam terminar a prova, independente do tempo, pois os três estão com algum problema. O Zara tá sentindo dores na parte posterior do joelho, e já estava há tres semanas sem treinar direito. A Bia tá com problema no calcanhar e vinha treinando sempre bem leve e o Edu sentiu também o calcanhar nas vésperas da corrida.

S.Silvestre 035

Exatamente às 16h52min foi dada a largada. Nós continuamos parados. Nós e o resto da multidão. Andando próximo de nós estavam o Sulley e o Mike, os monstros do filme de animação Monsters INC. Demorou cerca de quase 20 minutos para chegarmos até o pórtico de largada. Pouco depois passamos pelo tapete de cronometragem e acionei meu cronômetro. A Caren venho no mesmo ritmo que eu, me acompanhando. Por termos largado bem atrás, as pessoas que estavam próximas de nós estavam em um ritmo mais lento, logo eu e a Caren tivemos que correr em zigue-zague, ultrapassando os corredores, mas isso não foi problema para nós.

Na Consolação passamos pelo Batman, e o povo ficava gritando "Vai lá, Batman!" ou então gritavam "Batman, cadê o Robin?" e ele respondia "Não veio, tá com dengue!".

Eu e a Caren continuamos tranquilos, passamos pelo km1 com 6'30", e achamos que estava bom, porque agora talvez conseguíssemos melhorar o ritmo de acordo com o "esvaziamento" do pelotão.

Me diverti bastante com os corredores fantasiados, mas não gostei da atitude de dois deles. Um fantasiado de boxeador que parava toda hora de correr para fazer um showzinho de socos no ar para o público e um outro que encontrei na Av. Rio Branco, caminhando fazendo embaixadinhas com uma bola e atrapalhando muita gente.

Também achei bem curioso a quantidade de pessoas que "quebram", caminhando, em diversos pontos das corridas. Pessoas que passavam a milhão por mim, e minutos depois estavam caminhando.

Eu e a Caren alternamos o posto de água, passando reto pelo primeiro, terceiro e último posto de água, pegando água somente em alguns. Em momento algum da prova pensei que talvez eu tivesse que diminuir o ritmo ou parar, pelo contrário, achei que poderia até ter forçado pouco mais.

Como detesto descidas, ao sairmos da Av Rio Branco disse para a Caren: "-Graças a Deus, agora só tem subida". Ela riu e achou que eu tivesse apenas brincando, mas logo ela percebeu que eu falava sério. Quando cruzamos o Largo Paissandu eu aumentei um pouco meu ritmo e me distanciei um pouco dela. No começo da Brigadeiro eu aumentei meu ritmo, chegando a fazer o km do 13 ao 14 em 4'40". Pouco antes do fim da subida diminui um pouco o ritmo para esperar a Caren, mas logo que ela chegou em mim ela disse: "Pode ir Bruno, se encontramos lá depois da chegada", e eu fui, aumentei novamente o ritmo na Brigadeiro, dei o sprint na Av. Paulista e cruzei a chegada com um tempo líquido de 1 hora, 24 minutos e 33 segundos. A Caren chegou 22 segundos após eu ter chegado. O meu pace acabou ficando em 5'37" por km.

Depois de entregar o chip, pegar a medalha e retornar para a Paulista, chegou o Zara, com um tempo aproximado de 1h46min. Doze minutos depois apareceram a Bia e o Edu, que fizeram em um tempo de 1h58min.

S.Silvestre 040

A emoção de participar dessa prova é tanta que eu demorei para encontrar palavras para descrevê-la. E ainda não consegui. Só sei dizer que realizei um sonho. Que o fato de eu estar lá, correndo naquela multidão (que eu não enxergava aonde começava e nem aonde terminava), com o público ali, incentivando, jogando água de mangueira, gritando, aplaudindo todos os corredores, isso foi demais. Preço nenhum paga isso. Durante todo o percurso eu me emocionava. Quando estava na Brigadeiro e sabia que faltava pouco, eu fiquei pensando em milhares de coisas, de tudo que passei até chegar ali. Na Av. Paulista eu quase chorava de tanta emoção. Cruzei a linha de chegada com lágrimas nos olhos, pronto para a próxima São Silvestre.

