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Projeto Conte sua história [6]

No mês de janeiro abri o espaço do Correndo na Chuva para que os leitores pudessem contar a sua história de amor com a corrida. Fiz isso porque meus leitores já estavam cansados de tanto lerem eu contando sobre a minha história pessoal. E foi muito gratificante ver outras histórias sendo publicadas aqui nesse cantinho que eu considero especial demais.

Recentemente, um leitor assíduo mandou um comentário e nesse, ele dizia que havia jogado 30kg pelo ralo desde que começou a correr. No mesmo instante eu pensei: "Taí, uma história pra contar no blog". Fiz a proposta pro amigo leitor, e hoje recebi a sua resposta, com o texto pronto. Confesso que gostei e me emocionei com a história do amigo Jackson Comex, de Porto Alegre.

Agora conheçam vocês também a história de superação do Jackson:

... Eram meados de novembro de 2007 e eu completamente tenso com o envolvimento do meu trabalho de conclusão de curso da universidade, sem tempo para nada, conciliando meu novo emprego, que acabara de ser nomeado e que exigia muita responsabilidade e profissionalismo, com aulas na faculdade e preparação para a banca examinadora de final de curso. Por muitas vezes a fome era constante, porém o tempo era curto, logo eu compensava as refeições não comidas durante o dia nas madrugadas sem fim em que digitava meu trabalho de conclusão. Foram tempos muito difíceis, compensava a ansiedade e o desequilíbrio na alimentação. Em fevereiro de 2008, após passar todos o estresse de banca, formatura e trabalho de conclusão de curso, “acordei” na beira da praia com vergonha de tirar a camisa, pois estava pesando 118 quilos. Eu não conseguia fazer mais nada. Subir ao ônibus e escadas era uma vergonha. Percebei que as minhas roupas já não suportavam mais minha gordura. e os meus amigos se afastaram de mim. Presenciei o desespero da minha família preocupada com minha saúde. A minha coluna doía por toda a noite... o coração estava esmagado e os joelhos rangiam.. Eu não tinha noção da quantidade de alimento ingerido - pasme chegava a comer um fardo inteiro de pão de sanduíche durante a refeição, que normalmente eram nas madrugadas. Não sentia mais o ar e o meu pulmão estava apertado e nem podia apreciar o oxigênio de forma satisfatória. Tudo isto foi muito triste... até que um dia disse para mim mesmo CHEGA!!!! ASSIM EU ESTOU COMETENDO UM SUICÍDIO!!

Desde então, comecei a caminhar vagarosamente no parque Marinha do Brasil e no Parcão, pois meu peso me consumia e cada passada dada era um grande desafio. Durante todos os dias em que caminhava eu via muitas pessoas correndo.... pessoas das mais variadas idades e estereótipos... e todos correndo com um semblante de satisfação de prazer.... e coloquei um desafio para mim mesmo: EU TAMBÉM QUERO CORRER E PODER SENTIR A MARAVILHOSA SENSAÇÃO DE SATISFAÇÃO!!!

A partir desta decisão, aos poucos comecei correndo 5 minutos por dia, sentia dificuldade, mas eu consegui correr. No outro dia corria 6mim e no outro 8mim e no outro 12mim, assim sucessivamente. Em muitos dias de frio intenso, lá estava eu correndo sozinho na avenida Beira-Rio. Em muitos dias de chuva e lá estava eu correndo. A minha dedicação era constante e o meu objetivo era real. Com o passar do tempo notei que minhas roupas começaram a entrar... que eu podia caminhar mais leve e tranqüilo, que eu podia subir escadas sem cansar, enfim que eu podia respirar.

HOJE DIGO COM MUITA SATISFAÇÃO QUE CORRER TRAZ FELICIDADE!

Hoje, sou outra pessoa. Estou com 30 quilos a menos do que quando iniciei minha jornada. Sou uma pessoa normal. Minha alimentação é balanceada. Possuo uma vida saudável, sem vícios. Corro quase que todos os dias. A corrida foi o “started” que faltava para a minha vida. Hoje eu posso respirar, tenho muito prazer em correr e nem preciso falar para você sobre os benefícios da corrida.

Conforme o tempo foi passando comecei a mergulhar no mundo maravilhoso da corrida. Assinei a Runner’s para aprofundar o assunto. Conheci corredores virtuais. Passei a acessar blogs, com uma frequência muito grande o seu blog - Correndo na Chuva, que ao meu ver é o mais completo e é muito pertinente e esclarecedor ao tema em questão e é produzido por um grande incentivador e vencedor – gaúcho de Porto Alegre. Ouvi seu podcast e admiro sua trajetória e seus pensamentos.

Bruno, seu blog fez parte da minha conquista, foi um incentivo para minha jornada e ainda é. Algumas vezes chego cansado do trabalho sem vontade de treinar, logo ligo o computador para ler o blog e ver alguns vídeos de corrida no YouTube e em segundos o “bichinho da corrida” desperta e a motivação volta instantaneamente.

No sábado terei minha primeira participação especial numa corrida oficial, será minha primeira medalha de participação, de muitas outras que virão... meu objetivo é “correr o mundo”...hehehe. Desta vez não irei ousar correr a meia, mas por enquanto, apesar de já me sentir preparado.

Acabo de ler seu último post sobre o vício em correr... e como de sempre está formidável!!! Desejo muito sucesso na sua área de atuação, pois você tem um potencial imenso. Às vezes me questiono, dos motivos pelos quais você não continuou no curso de jornalismo, pois és um excelente profissional. Espero poder me encontrar com você o mais breve possível nas pistas de Porto Alegre, para deixarmos de ser amigos virtuais e poder correr junto, quem sabe, nas pistas das maratonas do mundo!!

Um forte abraço e até sábado... tentarei te achar no meio da multidão de inscritos... acessei o Blog do CORPA agora e fiquei admirado com a quantidade de corredores.

Creio que as palavras do Jackson falam por si só, mas gostaria de dizer que é um belíssimo exemplo de superação e força de vontade.

Amigo Jackson,
Agradeço de coração todas as palavras que me dirigiste. Fico feliz de estar conseguindo aquilo que tinha em mente quando criei o blog. Servir como uma ferramenta de motivação e de informação. Estarei torcendo por ti e sempre que precisar estarei a disposição para ajudar.

E sobre sábado, é só você procurar uma tenda branca com o logotipo e endereço do site da Eduardo Saraiva Assessoria Esportiva e perguntar por mim. Vou te esperar por lá!

Ps: Se você, leitor, gostaria de ver a sua história publicada aqui no Correndo na Chuva, é só escrever para o e-mail bruno@correndonachuva. Vale tudo. Contar do seu começo, da sua primeira prova, da emoção de cruzar a linha de chegada. Estou aguardando sua história.

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz
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Vida Social – Parte 2

Em outubro do ano passado, quando tinha pouco mais de um mês de “vida de corredor” escrevi aqui nesse humilde espaço um post sobre a interferência que a corrida exercia na vida social de um corredor amador. E nesse post relatei um pouco o que havia acontecido comigo e vale a pena relembrar o que estava escrito lá, naquele não tão distante dia 03 de outubro:

Hoje uma menina abriu um tópico na comunidade "Just Run! Correr é tudo" com o título "A corrida ajuda ou atrapalha a vida social?" e eu pensei "Taí.. um bom assunto para desenvolver um texto pro blog!!"

Pensei no tema, e colocando os neurônios para funcionar, cheguei a ilustre e maravilhosa conclusão óbvia de que a corrida ajuda minha vida social! Tá, isso é mais do que o óbvio ululante, mas e os motivos para isso? São vários...

A minha saúde: depois que comecei a correr comecei a cuidar mais da minha alimentação (que antes era bem descuidada, por sinal), já não sei mais qual é o gosto de refrigerante e de qualquer bebida alcoólica (descobri que existem muito mais sabores de suco do que eu imaginava), e o mais importante: consegui parar de fumar (pois é, vi que correr e fumar não combinam muito, mais ou menos como "Mulher e Baliza")...

