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Quinze anos de um adeus.

Há exatos quinze anos atrás, em um domingo, eu cumpria o meu ritual dominical de acordar cedo, ligar a televisão na Globo e assistir a mais uma corrida de F-1. Ritual esse que eu já fazia desde 1989.

Sim, com cinco anos de idade eu já gostava de assistir as corridas de fórmula um. E naquele domingo de 1994, não era diferente. Estava eu em São Jerônimo, na casa de minha tia, todo mundo ainda estava dormindo, eu levantei, fiz um achocolatado para mim, e me sentei em frente a televisão. Mas aquele dia não terminou como eu esperava que terminasse. Naquele dia eu perdi o meu primeiro ídolo. O ídolo-mor de minha vida. Até hoje, quando lembro daquele dia, lágrimas me enchem os olhos e eu não consigo falar mais sobre isso.

Há quinze anos atrás eu perdia aquele que fazia as minhas manhãs de domingo serem mais alegres. Aquele que na chuva ou no asfalto seco fazia a diferença. Aquele que dirigia uma Lotus, mais tarde uma Mclaren, e finalmente a fatídica Williaws. Aquele que protagonizou os maiores duelos já vistos na Fórmula um. Ora com Alain Prost, ora com o leão Nigel Mansell ou por pouco tempo, com Michael Schumacher. Aquele capaz de ganhar um grande prêmio do Brasil mesmo com problema no câmbio e mal ter forças nos braços para erguer o troféu. Aquele que contrariou todos os críticos e fez quatro ultrapassagens em uma mesma volta em um circuito que diziam ser ruim por não ter pontos de ultrapassagem. Aquele que um dia no meio de uma corrida parou o carro e desceu para ajudar um companheiro que havia se acidentado. Aquele que foi tricampeão mundial de fórmula um, em um período de quatro anos (1988, 1990 e 1991). Aquele que era (ainda é) o Rei de Mônaco, com seis vitórias. Aquele que a curva Tamburello levou.

Aquele que estará para sempre no coração de cada brasileiro que presenciou pelo menos uma corrida sua. Aquele que estará para sempre no meu coração, no meu respeito e nas minhas lembranças.

"Quanto mais eu me esforço, mais eu me encontro. Eu estou sempre olhando um passo à frente, um diferente mundo para entrar, lugares onde eu nunca estive antes. É muito solitário pilotar num GP, mas muito cativante. Eu senti novas sensações e eu quero mais. Essa é a minha excitação, minha motivação."

Ayrton Senna da Silva








Seja onde quer que você esteja Ayrton, eu ainda estou torcendo por você.
Primeiro de maio. 15 anos depois.
Bruno Thomaz
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O longão do domingo de carnaval

Ontem era dia de treino longo. Aproveitei que minha mãe iria até a praia e fui correr por lá. Mas por questão de horários desencontrados, combinei com ela de que iria sair da praia de Atlântida e iria correndo até a praia de Imbé, e na hora eu nem imaginava qual seria a distância desse treino. Iria ter um noção quando chegasse no destino.

Com o dinheiro para comprar águas e uma máquina digital nos bolsos, lá fui eu. Parti pela beira da praia, na altura da Rua Atlântida, em um ritmo leve, algo como 6'30" por quilômetro. Frequência cardíaca em torno de 167 bpm.


Foto antes de começar o treino.

Com 40', resolvi passar em um dos quiosques e pegar uma garrafa d'água. Aproveitei e pedi para que a pessoa que me atendeu que molhasse minha camiseta na torneira de água. Foi muito refrescante! Continuei firme, no mesmo ritmo e só fui pegar água novamente quando o relógio estava marcando 1:15:00 de corrida. A essa altura eu já estava começando a pensar que talvez eu não conseguisse chegar até Imbé. Se isso acontecesse eu iria para um telefone público e pediria para minha mãe me buscar aonde eu estivesse.

Foto com aproximadamente 1h20min de treino.

Mas não foi necessário chamar o "reforço maternal". Cheguei a sentir uma cãibra no braço (sim, acho que estava com o braço direito muito tenso, dei uma relaxada e ele voltou ao "normal") , mas aguentei tranquilo o calor, sempre me hidratando e refrescando meu corpo jogando água nele. Já no fim, estava sentindo um leve desconforto no joelho esquerdo, mas volta e meia cessava. Com 02:10:00 aproveitei para tomar uma água, dar uma caminhada e tirei foto e gravei um vídeo que vocês podem ver logo abaixo. Nessa hora faltavam pouco mais de 2k para chegar (no vídeo eu falei que achava que faltava 1k, mas me enganei feio). Após terminar de gravar o vídeo, coloquei a máquina no bolso, e voltei a correr, até chegar na entrada da praia de Imbé, no Quiosque do Gil, com 02:26:40.

Depois, já em Porto Alegre, fui para o MapMyRun e fiz as medidas e descobri que corri uma distância de 21,4k. Ou seja, mais do que uma meia maratona. Foi um baita treino, e de quebra bati dois recordes pessoais ao mesmo tempo: o de maior distância, que até então eram 18k, e o de maior tempo correndo, que até então eram de 2h.

Foto com 2h10min de treino.

Dados do treino:
- Data: 22/02/09
- Local: Praia, entre Atlântida e Imbé.
- Distância: 21,4k segundo o site MapMyRun.
- Tempo total: 02:26:40
- Pace: 06'51" por quilômetro.
- Temperatura: 33ºC, e muito sol.



video

Mapa do MapMyRun.
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Sou "padrinho"!!

Hoje, quando abri o quadro de mensagens enviadas ao blog pelo formulário de contato (no menu superior), recebi a seguinte mensagem:
"Bruno,

Acabei de inaugurar meu blog dedicado exclusivamente a corrida de rua, também uma de minhas paixões, além é claro, da viagens. O teu blog me inspirou. Você passou a ser o padrinho de meu novo blog. Ele está ainda no inicio, mas aos poucos vou incrementando. Já que você passou a ser o "dindo" do blog, te convido a passar lá, deixar o teu recado e inaugurar o espaço dos seguidores.
Obrigado Bruno por nos inspirar.
Abração.
Álvaro e Adelaide
A propósito: o endereço do blog é: http://aearunning.blogspot.com"
Confesso que fiquei muito emocionado, muito mesmo. Na hora não tive palavras para descrever a sensação boa que estava sentido. Ao visitar o blog, no primeiro post, uma foto do casal de blogueiros, e as seguintes palavras:
Acabamos de inaugurar no dia de hoje o blog A & A Runnig, com o objetivo de compartilharmos nossas corridas, nossos treinos, temas relacionados ao esporte, especialmente a corrida de rua e a saúde. Descobri uma enormidade de corredores blogueiros com blogs de altíssima qualidade, cujos links estarei também relacionando (a seção já está aberta). Exemplo destes blogs é o Correndo na chuva editado pelo Bruno Thomaz, que pela sua qualidade e texto me inspirou a também a criar este espaço, o que lhe conferiu o título de padrinho do A & A Running. Espero que este blog seja útil para quem já é corredor e mais do que isto, inspire aqueles que queiram entrar neste mundo maravilhoso da corrida. Bom pace a todos.
Depois de algum tempo pensando, o máximo que consegui foi agradecer aos dois pela honra e felicidade que me proporcionaram. É muito gratificante para mim, saber que de alguma forma estou incentivando as pessoas. Esse é o segundo blog de que sou "padrinho". Além do A&A Running tem o Correr para a vida da Pati Gomes.

É muito gratificante quando se é reconhecido pelo seu trabalho. E é muito bom receber esse tipo de homenagem espontânea.

Pena que fui ler a mensagem do Álvaro somente depois que já havia gravado o Podcast, senão com certeza teria comentado algo sobre isso no áudio. Bem, fica para o próximo!

Mais uma vez:
Álvaro e Adelaide, muito obrigado por me proporcionarem esse momento de alegria!

Um grande abraço, e não esqueçam de baixar e ouvir o podcast, no post anterior a esse!
Bruno Thomaz, o padrinho!
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Qual é o seu lema?

Passeando mais uma vez pelas comunidades de corridas do Orkut (já deu para perceber que é de lá que costumo tirar a maior parte da inspiração para meus posts né?), encontrei um tópico sobre o lema de cada corredor. Foi na comunidade Viciados em Corrida e o tópico é o "Qual é o seu lema?" que foi criado pelo Rodrigo.

Lendo os lemas e frases de inspiração dos usuários da comunidade, achei algumas frases muito interessantes e de pronto tive a idéia de compartilhar alguma dessas frases com vocês, meus queridos leitores!

O próprio autor do post contribuiu com algumas frases:
"Até a última gota de sangue",
"Desistir nunca, render-se jamais"
e
"Cair faz parte, levantar também".
Alguns citaram a famosa frase do ciclista Lance Armstrong:
"A dor é passageira, desistir dura para sempre".
O Keith citou uma frase que ele diz pertencer ao Vicent Norman Peale:
"O perdedor nunca tenta, o fracassado nunca termina e o vencedor nunca desiste".
Seguindo pelas páginas do tópico encontramos uma frase do Tadeu Gollner, que segundo ele, pertence a ele mesmo:
"Prefiro chorar as lágrimas de um derrotado do que ter a vergonha de nunca ter lutado".
O Neyton escreveu uma frase que eu adorei, pois se encaixa perfeitamente para o autor desse humilde blog:
"Amanhã, se não chover, eu vou correr, mas se chover, eu vou correr."
Muita gente comentando uma frase famosa que é a
"Se fosse fácil não seria para nós"
e também a conhecida
"No pain, no gain"
que traduzindo ao pé-da-letra seria algo como
"Sem dor, sem ganhos".
O Luiz Marcelo, amigo do Blog Correndo & Escrevendo traz a frase
"Ando devagar porque já tive pressa e trago esse sorriso, porque já chorei demais"
E teve gente que não citou algum lema, mas nos contou o quê costuma pensar para ajudar naquele momento difícil do treino ou da prova. Pensar nas coisas boas após a chegada, ou que o sofrimento terá valido a pena são algumas das táticas utilizadas pelos integrantes da comunidade. Teve algumas pessoas que citaram até as gordurinhas (a perda delas é claro) como forma de incentivo.