Acabei não prestando muita atenção nos tais pontos turísticos da prova. Não vi o Cemitério da Consolação, não vi o Memorial da América Latina, não vi nem a Av Ipiranga nem a São João, quanto menos a famosa esquina entre as duas ruas. Não vi o Teatro Municipal. Acho que só vi mesmo foi a Faculdade de Direito da USP e o Viaduto do Chá. Quem sabe em 2009 eu vá de novo e preste mais atenção nesses detalhes.

Após a prova comecei a perguntar para as pessoas se sabiam quem havia ganhado a prova e ninguém, até da organização, não sabia me dizer. Fui descobrir que o vencedor era o James Kipsang só de noite, no Jornal Nacional. Mas fiquei mesmo feliz com o fato de a Marily dos Santos ter chegado em terceiro lugar. Dos atletas que eu conheci, ela foi a pessoa que eu mais gostei. Simpática, querida e humilde, conversou bastante comigo e com a Bia, e eu realmente estava torcendo por ela. Parabéns Marily!! Você merece menina!!

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São Silvestre 2008 - O 3º dia.

Primeiro de janeiro de 2009. Acordamos, tomamos café e voltamos ao quarto para arrumarmos as coisas e se preparar para deixarmos São Paulo. Após isso, quando descemos já com as malas, encontrei algumas pessoas lá embaixo, e entre elas estavam os dois vencedores da prova. O queniano James Kipsang e a etíope Yimer Wude. Obviamente que tirei diversas fotos com eles.

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Após as fotos, já estávamos prontos para partirmos.
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E às 18h eu já estava em Porto Alegre. Já pensando na próxima São Silvestre.

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São Silvestre 2008 - O 2º dia.

No dia 31, o dia da prova, acordei cedo para tomar o café no hotel, e foi muito bom tomar o café acompanhado dos meus colegas da equipe e rodeado dos atletas da elite. Tiramos fotos com alguns nesse momento.

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Abaixo, eu e a Bia com o queniano Kiprono Mutai, que acabou ficando em terceiro lugar na corrida.
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Acima, Claudir Rodrigues, campeão da Maratona de São Paulo e do Rio de Janeiro. E abaixo os atletas José Teles e Gládson Barbosa, junto com a Bia e a Caren.
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Após o café fomos dar uma caminhada pela Av. Paulista, para vermos como estava a movimentação da organização da prova. 
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Aproveitei também para tirar uma foto de uma faixa que achei um tanto curiosa pelo termo que estava escrito nela: "faichetária".
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Depois fomos almoçar e voltamos para o hotel para nos prepararmos psicologicamente para o grande momento: A corrida. 

Nesse post irei pular a parte da corrida, deixando esse momento para um post único após esse.

Após a corrida e voltarmos ao hotel, se preparamos para o Reveillón. Passamos a virada lá na cobertura do hotel, em uma festa que o hotel preparou. De lá dava para ver todos os fogos de artifício da Av. Paulista e o hotel também preparou um show pirotécnico. Foi lindo de ver. O Edu filmou os momentos, assim que eu receber o vídeo posto por aqui. Logo após a virada, havia um grupo de atletas africanos por ali, e fomos convidados a tirar fotos com eles. (Para ser sincero, só sei o nome de dois atletas desse grupo, que é o tanzaniano Marco Joseph (o bem da esquerda) e a Nancy Kipron que é a que está do meu lado). 
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São Silvestre 2008 - O 1º dia.

Vou iniciar o meu relato sobre a minha participação na São Silvestre pelo dia 30 de dezembro, às seis e meia da manhã. Nesse horário eu estava no aeroporto, pronto para embarcar no Vôo 2101 da Gol, com destino Congonhas e previsão de chegada às 08h36min. Junto comigo nesse vôo iria a Bia e o treinador Eduardo. Eu, Bia e Edu no aeroporto.

Chegamos em São Paulo um pouco antes do previsto, às 08h20min, e fomos direto para o Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro retirar os kits. Ao chegar lá e ver aquele monte de pessoas em volta do ginásio comecei a sentir as primeiras emoções.O clima de confraternização já dava seus primeiros sinais por ali mesmo. Um grupo de baianos apareceu tocando seus instrumentos de percussão e fazendo uma bonita festa lá no local. A Bia ainda aproveitou para fazer um teste de pisada que a Mizuno estava proporcionando no local.
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Logo após fomos à feira de vendedores ambulantes que se encontrava do lado de fora do Ginásio, e eu acabei comprando uma camiseta regata alusiva à 84ª São Silvestre e uma camiseta de mangas compridas vermelha.

