Impossível resumir todo o fim de semana em algumas palavras. Mas irei tentar e não prometo que irei conseguir. Esse post pode acabar ficando muito extenso, mas dou a garantia de que vale a pena ler até o final, afinal um post como esse não se faz todo dia não.
Obviamente que você sabe que o assunto desse post é a Maratona de Porto Alegre pois você leu no título do post. Mas esse post começou a ser escrito no sábado.
Sábado, pela parte da manhã, o Eduardo me liga para nós irmos ao local da largada da prova para montarmos a infra-estrutura da equipe. Então lá fomos nós. Algumas horas depois e barracas já armadas (não pensem putaria por favor, esse blog também possui leitores menores de idade) aproveitei para ir ao Anfiteatro Pôr do Sol, local da retirada do kit da corrida. Fiquei uma hora por ali e conheci alguns corredores do Espirito Santo, de Brasília, e também do Uruguai. Acabei encontrando (aliás, fui encontrado) a Terezinha Godói, do Rio de Janeiro, amiga do Orkut (quero a foto que a gente tirou lá no anfiteatro viu?).
Local da retirada do kit.

A minha amiga Stéphanie Perrone havia organizado um almoço no Shopping Praia de Belas com o objetivo de confraternizar os corredores blogueiros que iriam participar da prova, mas acabou que tinha mais corredores não blogueiros do que blogueiros. Uma penca (penca = monte) de gente de Brasília, cujos nomes só lembro a da Eliane e o do Bruno. Havia também um pessoal do grupo Baleias, de Belo Horizonte. O pessoal do Baleias inclusive está criando um blog, inspirado pelos amigos blogueiros. Um pouco atrasado chegou o pessoal do Recife. Julio Cordeiro com sua camiseta alvirrubra do Náutico e seu irmão Clênio com uma camiseta do leão da ilha, Sport Recife. Papo vem, papo vai, descobri que algumas pessoas do Recifes queriam comprar ingresso para ir ao jogo do IMORTAL TRICOLOR no domingo. Não pensei duas vezes e disse “si vamo então!” e levei os pernambucanos até o glorioso estádio Olímpico (do lado de minha casa). Jaqueline, Eliana, Flavio, Clênio, Julio, Ricardo e Paulo (esses eu consegui gravar o nome!!) compraram os ingressos e depois acabei fazendo um câmbio de camisetas. Ganhei uma camiseta do Sport, e o Clênio, uma do GRÊMIO.
Povo do Recife, Brasíla e Belo Horizonte.

Ricardo, Clênio, minha mãe, eu, Paulo, Jaque, Flavio e Julio. A Eliana tava batendo a foto.

Mais tarde fui ao jantar de massas oferecido por “apenas” 20 reais pela organização do evento, e lá encontrei novamente o Julio e o Ricardo. Jantamos, conversamos, fizemos amizades, tiramos fotos, etc. Foi um momento de integração bem interessante.
Julio Cordeiro, Ricardo, e um casal daqui da região.

Carlos Hideaki e Nilson, dois dos Marathons Maniacs.

Ok, 22h de sábado e eu já estava na cama, mas nem conseguia dormir, afinal não estou acostumado a dormir cedo. Mas logo depois, às 4h30min o despertador toca e eu levanto. Cinco horas e o Eduardo está lá na frente de casa me esperando. Chegamos no local onde no dia anterior havíamos armado as barracas e começamos a organizar as coisas. Estava NOITE ainda, é claro. Enquanto eu estava ali arrumando as coisas da equipe, a Terezinha (a do RJ) passou por ali e tiramos novas fotos. Um pouco depois passa o meu amigo João Gabbardo e sua esposa, a querida Sabine (obviamente, mais fotos).
A grande Terezinha Godói!!! Gente finíssima!!

Sabine e João Gabbardo, um casal de "poucos" quilômetros....

Ok, sem mais delongas, às 7h já havia concluído meu ritual pré-prova (wc, aquecimento e alongamento) e estava pronto para a largada, que seria às 07h15min. No corredor da largada, junto aos corredores da maratona, encontrei o pessoal do Baleias e também os Jaqueiras (Recife). Mas depois que tocou a buzina, fui em meu ritmo, tranquilo, sem forçar muito, aparentemente. Mas quando percebi que passei no km 3 com apenas 13min30s, resolvi diminuir um pouco o ritmo, pois estava forte demais, mesmo sem eu perceber. Aos poucos o ritmo foi entrando ao normal, e cruzei o quinto quilômetro com 23min. Como o percurso fazia uma pequena volta e lá pelo sétimo quilômetro cruzava ao lado do local da largada, tive a oportunidade de passar próximo ao pessoal da minha equipe, e as meninas fizeram um gritaredo digno de torcida organizada, e aquilo me deu forças, que a aquela altura ainda não precisava, mas iria precisar logo depois.
Tchauzinho pra galera!!