Eu particularmente não tenho um lema definido, quando estou naquele momento difícil do treino ou da prova costumo pensar em diversas coisas que possam me incentivar a continuar na "luta". Muitas vezes começo a pensar no quanto falta, mas utilizando valores com uma visão otimista, como por exemplo "faltam só 1/3 da corrida" ou então "60% do percurso já foi, agora resta só 40%". Muitas vezes também divido o percurso em pequenas partes e defino como próximo objetivo chegar até aquela árvore lá na frente, daí depois que cheguei na árvore miro mais alguma coisa no horizonte e digo que tenho que chegar só até aquele objeto, e assim vou fazendo a corrida...

E você? Qual seu lema? Qual seu incentivo? Gostou de algum dos citados? Quer sugerir alguma frase para os amigos da comunidade? Comente!

Um grande abraço e keep running
Bruno Thomaz
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No futuro...

Numa noite dessas, de lua cheia, sentei na janela e comecei a refletir sobre o meu futuro. Daí imaginei como estaria minha vida daqui a sete anos, em 2016. A imaginação correndo solta, pensando em várias coisas, até que tive a idéia maluca de 'me escrever' uma mensagem, vinda diretamente do dia 21/09/16.
A carta seria mais ou menos assim:

Olá Bruno do presente.
Hoje é dia 21 de setembro do ano de 2016, e o Correndo na Chuva está completando oito anos de existência. E que existência! Nesses oitos aniversários tivemos muita história para contar! Lembro até hoje do dia que escrevemos sobre a nossa primeira São Silvestre, em 2008. Depois desse dia, corremos a São Silvestre mais 7 vezes e em todas a emoção foi tanta quanto na primeira vez. Você não deve lembrar, pois ainda não aconteceu quando você estiver lendo essa carta, mas no meio de 2009 corremos a nossa primeira meia maratona e foi sensacional! Ah, e nosso blog teve recorde de acessos quando escrevemos sobre a nossa participação na Maratona de New York em 2011, foram cerca de 2000 mil acessos em um dia!

Ainda hoje, o único ser humano que completou as três ultramaratonas do BAD135 é o Marcio Villar, mas estamos perto de ser o segundo! Já completamos a BR135 e a Badwater, faltando só a Arrowhead, que iremos fazer no próximo mês de janeiro. Já corremos quatro vezes a Comrades e inclusive em uma delas chegamos em primeiro lugar (2014).

Ah você lembra que nós largamos a Farmácia? Ah não, quando você estiver lendo essa carta, ainda estaremos na Farmácia, mas você vai para a Educação Física no meio desse ano de 2009, e vai se formar em 2013, e vai trabalhar junto com o Eduardo, o seu treinador. Aliás, hoje nós somos sócios do Eduardo em uma assessoria esportiva que atualmente tem cerca de 1200 alunos! Hoje, somos casados com uma mulher linda e ela está grávida do nosso segundo filho. Sim, nós temos uma filha, que se chama Annita, em homenagem a nossa avó! A Annita está com dois anos já!!

Nesses sete anos que se passaram, muita coisa aconteceu. O Brasil foi campeão mundial de futebol em 2010 e em 2014, sendo hoje heptacampeão. Nas Olimpíadas de Londres em 2012, o Brasil foi destaque no Atletismo. Mas o mais importante aconteceu dentro do próprio Brasil. O mundo "running" cresceu de uma forma impressionante, sendo que hoje, de cada dez habitantes, um pratica o esporte. E em Porto Alegre foram construídas diversas ciclovias e pistas de atletismo.

Acho que por enquanto é só isso que tenho para contar!
grande abraço para ti, Bruno do presente.
Ass: Bruno Thomaz, 21/09/2016.



Hehehe, sei que é uma viagem, mas sonhar não custa nada e ainda por cima às vezes faz bem!

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz, diretamente do tempo presente
15/02/09

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Indescritível

Sei que já usei o espaço desse cantinho para falar sobre esse assunto, mas como é um tema pertinente e que frequentemente alguém me questiona sobre o mesmo, resolvi escrever mais uma vez sobre ele:

O porquê de correr.

Como muitos devem saber (pois eu já disse diversas vezes por aqui), eu emagreci bastante depois que comecei a correr, não só na balança, mas também na aparência. E muitas vezes encontro na rua algum amigo ou amiga que já estava a um bom tempo sem ver, e quase sempre surge a frase "Nossa, como você emagreceu! O que tu andas fazendo?" e eu respondo com o maior orgulho "estou correndo".

Outras pessoas que já sabem que eu corro vem até a mim para questionar-me sobre o porquê de eu fazer tal atividade. A resposta poderia ser a tradicional: "corro porque gosto, porque me sinto bem, porque é saudável, porque emagrece, porque me sinto um vencedor, etc", mas prefiro ser econômico e apenas dizer "comece a correr e você vai entender".

Tentar explicar para uma pessoa a sensação que é correr é perda de tempo. Por mais que você tente descrever em palavras e gestos tudo o que sente, você não irá conseguir fazer a pessoa entender. A sensação, a emoção, o prazer, são indescritíveis.

Posso ficar durante linhas e linhas aqui descrevendo a sensação que tive quando cruzei a linha de chegada de uma corrida pela primeira vez. Posso descrever a emoção que senti quando saí da Brigadeiro e entrei na Paulista, na São Silvestre. Posso tentar te explicar porque lacrimejei quando consegui chegar ao fim de um treino que parecia impossível que eu conseguisse completar. Não vai adiantar. Você não vai me entender. O máximo que você pode fazer é tentar experimentar na prática e fazer o mesmo que eu. Mas ainda assim vai ser diferente, pois tudo que eu passei até aquele momento emocionante vai ser diferente do que você passou na sua vida.
Aqueles momentos foram os meus momentos. Você pode ter os teus, eu deixo, mas não serão iguais aos meus. Podem ser melhores, ser piores, mas não serão iguais aos meus.

O meu amigo Marcio Villar, o primeiro ultramaratonista do mundo a completar as três provas da BAD135 World Cup (uma no gelo, outra no deserto e outra nas montanhas, todas de 217k), foi entrevistado no Esporte Espetacular de 21/12/08. Ele tentou descrever a emoção dele ao cruzar a linha de chegada na Jungle Marathon (ultramaratona na Floresta Amazônica) e não conseguiu. Ele até disse algumas palavras, mas mais se enrolou do que falou, e no fim não conseguiu traduzir aquela sensação em palavras.

Muitos de vocês devem sofrer do mesmo "problema". Por mais que qualifiquem aquela emoção, nunca ficarão satisfeitos. Sempre estará faltando alguma coisa para deixar essa definição completa.

Desafio qualquer um aqui a tentar descrever a sensação de completar a primeira prova e se sentir satisfeito com a descrição. Aposto um selo com vocês! (falei em selo, já tô até vendo o Jorge enlouquecido tentando escrever a emoção dele hehehe... O amigo Jorge é viciado em selos).

Um abraço a todos!
Bruno Thomaz
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Marcio Villar, O CARA.

Arrowhead, Badwater e BR135. Uma é no gelo, outra no deserto e outra nas montanhas. Em comum? A distância. 135 milhas, ou 217 quilômetros.

As três ultramaratonas formam a BAD135 World Cup. E apenas UM mortal (mortal??) conseguiu completar as três. Ele é brasileiro, carioca e se chama Marcio Villar.

Marcio também foi o primeiro brasileiro a completar a Arrowhead.

Na quarta-feira à noite chegou a notícia. Marcio conseguiu completar a Arrowhead, no Alaska. Ele que no ano passado teve que desistir com sérias chances de ter os pés amputados por congelamento, dessa vez se preparou melhor e com material mais adequado, e completou os 217 gelados quilômetros.

"Amigos, terminou. Não sei como, mas consegui: foi o maior desafio da minha vida.

Uma nevasca na noite anterior à prova tornou tudo mil vezes mais difícil. Foi algo desumano: 58 horas enfrentando temperaturas de até 38 negativos, com a neve muito fofa e subindo varios morros puxando o trenó.

Nunca sofri tanto na minha vida. No quilometro 82, torci o joelho em um buraco, tornando tudo mais difícil. As madrugadas eram de doer: corria com quatro casacos, três calças, três meias e três luvas.

Os últimos 40 quilômetros foram intermináveis, pois, além do joelho direito torcido, estava com assaduras que já tinham virado feridas, devido às muitas roupas, e com os dois calcanhares cheios de cortes, devido ao congelamento.

Fechei com 58 horas em sexto lugar, me tornando o único atleta do mundo a completar todas as provas da Copa."







Agora, fico imaginando... eu, na quinta-feira, não consegui completar meu treino de 1h por causa de dores no tendão esquerdo. E ele, com todas as dores, feridas, cortes, temperaturas, etc, completou 217k. Sei que o que ele fez é sobreumano. Marcio Villar, O cara. O verdadeiro "the ultramarathon man".
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Projeto Conte sua história [2]

Hoje quem conta a sua história no Correndo na Chuva é o amigo Luiz Sebastião, lá da cidade de Olinda-PE.

Ele nos conta sobre a sua primeira participação na tradicional corrida de São Silvestre e o texto está muito bom, apesar de um pouco extenso, mas vale muito a pena dar uma lida e depois comentar o que achou!