Dali fomos a pé até o nosso hotel, já aproveitando para conhecer um pouco mais de São Paulo. 20 minutos de caminhada e já estávamos no Hotel Trianon Paulista, que fica na Alameda Casabranca 363. Fomos direto para os quartos, e combinamos de nos encontrarmos dali a pouco lá na recepção para darmos uma caminhada pela região e também para almoçarmos. Quando estamos saindo, encontramos o Franck Caldeira sentado na frente do hotel, e pedimos para tirar uma foto.


São Silvestre Bruno 2

Saímos, almoçamos, e quando voltamos, encontramos uma aglomeração da imprensa em frente ao hotel. Era o Vanderlei Cordeiro de Lima que estava por ali. Ficamos por ali esperando para tentarmos tirar uma foto. PC270254
Não só tiramos a foto como ainda fomos filmados e meu treinador, entrevistado. A reportagem foi exibida no Jornal da Globo, do dia 30/12. Você pode ler a reportagem clicando aqui, e o vídeo abaixo:

Logo após isso, matamos tempo durante a tarde, esperando chegar o resto do nosso pessoal, o Zara, a Caren, dona Gisa (mãe da Caren) e o Nickolas (filho do Zara e da Caren). Duranta a tarde ainda encontrei uma das maiores figuras do atletismo feminino atual do Brasil e que fiz questão de tirar fotos com ela. Marily dos Santos .


são silvestre 011 Bruno 4
Marily dos Santos, maratonista brasileira em Pequim.

Às 20h, havia uma janta com o pessoal da Comunidade da São Silvestre no orkut. A janta foi no Restaurante Viena, do Conjunto Nacional. Fomos eu, o Edu e a Bia, e ao chegarmos lá já se encontrava um pessoal. A cada instante chegava mais gente, e no fim totalizou 26 pessoas de 10 estados diferentes.
janta comunidade 13.1

Estavam presentes pessoas do RS, SC, PR, SP, RJ, MG, MT, CE, AL e MA. Um pequeno agradecimento à Catia, do RJ, que se esforçou para que essa janta saísse!! Foi muito boa essa janta, e o pessoal muito show de bola! (nas fotos: acima, Cátia; Magrão. Abaixo: Lediana; um lado da mesa). Janta comunidade1Janta comunidade4 Janta comunidade3Janta comunidade11

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PLANO DE METAS 2009

No início do mês de dezembro postei por aqui um esboço do que seria o meu plano de metas para o ano de dois mil "inove". Pois durante o mês de dezembro algumas coisas novas surgiram que acabaram por mudar alguns de meus planos. Hoje, irei postar um plano de metas versão 2.009 final, sem mudanças. Durante o ano usarei esse post para "fiscalizá-las" e no fim do ano, poder analisar quais foram atingidas e quais deixei de atingir, e porque deixei de atingi-las.


Logotipo Blog 2009

Resolvi separar as minhas metas em três grupos distintos:
Vida de Corredor, Vida Social e Vida de Estudante.

Metas na categoria Vida de Corredor:

  • Participar (e completar) de uma Meia Maratona até o fim do primeiro semestre de 2009. Possivelmente a Meia Maratona das Cataratas em Foz do Iguaçu no dia 05/07.
  • Participar (e completar) de uma Meia Maratona durante o segundo semestre do ano.
  • Participar de todas as provas que constam no menu Calendário 2009 aqui no Blog.
  • Atingir a marca dos 40' nos 10k até o mês de dezembro.
  • Atingir a marca dos 19' nos 5k até o mês de dezembro.
  • Manter o Blog sempre atualizado!!
  • Sei que minhas metas de atingir marcas de tempo nas distância de 5 e 10k são contraditórias do ponto de vista prático dos treinamentos, visto que estarei treinando para a Meia Maratona, mas isso não impede de eu ter estas marcas como metas né?!