O meu círculo de amizades: os amigos de antes de começar a correr continuam os mesmos, a única diferença é o acréscimo de vários amigos novos, que conheci durante os treinos ou as corridas, e são pessoas, que apesar da faixa etária bem diversificada, têm os mesmos interesses do que eu, assuntos de corredores! Além disso, eu nunca fui muito fã de sair pra balada, e com os treinos, tenho um motivo REAL para recusar os convites e não ouvir nemnhum amigo me chamando de baixo-astral, de fresco, ou qualquer outro "elogio" que já recebi quando dizia que não queria sair simplesmente porque estava sem vontade.
E outro motivo, que talvez seja o mais importante para mim, é a auto-estima. Correr tem me deixado melhor comigo mesmo. Fazia tempo que eu não me sentia bem ao me olhar na frente do espelho. Não que agora eu esteja me achando lindo, maravilhoso, etc. Não é isso, eu olho e ainda vejo uma pessoa cheia de defeitos, mas que está se esforçando para melhorar. Está lutando contra um adversário conhecido de vários, que é a falta de vontade. Por isso ao me olhar no espelho, eu enxergo um lutador, um vencedor, um CORREDOR.

Uma das pessoas que leram esse post e gostaram foi a Julianne Cerasoli, repórter da revista SuperAção, que é voltada para o público corredor, e ela havia me mandado um e-mail dizendo que havia gostado do texto e pedindo permissão para utilizar ele em uma reportagem para sua revista. Obviamente que disse a ela que podia e foi o que ela fez. Hoje, quase seis meses após essa data, recebi em minha residência a revista, com a matéria publicada na página 12. Quem tiver acesso a revista, aconselho que dê uma lida pois vale a pena.

Mas e agora? Atualmente? Será que eu escreveria as mesmas palavras ou teria algo diferente para contar sobre a minha vida social? Bem, com certeza muita coisa mudou desde aquele momento, mas para melhor. Algumas coisas se mantiveram, como a minha abstinência de bebidas alcoólicas e cigarros, mas outras coisas não se mantiveram, como o meu peso, por exemplo. Hoje estou sete quilos mais leve do que estava quando escrevi aquele post, e se naquele dia em outubro eu já estava feliz com meu reflexo no espelho, o que dizer de hoje não é?

Mas o principal foi o círculo de amizades. Os amigos não-corredores foram se afastando de mim, alguns por puro desencontros de horários, outros porque já não eram mais boas companhias para mim, mas o número de amigos corredores aumentou e muito. Um bom exemplo disso é a minha própria equipe, que em setembro quando entrei eram apenas 12 pessoas e hoje estamos chegando aos 30 integrantes. Os amigos virtuais e blogueiros que viraram reais, e os que ainda virarão. Dia 25 de abril irei correr a minha primeira meia maratona, e acompanhando a Carmem, que foi uma amiga virtual que virou real e para sempre. Ou seja, nesse sentido de amigos, eu só ganhei de outubro até então.

Mas isso não quer dizer que eu não tenha vida social fora das corridas. Tenho sim, mas confesso que está diminuindo com o tempo. Agora são poucos os compromissos que tenho que não tenham ligação com a corrida. Até porque agora a rotina de treinos está mais puxada, já que estou treinando para meias maratonas. E um planejamento de treinos para 21k exige mais tempo e dedicação do que um para 5k não concordam?

Depois de uma semana deixando o Correndo na Chuva um pouco de lado, estou de volta, mais firme e forte do que antes! Agora ninguém mais me segura!! Um grande abraço a todos, e para quem for fazer feriadão, aproveite! E para quem não tem direito ao feriadão de Tiradentes, um bom fim de semana!!
Bruno Thomaz, revigorado!

Ps: Não sei o que o desenho do Calvin tem a ver com o post, mas eu digitei no Google Imagens a palavra-chave “Social Life” e apareceu o desenho e eu gostei!!

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A M I G O S

Certa vez escrevi o seguinte texto sobre o título desse post:

Um dia, na nossa vida, acordamos, e ao olharmos para o céu, ele está nublado, cinzento, feio. Procuramos pelo sol, e não o encontramos. Os pássaros?? Estes nem cantam mais. As pessoas nas ruas te olham de cara feia e não sorriem.
As músicas parecem marchas fúnebres (seria do nosso velório?)... As horas não passam, e no fim do dia estamos com dor de cabeça, e loucos para ficarmos confinados em casa.
Mas o tempo passa, e um dia, como se fora mágica, acordamos, e lá está o céu azul, lindo como nunca. O Sol brilhando muito forte e os pássaros assoviando seus cantos alegrementes. As pessoas nas ruas nos sorriem, todas bom humor. As músicas são tão boas que até parecem marchinhas de carnaval. Nesses momentos desejamos que o dia não acabe nunca.
Mas o que aconteceu de tão sobrenatural que fez com que tudo mudasse assim tão de repente? Procuramos, procuramos e procuramos uma explicação para isso, e não nos damos conta de que a solução de nossos problemas está está em pessoas que tem um dom. O dom de nos fazer sorrir nas horas difíceis. O dom de nos ouvir quando precisamos desabafar. O dom de entender o que a gente passa, mesmo sem saber exatamente o que a gente passa. O dom de nos fazer pensar em outras coisas quando estamos pensando no que não deveríamos.
Essas pessoas que têm o dom,
não são sobrenaturais,
são Amigos.
E reparei que desde que comecei a correr eu fiz diversos novos amigos. Amigos de verdade, outros ainda não tão próximos, e tem uma terceira classe de amigos que são os virtuais que AINDA não viraram reais.

Como eu descrevi no texto acima, sem amigos não somos nada, então resolvi dedicar esse post aos amigos que de alguma forma contribuiram para minha performance nas corridas ou na internet, através do Correndo na Chuva!!!

  • Equipe Eduardo Saraiva: Eduardo, Bia, Giovani, Tita, Fábio, Caren, Zara, Ariane, Du, Ana, Gê, Lêti, Marcia, Ana Rita, Alice, José, Josué, Flávia, Rosângela, Gislaine, Sérgio, Paula, Simone, Gisa, Bruna, Careca, Nickolas.

  • Amigos não-corredores: Vânia, Ânderson, Danniel, Fernanda Scheid, Otávio Carpes.

  • Amigos das corridas: Carmem, Fernando, Claudia Chandelier, Magda, Marcia Miorelli, Jaque e Léo Ribas (PerCorrer), Álvaro, Adelaide, Julio César Baldi, Alessando Dreyer, Paulinho Stone e Stéphanie Perrone (Blogosfera), Vinicius, Diego, Amauri, Guilherme Myra e Andréa (PACE), Paulo Henrique Santos (ACORES), Luciano Vaghetti, Ângela Wolf e Patrícia Mello.

  • São Silvestre (equipe "Vamos que vamos"): Lediana, Reem Kamel, Catia, Juliano, Lia, Ângela, Waldir, Gabriel, Adriana, Magrão, Pablo, Valdecarlos, Henrique, Alécia, Guilherme, Nelma, Fernando, Rafael,


  • Amigos virtuais da blogosfera: Pati Gomes, Gabbardo, Marcio Villar, Gentil Jorge, Mayumi, Xampa, Ricardo Hoffmann, Luciane, Sandra Partridge, Helder Gusso, Tutta, Fabio Namiuti, Marildo Nascimento, Carlos Hideaki, Rodrigo Flores, Pablo Bravo, Carlos Lopes, Joaquim Adelino, Luis Mauricio, Diego da Costa, Tuco, Rachel Juraski.

  • Amigos virtuais do orkut: Éber Valentim, Rodrigo Damasceno, Lilliane Leal, Julliana, Vanessa Muradian, Lucas Helal, Helder Gusso, Marcelo Aguiar, Ronaldo Castro, Fê Brunacci, Roberto Brunner, Bruno Kenji, Regianne Casseb, Cintia Sadae, Pedro Campelo, Allan Caminha, Paulo Cizicov, Sabine Heitiling.
É, bastante gente... e olha que faltou um monte de nomes aí hein??
Aos citados acima e os não citados, meus sinceros agradecimentos!!
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Mais relatos da etapa Outono do Circuito das Estações da Adidas em Porto Alegre

Depois de fazer o meu relato da etapa outono do Circuito das Estações Adidas, trago aqui para os meus leitosres o relato de outros blogueiros que participaram desse belíssimo evento. Confiram!!

A Stéphanie Perrone do blog de mesmo nome traz o post "Etapa de Outono que mais parecia inverno". Já o Paulinho Stone, do blog do Paulinho e também do Blog do CORPA conta como foi o evento pelo lado do organizador em "Circuito das Estações - Etapa Outono". O Deco do blog Na Roda conta como foi a participação da sua equipe na prova, com um post chamado "Circuito das Estações Adidas 2009". E o casal Álvaro e Adelaide ainda não atualizou o seu blog, o A&A Running, mas vale a pena ler o post que eles fizeram no sábado. Post esse que tem como título "Amanhã é dia de Corrida - Circuito das estações adidas, etapa outono em Porto Alegre". A Revista O2, uma das organizadoras do evento, trouxe em seu site uma notícia sobre a corrida.