UMA CRIANÇA NA CORRIDA DE SÃO SILVESTRE - Luiz Sebastião Jr.

Em alguns momentos de nossas vidas é preciso ouvir a criança que vive dentro da gente, é preciso deixá-la sair, é preciso render-se às suas vontades.

Lembro como se fosse hoje dos finais de ano de minha infância, dos dias 31 de dezembro, da expectativa pelo ano novo que chegava, das mudanças que ocorriam naquela época do ano e de como, naquele dia específico, ficava vidrado na TV assistindo a um evento que à primeira vista não parecia ter nada a ver com os últimos momentos que antecediam às festas de reveillon: milhares de pessoas, pouquíssimas famosas, uma multidão de anônimos, correndo, algumas com faixas e fantasias, pelas ruas de São Paulo, na famosa Corrida de São Silvestre. Lembro de ficar dando voltas no jardim de casa me sentindo o próprio Rolando Vera, atleta equatoriano, campeão quatro vezes consecutivas naquela época. Recordo de dizer, para mim e para todos, que um dia iria correr a São Silvestre. Obviamente riam de mim e certamente pensavam algo como: “criança tem cada idéia!”

Alguns dizem que a gente cresce e acaba perdendo a ingenuidade, a pureza e a alegria da criança que um dia fomos. Não acredito nisso, apenas acabamos por esconder da sociedade o que de melhor temos, por medo de sermos ridicularizados. Adão e Eva foram crianças que ao crescer perceberam-se como realmente eram, e ficaram com vergonha de assim serem. Sentiram-se ridículos e passaram a usar as folhas de parreira da ignorância e da arrogância, encondendo a beleza de admitirem-se, como diz o grande Gonzaguinha, eternos aprendizes. A vontade de ser pequenos deuses nos faz esquecer de ser quem somos, belos, ingênuos, puros, felizes, aprendizes eternos. Passamos a nos preocupar com o pecado original ao ponto de esquecermos que originalmente somos mesmo inocentes, que antes do pecado há a inocência original.

Mas como disse no começo, um dia essas coisas voltam à tona, seja por mudança gradual ou, como é mais comum, por mudanças abruptas que nos fazem repensar nossos destinos, e mesmo que este “repensar” não altere completamente nossos caminhos, ao menos nos fazem trilhar, durante algum tempo, por trajetos pouco comuns. No meu caso um desses trajetos foi de exatos 15km, os 15.000 metros que separam a largada da chegada na Corrida Internacional de São Silvestre.

Setembro de 2007, um revés profissional precipitou-se em meu caminho. Nessas horas olha-se para o presente, para o futuro e bastante para o passado. Nesse momento, cruzo com o Luiz criança, correndo em torno de um “pé de flor” imaginando que os poucos metros daquela circunferência eram semelhantes ao asfalto paulistano. E num gesto de impulso lá estava eu, na internet, fazendo minha inscrição, comprando passagens aéreas, reservando hotel, correndo na beira-mar de Olinda, no começo mal agüentando 1km, mas persistindo dia após dia.

Mas não era apenas correr a São Silvestre que eu queria, meu objetivo era também retornar ainda em 2007 para casa. Queria “passar o ano” com minha família. No papel o plano estava bem delineado: corrida, corrida para o hotel, corrida do hotel para o aeroporto (Guarulhos), vôo saindo às 21h. Duração prevista: 3 horas e 20 minutos. Fazendo as contas não daria tempo, mas bendito horário de verão que o Nordeste não segue, de modo que se ganha uma hora voando-se contra o fuso. Previsão de chegada: 40 minutos antes de 2008 começar a explodir em fogos de artifício. Família meio contrariada com o rompante de alguém que sempre foi muito certinho. Por dentro, orgulhosa; por fora preocupada. Tempos de problemas aéreos, atrasos em aeroportos, probabilidade alta de entrar em 2008 sentado no chão frio de um aeroporto. Mas o processo já havia sido iniciado e havia outra dificuldade: não conhecia São Paulo! Bendito seja o Google Maps e o Motorola A1200. Nada como a tecnologia!

Entre passeios e descansos (repouso é importante) chega o grande momento. A Av. Paulista parecia com o carnaval da minha Olinda, sem as ladeiras (descobriria eu mais tarde que uma ladeira em especial me esperava em poucas horas). Gente fantasiada, sorrindo, tirando fotos, enfim, uma festa onde éramos ao mesmo tempo convidados e homenageados. Eu estava em uma competição esportiva, oficial, profissional, sem a mínima chance de fazer um tempo menor que 2h, mas o povo estava lá para torcer por nós. Onde isso acontece? Já imaginaram um Fla x Flu, um Corinthians x Palmeiras, um Náutico X Sport (só pra lembrar da minha terra) e ao final do jogo o público esperar para ver uns peladeiros jogarem? Pois bem, os quenianos já haviam ganho a corrida a mais de uma hora, mas muita gente continuava ali, principalmente na tal ladeira, na inacreditável subida da Brigadeiro Luís Antônio, dando força para que não desistíssemos. Só a São Silvestre permite isso, esquecer de tempo e de posição, e pensar apenas em cruzar a linha de chegada.

Mas eu pulei o início e fui quase para o fim. Voltemos... vai se aproximando a hora da largada e a ampla Av. Paulista parece encolher, até o ponto em que você percebe que não há mais como sair de onde está. A ansiedade vai para as alturas, o narrador ao longe anuncia a largada, bolas de gás são lançadas no céu, o barulho dos fogos de artifício ressoam pelo ar, todos batem palmas e... e... e... e continuamos ali parados. É nesse instante que eu percebo que antes da Corrida de São Silvestre, existe a “Parada de São Silvestre”, de onde eu estava ficamos cerca de seis minutos parados. Aos poucos começamos a nos arrastar bem lentamente: a “Arrastada de São Silvestre”. Mais alguns minutos e conseguimos enfim... caminhar (“Caminhada de São Silvestre”). Após doze longos minutos eis que me deparo com a placa de... LARGADA.

O começo é uma maravilha, todos sorrindo, aplausos, o Shrek e um dos Transformers correndo ao meu lado, descida da Consolação, as pessoas se confraternizando, pouco se importando com o tempo, brincando com o semáforo que acabara de ficar vermelho dizendo que devíamos parar. Contudo, o melhor foi ver os corredores cantando uma música bem conhecida ao dobrar uma certa esquina: “alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga e a Av. São João”. Tem coisas que a Globo não mostra!

Calor escaldante! A metereologia informou que o dia anterior havia sido o dia mais quente de 2007 na capital paulista e o dia seguinte não devia estar perdendo por muito. Água? Só no km 4, um absurdo, e ainda mais quente. Até isso virou piada no orkut, pois alguém muito espirituoso justificou que a água quente devia ser para honrar o pacote de café que veio no kit do corredor, brinde de um dos patrocinadores. Bem, mas isso é um detalhe...

Km 5, Elevado Costa e Silva, primeiro trecho em aclive, os efeitos da empolgação passando e de repente a gente se vê perguntando a si próprio o que se está fazendo ali. Um dos voluntários, não sei se querendo estimular ou fazer gozação diz: “ah, se continuar assim não completa os 15km". Provavelmente o comentário era para que corréssemos mais rápido, mas aí me lembro da fábula do Ésopo, da lebre e da tartaruga, que deve-se ir devagar se vai-se ao longe. Diminuí o ritmo, eu estava só em São Paulo e lembrei-me que até a virada de 2007 para 2008 eu teria que enfrentar outras corridas. Portanto, não podia exagerar!

Km 8 e um dos momentos mais cruciais segundo meu planejamento. Se fosse desistir deveria ser ali, pois passando daquele ponto, voltar demoraria mais do que completar a corrida. Pensei: “só em estar aqui já é muito!, vou voltar para o hotel e começar meu regresso com mais tempo de sobra”. Aí a criança voltou a incomodar, a querer sair de dentro e com ela saiu também uma força estranha, talvez a mesma força que o Caetano disse que fazia o Roberto Carlos cantar. Resolvi continuar...

Tudo ia bem, até o ritmo melhorara, faltavam apenas 2km, só que, se no meio do caminho do Drummond havia uma pedra, no meio do meu caminho havia a já comentada “subida da Brigadeiro”. Contornar a esquina que me levava novamente à Paulista e ver uma placa escrita CHEGADA, parecia um sonho. Mas quando o sonho se mostrou bem real, o cansaço sumiu, a prudência se escondeu e se um dia eu conseguir correr os 15km naquele ritmo que corri os últimos 200m, é melhor que os quenianos se cuidem...

Brincadeiras à parte, cruzar a linha de chegada junto com o Luiz criança que agradecia pelo Luiz adulto ter tornado aquele sonho real, foi uma das melhores experiências da minha vida. Para encurtar a história, o plano de estar junto à família à meia-noite, a despeito de todo o caos aéreo fartamente noticiado naqueles dias, também se tornou realidade.

Às margens da praia de Boa Viagem, vendo o show pirotécnico ali apresentado, a medalha de participação na corrida era mais do que uma medalha, era a comprovação de que aqueles momentos foram reais, que embora nada pudesse garantir que 2008 fosse ser realmente um feliz ano novo, ao menos aquele dia seria novo sempre que eu fizesse sua memória, até porque etimologicamente fazer memória não é apenas recordar o fato, mas sim vivenciá-lo novamente em cada recordação, é acabar com o paradigma do tempo – passado, presente, futuro – é criar um rito, que na definição da raposa do livro do pequeno príncipe, é fazer com que um dia seja diferente dos outros dias, uma hora seja diferente das outras horas.