Quando cruzamos próximo o 8º km, peguei o meu gel de carboidratos, e comecei aos poucos a engolir aquela gosma melequenta, mas essencial. Cruzei o km 10 com 47min e sabia que se mantivesse aquele ritmo, iria chegar próximo ao meu objetivo (1h45min). Acredito que meu organismo absorveu o gel quando eu já estava no décimo segundo quilômetro, pois a essa altura parecia que eu estava recém iniciando a corrida, tal era a minha disposição (não sentia cansaço nem dores), até apertei um pouco o ritmo, ultrapassando alguns corredores do revezamento.
Mas o percurso preparou aquela que seria a minha maior emoção durante o trajeto (veja bem, durante, e não após). Quando eu treinava para São Silvestre, sonhava em fazer 1h15min (5min/km), mas não havia conseguido baixar nem de 1h24min. E dessa vez, cruzei a placa do 15º km em 1h13min baixos... e para tornar o momento mais especial ainda, o local da placa do décimo quinto quilômetro foi na Av. Azenha, local onde eu cresci e moro desde que nasci. Não sei se vocês acharão besteira (e se acharem problema de vocês hehehe), mas eu me senti muito feliz de estar batendo um recorde de 15k (e que provavelmente viria a ser recorde de 21k também) ali, na minha rua, vendo algumas pessoas conhecidas em volta. Quase que caiu uma lágrima (não sou emo ok?).
E o ritmo seguiu o mesmo, e eu continuei minha gloriosa batalha contra o relógio. Quando chegamos no km 20 e eu olhei para o relógio, abri um sorriso gigantesco, e quase lacrimejando, dei aquele aperto no ritmo (o chamado sprint final) para completar a prova em alto estilo, com um tempo maravilhoso de UMA HORA, QUARENTA E TRÊS MINUTOS E CINQUENTA E DOIS SEGUNDOS. Sim, cruzei o tapete, parei o cronômetro, olhei para o relógio, e só não pulei de alegria porque a Caren precisava pegar logo a tornozeleira-chip da dupla.
Olha a felicidade da criança!!

Caren, a minha parceira de revezamento! Matou a pau!!

Depois voltei para a tenda, mas ao invés de fazer o caminho mais curto, resolvi fazer um outro caminho, voltando até o km 20. Fiz isso para poder dar aquela força para os meus amigos maratonistas que estavam chegando à metade da prova. E passaram por mim diversas pessoas e entre elas estava a minha musa mor, a Carmem e seu maridão parceria de todas as horas, o Fernandão. A Carmem (que correu revezamento de dupla também), ainda pegou pódio no dupla feminina (quarto lugar!!).
Ao chegar na tenda fiquei esperando a Caren chegar, e me surpreendi positivamente com a performance dela (1h54min). Parabéns Caren!!!! E parabéns a todos os integrantes da Equipe Eduardo Saraiva que participaram da prova: Bia, Ari, Adelaide, Fábio, Lêti, Greici, Fabricio, Elisa, Marília, Giovani, Zara, Marcia, Alice, Ana Rita e Romualdo. Um enorme agradecimento também ao Alvaro, a Gislaine e a dona Gisa, pela força que deram!
Mas antes de finalizar o post preciso contar que assisti ao jogo do IMORTAL junto com o pessoal de Recife e BH, e que eles adoraram a experiência. A Eliana chegava a pular de alegria e ficar arrepiada com a torcida do GRÊMIO. Na saída do jogo, alguns deles me agradeceram pela hospitalidade, mas confesso que quem deve agradecer sou eu, afinal, eles vieram de longe para passar uns dias na minha cidade e foram pessoas muito simpáticas e queridas.
Então,
Julio Cordeiro, Clênio, Jaqueline, Ricardo, Flavio, Eliana e Paulo (Recife), Dawlton (Fortaleza), Miguel e filho (Belo Horizonte), e Carlos Hideaki (São Paulo), meus sinceros agradecimentos!
Ah, o GRÊMIO ganhou de 2x0, só para fechar com chave de ouro um fim de semana que nunca será esquecido.
Acompanhe os resultados da 26ª Maratona Internacional de Porto Alegre. O Adriano Bastos venceu, e com 2h19min, ou seja, cumpriu o prometido.