Façam bom proveito!! E não esqueçam de deixar um comentário para o pessoal dos blogs, parabenizando-os ou apenas agradecendo pelo relato!
Um grande abraço!
Bruno Thomaz

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Uma corrida. Uma chuva. Um recorde.

Faltavam ainda 2k para completar o percurso da primeira etapa do Circuito das Estações Adidas, quando olhei para o relógio e pressenti que estava muito próximo de cravar o meu recorde pessoal na distância dos 10k. E aí então surgiu a frase-título desse post: "Uma corrida, uma chuva, um recorde". Mas vamos começar do começo.

Dia 15 de março, domingo, céu nublado (e com muitas nuvens negras, como vocês irão ver em algumas fotos). 06h30min, o Eduardo passa aqui e nós vamos em direção ao local reservado para as tendas das equipes. Arrumamos as coisas e fui retirar meu chip.

O clima estava propício para uma grande corrida. Nesse momento ainda não chovia. Fui passeando pelo local procurando os amigos, para tirar as fotos. A primeira que encontrei foi a Stéphanie Perrone, do blog de mesmo nome. Tiramos fotos, como havíamos combinados através dos comentários no blog. Depois voltei para a tenda, e eis que aparece Patrícia Mello, a Patty, que eu conheci através da comunidade Just Run do Orkut e que converso por msn desde setembro ou outubro do ano passado. Primeira prova dela! Patty, parabéns!! Foi muito bom te conhecer pessoalmente!

Entre encontros e desencontros, acabei tirando foto com a Carmem, com o Fernando, com a Claudia Chandelier, com o Sérgio Xavier (editor-chefe da Runners World), com o Renato (editor do Sprint Final), com o Paulinho Stone, e obviamente, com os integrantes da minha equipe de corrida!! Eduardo, Letícia, Bia, Tita, Fábio, Marcia, Caren, Zara, Gisa, Ari e Adri. (Espero não ter esquecido de ninguém, senão depois corro o risco de não estar mais entre vocês para contar história hehehe).

Mas enfim, vamos para a corrida. Largada no horário pontual, ótima demarcação do percurso, placas de quilometragem muito vísiveis, e kit pós prova muito bom. Mas o maior elogio para a organização fica por conta das placas de "Faltam 400 metros", "Faltam 300 metros" e "Faltam 200 metros". Confesso que ver essas placas me deu um ânimo muito bom, pois acho que dei o famoso sprint final cedo demais e não conseguia ver o fim da corrida hahahaha. Valeu Iguana Sports, organizadores do Circuito das Estações Adidas.

O meu objetivo para essa prova era correr forte até o quinto quilômetro, e depois administrar. Se eu estivesse bem e tranquilo no quinto quilômetro, talvez mantivesse o mesmo ritmo. Ou então, diminuiria o ritmo por um tempo, afim de recuperar fôlego, para depois voltar a forçar o ritmo. E foi o que eu acabei fazendo. Dei a largada tranquilo, correndo forte (para os meus padrões), e cruzei o primeiro quilômetro com 4'25". Completei o terceiro quilômetro por volta de 13'20", e passei pelo quinto quilômetro com 22'18". Pronto, entre o quinto e o sexto quilômetro dei uma diminuida "brusca" no ritmo, passando pelo sexto quilômetro com mais ou menos 28'10". A partir daí tentei manter um ritmo de moderado a forte, para tentar cruzar a linha de chegada com menos de 48'52" (minha melhor marca até então). Mas, ao cruzar o nono quilômetro com 42'30", aumentei e muito o ritmo, fechando a prova com 47'06". Quarenta e sete minutos e seis segundos. Tempo cravado no meu cronômetro e confirmado pela organização da prova.

Deixa eu repetir: 47'06". Uma média de 04'43" por quilômetro.
Sensacional (para mim e meus limites e padrões).

Logo após, voltei para a tenda da equipe, troquei de roupa e ainda recebi uma massagem muito revigorante!! Tenda chique essa hein?

Abaixo algumas fotos que tirei antes e depois da corrida!! Outras fotos vocês podem ver em meu álbum do Orkut, clicando aqui.

A grande Carmem!!A foto que tirei com o Sérgio Xavier e o Renato (pena que ficou fora de foco).Patrícia!!!
Stéphanie Perrone!
A tenda da equipe!Fernando, grande amigo!
A Bia, uma pessoa nota 1000!A equipe reunida e descontraindo antes da prova.
Eu com a mulherada da equipe! Todo mundo de medalhinha!
O Paulinho Stone, do Blog do Paulinho.


Bem, essa foi a minha oitava corrida. A quarta de 10km. O melhor tempo de todas! E honrando o nome desse blog, foi Correndo na Chuva, que bati o meu recorde pessoal.

Atualização:
Fotos da medalha, do número de peito e do Certificado emitido pelo site da organização.




Um grande abraço a todos!!
Agora quero descansar um pouco (merecidamente) !!
Bruno Thomaz, mais faceiro que guri de bombacha nova.

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A estreia em 2009

Chegou o dia da estreia no ano de 2009. Um dia que eu estava aguardando desde o momento em que pipocaram os fogos de artifício na Av. Paulista, avisando que 2009 estava aí. Passei janeiro e fevereiro apenas treinando, aguardando calmamente o dia quinze de março. Calma e tranquilamente, pois eu sabia que de nada adiantaria eu ficar ansioso, pois ansiedade demais atrapalha e poderia prejudicar a minha prova.

Circuito das Estações Adidas 2009. Etapa Outono.
Uma prova que representa mais que apenas uma corrida, como já citei em posts anteriores e que foi muito bem lembrado pelo Álvaro em seu blog. Essa prova é um marco para Porto Alegre e a expansão do Running nas ruas da cidade. Esse circuito é a mostra de que Porto Alegre tem um potencial consumidor de mercado Running, e que futuramente outras grandes marcas deverão estar aparecendo por essas bandas.

E chega trazendo uma pequena inovação em uma cidade que possui um órgão regulamentador do trânsito que é avesso às inovações. Aqui em Porto Alegre, praticamente todas as provas tem como percurso a Av. Beira-Rio e dessa vez não vai ser diferente (por causa desse órgão incompetente que se preocupa mais em aplicar multas e ganhar comissão). Mas pelo menos o local da largada/chegada será diferente. Ao invés de largar no tradicional ponto da Usina do Gasômetro, a debandada da boiada será na altura da pista de skate do Parque Marinha do Brasil. Estive no local hoje, montando a estrutura da tenda da minha equipe, e confesso que fiquei impressionado com a mega-estrutura que a Iguana Sports montou no local. Algo nunca visto em Porto Alegre (sim, cariocas e paulistanos, minha cidade é pequena).

Então, amanhã, às 09h teremos a largada dessa prova que eu elegi como o símbolo do crescimento do running aqui em Porto Alegre. E para atestar isso, talvez pela primeira vez haja uma corrida em que eu possa encontrar todos os amigos no mesmo local. Pois em outras ocasiões é a Carmem que está ausente, ou a Patrícia, etc. Mas dessa vez tentarei encontrar por lá todos... Carmem e Fernando, Patrícia, Paulinho, Tephy, Álvaro e Adelaide, Julio Cesar, e claro também o pessoal da minha equipe: Eduardo, Letícia, Bia, Zara e Caren, Ariane, Marcia, Tita e Fábio!

Bem, coloquei as pilhas da máquina para carregar e pretendo tirar diversas fotos amanhã!
Um grande abraço para todos!
Amanhã estou de volta para contar a todos como estava o evento!!
Bruno Thomaz

Ps: Como é estranho escrever estreia sem acento agudo.
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Novos amigos, velhos hábitos!

Há um tempo atrás uma moça me mandou um recado bem simpático, através do meu perfil no Orkut, dizendo que havia visitado o Correndo na Chuva e que havia gostado bastante e disse que também era de Porto Alegre. Me contou também que já estava até inscrita na Meia Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro (dia 28/junho). Até aí tudo bem, respondi a ela, comentei com ela sobre a Meia das Cataratas, agradeci os elogios e ficou só nisso.