Esse é o relato do Luiz. Você também pode ver o seu relato publicado aqui no Correndo na Chuva! Para isso, basta escrever o seu texto e enviar para contato@correndonachuva.net. Mas não esqueça! O texto tem que ser original e narrar sua história com a corrida, como começou, onde, quando, como foi a primeira prova, e por aí vai. Não perca tempo, envie a sua história de amor com a corrida!

Um abraço para todos
Bruno Thomaz
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Projeto Conte sua história

Hoje, a partir desse post, estou colocando em prática uma idéia que há tempos estou desenvolvendo. Até criei um projeto de nome "Conte sua história no Correndo na Chuva", e consiste de corredores amadores (como eu) escreverem a história da sua vida com a corrida. Porque começou a correr, quando, aonde, a primeira vez que correu uma prova, etc. Assim como eu já contei diversas vezes sobre a emoção que senti ao completar minha primeira prova, achei que muitas outras pessoas iriam querer ter o gostinho de usar o meu humilde espaço na blogosfera para contarem a sua história também.

Quem quiser participar, sinta-se a vontade para escrever seu texto (podendo ser ilustrado), enviando para o e-mail do blog, o contato@correndonachuva.net.

Acredito que desta forma, podemos incentivar muitas pessoas a começarem a correr. Pessoas que já sentem um pouco de vontade, só faltando mesmo o incentivo. Espero que essa idéia prospere e tenha vida longa.

Para dar a primeira passada então, um belo texto da minha amiga Regianne Casseb, de Montes Claros, MG.



CORRENDO NA CHUVA - Regianne Casseb

“- Correndo na chuva?
- Sim, e o dono do blog vai publicar.
- Por que este nome para um blog?
- Sinceramente? Nunca parei para pensar nisso. Mas faz muito sentido...”

Quando eu era criança, sempre gostei de andar na chuva...da sensação de liberdade que isso me dava.

Na virada do ano 2005 para 2006, a agenda nova tinha um campo para ser preenchido, na verdade uma página inteira. Ali eu escrevi só uma palavra: CORRER!

Sim, em 2006 eu queria correr. Mas como assim, correr? Praticante de musculação desde 1992, com intervalo somente numa das gestações, me sentia pesada, sem resistência aeróbica. As caminhadas eventuais não me estimulavam...Queria correr!

Curiosamente, tinha um bloqueio emocional...uma vergonha de correr na rua, onde todos me veriam, sei lá, desengonçada? Por isso, a decisão, assim...objetiva, pensada!

Quando dei meu primeiro trote, e ‘morri’ em dois minutos, achei que nunca conseguiria. Mas fui atrás de informação, perseverei e daí a alguns meses trotava 30 minutos seguidos. Contratei uma personal, que montou um programa detalhado e me acompanhava uma vez por semana. Funcionou. Consegui evoluir e passei a me considerar uma corredora de rua.

O corpo melhorou, a disposição...Nossa!!! Pequenos detalhes valiosos. Incorporei definitivamente a corrida à minha rotina de atividades físicas. Com uma vantagem, levo para onde for.

Na verdade não tinha e não tenho grandes ambições na corrida. Aos poucos fui vendo que para mim é melhor assim mesmo. É suficiente preservar somente o prazer, sem os ‘ferimentos de guerra’ das longas distâncias. Quero mesmo é sentir o sol e o vento no rosto, me abstraindo de todo o movimento das ruas, levar minha prática para qualquer lugar, conhecendo novos trajetos, parques, cidades, pessoas. Isso me basta!

Voltando ao nome do blog, para quem corre na rua, como eu, a chuva pode ser vista como um obstáculo. Acho que ‘Correndo na Chuva’ na verdade retrata a gana que temos de colocar o tênis e sair correndo, faça sol ou faça chuva. Ou seja, é aquele contrato celebrado pelo corredor consigo mesmo...

Nosso ‘compromisso’ com a corrida é sacramentado a ponto de nos fazer declinar do convite feito pelo sofá e pela TV, quando começa aquela chuvinha gostosa pingando na janela.

Melhor ainda, é quando ela – a chuva - nos pega no meio do treino, cansados, suados, mas já endorfinados. Os primeiros pingos nos refrescam, os seguintes nos ensopam, e, continuando a chuva, outros nos atrapalham a visão, encharcam as meias, mas lavam nossa alma...Então só penso em abrir os braços e fazer o vôo de Vanderlei Cordeiro de Lima. Tirem todos das ruas, parem os carros, pedestres, bicicletas. Estou correndo de olhos fechados. A rua é MINHA!!!

Faço agora a cena principal do meu filme, como Gene Kelly, em “Dançando na Chuva”, sou livre, feliz, tenho absoluto controle do meu corpo, tempo e espaço. Estou voando."
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O sofrimento e o prazer de correr

Há tempos que venho querendo falar sobre esse assunto, mas nunca conseguia escrever um texto que prestasse ou que eu achasse que vocês pudessem gostar, mas lendo uma reportagem que saiu na edição de janeiro da revista Runners World Brasil, me senti um pouco mais seguro para dissertar sobre tal assunto.

E que assunto é esse? Esse assunto é melhor apresentado na forma de uma pergunta, então aí vai: "Porque muitos corredores gostam de "sofrer" com as dores durante uma corrida ou um treino?"

Eu sou um que quanto mais sofrida, mais prazeirosa vai ser aquela corrida. E igual a mim conheço muitos outros. Então, porque a sensação "boa" quando estamos com dores? Pelo simples fato de sentirmos que estamos "no jogo"? Ou seria pelo fato de estarmos levando nosso corpo ao limite, provocando um êxtase?

Nosso cérebro emite a sensação de dores como um aviso de que estamos no limite, que é para diminuirmos um pouco o ritmo, mas muitas vezes acontece o contrário, o psicológico toma conta do nosso corpo, as dores somem, e continuamos a correr no mesmo ritmo (ou mais forte ainda).

Quando estamos em uma prova, e sabemos que falta pouco para a chegada, aí sim que as dores somem e ainda por cima parece que ganhamos uma energia extra (uma reserva de combustível que estava guardada só para esse momento) e damos um sprint digno de Usain Bolt. Mas com que forças???

A revista traz quatros "dicas" de como enganar a dor ou então como transformar essa dor em força psicológica para continuarmos "no jogo".

1) Acredite que pode suportar.
Ou seja, autoconfiança!!! COnfie em você mesmo, acredite que você vai chegar ao final custe o que custar, e isso será de um auxílio monstruoso durante o seu "sofrimento".

2) Tente relaxar.
Se você estiver com dores musculares, procure relaxar grupos musculares que você não está utilizando, como os da face por exemplo.

3) Corte o negativismo.
É isso aí!! OTIMISMO FOREVER!! Se tiver sentindo dores musculares nas pernas, não pense "Tô fudido, já era" e sim "Isso aí, tô no páreo, estou a todo vapor".

4) Divida e conquiste.
Se você está correndo uma distância longa, não fique se preocupando com a chegada da prova que se encontra a quilômetros de distância. Pense que seu objetivo primeiro é chegar até o fim daquela reta. Ao chegar no fim da reta, mentalize como objetivo chegar até o outro lado daquela avenida, e por aí vai. Divida o percurso em "pontos" e mentalize como objetivo sempre o próximo ponto. Isso faz a prova parecer menos cansativa, menos dolorida e mais satisfatória, pois a todo instante você terá um motivo para "comemorar".

Mas o essencial mesmo é não temer e saber aceitar o sofrimento. Diz uma ultramaratonista que "a pessoa que sabe que o sofrimento está vindo, que o espera e o aceita, se sai melhor de quem teme a sensação".

Eu, particularmente, me considero um corredor louco por causa disso. Eu espero o sofrimento quando estou correndo, e quando ele chega, através do cansaço, das dores, da sede, ou de qualquer outra sensação, eu sinto que estou vivo. É nesse momento que eu sinto a alegria de estar correndo. E acho que é esse sentimento, essa loucura, que nos define. É essa a sensação que faz com que você seja uma pessoa diferente depois de ter completado uma distância inimaginável.

Já ouvi muitas pessoas falando que completar uma Maratona faz com que a gente mude ao ponto de separar nossa vida em a.M e d.M (antes da maratona e depois da maratona).

Quando perguntam porque eu corro, eu respondo que corro porque me sinto vivo.
Se me chamam de louco por correr, eu respondo que sou louco mesmo, mas sou feliz.

"Aqui tem um bando de louco. Loucos por ti, Corrida".

Um grande abraço
Bruno Thomaz, o louco.
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A primeira corrida...

Amigos leitores,
como estou um pouco impossibilitado de atualizar o blog com novos assuntos, visto que estou em outra cidade e sem muito tempo para me atualizar das notícias do esporte, resolvi republicar alguns posts, a exemplo do que fiz no fim de dezembro com os posts "Benefícios da Corrida" e "Esses não-corredores". O post que trago do fundo do baú hoje foi o primeiro post desse blog, sobre a primeira corrida desse cidadão que vos escreve.

Um abraço a todos!!

Há pouco mais de um ano, eu estava em frente a TV, acompanhando o Atletismo no Pan do Rio, quando na prova dos 3000m com obstáculos feminino, uma atleta baixinha, magrinha e bonita saiu correndo na frente de todo mundo, e ganhou a medalha de ouro e ainda bateu o recorde da prova. O nome dela era Sabine Heitling, e ela representava não o Brasil, e sim o Rio Grande do Sul.

Naquele dia, eu resolvi que UM DIA EU IRIA COMEÇAR A CORRER. Mas acabei ficando só na promessa, e não levei muito adiante essa idéia.

Daí quase um ano depois, eu vi uma mulher de 38 anos ganhar a Maratona das Olimpíadas de Pequim, o nome dela? Constantina Tomescu, da Romênia.

