Oi gente!! Antes de mais nada queria agradecer ao Bruno pelo espaço cedido e pela confiança em mim. Fiquei muito feliz com o convite e estou aqui principalmente para aprender com vocês e com essa nova experiência. Espero que gostem da minha participação! Acho que a melhor maneira de começar seria contando para vocês como foi que eu comecei a correr não acham? Então aí vai...
Fui apresentada ao maravilhoso mundo das corridas em novembro de 2008, mais exatamente na Maratona de Curitiba daquele ano. Naquele domingo, dia 23/11, resolvi acordar mais cedo para finalmente assistir o meu irmão Tuco correr a prova de 10k. Logo que cheguei me apaixonei por aquele clima esportivo e saudável. Todo mundo vira amigo de todo mundo, a felicidade de todos é contagiante e a energia é a melhor impossível. Fui torcer por ele mas quando vi já estava gritando e dando apoio moral para todos que estavam participando.
Comecei a ver que, apesar das pessoas serem tão diferentes, naquele momento não existia diferença nenhuma. Todos estão ali pelo mesmo motivo, o gosto pela corrida. E eu, que nunca tinha me interessado em correr, comecei a me perguntar o que afinal havia de tão bom naquilo, para tantas pessoas estarem reunidas, em um clima tão descontraído, de alegria, muitas vezes abrindo mão de muitas coisas para estar ali.
Percebi, que não bastava ter vontade, era necessário muito treino e disciplina. Naqueles momentos antes da largada, em que a expectativa é enorme, comecei a sentir um orgulho muito grande por ter um irmão no meio de tanta gente. E passei a me perguntar "e seu eu estivesse aí?". Eu e minha irmã, até fizemos uma aposta, como se fosse uma promessa de ano novo: voltar na maratona do ano seguinte, mas dessa vez competindo, ao lado do Tuco. Mas o dia terminou, as semanas se passaram, acabamos esquecendo a aposta, mesmo porque tínhamos muito tempo pra pensar nisso ainda.
Mas a força de vontade e determinação do meu irmão me intrigavam, e eu precisava experimentar essa sensação. A partir daí comecei a ir em todas as corridas que ele participava e aumentava o coro da torcida junto com minha cunhada Cil. Fui me apaixonando cada vez mais por esse mundo.
Em um sábado de janeiro, resolvi tentar acompanhar um treino do Tuco, e ver no que dava. Não deu. Corri 400 m e não aguentei mais. Faltou fôlego e senti uma fisgada na barriga muito forte. Que frustração! Tava começando a achar que aquilo não era pra mim!
Após acompanhar muitos treinos, corridas e até provas de triathlon, recebi um convite para participar de uma assessoria. Mas como sempre, arrumei uma desculpa. A falta de tempo, a distância (o parque é do outro lado da cidade), e ainda faltava alguma coisa que me fizesse decidir de uma vez por todas por começar a correr. Aquilo ainda não era o suficiente! Fiquei um tempo matutando o convite, sempre com a tal pergunta na minha cabeça: "e se?".
Até que resolvi conversar com meu namorado André sobre o assunto.
-O que você acha de eu começar a treinar e daqui a um tempo correr 10k? - perguntei a ele. Quando ele me respondeu -O quê? VOCÊ?? - com uma cara de espanto seguida de uma sonora gargalhada, me dei conta que tinha finalmente encontrado aquele “incentivo” que faltava. Meu próprio namorado duvidando de mim? Soou como um desafio.
Na semana seguinte lá estava eu no parque, aquele do outro lado da cidade, para meu primeiro treino. No começo, enquanto ainda alternava corrida com caminhada fui percebendo que eu seria capaz de encarar esse desafio!
Cada treino que passava, o vício ia aumentando apesar das dificuldades. No inicio era a tal fisgada na barriga que me perseguia, bastava começar a correr e cinco minutos depois ela aparecia e me judiava. Parava e caminhava, mas aos poucos fui descobrindo que parar é pior. O negócio era encarar a dor, mostrar que eu era mais forte que ela, que uma hora ela iria embora. Depois foi uma inflamação no joelho direito que me tirou do treino por duas semanas. Logo depois, a mesma dor no joelho esquerdo.
É, não estava sendo fácil, mas cada recuperação me dava mais forças para continuar treinando e seguir em frente. Hoje, dois meses e meio apenas de experiência em corrida e eu já não me vejo mais sem ela na minha vida. Ainda tenho muitas metas a atingir já que estou apenas engatinhando.
A primeira meta que era correr 10k já foi atingida, mas isso é assunto para um próximo post! Beijos a todos, até a próxima!