Mas para minha surpresa, depois da postagem "A importância do acompanhamento profissional", em que divulguei o e-mail e telefone do meu treinador, ela entrou em contato com ele e após algumas conversas, os dois se acertaram e começaram a trabalhar junto. Mas o detalhe fica pelo fato de que a moça (cujo nome é Marcia Londero) trouxe para treinar com o Eduardo mais alguns colegas, que juntos já vinham correndo no Parque da Redenção.

Nessa segunda-feira resolvi acompanhar o Eduardo até a Redenção com a intenção de conhecer o pessoal novo. Logo que a Marcia chegou acompanhada de uma colega (a Alice), ela me reconheceu e me apresentou para a Alice bem assim: "-Alice, esse é o Bruno, lá do blog". E começaram a falar sobre o blog, sobre a minha história e meus posts. Encheram tanto a minha bola que até fiquei convencido hehehe.

Marcia e Alice, adorei conhecer vocês duas! Sejam bem vindas à assessoria esportiva! Tenho certeza que ainda daremos muitas passadas e muitas risadas juntos!! E como diz o título do post: Novos amigos e velhos hábitos!! Se bem que correr não é um hábito tão velho assim, pelo menos para mim.


E aproveitando que a Revista IstoÉ traz na sua capa dessa semana uma corredora (matéria "Nascidos para correr"), faço uma crítica ao departamento de criação da Revista Runner's World Brasil:

Como é que uma revista que não é especializada em corrida tem o bom de senso de expôr na sua capa uma corredora de verdade, suada, com cara de cansaço e esforço, ao passo de que a Runner's World, que se diz "especializada" só coloca em suas capas imagens de modelos sorrindo, penteadas e fingindo que estão correndo? Me poupem... Querem mostrar algo que não é real?

E cada dia que passa é um dia a menos para a tão aguardada estreia em corridas no ano de 2009!! É domingo!!! Faltam 4 dias!! Circuito das Estações Adidas, etapa Outono!

Vamos que vamos!!
Bruno Thomaz
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Sou "padrinho"!!

Hoje, quando abri o quadro de mensagens enviadas ao blog pelo formulário de contato (no menu superior), recebi a seguinte mensagem:
"Bruno,

Acabei de inaugurar meu blog dedicado exclusivamente a corrida de rua, também uma de minhas paixões, além é claro, da viagens. O teu blog me inspirou. Você passou a ser o padrinho de meu novo blog. Ele está ainda no inicio, mas aos poucos vou incrementando. Já que você passou a ser o "dindo" do blog, te convido a passar lá, deixar o teu recado e inaugurar o espaço dos seguidores.
Obrigado Bruno por nos inspirar.
Abração.
Álvaro e Adelaide
A propósito: o endereço do blog é: http://aearunning.blogspot.com"
Confesso que fiquei muito emocionado, muito mesmo. Na hora não tive palavras para descrever a sensação boa que estava sentido. Ao visitar o blog, no primeiro post, uma foto do casal de blogueiros, e as seguintes palavras:
Acabamos de inaugurar no dia de hoje o blog A & A Runnig, com o objetivo de compartilharmos nossas corridas, nossos treinos, temas relacionados ao esporte, especialmente a corrida de rua e a saúde. Descobri uma enormidade de corredores blogueiros com blogs de altíssima qualidade, cujos links estarei também relacionando (a seção já está aberta). Exemplo destes blogs é o Correndo na chuva editado pelo Bruno Thomaz, que pela sua qualidade e texto me inspirou a também a criar este espaço, o que lhe conferiu o título de padrinho do A & A Running. Espero que este blog seja útil para quem já é corredor e mais do que isto, inspire aqueles que queiram entrar neste mundo maravilhoso da corrida. Bom pace a todos.
Depois de algum tempo pensando, o máximo que consegui foi agradecer aos dois pela honra e felicidade que me proporcionaram. É muito gratificante para mim, saber que de alguma forma estou incentivando as pessoas. Esse é o segundo blog de que sou "padrinho". Além do A&A Running tem o Correr para a vida da Pati Gomes.

É muito gratificante quando se é reconhecido pelo seu trabalho. E é muito bom receber esse tipo de homenagem espontânea.

Pena que fui ler a mensagem do Álvaro somente depois que já havia gravado o Podcast, senão com certeza teria comentado algo sobre isso no áudio. Bem, fica para o próximo!

Mais uma vez:
Álvaro e Adelaide, muito obrigado por me proporcionarem esse momento de alegria!

Um grande abraço, e não esqueçam de baixar e ouvir o podcast, no post anterior a esse!
Bruno Thomaz, o padrinho!
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I Ran (So far away) & Run Blogosfera

O ultramaratonista mais famoso desse mundo!! Cenas do Forrest Gump ao som de "I Ran (So far away)" da banda A Flock of Seagulls. Ótimo vídeo! A letra da música é muito boa, principalmente seu refrão!



Letra original da música:
I walked along the avenue.
I never thought Id meet a girl like you;
Meet a girl like you.
With auburn hair and tawny eyes;
The kind of eyes that hypnotize me through;
Hypnotize me through.

And I ran, I ran so far away.
I just ran, I ran all night and day.
I couldnt get away.

A cloud appears above your head;
A beam of light comes shining down on you,
Shining down on you.
The cloud is moving nearer still.
Aurora borealis comes in view;
Aurora comes in view.

And I ran, I ran so far away.
I just ran, I ran all night and day.
I couldnt get away.

Reached out a hand to touch your face;
Youre slowly disappearing from my view;
Disappearing from my view.
Reached out a hand to try again;
Im floating in a beam of light with you;
A beam of light with you.

And I ran, I ran so far away.
I just ran, I ran all night and day.
I couldnt get away.
E a tradução, para quem preferir:
Eu ando ao longo da avenida.
Eu nunca pensei que conheceria uma garota como você.
Conhecer uma garota como você
com cabelo castanho e olhos marrom-amarelado.
O tipo de olhos que me hipnotiza por inteiro.
Me hipnotiza por inteiro.

Então eu corri.
Eu corri pra muito longe.
Eu apenas corri.
Eu corri toda a noite e dia.
Eu não pude escapar.

Uma nuvem aparece sobre sua cabeça.
Um raio de luz brilha sobre você.
Brilha sobre você.
Essa nuvem se move para mais perto ainda.
Aurora Boreal chega à vista.
Aurora chega à vista.

Então eu corri.
Eu corri pra muito longe.
Eu apenas corri.
Eu corri toda a noite e dia.
Eu não pude escapar.

Estendida uma mão para tocar seu rosto
você lentamente vai desaparecendo de minha vista.
Desaparecendo de minha vista.
Estendida a mão para tentar de novo
estou flutuando num raio de luz com você.

Flutuando num raio de luz com você.

Então eu corri.
Eu corri pra muito longe.
Eu apenas corri.
Eu corri toda a noite e dia.
Eu não pude escapar.

Run Blogosfera

E seguindo a tendência de crescimento de adeptos do Running, a população blogueira se reproduz rapidamente na Run Blogosfera também. Temos alguns blogs novos surgindo e isso só vem a ser vantajoso! Quanto mais espaços sobre corrida na mídia surgirem melhor!!

Você, que é leitor assíduo e fiel do Correndo na Chuva, já deve ter percebido que é uma política da casa a valorização e incentivo dos novos blogs. E vai continuar sendo assim por muito tempo, pois aqui não existe ego nem vaidade. Ao contrário de alguns blogueiros que preferem se autodenominarem os "mais importantes e conhecidos", eu prefiro ser humilde e dar maior valor aos blogs novos e ainda pequenos, pois são esses que realmente escrevem com amor.

Hoje apresento a vocês, o blogueiro Diego da Costa, de Joinville-SC, com seu blog DIÁRIO DE UM CORREDOR NOVATO. O rapaz começou a publicar seus escritos no dia 7 de fevereiro e trouxe no primeiro post a razão pelo qual começou a correr e escrever:

O início...

No fim do ano passado, parei para analisar o ano que estava para terminar, como faço todos os anos. Procurei refletir sobre a minha vida, de que maneira eu estava direcionando-a. Fiz uma avaliação crítica do meu comportamento, personalidade, e vida pessoal. Assim como, determinei quais seriam as minhas prioridades para o próximo ano e, de que forma eu iria realizá-las.
Onde uma das minhas prioridades seria ter uma vida mais saudável, que “entraria em forma”. Já que, eu estava pesando 99 quilos, tendo 1,80 de altura, bem acima do meu peso ideal.
Para tanto, decidir começar a freqüentar uma academia e pouco depois resolvi começar a correr, resgatando uma paixão do tempo de criança.
Sendo que, resolvi criar esse blog com o objetivo de manter um diário pessoal. Em que, eu pudesse estar registrando minha evolução, minhas conquistas e ensinamentos adquiridas com a corrida.
Além disso, gostaria de ajudar de alguma forma a incentivar outras pessoas a correr. Já que, os benefícios que a corrida pode proporcionar em nossas vidas são inúmeros.