Daí dessa vez eu pensei: "Agora sim, eu vou começar a correr e não vou ficar só na promessa!", e realmente comecei.

Aos poucos, alternando caminhada e corrida, fui atingindo distâncias que antes pareciam inimagináveis à minha pessoa. Ficava todo faceiro quando saía do treino depois de correr 3km, 4km no outro dia, 5km mais além, até o dia que eu corri 7km.

No domingo 31 de agosto iria correr a minha primeira prova, a XII Corrida do Carteiro, prova de 10km, lá na Av. Edvaldo Pereira Paiva (Gasômetro - Beira-Rio). Planejei 50mil formas de conseguir completar os 10km, visto que nos treinos eu havia chegado somente a 7km.

Mas quando cheguei no local da prova, senti que as coisas seriam diferentes. Por 2 grandes e lindos motivos:

1º) Correr com aquela paisagem do teu lado é emocionante e empolgante!

2º) Sabine Heitling, aquela gauchinha, medalhista de ouro no Pan, estava ali, do meu lado.

Não hesitei, e cumprimentei ela, dando um abraço e dizendo a ela que ela era uma das razões de eu estar ali naquele momento, pronto pra correr meus primeiros 10km. O sorriso dela e as palavras de incentivo já valiam meu dia, mas faltava completar a prova pra ficar perfeito.

E foi dada a largada, eu fui no meu ritmo, bem tranquilo, e quando me dei conta, já estava no km 6 dando a volta! Faltavam 4km, e eu estava ali, inteiro, e com muita vontade de terminar os km restante.

Cara, a sensação que eu tive, ao me aproximar do km 9 foi muito boa, mas tão boa, que até me deu um gás extra pra aumentar o ritmo e completar a prova em um ritmo mais forte do que o começo.

Quando percebi estava ali, há alguns metros da chegada, e passou todo um filme na minha cabeça, lembrando de vários momentos difíceis que eu passei até ali, momentos de sedentarismo no sofá da sala, de sentir inveja dos meus amigos que corriam muito mais do que eu nas peladas do futebol, de desânimo por ver aqueles quilinhos a mais no meu corpo e não ter força de vontade de fazer um exercício que prestasse, etc... Mas agora nada mais importava.

A única coisa que importava era eu vencer aqueles metros que me separavam do meu objetivo. E passar pelo portal, com 1h03min25seg, foi algo indescrítivel. Ainda estou tentando achar palavras pra descrever o êxtase, o prazer, o alívio, enfim, a sensação de estar ali, vencendo uma prova pessoal. E mesmo não sendo uns dos primeiros, nem um dos últimos, eu me sentia como se fosse o campeão. O momento era meu, e eu era o vencedor! Logo depois retirei aquela que é talvez a medalha mais importante que eu já conquistei, mesmo sendo uma medalha de participação (ou de superação!). Mas foi A medalha.

Agora, é continuar evoluindo nos treinos, e partir para as próximas corridas!

(texto escrito no dia 31/08/2008 e publicado no dia 21/09/2008).

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Vanderlei Cordeiro de Lima

Ele se despediu das corridas profissionais pela porta da frente, como ele mesmo declarou ao completar a 84ª São Silvestre, depois de correr durante 52 minutos sendo aplaudido e ovacionado pelo público. Ele declarou que agora é um de nós, os verdadeiros apaixonados pela corrida, um corredor amador, e que estará lá na Av. Paulista no último dia de 2009, correndo junto com a massa, pelo simples prazer de correr e não por dinheiro ou por tempo.

Esse é Vanderlei Cordeiro de Lima, uma pessoa que tive a honra e o prazer de conhecer e trocar algumas poucas palavras, mas o suficiente para perceber o tipo de pessoa que ele é. Simpático e humilde, esse corredor que e o único atleta brasileiro a receber a Medalha Pierre de Coubertin, se mostrou sempre uma pessoa verdadeira, uma pessoa lutadora e acima de tudo, vencedora.


Ele, que tem em seu currículo dois títulos da Volta Internacional da Pampulha (1999 e 2002), vencedor da Maratona de Tóquio em 1998, duas medalhas de ouro nas maratonas dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo e Winnipeg, e a mais importante medalha: o Bronze da Maratona de Atenas em 2004, bronze esse que só não é ouro por causa de um padre fdp (me perdoem a expressão).

Aos 39 anos, Vanderlei se despediu. Se despediu em uma São Silvestre, prova que nunca venceu, mas que participa desde 1989.

Esses dias recebi através do e-mail do blog (contato@correndonachuva.net) um vídeo antigo, de 1987, mostrando uma corrida de rua humilde, daquelas que são as responsáveis pelo o que hoje é o esporte de corrida de rua amador. Uma corrida que provavelmente não tinha patrocínios, nem premiação em dinheiro. Uma simples corrida de rua, daquelas que realmente valorizam o espírito esportivo e o amor pelo esporte.

E o vídeo traz uma corrida realizada em Floraí, interior do Paraná, e mostra o nosso querido Vanderlei Cordeiro de Lima correndo e chegando em primeiro lugar. O vídeo é muito legal, só tendo dois poréns: a péssima edição (e legendas) e a horrível e infeliz escolha de música. (Não que a música seja ruim, mas ela é repetitiva demais).

Curtam o vídeo e vejam como era uma simples corrida de rua no ano de 1987:


Um grande abraço a todos
Bom fim de semana
Bruno Thomaz
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Ainda sobre a São Silvestre

No post anterior trouxe para vocês um acontecimento triste da nossa tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, mas resolvi compensar trazendo agora esse vídeo, que mostra um pouco o porquê dessa corrida ser tão emocionante ao ponto de existir uma frase conhecida que diz: "Todo corredor brasileiro que se preze um dia tem que correr a São Silvestre".




Abraços
Bruno Thomaz
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São Silvestre 2008 - A corrida.

Às 15h45min saímos do hotel e nos dirigimos até a Pamplona com a Paulista e ficamos ali pela esquina conversando, tirando fotos, olhando a multidão, tomando água, ou seja, matando tempo mesmo. Logo após saímos dali e nos dirigimos ao local aonde iriamos largar, próximo da placa de ritmo 8min/km (sim, largamos bem do fundo).

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Eu e a Caren pretendíamos fazer algo em torno de 5min/km, já o Edu, a Bia e o Zara pretendiam terminar a prova, independente do tempo, pois os três estão com algum problema. O Zara tá sentindo dores na parte posterior do joelho, e já estava há tres semanas sem treinar direito. A Bia tá com problema no calcanhar e vinha treinando sempre bem leve e o Edu sentiu também o calcanhar nas vésperas da corrida.

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Exatamente às 16h52min foi dada a largada. Nós continuamos parados. Nós e o resto da multidão. Andando próximo de nós estavam o Sulley e o Mike, os monstros do filme de animação Monsters INC. Demorou cerca de quase 20 minutos para chegarmos até o pórtico de largada. Pouco depois passamos pelo tapete de cronometragem e acionei meu cronômetro. A Caren venho no mesmo ritmo que eu, me acompanhando. Por termos largado bem atrás, as pessoas que estavam próximas de nós estavam em um ritmo mais lento, logo eu e a Caren tivemos que correr em zigue-zague, ultrapassando os corredores, mas isso não foi problema para nós.

Na Consolação passamos pelo Batman, e o povo ficava gritando "Vai lá, Batman!" ou então gritavam "Batman, cadê o Robin?" e ele respondia "Não veio, tá com dengue!".

Eu e a Caren continuamos tranquilos, passamos pelo km1 com 6'30", e achamos que estava bom, porque agora talvez conseguíssemos melhorar o ritmo de acordo com o "esvaziamento" do pelotão.

Me diverti bastante com os corredores fantasiados, mas não gostei da atitude de dois deles. Um fantasiado de boxeador que parava toda hora de correr para fazer um showzinho de socos no ar para o público e um outro que encontrei na Av. Rio Branco, caminhando fazendo embaixadinhas com uma bola e atrapalhando muita gente.

Também achei bem curioso a quantidade de pessoas que "quebram", caminhando, em diversos pontos das corridas. Pessoas que passavam a milhão por mim, e minutos depois estavam caminhando.

Eu e a Caren alternamos o posto de água, passando reto pelo primeiro, terceiro e último posto de água, pegando água somente em alguns. Em momento algum da prova pensei que talvez eu tivesse que diminuir o ritmo ou parar, pelo contrário, achei que poderia até ter forçado pouco mais.

Como detesto descidas, ao sairmos da Av Rio Branco disse para a Caren: "-Graças a Deus, agora só tem subida". Ela riu e achou que eu tivesse apenas brincando, mas logo ela percebeu que eu falava sério. Quando cruzamos o Largo Paissandu eu aumentei um pouco meu ritmo e me distanciei um pouco dela. No começo da Brigadeiro eu aumentei meu ritmo, chegando a fazer o km do 13 ao 14 em 4'40". Pouco antes do fim da subida diminui um pouco o ritmo para esperar a Caren, mas logo que ela chegou em mim ela disse: "Pode ir Bruno, se encontramos lá depois da chegada", e eu fui, aumentei novamente o ritmo na Brigadeiro, dei o sprint na Av. Paulista e cruzei a chegada com um tempo líquido de 1 hora, 24 minutos e 33 segundos. A Caren chegou 22 segundos após eu ter chegado. O meu pace acabou ficando em 5'37" por km.

Depois de entregar o chip, pegar a medalha e retornar para a Paulista, chegou o Zara, com um tempo aproximado de 1h46min. Doze minutos depois apareceram a Bia e o Edu, que fizeram em um tempo de 1h58min.