    Metas na categoria Vida Social:

  • Atingir e manter a faixa de peso entre 66 e 69kg.
  • Fazer o possível para continuar sendo feliz.
  • Ser menos chato com meus amigos não-corredores, evitando de falar sem parar sobre a maravilha que é correr.

  • Metas na categoria Vida de Estudante:

  • Ser aprovado em todas as disciplinas que eu puder me matricular na faculdade, em ambos os semestres.
  • Estudar para passar em algum concurso público.

  • É isso pessoal, espero que eu consiga cumprir minhas metas, afinal irei me esforçar para isso e sei que estarei contando com a torcida de vocês. Desejo a todos vocês um ótimo dois mil "inove"!! Espero que vocês também consigam cumprir as suas metas! Estarei aqui torcendo por todos!!

    Um grande abraço...
    Bruno Thomaz

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    Minha retrospectiva 2008

    Já é tradição encontrarmos em sites e revistas de diversas áreas uma retrospectiva no fim do ano. Não vou fugir à regra e irei fazer aqui a retrospectiva 2008 da minha vida.

    Reveillón 2007 -> 2008:

    Foi um dos melhores reveillóns que já tive. E não foi nem pelo local ou pelas companhias, e sim pelo meu estado emocional. Pela confiança que eu tinha de que 2008 seria um ano bom. Estava me sentindo muito feliz naquele fim de 2007, e com muitas esperanças de que 2008 fosse dar continuidade àquela alegria que sentia no fim de 2007. Ledo engano.

    Janeiro -> Julho:

    Foram 7 meses que prefiro apagar para sempre da minha vida. Na realidade, janeiro e fevereiro até foram razoáveis, mas o que se seguiu após foram os piores meses da minha vida até então. Momentos em que eu realmente estava mal, no fundo do poço emocionalmente. Não sentia vontade de falar com ninguém, saía de casa apenas para ir as aulas e ao estágio, não tinha vontade alguma de fazer alguma coisa.

    Agosto:

    Não sei exatamente explicar qual o motivo, mas no fim de julho e início de agosto as coisas começaram a mudar. "O sol começou a nascer para mim novamente". E foi junto com esse momento, que um dia voltando da aula, com a minha linda colega Vânia, tive a idéia de começar a correr. Estávamos conversando sobre algum assunto qualquer, quando a conversa entrou no tema "exercícios físicos" e como moramos pertos um do outro, eu a convidei para começar a correr na pista do CETE (centro estadual de treinamento esportivo) que fica bem próximo das nossas casas. Ela aceitou, e começamos aos poucos, mas eu acabei ficando, e ela foi para a ginástica localizada. E foi nesse dia que o mundo da corrida ganhou um apaixonado.

    Correndo sem orientação alguma, apenas calçando os tênis e indo para a pista. Pesquisando pela internet descobri que no dia 31 de agosto haveria uma corrida de 10k no Gasômetro e que a inscrição eram apenas 4kg de alimentos não-2869856699_8fb0b7d6d8perecíveis. 31-agostoResolvi que iria tentar. Peguei o regulamento e vi que o tempo limite para concluir a prova era de 1h50min. Fui para o CETE e corri por 1h e fiz 7km. Pensei comigo mesmo: "Tá, eu corro 7km em 1h, depois caminho um pouco, depois corro mais um pouco e eu consigo fechar a prova antes de 1h50min". Fiz milhares de planejamentos na minha cabeça, e estava bem ansioso e com medo de não conseguir. Mas no dia 31, estava eu lá, completando a prova com 1h03min25seg. Sem caminhar. Foi muito mais do que simplesmente perfeito.

    Quando comecei a correr estava com 80,2kg e 16% de gordura corporal.