Taí, gostei, texto bom e bem escrito, agradável de ler, e motivador. Acredito que todo blogueiro tenha como uma das suas intenções a motivação, tanto própria quanto a de novos corredores, e o Diego consegue isso através das suas palavras!

Dêem uma passada lá no Diário de um corredor novato e confiram os posts do Diego!

Confira outros blogs de corredores clicando aqui.

Abraço a todos!
Bruno Thomaz
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Eu quero, eu posso, eu consigo.

Apenas um textinho simples, sem muita estrutura poética (nenhuma na verdade). Somente algumas palavras que escrevi quando estava em um dia não muito inspirado!

Sem limite

Quatro e trinta da madrugada.
Na rua, a escuridão ainda predomina.
Levanto da cama e lavo o rosto.
Preparo um café com frutas.

Visto um short, uma camiseta e um par de meias.
Abro o armário dos calçados,
Preciso escolher meu parceiro de hoje.
Decisão tomada, calço os tênis.
Agora estou pronto para ser o dono das ruas.

Primeiras passadas
o corpo ainda está duro.
Atravesso a rua e sigo meu destino.
Meu destino nesse momento é não ter destino.

Não tenho limite, corro até onde der.
Não tenho medo do desafio.
Eu quero, eu posso, eu consigo.

Rua deserta.
Céu estrelado, Lua cheia.
Asfalto ainda frio.
Silêncio, ouço apenas minha respiração.
O momento é meu. Meu e do meu corpo.
De mais ninguém.

Não tenho limite, corro até onde der.
Não tenho medo do desafio.
Eu quero, eu posso, eu consigo.

Sem relógio, sem noção de tempo.
Sem preocupações.
Isso é vida, isso é viver.
Não adianta, sou um viciado.
Sorriso no rosto, estou endorfinado.

Sou um viciado,
viciado pelo prazer de correr.
Sou um vencedor,
vencedor na arte de viver.

Está chegando o fim,
Mas não me desanimo,
pois amanhã irei fazer
tudo outra vez.


Daqui a pouco, treininho de 13k pelas ruas de Porto Alegre, e São Pedro deu aquela força! Nublado, ventinho, temperatura beeeeeeeem agradável (24ºC)!! Vamos que vamos!

Temos blog novo na área. É o Correndo & Escrevendo, do amigo Marcelo Diniz. Vamos dar aquela força para o mais novo blogueiro e mostrarmos a ele a tradicional hospitalidade dos run-blogueiros!!

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz
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Projeto Conte sua história [4]

E o nosso projeto "Conte sua história" continua de vento em popa. E dessa vez quem nos conta a sua história com a corrida é o meu amigo Luciano Vaghetti, daqui de Porto Alegre. Acredito que muitos de vocês irão se identificar com partes da história do Luciano.

Grande Bruno, aproveitando a idéia do "Conte sua história" estou aqui para colaborar e dividir com os leitores do teu blog os motivos que fizeram com que eu iniciasse nas corridas.


Meu esporte era o futebol, como o da grande maioria dos brasileiros do sexo masculino, desde pequeno não largava a bola de futebol influenciado pelo meu pai. Joguei em algumas escolinhas de futsal e quando atingi os quatorze anos comecei no futsal amador. Muitos treinos, campeonatos, vitórias, derrotas, tudo se encaminhava para que o futebol fosse o esporte que me acompanharia por muitos anos. Entretanto, com aproximadamente dezesseis anos encontrei um cisto ósseo no fêmur esquerdo, próximo ao joelho e tive que enfrentar uma cirurgia bastante complicada com enxerto ósseo no local. Passado o período de recuperação, quase um ano engessado desde a virilha até a ponta do pé, quando achava que tudo iria voltar ao normal, uma fratura no mesmo lugar fez com que eu voltasse para o gesso por mais seis meses. Além disso, por ser uma lesão óssea muito grande a fratura gerou uma rotação no fêmur, deixando um problema de simetria na minha perna esquerda.


Ainda tentei voltar ao futebol, mas nunca mais foi como antes, perdi a confiança, muitas lesões bobas e algumas de sérias de ligamento e menisco, me fizeram aos poucos perder a vontade de jogar. Sempre gostei muito de esportes, mas nenhum se comparava ao bom e velho futebol, até me encontrar com a corrida é claro.


Natural de Rio Grande, em 2003 vim pra Porto Alegre e meu esporte passou a ser a sinuca. Com ela veio junto a cerveja e o cigarro, acessórios imprescindíveis para se jogar uma boa sinuca. Diante disso o sedentarismo tomou conta do meu ser, barriga aumentando a cada semana, respiração diminuindo e assim caminhava a minha evolução, se é que dá pra chamar isso de evolução. Sempre digo que para largar um vício o mais fácil é arrumar outro, e foi o que eu fiz. Estava navegando na internet e vi que eu maio de 2007 aconteceria a vigésima quarta maratona de Porto Alegre, pensei que poderia completar os 10km da rústica, larguei o cigarro e comecei a treinar.


Completei a prova em 46 minutos e 53 segundos, um resultado maravilhoso para um marinheiro de primeira viagem. A prova foi sensacional, como é emocionante uma largada, só ouvindo o barulho dos milhares de tênis ao fazerem o contato com o solo, aquelas passadas marcadas, que só quem está concentrado na prova consegue perceber.


Aquele momento mexeu comigo, passou uma coisa tão boa que de lá pra cá já foram diversas provas, não larguei mais a corrida. Atualmente, treino quatro vezes por semana, com assessoria esportiva, meu objetivo é baixar dos 40 minutos nos 10km e já estou bem próximo. Além disso, neste ano planejo correr minha primeira maratona.


Embora a corrida me atraia por ser extremamente competitivo, hoje em dia, sinto muito prazer em correr na rua, com sol ou com chuva, me desligo completamente do mundo, é um momento que fico sozinho comigo mesmo, um momento em que conto as horas do dia para que chegue logo, louco pra correr sem rumo e sem destino, e quem sabe um dia tenha fôlego para fazer igual ao Forrest Gump.


Esse é o Luciano, na Corrida Eco Run de 2008.

Essa é a história do Luciano. Você quer ver a sua história por aqui? Então é só escrever e enviar para contato@correndonachuva.net. Mas não esqueça. Você tem que contar algo relativo à corrida! Como você começou? Aonde? Quando? Como foi sua primeira corrida? A sua emoção quando cruzou a linha de chegada?

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz

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Projeto Conte sua história [3]

Hoje vamos dar sequência ao "Conte sua história no Correndo na Chuva", publicando um texto do amigo Samuel Moreira, de Salvador. A história dele é muito boa e engraçada. Vale muito a pena dar uma lida e até deixar seu comentário após!
Vamos ao texto!


Você é maluco?

Calma, vou explicar:
comecei a correr há pouco tempo, isso se comparado com as inúmeras pessoas que conheci participando das corridas. Sempre fui admirador do movimento e até então tinha elegido o futebol como o meu esporte preferido. O tempo foi passando, passando e fui percebendo que os babas aqui em Salvador, como chamamos o futebol na beira da praia, foram ficando mais chatos. Os meus sábados eram sagrados aliados a conveniência com a maré, pois quando estava baixa a bola rola melhor.

Há um pouco mais dos meus 42 anos a chatice foi aumentando, pois ficava cada vez mais explícito a rejeição pela minha presença nos babas da praia. Aí comecei a analisar a situação, e o porquê do futebol estar ficando chato. Observei que uma boa parte, talvez a maioria, das pessoas que assim como eu iam jogar futebol na areia, estavam sumindo, com o passar dos tempo. O interessante é que até então não conseguia saber o motivo, até que um dia cheguei cedo para garantir o meu lugar e estranhamente pelo ao menos para mim, não fui chamado.

Até que uma daquelas vozes ainda em transformação me disse:
- Tio, assim que um de nós cansar dá o lugar para o senhor.