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A emoção de participar dessa prova é tanta que eu demorei para encontrar palavras para descrevê-la. E ainda não consegui. Só sei dizer que realizei um sonho. Que o fato de eu estar lá, correndo naquela multidão (que eu não enxergava aonde começava e nem aonde terminava), com o público ali, incentivando, jogando água de mangueira, gritando, aplaudindo todos os corredores, isso foi demais. Preço nenhum paga isso. Durante todo o percurso eu me emocionava. Quando estava na Brigadeiro e sabia que faltava pouco, eu fiquei pensando em milhares de coisas, de tudo que passei até chegar ali. Na Av. Paulista eu quase chorava de tanta emoção. Cruzei a linha de chegada com lágrimas nos olhos, pronto para a próxima São Silvestre.

Acabei não prestando muita atenção nos tais pontos turísticos da prova. Não vi o Cemitério da Consolação, não vi o Memorial da América Latina, não vi nem a Av Ipiranga nem a São João, quanto menos a famosa esquina entre as duas ruas. Não vi o Teatro Municipal. Acho que só vi mesmo foi a Faculdade de Direito da USP e o Viaduto do Chá. Quem sabe em 2009 eu vá de novo e preste mais atenção nesses detalhes.

Após a prova comecei a perguntar para as pessoas se sabiam quem havia ganhado a prova e ninguém, até da organização, não sabia me dizer. Fui descobrir que o vencedor era o James Kipsang só de noite, no Jornal Nacional. Mas fiquei mesmo feliz com o fato de a Marily dos Santos ter chegado em terceiro lugar. Dos atletas que eu conheci, ela foi a pessoa que eu mais gostei. Simpática, querida e humilde, conversou bastante comigo e com a Bia, e eu realmente estava torcendo por ela. Parabéns Marily!! Você merece menina!!

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São Silvestre 2008 - O 3º dia.

Primeiro de janeiro de 2009. Acordamos, tomamos café e voltamos ao quarto para arrumarmos as coisas e se preparar para deixarmos São Paulo. Após isso, quando descemos já com as malas, encontrei algumas pessoas lá embaixo, e entre elas estavam os dois vencedores da prova. O queniano James Kipsang e a etíope Yimer Wude. Obviamente que tirei diversas fotos com eles.

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Após as fotos, já estávamos prontos para partirmos.
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E às 18h eu já estava em Porto Alegre. Já pensando na próxima São Silvestre.

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São Silvestre 2008 - O 2º dia.

No dia 31, o dia da prova, acordei cedo para tomar o café no hotel, e foi muito bom tomar o café acompanhado dos meus colegas da equipe e rodeado dos atletas da elite. Tiramos fotos com alguns nesse momento.

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Abaixo, eu e a Bia com o queniano Kiprono Mutai, que acabou ficando em terceiro lugar na corrida.
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Acima, Claudir Rodrigues, campeão da Maratona de São Paulo e do Rio de Janeiro. E abaixo os atletas José Teles e Gládson Barbosa, junto com a Bia e a Caren.
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Após o café fomos dar uma caminhada pela Av. Paulista, para vermos como estava a movimentação da organização da prova. 
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Aproveitei também para tirar uma foto de uma faixa que achei um tanto curiosa pelo termo que estava escrito nela: "faichetária".
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Depois fomos almoçar e voltamos para o hotel para nos prepararmos psicologicamente para o grande momento: A corrida. 

Nesse post irei pular a parte da corrida, deixando esse momento para um post único após esse.

Após a corrida e voltarmos ao hotel, se preparamos para o Reveillón. Passamos a virada lá na cobertura do hotel, em uma festa que o hotel preparou. De lá dava para ver todos os fogos de artifício da Av. Paulista e o hotel também preparou um show pirotécnico. Foi lindo de ver. O Edu filmou os momentos, assim que eu receber o vídeo posto por aqui. Logo após a virada, havia um grupo de atletas africanos por ali, e fomos convidados a tirar fotos com eles. (Para ser sincero, só sei o nome de dois atletas desse grupo, que é o tanzaniano Marco Joseph (o bem da esquerda) e a Nancy Kipron que é a que está do meu lado). 
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São Silvestre 2008 - O 1º dia.

Vou iniciar o meu relato sobre a minha participação na São Silvestre pelo dia 30 de dezembro, às seis e meia da manhã. Nesse horário eu estava no aeroporto, pronto para embarcar no Vôo 2101 da Gol, com destino Congonhas e previsão de chegada às 08h36min. Junto comigo nesse vôo iria a Bia e o treinador Eduardo. Eu, Bia e Edu no aeroporto.

Chegamos em São Paulo um pouco antes do previsto, às 08h20min, e fomos direto para o Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro retirar os kits. Ao chegar lá e ver aquele monte de pessoas em volta do ginásio comecei a sentir as primeiras emoções.O clima de confraternização já dava seus primeiros sinais por ali mesmo. Um grupo de baianos apareceu tocando seus instrumentos de percussão e fazendo uma bonita festa lá no local. A Bia ainda aproveitou para fazer um teste de pisada que a Mizuno estava proporcionando no local.
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Logo após fomos à feira de vendedores ambulantes que se encontrava do lado de fora do Ginásio, e eu acabei comprando uma camiseta regata alusiva à 84ª São Silvestre e uma camiseta de mangas compridas vermelha.

Dali fomos a pé até o nosso hotel, já aproveitando para conhecer um pouco mais de São Paulo. 20 minutos de caminhada e já estávamos no Hotel Trianon Paulista, que fica na Alameda Casabranca 363. Fomos direto para os quartos, e combinamos de nos encontrarmos dali a pouco lá na recepção para darmos uma caminhada pela região e também para almoçarmos. Quando estamos saindo, encontramos o Franck Caldeira sentado na frente do hotel, e pedimos para tirar uma foto.


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Saímos, almoçamos, e quando voltamos, encontramos uma aglomeração da imprensa em frente ao hotel. Era o Vanderlei Cordeiro de Lima que estava por ali. Ficamos por ali esperando para tentarmos tirar uma foto. PC270254
Não só tiramos a foto como ainda fomos filmados e meu treinador, entrevistado. A reportagem foi exibida no Jornal da Globo, do dia 30/12. Você pode ler a reportagem clicando aqui, e o vídeo abaixo:

Logo após isso, matamos tempo durante a tarde, esperando chegar o resto do nosso pessoal, o Zara, a Caren, dona Gisa (mãe da Caren) e o Nickolas (filho do Zara e da Caren). Duranta a tarde ainda encontrei uma das maiores figuras do atletismo feminino atual do Brasil e que fiz questão de tirar fotos com ela. Marily dos Santos .


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Marily dos Santos, maratonista brasileira em Pequim.

Às 20h, havia uma janta com o pessoal da Comunidade da São Silvestre no orkut. A janta foi no Restaurante Viena, do Conjunto Nacional. Fomos eu, o Edu e a Bia, e ao chegarmos lá já se encontrava um pessoal. A cada instante chegava mais gente, e no fim totalizou 26 pessoas de 10 estados diferentes.
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Estavam presentes pessoas do RS, SC, PR, SP, RJ, MG, MT, CE, AL e MA. Um pequeno agradecimento à Catia, do RJ, que se esforçou para que essa janta saísse!! Foi muito boa essa janta, e o pessoal muito show de bola! (nas fotos: acima, Cátia; Magrão. Abaixo: Lediana; um lado da mesa). Janta comunidade1Janta comunidade4 Janta comunidade3Janta comunidade11

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Minha retrospectiva 2008

Já é tradição encontrarmos em sites e revistas de diversas áreas uma retrospectiva no fim do ano. Não vou fugir à regra e irei fazer aqui a retrospectiva 2008 da minha vida.

Reveillón 2007 -> 2008:

Foi um dos melhores reveillóns que já tive. E não foi nem pelo local ou pelas companhias, e sim pelo meu estado emocional. Pela confiança que eu tinha de que 2008 seria um ano bom. Estava me sentindo muito feliz naquele fim de 2007, e com muitas esperanças de que 2008 fosse dar continuidade àquela alegria que sentia no fim de 2007. Ledo engano.

Janeiro -> Julho:

Foram 7 meses que prefiro apagar para sempre da minha vida. Na realidade, janeiro e fevereiro até foram razoáveis, mas o que se seguiu após foram os piores meses da minha vida até então. Momentos em que eu realmente estava mal, no fundo do poço emocionalmente. Não sentia vontade de falar com ninguém, saía de casa apenas para ir as aulas e ao estágio, não tinha vontade alguma de fazer alguma coisa.

Agosto:

Não sei exatamente explicar qual o motivo, mas no fim de julho e início de agosto as coisas começaram a mudar. "O sol começou a nascer para mim novamente". E foi junto com esse momento, que um dia voltando da aula, com a minha linda colega Vânia, tive a idéia de começar a correr. Estávamos conversando sobre algum assunto qualquer, quando a conversa entrou no tema "exercícios físicos" e como moramos pertos um do outro, eu a convidei para começar a correr na pista do CETE (centro estadual de treinamento esportivo) que fica bem próximo das nossas casas. Ela aceitou, e começamos aos poucos, mas eu acabei ficando, e ela foi para a ginástica localizada. E foi nesse dia que o mundo da corrida ganhou um apaixonado.

Correndo sem orientação alguma, apenas calçando os tênis e indo para a pista. Pesquisando pela internet descobri que no dia 31 de agosto haveria uma corrida de 10k no Gasômetro e que a inscrição eram apenas 4kg de alimentos não-2869856699_8fb0b7d6d8perecíveis. 31-agostoResolvi que iria tentar. Peguei o regulamento e vi que o tempo limite para concluir a prova era de 1h50min. Fui para o CETE e corri por 1h e fiz 7km. Pensei comigo mesmo: "Tá, eu corro 7km em 1h, depois caminho um pouco, depois corro mais um pouco e eu consigo fechar a prova antes de 1h50min". Fiz milhares de planejamentos na minha cabeça, e estava bem ansioso e com medo de não conseguir. Mas no dia 31, estava eu lá, completando a prova com 1h03min25seg. Sem caminhar. Foi muito mais do que simplesmente perfeito.