    Setembro:

    No dia 2 de setembro, fui para o CETE, e conversei com um carinha que ficava lá no fundo da pista, com uma infra-estrutura bacana e com um grupo de pessoas. medalha caixaEra o Eduardo Saraiva, e ele trabalha com uma assessoria esportiva. Naquela conversa nasceu duas ligações. 28setembroA de treinador - atleta e de amizade. Comecei a treinar sob orientação do Eduardo e aprendi muita coisa, assim como evolui também. Já de cabelo cortado, no fim de setembro participei da minha segunda prova, a Corrida da Caixa, e dessa vez me inscrevi nos 5k. Completei os 5k em 28'32", sob uma temperatura alta e um sol bem forte... carmemclaudiaNesse mesmo dia da Corrida da Caixa conheci pessoalmente a Carmem e a Claudia Chandelier, duas amigas com quem eu já conversava bastante pelo Orkut e pelo MSN. Elas correm pela Equipe PerCorrer Sogipa Widex. Foi em setembro também, mais especificamente no dia 21, que criei esse blog. Foi uma das melhores coisas que fiz desde que comecei a correr. Através do blog aprendi muita coisa, pois ao procurar informações para transmitir por aqui, eu também estava adquirindo conhecimento! Sem contar as amizades que fiz através do Blog. Sem dúvida nenhuma esse blog foi uma das minhas alegrias nesse ano de 2008.

    Outubro:

    No mês de outubro, dei seguimento aos treinamentos orientados pelo Eduardo. medalha servidorFiz meu teste ergoespirométrico e mais alguns outros exames e descobri que estava apto a correr 18outubro(ainda bem, mas mesmo se eu não tivesse apto, iria correr do mesmo jeito).

    No dia 18 de outubro, ocorreu a 2ª Meia Maratona do Servidor Público, mas óbvio que eu não iria correr os 21,1km. Sendo assim participei de uma corrida participativa de 5k que aconteceu junto com a prova principal. E foi muito bom, mesmo... Apesar do sol, a temperatura estava agradável, graças ao início do horário de verão, que ocorria naquele dia. Completei os 5k em 25'02" (sim, 3'30" a menos do que a corrida da caixa, 21 dias antes dessa). brunorodrigotriNesse mesmo dia conheci pessoalmente dois outros amigos que até então só tinha tido contato através da internet. O Rodrigo (do Triblog) veio lá de Pelotas para correr os 21,1k. E o Guilherme Myra, que estava lesionado, apenas curtiu a movimentação e o clima da prova. Esse aí da foto ao lado é o Rodrigo. Acabei não tirando foto com o Guilherme e a filhinha dele, infelizmente.

    O mês de outubro terminava com um saldo muito positivo, visto que os treinamentos estavam objetivando a participação da nossa equipe na 4º Maratona de Revezamento Paquetá que viria a ocorrer em novembro. Ah, e também foi em outubro que ficou confirmada a minha participação na 84ª Corrida Internacional de São Silvestre, em São Paulo.

    Novembro:

    Então chegou o mês mais aguardado do ano até então. Explica-se: Novembro é o meu mês. O mês do meu aniversário. O mês em que tudo é perfeito. E realmente, em 2008, meu novembro foi perfeito. Foram tantas coisas, que fico até com medo de esquecer algo aqui, mas vamos lá. Na edição de novembro da Contra-Relógio teve uma reportagem sobre os blogs de corridas e lá estava o meu blog, listado junto a outros blogs de peso!! Ah, e foi nesse mês também que o Marílson conquistou o bicampeonato da Maratona de New York!

    DSC03596Primeiro, a 4ª Maratona de Revezamento Paquetá Asics no dia 09, em que os integrantes da minha equipe (Eduardo Saraiva Assessoria Esportiva) estavam todos lá presentes. Das provas que fiz até então, foi a primeira em que tive a companhia dos meus colegas! Sobre a prova em si, muita gente, muito calor, muito calor (era tanto calor que mereço repetir isso). Fomos com dois quartetos, e no meu quarteto eu era o que fechava a Maratona, e fui começar a correr às 11h40min (horário bom né?), corri os 10,55k em "apenas" 58'50", sendo que pela primeira vez eu quebrei em uma prova. 9novembroCaminhei por 3 minutos para baixar um pouco a frequência cardíaca, e ainda parei para um pit-stop numa árvore. Foi uma medalha bem suada e talvez a mais difícil de todas até então. Mas com certeza valeu a pena. Ah, só para constar, meu quarteto era o Giovani, a Caren e o Zara. E o outro quarteto da minha equipe era a Fernanda, a Bia, a Tita e a Ari.

    medalha esteio 15-11Uma semana depois estava em Esteio vivendo uma experiência nova. A de auxiliar a preparação de uma prova. A convite do Paulo Henrique, presidente da ACORES, fui a Esteio, ajudei como pude e aprendi bastante sobre a organização de provas quando não se há verba disponível. No sábado 15, corri a prova de 7,6k (pelo MapMyRun deu 7,7k) e completei com um tempo de 36'56", o que me deixou realmente muito satisfeito, pois o percurso era bem complicado com subidas fortes e descidas íngremes. Ah, passei pelo ponto do 5º km com um tempo de 23'19", o meu melhor até então.