Já havia ouvido em outros sábados coisa semelhante, mas não dei muito importância, mas dessa vez acredite, doeu. A promessa foi cumprida, pois um daqueles FDP, quer dizer, Federação Desportiva da Praia, cansou e me deu o lugar. Conclui que realmente o futebol estava ficando uma chatice.

E ai, o que fazer?
Como já disse sempre fui admirador do movimento e num belo dia, resolvi me inscrever numa corrida. A Corrida Rústica dos Bancários com aproximadamente 7 km, sem ter nunca feito um treino, sem preocupação de calçar um tênis adequado, e nem me lembro se estava de meia, e lá fui eu. Hoje já entendo o porquê do meu desespero na chegada, mas deixa pra lá.

Achei bacana, participei de outra, mais outra e quando me dei conta já estava até treinando. E o negócio foi se tornando tão grave que até planilha de acompanhamento comecei a fazer. Hoje tenho no meu histórico, 46 corridas oficiais incluindo 4 meias maratonas, uma São Silvestre, fazendo um total de 471.665 metros corridos equivalentes a 37h07min20s e mais 1.657.218 metros com 138h58min42s em treinamentos num período de 2005 pra cá. Bem, essa estatística fica por conta da maluquice.

O fato de ter trocado o baba pela corrida não acabou com aquela história de "tio", só que tem uma diferença já que hoje em dia ouço coisas como:
-Pô! O tio corre pra caramba;
-Duvido que você corra igual ao meu tio;
-Vai tio, vai tio...

Finalmente cheguei à conclusão que tenho uma infinidade de sobrinhos.

Bem, e o: "Você é maluco?"
Há, sim, sou maluco por corrida.

Essa é a história que o nosso amigo Samuel quis compartilhar conosco aqui no Correndo na Chuva. Você também pode ver o seu relato publicado aqui no Correndo na Chuva! Para isso, basta escrever o seu texto e enviar para contato@correndonachuva.net. Mas não esqueça! O texto tem que ser original e narrar sua história com a corrida, como começou, onde, quando, como foi a primeira prova, e por aí vai. Não perca tempo, envie a sua história de amor com a corrida!

Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz
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Projeto Conte sua história [2]

Hoje quem conta a sua história no Correndo na Chuva é o amigo Luiz Sebastião, lá da cidade de Olinda-PE.

Ele nos conta sobre a sua primeira participação na tradicional corrida de São Silvestre e o texto está muito bom, apesar de um pouco extenso, mas vale muito a pena dar uma lida e depois comentar o que achou!


UMA CRIANÇA NA CORRIDA DE SÃO SILVESTRE - Luiz Sebastião Jr.

Em alguns momentos de nossas vidas é preciso ouvir a criança que vive dentro da gente, é preciso deixá-la sair, é preciso render-se às suas vontades.

Lembro como se fosse hoje dos finais de ano de minha infância, dos dias 31 de dezembro, da expectativa pelo ano novo que chegava, das mudanças que ocorriam naquela época do ano e de como, naquele dia específico, ficava vidrado na TV assistindo a um evento que à primeira vista não parecia ter nada a ver com os últimos momentos que antecediam às festas de reveillon: milhares de pessoas, pouquíssimas famosas, uma multidão de anônimos, correndo, algumas com faixas e fantasias, pelas ruas de São Paulo, na famosa Corrida de São Silvestre. Lembro de ficar dando voltas no jardim de casa me sentindo o próprio Rolando Vera, atleta equatoriano, campeão quatro vezes consecutivas naquela época. Recordo de dizer, para mim e para todos, que um dia iria correr a São Silvestre. Obviamente riam de mim e certamente pensavam algo como: “criança tem cada idéia!”

Alguns dizem que a gente cresce e acaba perdendo a ingenuidade, a pureza e a alegria da criança que um dia fomos. Não acredito nisso, apenas acabamos por esconder da sociedade o que de melhor temos, por medo de sermos ridicularizados. Adão e Eva foram crianças que ao crescer perceberam-se como realmente eram, e ficaram com vergonha de assim serem. Sentiram-se ridículos e passaram a usar as folhas de parreira da ignorância e da arrogância, encondendo a beleza de admitirem-se, como diz o grande Gonzaguinha, eternos aprendizes. A vontade de ser pequenos deuses nos faz esquecer de ser quem somos, belos, ingênuos, puros, felizes, aprendizes eternos. Passamos a nos preocupar com o pecado original ao ponto de esquecermos que originalmente somos mesmo inocentes, que antes do pecado há a inocência original.

Mas como disse no começo, um dia essas coisas voltam à tona, seja por mudança gradual ou, como é mais comum, por mudanças abruptas que nos fazem repensar nossos destinos, e mesmo que este “repensar” não altere completamente nossos caminhos, ao menos nos fazem trilhar, durante algum tempo, por trajetos pouco comuns. No meu caso um desses trajetos foi de exatos 15km, os 15.000 metros que separam a largada da chegada na Corrida Internacional de São Silvestre.

Setembro de 2007, um revés profissional precipitou-se em meu caminho. Nessas horas olha-se para o presente, para o futuro e bastante para o passado. Nesse momento, cruzo com o Luiz criança, correndo em torno de um “pé de flor” imaginando que os poucos metros daquela circunferência eram semelhantes ao asfalto paulistano. E num gesto de impulso lá estava eu, na internet, fazendo minha inscrição, comprando passagens aéreas, reservando hotel, correndo na beira-mar de Olinda, no começo mal agüentando 1km, mas persistindo dia após dia.

Mas não era apenas correr a São Silvestre que eu queria, meu objetivo era também retornar ainda em 2007 para casa. Queria “passar o ano” com minha família. No papel o plano estava bem delineado: corrida, corrida para o hotel, corrida do hotel para o aeroporto (Guarulhos), vôo saindo às 21h. Duração prevista: 3 horas e 20 minutos. Fazendo as contas não daria tempo, mas bendito horário de verão que o Nordeste não segue, de modo que se ganha uma hora voando-se contra o fuso. Previsão de chegada: 40 minutos antes de 2008 começar a explodir em fogos de artifício. Família meio contrariada com o rompante de alguém que sempre foi muito certinho. Por dentro, orgulhosa; por fora preocupada. Tempos de problemas aéreos, atrasos em aeroportos, probabilidade alta de entrar em 2008 sentado no chão frio de um aeroporto. Mas o processo já havia sido iniciado e havia outra dificuldade: não conhecia São Paulo! Bendito seja o Google Maps e o Motorola A1200. Nada como a tecnologia!

Entre passeios e descansos (repouso é importante) chega o grande momento. A Av. Paulista parecia com o carnaval da minha Olinda, sem as ladeiras (descobriria eu mais tarde que uma ladeira em especial me esperava em poucas horas). Gente fantasiada, sorrindo, tirando fotos, enfim, uma festa onde éramos ao mesmo tempo convidados e homenageados. Eu estava em uma competição esportiva, oficial, profissional, sem a mínima chance de fazer um tempo menor que 2h, mas o povo estava lá para torcer por nós. Onde isso acontece? Já imaginaram um Fla x Flu, um Corinthians x Palmeiras, um Náutico X Sport (só pra lembrar da minha terra) e ao final do jogo o público esperar para ver uns peladeiros jogarem? Pois bem, os quenianos já haviam ganho a corrida a mais de uma hora, mas muita gente continuava ali, principalmente na tal ladeira, na inacreditável subida da Brigadeiro Luís Antônio, dando força para que não desistíssemos. Só a São Silvestre permite isso, esquecer de tempo e de posição, e pensar apenas em cruzar a linha de chegada.

Mas eu pulei o início e fui quase para o fim. Voltemos... vai se aproximando a hora da largada e a ampla Av. Paulista parece encolher, até o ponto em que você percebe que não há mais como sair de onde está. A ansiedade vai para as alturas, o narrador ao longe anuncia a largada, bolas de gás são lançadas no céu, o barulho dos fogos de artifício ressoam pelo ar, todos batem palmas e... e... e... e continuamos ali parados. É nesse instante que eu percebo que antes da Corrida de São Silvestre, existe a “Parada de São Silvestre”, de onde eu estava ficamos cerca de seis minutos parados. Aos poucos começamos a nos arrastar bem lentamente: a “Arrastada de São Silvestre”. Mais alguns minutos e conseguimos enfim... caminhar (“Caminhada de São Silvestre”). Após doze longos minutos eis que me deparo com a placa de... LARGADA.