Quando comecei a correr estava com 80,2kg e 16% de gordura corporal.

Setembro:

No dia 2 de setembro, fui para o CETE, e conversei com um carinha que ficava lá no fundo da pista, com uma infra-estrutura bacana e com um grupo de pessoas. medalha caixaEra o Eduardo Saraiva, e ele trabalha com uma assessoria esportiva. Naquela conversa nasceu duas ligações. 28setembroA de treinador - atleta e de amizade. Comecei a treinar sob orientação do Eduardo e aprendi muita coisa, assim como evolui também. Já de cabelo cortado, no fim de setembro participei da minha segunda prova, a Corrida da Caixa, e dessa vez me inscrevi nos 5k. Completei os 5k em 28'32", sob uma temperatura alta e um sol bem forte... carmemclaudiaNesse mesmo dia da Corrida da Caixa conheci pessoalmente a Carmem e a Claudia Chandelier, duas amigas com quem eu já conversava bastante pelo Orkut e pelo MSN. Elas correm pela Equipe PerCorrer Sogipa Widex. Foi em setembro também, mais especificamente no dia 21, que criei esse blog. Foi uma das melhores coisas que fiz desde que comecei a correr. Através do blog aprendi muita coisa, pois ao procurar informações para transmitir por aqui, eu também estava adquirindo conhecimento! Sem contar as amizades que fiz através do Blog. Sem dúvida nenhuma esse blog foi uma das minhas alegrias nesse ano de 2008.

Outubro:

No mês de outubro, dei seguimento aos treinamentos orientados pelo Eduardo. medalha servidorFiz meu teste ergoespirométrico e mais alguns outros exames e descobri que estava apto a correr 18outubro(ainda bem, mas mesmo se eu não tivesse apto, iria correr do mesmo jeito).

No dia 18 de outubro, ocorreu a 2ª Meia Maratona do Servidor Público, mas óbvio que eu não iria correr os 21,1km. Sendo assim participei de uma corrida participativa de 5k que aconteceu junto com a prova principal. E foi muito bom, mesmo... Apesar do sol, a temperatura estava agradável, graças ao início do horário de verão, que ocorria naquele dia. Completei os 5k em 25'02" (sim, 3'30" a menos do que a corrida da caixa, 21 dias antes dessa). brunorodrigotriNesse mesmo dia conheci pessoalmente dois outros amigos que até então só tinha tido contato através da internet. O Rodrigo (do Triblog) veio lá de Pelotas para correr os 21,1k. E o Guilherme Myra, que estava lesionado, apenas curtiu a movimentação e o clima da prova. Esse aí da foto ao lado é o Rodrigo. Acabei não tirando foto com o Guilherme e a filhinha dele, infelizmente.

O mês de outubro terminava com um saldo muito positivo, visto que os treinamentos estavam objetivando a participação da nossa equipe na 4º Maratona de Revezamento Paquetá que viria a ocorrer em novembro. Ah, e também foi em outubro que ficou confirmada a minha participação na 84ª Corrida Internacional de São Silvestre, em São Paulo.

Novembro:

Então chegou o mês mais aguardado do ano até então. Explica-se: Novembro é o meu mês. O mês do meu aniversário. O mês em que tudo é perfeito. E realmente, em 2008, meu novembro foi perfeito. Foram tantas coisas, que fico até com medo de esquecer algo aqui, mas vamos lá. Na edição de novembro da Contra-Relógio teve uma reportagem sobre os blogs de corridas e lá estava o meu blog, listado junto a outros blogs de peso!! Ah, e foi nesse mês também que o Marílson conquistou o bicampeonato da Maratona de New York!

DSC03596Primeiro, a 4ª Maratona de Revezamento Paquetá Asics no dia 09, em que os integrantes da minha equipe (Eduardo Saraiva Assessoria Esportiva) estavam todos lá presentes. Das provas que fiz até então, foi a primeira em que tive a companhia dos meus colegas! Sobre a prova em si, muita gente, muito calor, muito calor (era tanto calor que mereço repetir isso). Fomos com dois quartetos, e no meu quarteto eu era o que fechava a Maratona, e fui começar a correr às 11h40min (horário bom né?), corri os 10,55k em "apenas" 58'50", sendo que pela primeira vez eu quebrei em uma prova. 9novembroCaminhei por 3 minutos para baixar um pouco a frequência cardíaca, e ainda parei para um pit-stop numa árvore. Foi uma medalha bem suada e talvez a mais difícil de todas até então. Mas com certeza valeu a pena. Ah, só para constar, meu quarteto era o Giovani, a Caren e o Zara. E o outro quarteto da minha equipe era a Fernanda, a Bia, a Tita e a Ari.

medalha esteio 15-11Uma semana depois estava em Esteio vivendo uma experiência nova. A de auxiliar a preparação de uma prova. A convite do Paulo Henrique, presidente da ACORES, fui a Esteio, ajudei como pude e aprendi bastante sobre a organização de provas quando não se há verba disponível. No sábado 15, corri a prova de 7,6k (pelo MapMyRun deu 7,7k) e completei com um tempo de 36'56", o que me deixou realmente muito satisfeito, pois o percurso era bem complicado com subidas fortes e descidas íngremes. Ah, passei pelo ponto do 5º km com um tempo de 23'19", o meu melhor até então.

Na semana seguinte era o meu aniversário! Completei 24 anos e fiz um churrasco para os meus familiares e o pessoal da equipe lá na casa do meu pai em Viamão. O dia estava lindo demais e foi tudo tão perfeito. Gê, Ana, Lêti, Edu, Tita e Fábio foram as pessoas da equipe que estiveram presentes no churrasco!! 23-11-08 015

E para fechar o mês com chave de ouro, eu estava participando de uma promoção cultural no blog da Nike, e durante todo o mês de novembro minha história estava lá para ser votada. A promoção se encerrava no dia 30, e no dia 1º de dezembro sairiam os resultados.

Dezembro:

E no dia 1º de dezembro, acordei, entrei no Blog da Nike e estava lá, minha história entre as 25 mais votadas! Ganhei um Nike Air Pégaus +25!! Agora era só esperar chegar e curtir a glória!!

medalha policia federal2No dia 10, fizemos uma janta para comemorar o aniversário do Gê (aquele simpático senhor de camiseta feia, ops, do Inter, na foto acima), e aproveitamos também para celebrar o fim do ano com o pessoal da equipe. Foi numa pizzaria na Dr Timóteo, coisa mais boa, mas eu não comi (quase) nada, e também não bebi nada, somente água (=D). E no sábado 13, fomos fazer história. Bruno-chegada corrida noturnaPelo menos assim que descrevi a realização da PRIMEIRA Corrida Noturna de Porto Alegre. Novamente a equipe estava presente com a tenda de apoio. Fiz uma ótima corrida, completando os 10k em 48'52", sem sombra de dúvida a minha melhor corrida até então. Me tornei um sub-50 como falaram por aí hehehe... Foi uma corrida muito boa, apesar de algumas falhas da organização.

Hoje, estou com 73,2kg e 12% de gordura corporal.

E no dia 22 chegou o meu Nike Pégasus!!

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E logo estarei chegando em São Paulo, onde irei participar da 84ª Corrida Internacional de São Silvestre, assunto que estará entre os próximos posts!

Depois de ter passado um primeiro semestre muito ruim, posso dizer que nasci de novo e voltei a sorrir, e a corrida tem muito a ver com esse meu renascimento, visto que as alegrias que ela me trouxe foram muitas. Correr tem feito eu me sentir melhor comigo mesmo, melhor com as outras pessoas. Mais seguro de mim, mais confiante, mais corajoso. Correr foi a MELHOR coisa que aconteceu comigo, pois foi por causa dela que criei esse blog e também fiz diversas amizades, algumas reais, outras virtuais, mas pessoas que gostam de mim, assim como gosto delas também.

Meu único desejo para 2009 é que o ano seja uma continuação do segundo semestre de 2008. Agradeço a todos meus amigos que foram citados aqui e os que não foram citados, por todo o apoio que têm me dado.

Desejo a todos que o ano que está se "aprochegando" seja um ano repleto de conquistas, alegrias e boas emoções!! Vamos aproveitar o nome do ano para mudarmos as coisas ruins da nossa vida!! 2 mil INOVE!

Um grande abraço (talvez o último de 2008)
Bruno Thomaz, nostálgico e confiante.

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Relembrando...

Final de ano é sempre assim. Recordamos os momentos bons e ruins do ano que está se terminando, para que possamos lembrar de no ano que se inicia não repetir os erros e sim os acertos. De hoje até o dia 30 estarei republicando alguns posts que eu julgo importantes ou úteis de serem trazidos à tona novamente.

Para começar, um post do dia 25 de setembro sobre os benefícios da corrida. Na época o post não foi muito comentado, até porque meu blog tinha apenas 4 dias, mas acho que agora é um momento bom de tocar nesse assunto novamente, visto que o número de pessoas que costumam querer começar a correr no inicio do verão é bem expressivo.

Aí vai então, diretamente do "Túnel do Tempo", de 25/09/08, o post: "Os Benefícios da Corrida (e são muitos)".

Os benefícios da corrida (e são muitos...)

Vendo alguns tópicos na Just Run! vi que se discute bastante os efeitos da corrida. Procurando na internet encontrei um texto muito bom publicado em uma revista em 2005. Isso nos mostra que ao contrário de vários esportes aonde você não pode ficar parado no tempo correndo o risco de ser jogado para fora, a corrida é um esporte "atemporal".