    Na semana seguinte era o meu aniversário! Completei 24 anos e fiz um churrasco para os meus familiares e o pessoal da equipe lá na casa do meu pai em Viamão. O dia estava lindo demais e foi tudo tão perfeito. Gê, Ana, Lêti, Edu, Tita e Fábio foram as pessoas da equipe que estiveram presentes no churrasco!! 23-11-08 015

    E para fechar o mês com chave de ouro, eu estava participando de uma promoção cultural no blog da Nike, e durante todo o mês de novembro minha história estava lá para ser votada. A promoção se encerrava no dia 30, e no dia 1º de dezembro sairiam os resultados.

    Dezembro:

    E no dia 1º de dezembro, acordei, entrei no Blog da Nike e estava lá, minha história entre as 25 mais votadas! Ganhei um Nike Air Pégaus +25!! Agora era só esperar chegar e curtir a glória!!

    medalha policia federal2No dia 10, fizemos uma janta para comemorar o aniversário do Gê (aquele simpático senhor de camiseta feia, ops, do Inter, na foto acima), e aproveitamos também para celebrar o fim do ano com o pessoal da equipe. Foi numa pizzaria na Dr Timóteo, coisa mais boa, mas eu não comi (quase) nada, e também não bebi nada, somente água (=D). E no sábado 13, fomos fazer história. Bruno-chegada corrida noturnaPelo menos assim que descrevi a realização da PRIMEIRA Corrida Noturna de Porto Alegre. Novamente a equipe estava presente com a tenda de apoio. Fiz uma ótima corrida, completando os 10k em 48'52", sem sombra de dúvida a minha melhor corrida até então. Me tornei um sub-50 como falaram por aí hehehe... Foi uma corrida muito boa, apesar de algumas falhas da organização.

    Hoje, estou com 73,2kg e 12% de gordura corporal.

    E no dia 22 chegou o meu Nike Pégasus!!

    imagem 1pégasus3

    E logo estarei chegando em São Paulo, onde irei participar da 84ª Corrida Internacional de São Silvestre, assunto que estará entre os próximos posts!

    Depois de ter passado um primeiro semestre muito ruim, posso dizer que nasci de novo e voltei a sorrir, e a corrida tem muito a ver com esse meu renascimento, visto que as alegrias que ela me trouxe foram muitas. Correr tem feito eu me sentir melhor comigo mesmo, melhor com as outras pessoas. Mais seguro de mim, mais confiante, mais corajoso. Correr foi a MELHOR coisa que aconteceu comigo, pois foi por causa dela que criei esse blog e também fiz diversas amizades, algumas reais, outras virtuais, mas pessoas que gostam de mim, assim como gosto delas também.

    Meu único desejo para 2009 é que o ano seja uma continuação do segundo semestre de 2008. Agradeço a todos meus amigos que foram citados aqui e os que não foram citados, por todo o apoio que têm me dado.

    Desejo a todos que o ano que está se "aprochegando" seja um ano repleto de conquistas, alegrias e boas emoções!! Vamos aproveitar o nome do ano para mudarmos as coisas ruins da nossa vida!! 2 mil INOVE!

    Um grande abraço (talvez o último de 2008)
    Bruno Thomaz, nostálgico e confiante.

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    Fotos da Corrida Noturna da Polícia Federal

    A medalha da prova!
    Bonita essa medalha ou não??

    bruno e leti
    Eu e a Lêti, a amigona!! Ela estava fazendo a primeira prova dela e correu os 5k e conseguiu completar bem, em 37 minutos. Parabéns Lêti!!

    Existem mais fotos, mas os donos das máquinas alheia ainda não enviaram elas. Assim que as receber atualizarei esse post com as fotos!
    Atualizando:
    Conforme prometido, assim que recebesse as fotos atualizaria o post, então aí vai mais duas fotos (falta uma ainda).

    eu e a carmem
    A Carmem, grande amigona e guerreira!Villa ventura 008
    E o Fernando, marido da Carmem, que ontem não correu, mas que está sempre dando aquele apoio para o povo!