O começo é uma maravilha, todos sorrindo, aplausos, o Shrek e um dos Transformers correndo ao meu lado, descida da Consolação, as pessoas se confraternizando, pouco se importando com o tempo, brincando com o semáforo que acabara de ficar vermelho dizendo que devíamos parar. Contudo, o melhor foi ver os corredores cantando uma música bem conhecida ao dobrar uma certa esquina: “alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga e a Av. São João”. Tem coisas que a Globo não mostra!

Calor escaldante! A metereologia informou que o dia anterior havia sido o dia mais quente de 2007 na capital paulista e o dia seguinte não devia estar perdendo por muito. Água? Só no km 4, um absurdo, e ainda mais quente. Até isso virou piada no orkut, pois alguém muito espirituoso justificou que a água quente devia ser para honrar o pacote de café que veio no kit do corredor, brinde de um dos patrocinadores. Bem, mas isso é um detalhe...

Km 5, Elevado Costa e Silva, primeiro trecho em aclive, os efeitos da empolgação passando e de repente a gente se vê perguntando a si próprio o que se está fazendo ali. Um dos voluntários, não sei se querendo estimular ou fazer gozação diz: “ah, se continuar assim não completa os 15km". Provavelmente o comentário era para que corréssemos mais rápido, mas aí me lembro da fábula do Ésopo, da lebre e da tartaruga, que deve-se ir devagar se vai-se ao longe. Diminuí o ritmo, eu estava só em São Paulo e lembrei-me que até a virada de 2007 para 2008 eu teria que enfrentar outras corridas. Portanto, não podia exagerar!

Km 8 e um dos momentos mais cruciais segundo meu planejamento. Se fosse desistir deveria ser ali, pois passando daquele ponto, voltar demoraria mais do que completar a corrida. Pensei: “só em estar aqui já é muito!, vou voltar para o hotel e começar meu regresso com mais tempo de sobra”. Aí a criança voltou a incomodar, a querer sair de dentro e com ela saiu também uma força estranha, talvez a mesma força que o Caetano disse que fazia o Roberto Carlos cantar. Resolvi continuar...

Tudo ia bem, até o ritmo melhorara, faltavam apenas 2km, só que, se no meio do caminho do Drummond havia uma pedra, no meio do meu caminho havia a já comentada “subida da Brigadeiro”. Contornar a esquina que me levava novamente à Paulista e ver uma placa escrita CHEGADA, parecia um sonho. Mas quando o sonho se mostrou bem real, o cansaço sumiu, a prudência se escondeu e se um dia eu conseguir correr os 15km naquele ritmo que corri os últimos 200m, é melhor que os quenianos se cuidem...

Brincadeiras à parte, cruzar a linha de chegada junto com o Luiz criança que agradecia pelo Luiz adulto ter tornado aquele sonho real, foi uma das melhores experiências da minha vida. Para encurtar a história, o plano de estar junto à família à meia-noite, a despeito de todo o caos aéreo fartamente noticiado naqueles dias, também se tornou realidade.

Às margens da praia de Boa Viagem, vendo o show pirotécnico ali apresentado, a medalha de participação na corrida era mais do que uma medalha, era a comprovação de que aqueles momentos foram reais, que embora nada pudesse garantir que 2008 fosse ser realmente um feliz ano novo, ao menos aquele dia seria novo sempre que eu fizesse sua memória, até porque etimologicamente fazer memória não é apenas recordar o fato, mas sim vivenciá-lo novamente em cada recordação, é acabar com o paradigma do tempo – passado, presente, futuro – é criar um rito, que na definição da raposa do livro do pequeno príncipe, é fazer com que um dia seja diferente dos outros dias, uma hora seja diferente das outras horas.


Esse é o relato do Luiz. Você também pode ver o seu relato publicado aqui no Correndo na Chuva! Para isso, basta escrever o seu texto e enviar para contato@correndonachuva.net. Mas não esqueça! O texto tem que ser original e narrar sua história com a corrida, como começou, onde, quando, como foi a primeira prova, e por aí vai. Não perca tempo, envie a sua história de amor com a corrida!

Um abraço para todos
Bruno Thomaz
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Projeto Conte sua história

Hoje, a partir desse post, estou colocando em prática uma idéia que há tempos estou desenvolvendo. Até criei um projeto de nome "Conte sua história no Correndo na Chuva", e consiste de corredores amadores (como eu) escreverem a história da sua vida com a corrida. Porque começou a correr, quando, aonde, a primeira vez que correu uma prova, etc. Assim como eu já contei diversas vezes sobre a emoção que senti ao completar minha primeira prova, achei que muitas outras pessoas iriam querer ter o gostinho de usar o meu humilde espaço na blogosfera para contarem a sua história também.

Quem quiser participar, sinta-se a vontade para escrever seu texto (podendo ser ilustrado), enviando para o e-mail do blog, o contato@correndonachuva.net.

Acredito que desta forma, podemos incentivar muitas pessoas a começarem a correr. Pessoas que já sentem um pouco de vontade, só faltando mesmo o incentivo. Espero que essa idéia prospere e tenha vida longa.

Para dar a primeira passada então, um belo texto da minha amiga Regianne Casseb, de Montes Claros, MG.



CORRENDO NA CHUVA - Regianne Casseb

“- Correndo na chuva?
- Sim, e o dono do blog vai publicar.
- Por que este nome para um blog?
- Sinceramente? Nunca parei para pensar nisso. Mas faz muito sentido...”

Quando eu era criança, sempre gostei de andar na chuva...da sensação de liberdade que isso me dava.

Na virada do ano 2005 para 2006, a agenda nova tinha um campo para ser preenchido, na verdade uma página inteira. Ali eu escrevi só uma palavra: CORRER!

Sim, em 2006 eu queria correr. Mas como assim, correr? Praticante de musculação desde 1992, com intervalo somente numa das gestações, me sentia pesada, sem resistência aeróbica. As caminhadas eventuais não me estimulavam...Queria correr!

Curiosamente, tinha um bloqueio emocional...uma vergonha de correr na rua, onde todos me veriam, sei lá, desengonçada? Por isso, a decisão, assim...objetiva, pensada!

Quando dei meu primeiro trote, e ‘morri’ em dois minutos, achei que nunca conseguiria. Mas fui atrás de informação, perseverei e daí a alguns meses trotava 30 minutos seguidos. Contratei uma personal, que montou um programa detalhado e me acompanhava uma vez por semana. Funcionou. Consegui evoluir e passei a me considerar uma corredora de rua.

O corpo melhorou, a disposição...Nossa!!! Pequenos detalhes valiosos. Incorporei definitivamente a corrida à minha rotina de atividades físicas. Com uma vantagem, levo para onde for.

Na verdade não tinha e não tenho grandes ambições na corrida. Aos poucos fui vendo que para mim é melhor assim mesmo. É suficiente preservar somente o prazer, sem os ‘ferimentos de guerra’ das longas distâncias. Quero mesmo é sentir o sol e o vento no rosto, me abstraindo de todo o movimento das ruas, levar minha prática para qualquer lugar, conhecendo novos trajetos, parques, cidades, pessoas. Isso me basta!

Voltando ao nome do blog, para quem corre na rua, como eu, a chuva pode ser vista como um obstáculo. Acho que ‘Correndo na Chuva’ na verdade retrata a gana que temos de colocar o tênis e sair correndo, faça sol ou faça chuva. Ou seja, é aquele contrato celebrado pelo corredor consigo mesmo...

Nosso ‘compromisso’ com a corrida é sacramentado a ponto de nos fazer declinar do convite feito pelo sofá e pela TV, quando começa aquela chuvinha gostosa pingando na janela.

Melhor ainda, é quando ela – a chuva - nos pega no meio do treino, cansados, suados, mas já endorfinados. Os primeiros pingos nos refrescam, os seguintes nos ensopam, e, continuando a chuva, outros nos atrapalham a visão, encharcam as meias, mas lavam nossa alma...Então só penso em abrir os braços e fazer o vôo de Vanderlei Cordeiro de Lima. Tirem todos das ruas, parem os carros, pedestres, bicicletas. Estou correndo de olhos fechados. A rua é MINHA!!!

Faço agora a cena principal do meu filme, como Gene Kelly, em “Dançando na Chuva”, sou livre, feliz, tenho absoluto controle do meu corpo, tempo e espaço. Estou voando."
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Voltando a ativa...

Da melhor forma possível!!