Hoje aqui em Porto Alegre o dia está lindo, está fazendo calor (sim!!! milagres!!!) mas a previsão para amanhã é de chuva o dia todo (tudo que é bom dura pouco)... Daqui a pouco vou para mais um treino (hoje de intensidade), e quando voltar espero estar "inteiro" para fazer o post de sexta-feira hehehe...
Obs: em negrito e itálico são minhas observações e/ou correções.

Vamos ao texto:
Correr não requer um equipamento especial, dá para praticar ao ar livre e ainda é uma ótima maneira de melhorar o fôlego e emagrecer.

NÃO EXIGE UM MEGAEQUIPAMENTO - Um par de tênis com bom amortecimento e de pisada adequada, short e camiseta - no caso das mulheres, um top ou sutiã firme e elástico de cabelos também. É o que você precisa para começar a correr. Já discordo um pouco disso, acredito que haja muito mais detalhes com o que se preocupar antes de começar a correr, principalmente os exames físicos e orientação adequada.

DEIXA AS PERNAS TORNEADAS E FORTES - A musculatura dessa região é bem solicitada durante a corrida. Resultado: coxas firmes e panturrilhas trabalhadas. Em dois ou três meses, é possível notar diferença. O aumento de massa muscular no entanto, é discreto - nada que se iguale a um treino de musculação. Mas, como a corrida também queima o excesso de gordura,a definição fica superevidente. Além de endurecer os glúteos né meninas?

GARANTE DISPOSIÇÃO PARA O DIA-A-DIA - Quando estiver com preguiça, não precisa programar um treino longo. Prometa que correrá por pelo menos 10 minutos. Pode ter certeza: ao fim desse tempo, você se sentirá tão bem que vai querer completar meia hora. Isso porque a corrida funciona como um despertador ao estimular a produção de endorfina, neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar. Verdade!!! O prazer que se sente correndo é tanto que não dá vontade de parar!!

DÁ PARA PRATICAR EM QUALQUER LUGAR - Você só vai pagar uma academia se quiser correr na esteira ou contar com o auxílio de um professor. Caso contrário, qualquer parque ou rua pode se transformar em campo de treinamento. Sem falar que não precisa abandonar a prática nas viagens de fim de semana e férias. Recomendo pistas sintéticas de atletismo aos iniciantes, por serem mais "macias" e não ter tanto impacto como o cimento ou asfalto.

AUMENTA O FÔLEGO - Toda vez que falamos em aeróbicos, lembramos logo da corrida. Não é à toa. A atividade é uma das mais eficientes. Quando você mexe o corpo, todo o organismo, especialmente os músculos, pede por oxigênio, o que é catalisador que transforma a glicose em energia. Aí, os pulmões são obrigados a trabalhar mais rápido para garantir suprimento dessa substância e a expulsão do gás carbônico (o resultado tóxico da reação). Quem corre habitua os pulmões a essa sobregarga. Mas a capacidade máxima de obtenção de 0² (VO2) é genético, não sendo muito variável na vida do indivíduo.

FAZ PERDER PESO - Já reparou que as celebridades voltam à ativa sempre mais magras do que da última vez que apareceram? Nas declarações às revistas, geralmente contam que correram para secar o corpo. É por aí mesmo. A corrida está no topo da lista dos exercícios que mais queimam calorias. O valor exato, é claro, varia de acordo com o peso, a altura, a idade, o sexo e o passo de cada um. Mas a média é de 500 calorias por hora (para uma pessoa de 70 kg). Sem falar que, ao contrário do que se pensa, correr faz você comer menos - e melhor. Um estudo acompanhou 10 mil pessoas durante sete anos e comprovou que a atividade regular incentiva a diminuição de açúcares, gorduras e frituras e o aumento de alimentos saudáveis.
O mínimo que a pessoa pode fazer se quer correr é cuidar da alimentação e evitar doces, frituras e outras coisinhas engordantes né???

PREVINE DOENÇAS - Se você for pesquisar os jornais médicos a respeito das vantagens de praticar um esporte regularmente, vai perder alguns dias, de tantos estudos que existem... A corrida, mais uma vez, sai à frente, porque é uma das modalidades de maior aderência entre os praticantes (a maioria dos freqüentadores de academia, só para você ter idéia, desiste após o primeiro mês). Há benefícios comprovados em relação à osteoporose, ao risco de doenças cardíacas, câncer de ovário ou de mama, distúrbios do sono e até mesmo a respeito do controle de disfunção erétil. Quem corre mantém o organismo ativo e não deixa que uma série de mecanismos metabólicos enferrugem. O corpo fica resistente aos ataques de agentes causadores de doenças, sejam eles internos ou externos. Só não vá achar que corrida cura as doenças e sair correndo gripado por aí né, dona Lucy???

MELHORA, E MUITO, A AUTO-ESTIMA - Correr é uma atividade relativamente fácil e que não requer um tipo físico ideal. Quem está acima do peso só precisa de alguns cuidados para não sobrecarregar as articulações. Se você é baixo e magro, melhor ainda - esse é o perfil favorável aos fundistas, corredores de longa distância. Sem falar que os resultados aparecem rápido. Correu dez minutos no mês passado e ficou de língua de fora? Pode apostar que em 15 dias vai chegar ao dobro. Isso aumenta a autoconfiança e a disciplina. Para completar, faz um bem danado saber que você é capaz de ir se superando a cada dia... Claro!! Trace objetivos a curto, médio e longo prazo, e vá cumprindo seus objetivos de acordo com o planejado para você ver se não vai se sentir melhor consigo mesmo! Complete uma prova qualquer, independente da colocação e você vai se sentir vitorioso! Ôô energia boa essa!!!

EXERCITA A CABEÇA - Para alguns corredores, o momento da prática é aquele em que as grandes idéias surgem. Pode parecer bobagem, mas esse fato tem tudo a ver com o exercício. Uma pesquisa recente indicou que a corrida regular gera uma melhora significativa da memória e de outras habilidades mentais, conhecidas como funções cognitivas. Isso, no entanto, regride quando a modalidade é abandonada. Um outro estudo concluiu que um programa de corrida de 12 semanas é capaz de melhorar a memória dos participantes. Comigo não deu muito efeito não... continuo o mesmo garoto burrinho de antes hehehehe!!

AMPLIA O CÍRCULO DE AMIZADES - Tem gente que adora a corrida porque não precisa de time e nem de ninguém por perto. Mas há corredores que abominam o exercício solitário e tendem a formar grupos em que um incentiva o outro a acordar cedo, a enfrentar um terreno desafiador, a percorrer mais um quilômetro... Basta dar um pulo em um parque da cidade logo cedo e checar a galera reunida. Esses encontros, aliás, são perfeitos para achar a cara-metade. Sabe como é: o mesmo estilo de vida, os mesmos hábitos saudáveis... Ainda não achei a tal cara-metade (ela tá bem escondida pelo jeito, até desisti de procurar hehehe), mas já fiz vários amigos durante os treinos, nas corridas e até na comunidade da Just Run! tem pessoas que se vale a pena trocar idéias!!

COMO EVITAR RISCOS INTERENTES À CORRIDA - "Saiba como escapar de possíveis lesões...
1. Escolha um tênis com solado próprio para absorver impactos.
2. Realize alongamento antes e depois da ginástica. Isso deixará a articulação mais flexível e menos propensa a sofrer uma contusão. Se você mora em lugar frio que nem Porto Alegre, não esqueça de fazer um leve aquecimento antes de começar a alongar!!
3. Não tente ir além do seu limite. Músculos cansados aumentam o risco de machucar os joelhos.
4. Antes de começar a correr por conta própria, procure um especialista. Eu já falei isso lá em cima hehehe, mas que bom que eles comentaram isso no texto...
5. Ao primeiro sinal de dor, pare o exercício.
6. Pratique atividade física regularmente para manter os músculos fortes.
7. Se suas pernas forem tortas ou arqueadas, consulte um ortopedista. Ao malhar, as chances de você vir a ter problemas são maiores.
8. Não aumente a carga no treino sem a orientação de um professor. Muito peso sobrecarrega as articulações".
9. Leve um lenço úmido para as corridas, pois pelo que eu vi em um tópico na Just Run! as probabilidades de você querer ir ao banheiro são enormes!!

(Revista Corpo a Corpo Especial de agosto/2005).

Estou ouvindo Oasis - Champagne Supernova no exato momento em que estou criando esse post. Música muito boa, recomendo a todos!!

Ah, só um aviso para São Pedro, São Jorge, São Pégasus, ou seja lá qual for o santo que controla o clima:
- Apesar de o nome do blog sugerir chuva, eu não gosto de correr com tênis novo na chuva, então por favor, faz parar de chover? Muito obrigado, Bruno.

Hehehe,
Feliz Natal e um grande abraço
Bruno Thomaz

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E chegou o tão esperado presente...

E como eu esperei por ele...

Hoje recebi em casa essa caixa da foto acima. E dentro dela tinha um par de Nike Air Pégasus +25 e uma camiseta Nike FIT coisa mais linda. O tênis é lindo demais. Só coloquei no pé e já pude perceber o quanto ele é macio e confortável. Depois que eu correr com ele no pé posso tirar mais conclusões.

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Obrigado novamente ao pessoal do Blog NikeCorre e a todos os que votaram na minha história. Quem não lembra como foi que ganhei esse tênis, clica aqui.

Vou lá testar ele.
Dar uma corridinha bem leve em volta do quarteirão.
Abraços a todos
Bruno Thomaz

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Correndo na Chuva © Desde 21 de setembro de 2008. Por Bruno Thomaz. TNB

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