    Ah, aconteceu uma coisa um tanto engraçada ontem, durante aquela fase de espera da largada. Estava os corredores todo dentro do corredor da largada, alguns alongando, outros se aquecendo e eu, estava ali, sem fazer nada próximo à grade que cercava o corredor quando um cara, aparentemente bem acima do peso ideal, com uma long neck de Skol na mão, me pergunta:
    - "A corrida é só para policial federal?"
    Respondi-lhe que não, que qualquer pessoa poderia participar, no que ele me questiona:
    - "E como faço para participar?"
    Então respondi que era necessário somente fazer a inscrição, mas que estas já haviam se encerrado, e ele faz uma cara de decepcionado e diz:
    - "Ah, então na próxima quem sabe...".


    Um grande abraço a todos! E uma ótima semana que se inicia
    Quero agradecer de verdade pelos comentários e pelas visitas!
    O Blog está tendo uma média de 70 visitas diárias, o que é muito, mas muito bom e gratificante para mim. Significa que estou no caminho certo!

    Bruno Thomaz

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    E realmente entrou para a história...

    O título do post anterior dizia que o sábado erá o dia de fazer ou entrar para história. E realmente entrou. Para a minha história. Foi um dia totalmente agradável, daqueles que a gente costuma valorizar mais, por ser um dia às vezes um tanto raro não é?

    Para começar fui no Shopping com uma amiga, a ajudei a escolher um tênis (acabou levando um Asics, por indicação minha é óbvio. Asics, quero as minhas comissões viu?) e após isso fomos em uma loja olhar roupas, pois estava querendo comprar uma calça. Além de levar uma calça da Adidas, ainda ganhei de presente dessa minha amiga (Lêti, tu é demais) um shorts da Adidas!! (Agora só falta o tênis para eu parecer patrocinado pela marca, afinal uso camiseta, calça, shorts e meias da Adidas hehehe).

    Após as compras fomos almoçar, e que belo almoço hein? Comemos o tradicional macarrão de vésperas de provas, e como a corrida era noturna, nada mais apropriado do que um "almoço de massas"!

    Legal teu dia Bruno mas e sobre a corrida? Tá todo mundo curioso para saber o que aconteceu nela... Ok, ok... Vamos ao que interessa...

    Sobre a organização eu preferia até me abster para não ficar tão repetitivo eu sempre reclamando das organizadoras das provas, mas é inaceitável a distribuição de tornozeleiras de chip para fazer o controle manual não é? Se deu algum problema com o sistema eletrônico ou qualquer outra coisa, tudo bem, mas pra que os chip se nem os tapetes tinham? Ah, kit dentro de sacola de supermercado? Sem comentários. A camiseta até que não é ruim, mas também não é nada boa. Ainda bem que a marcação da quilometragem estava muito bem visualizável e que a medalha é bonitona, porque senão a prova seria quase que um fracasso total.

    Mas, reclamações a parte, adorei demais o percurso duplo para os 10k (deixe-me explicar: no Gasômetro, geralmente as provas de 10k são ida e volta em um percurso de 5k, e dessa vez eles fizeram um percurso de 2,5k, sendo que quem fazia os 5k só ia e voltava, e quem fazia os 10k dava uma volta a mais. Achei bem melhor assim, não sei porquê). Gostei dos postos d'água (apesar de que eu não peguei água em nenhum).

    A largada foi tranquila, no horário certo, sem atrasos, e mantive um ritmo constante, completando os 5k em 24'48". Como na segunda volta eu percebi que estava muito bem e não me sentia cansado dei uma pequena forçada no ritmo, achando que talvez conseguisse completar a prova antes dos 50'. A parte engraçada e até emocionante ficou por conta de um evento paralelo que acontecia próximo ao local da chegada, que era a festa de inauguração de uma gigantesca árvore de natal, e que no mesmo instante em que eu passava do 9º km, começou uma sequência linda de queima de fogos de artifício, e eu correndo num ritmo relativamente forte, vendo aqueles efeitos visuais dos fogos à frente. Completei os 10k em 48'52" e sob uma linda queima de fogos!! Me senti "O CARA" hehehehe... Recebi a medalha e fui para a tenda da equipe. Cheguei um pouco emocionado e quieto e o pessoal reparou achando que eu estivesse triste. Mas na verdade eu estava feliz demais, até emocionado e com vontade de comemorar o meu melhor tempo nos 10k.

    Então, resumindo: Completei os 10k em um tempo de 48'52", o que foi meu melhor tempo em provas de 10k. O pace foi de 4'53" por km e a minha velocidade média foi de 12,28km/h.

    A Letícia tirou diversas fotos e assim que as receber estarei postando aqui pelo Blog.
    Um grande abraço a todos que torceram por mim e
    e para os que não torceram também!
    Bruno Thomaz, um sub-49.

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    Crônicas de um treino (4)

    Conforme prometido, volto a postar uma Crônica de um treino, e dessa vez vou contar sobre o que aconteceu em um treino recente, aproveitando a discussão sobre a falta de respeito e educação que estou trazendo nas segundas.

    O que eu vou contar para vocês aconteceu em uma pista de atletismo sintética, onde muitos corredores se encontram. Alguns para fazerem treinos intervalados (treinos de tiros) e outros para fazerem rodagens. Muitas pessoas também vão somente para caminhar.

    Um atleta, de cujo nome desconheço, fazia seus tiros de 400m em um ritmo muito forte. Algo como 1'15" por tiro. Uma velocidade muito alta, pelo menos para mim que sou pangaré né?

    Então, ele já estava há um bom tempo fazendo seu treino pela raia 1, quando em um de seus tiros, três mulheres e um homem caminhavam bem tranquilos pela raia 1 e 2 (as quatro pessoas fechavam a passagem nas duas raias) e ao se aproximar daquelas pessoas ele até tentou pedir licença, dando aquela característica bufada (uma pessoa que está fazendo 400m em 1'15" não consegue falar né gente?) mas as pessoas que caminhavam nem deram bola, e a solução encontrada pelo atleta foi de se atirar para a grama. (ele tinha duas opções: ou passava pelo meio dos 4 e levava duas pessoas pro chão ou ia para a grama).

    Ao tentar ir para a grama e abortar seu tiro, o corredor que estava em alta velocidade, não consegue desviar de um "trilho" que existe ao redor da pista, e tropeça e voa longe, caindo e rolando pela grama. No ínicio achei que não era nada grave, que havia sido apenas um tombo feio, mas ele ficou lá, deitado um tempo, se contorcendo de dor no joelho. O treinador dele e mais alguns corredores fizeram uma roda em volta dele, e depois não consegui ver mais nada. Só vi mesmo é quando uns quinze minutos depois ele ainda tava deitado, chorando de dor, e entrou no pátio do clube uma ambulância.

    Sim, o nosso amigo saiu de ambulância direto para o hospital. O final da história eu não sei contar para vocês, mas talvez pergunte para o treinador dele hoje de noite, na pista.



    Ah, as quatro pessoas que caminhavam continuaram a caminhar na raia 1 e 2, e não pararam nem para ajudar ou pedir desculpas. Um grupo de corredores revoltados fizeram uma cena que eu achei engraçada, mas que confesso que foi muito bem pensada. Eles foram até o portão, tiraram a placa com as regras da raia, e esperaram os quatro passarem e carregaram a placa na frente deles por uns 100m, até que o pessoal saiu da raia 1 e 2 e foram para a 4 e 5. Ao fazer isso praticamente metade da pista aplaudiu o povo, num gesto tanto irônico quanto de parabenização.
    Agora tenho certeza que esses quatro nunca mais irão caminhar pela raia 1 e 2...

    Mas nesse mesmo dia, eu perdi 2 segundos em um tiro de 800m ao ter que desviar de três mulheres que caminhavam na raia rápida. Mas não falei nada, apenas saí da raia 1 e fui para a 3, pois era o meu 8º e último tiro, e não queria que nada estragasse aquele treino, que havia sido muito bom para mim.

    Um abraço a todos!
    Bruno Thomaz



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    Correndo na Chuva © Desde 21 de setembro de 2008. Por Bruno Thomaz. TNB

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