Hoje tava um dia lindo e não podia ser diferente, afinal era o dia em que eu iria voltar aos treinos depois de ter voltado de São Paulo! Cheguei na pista por volta das 18h30min e passei mais tempo conversando com que treinando... Estava contando para meus amigos sobre tudo o que aconteceu durante a São Silvestre, e eu que sou pouco emocionado nem falei muito né hehehe...

O treino de hoje era apenas um teste de 2400m. Distância que fiz em 10'33", um pace de aproximadamente 4'23" por km. Um ótimo tempo, para quem fazia tempo que não vinha treinando intensidade, já que eu estava visando a Sâo Silvestre e só estava fazendo treinos de manutenção de ritmo nas semanas que antecederam a prova.
Fiquei bem satisfeito com meu treino, mas o que mais me deixou feliz foi o comentário de um grupo de corredores que encontrei na saída do clube.

Estava eu me dirigindo à saída, quando vi um grupo entrando e uma moça com uma regata semelhante à minha (da São Silvestre) só que a dela era da 82ª edição, daí puxei assunto com eles, falei sobre a prova desse ano, mostrei a medalha e a camiseta do kit, e papo vem, papo vai, acabei sabendo que eles participaram da Meia Maratona das Cataratas do ano passado, e que inclusive ela foi 10ª colocada geral. Daí lá pelas tantas eu falei que corro só desde agosto, e que tinha 80kg quando comecei. Foi então que eu recebi o melhor elogio que uma pessoa que quer emagrecer pode receber. Quando disse que estava com 80kg quando comecei, eles tudo me olharam, com uma certa cara de surpresa, e perguntaram: "Nossa, sério?". Eles não acreditaram que eu um dia estive com 80kg. E isso me deixou muito bem, muito mesmo!!


E de fato, quem me conhece hoje não consegue imaginar eu com 8kg e 5% de gordura corporal a mais. Mas nessa quinta irei fazer uma nova avaliação corporal e então poderei atualizar meus dados com mais precisão!

E gostaria também de dar as boas vindas a mais um blogueiro de corridas! O Orlando, um não corredor que corre, criou seu blog nos últimos dias de dezembro, e está começando a dar os primeiros passos na blogosfera da corrida!! Seja bem vindo amigo Orlando! O Blog dele você pode conhecer clicando no endereço:
www.orlandoumnaocorredorquecorre.blogspot.com
.

Ah, agora o Correndo na Chuva é PONTO NET. Agora ficou mais fácil acessar o blog. É só digitar www.correndonachuva.net e não mais o blogspot.com, mas o antigo continuará valendo também!!

Um grande abraço a todos!
Bruno Thomaz

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Repouso...

Repouso: sm. 1. Ato ou efeito de repousar. 2. Ausência de movimento.

Repousar: v.t. 1. Aliviar a fadiga a; descansar. 2. Acalmar. 3. Estar estabelecido; assentar-se. 4. Basear-se; fundar-se. 5. Jazer. Int. 6. Estar em repouso; descansar. 7. Dormir.

Desde que cruzei a linha de chegada da São Silvestre que não sei mais o que é correr. Já são cinco dias sem treinar. Até amanhã, às 18h (que é a hora que volto a treinar) vão ser aproximadamente 144 horas sem siquer dar um trotinho. É muito tempo parado... Desde que comecei a correr, no início de agosto, é a primeira vez que eu fico mais de 3 dias sem treinar.

Mas, levando em conta que nos últimos meses de 2008 eu vinha sentindo um leve desconforto na coxa direita, essa paradinha pode ser essencial para dar aquela recuperada no corpo né...

Amanhã é dia de calçar o Pégasus e tirar o atraso. Com certeza o meu treino vai ser algo bem leve, recuperativo, e assim será durante janeiro e fevereiro. Os chamados treinos de manutenção, de base. Vamos começar 2009 da maneira mais correta que é planejando chegar ao fim inteiro e conseguir fazer as provas que pretendo participar.

Em breve estarei voltando a relatar meus treinos e corridas por aqui!! Mas enquanto não volto aos treinos, vamos se divertir com uma história curiosa e romântica que aconteceu durante a São Silvestre.
No dia do jantar de massas no Viena, conheci um casal muito legal lá de Fortaleza, o Fernando e a Nelma. Infelizmente não consegui encontrar o pessoal no dia da corrida, e acabei perdendo a cena que vocês verão abaixo.

O Fernando pediu a Nelma em casamento logo após a prova e os padrinhos e testemunhas foram o pessoal da equipe "Vamos que vamos", equipe simbólica criada pelo grupo que se reuniu no jantar de massas!! Parabéns aos noivos!!
 


E durante o mês de dezembro, deixei três enquetes para que os leitores dessem seu voto. Eis os resultados das enquetes de dezembro:
enquetes dezembro

Por hoje é só!
Um grande abraço e feliz 2009 para todos!
Bruno Thomaz

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São Silvestre 2008 - A corrida.

Às 15h45min saímos do hotel e nos dirigimos até a Pamplona com a Paulista e ficamos ali pela esquina conversando, tirando fotos, olhando a multidão, tomando água, ou seja, matando tempo mesmo. Logo após saímos dali e nos dirigimos ao local aonde iriamos largar, próximo da placa de ritmo 8min/km (sim, largamos bem do fundo).

PC280261

Eu e a Caren pretendíamos fazer algo em torno de 5min/km, já o Edu, a Bia e o Zara pretendiam terminar a prova, independente do tempo, pois os três estão com algum problema. O Zara tá sentindo dores na parte posterior do joelho, e já estava há tres semanas sem treinar direito. A Bia tá com problema no calcanhar e vinha treinando sempre bem leve e o Edu sentiu também o calcanhar nas vésperas da corrida.

S.Silvestre 035

Exatamente às 16h52min foi dada a largada. Nós continuamos parados. Nós e o resto da multidão. Andando próximo de nós estavam o Sulley e o Mike, os monstros do filme de animação Monsters INC. Demorou cerca de quase 20 minutos para chegarmos até o pórtico de largada. Pouco depois passamos pelo tapete de cronometragem e acionei meu cronômetro. A Caren venho no mesmo ritmo que eu, me acompanhando. Por termos largado bem atrás, as pessoas que estavam próximas de nós estavam em um ritmo mais lento, logo eu e a Caren tivemos que correr em zigue-zague, ultrapassando os corredores, mas isso não foi problema para nós.

Na Consolação passamos pelo Batman, e o povo ficava gritando "Vai lá, Batman!" ou então gritavam "Batman, cadê o Robin?" e ele respondia "Não veio, tá com dengue!".

Eu e a Caren continuamos tranquilos, passamos pelo km1 com 6'30", e achamos que estava bom, porque agora talvez conseguíssemos melhorar o ritmo de acordo com o "esvaziamento" do pelotão.

Me diverti bastante com os corredores fantasiados, mas não gostei da atitude de dois deles. Um fantasiado de boxeador que parava toda hora de correr para fazer um showzinho de socos no ar para o público e um outro que encontrei na Av. Rio Branco, caminhando fazendo embaixadinhas com uma bola e atrapalhando muita gente.

Também achei bem curioso a quantidade de pessoas que "quebram", caminhando, em diversos pontos das corridas. Pessoas que passavam a milhão por mim, e minutos depois estavam caminhando.

Eu e a Caren alternamos o posto de água, passando reto pelo primeiro, terceiro e último posto de água, pegando água somente em alguns. Em momento algum da prova pensei que talvez eu tivesse que diminuir o ritmo ou parar, pelo contrário, achei que poderia até ter forçado pouco mais.

Como detesto descidas, ao sairmos da Av Rio Branco disse para a Caren: "-Graças a Deus, agora só tem subida". Ela riu e achou que eu tivesse apenas brincando, mas logo ela percebeu que eu falava sério. Quando cruzamos o Largo Paissandu eu aumentei um pouco meu ritmo e me distanciei um pouco dela. No começo da Brigadeiro eu aumentei meu ritmo, chegando a fazer o km do 13 ao 14 em 4'40". Pouco antes do fim da subida diminui um pouco o ritmo para esperar a Caren, mas logo que ela chegou em mim ela disse: "Pode ir Bruno, se encontramos lá depois da chegada", e eu fui, aumentei novamente o ritmo na Brigadeiro, dei o sprint na Av. Paulista e cruzei a chegada com um tempo líquido de 1 hora, 24 minutos e 33 segundos. A Caren chegou 22 segundos após eu ter chegado. O meu pace acabou ficando em 5'37" por km.

Depois de entregar o chip, pegar a medalha e retornar para a Paulista, chegou o Zara, com um tempo aproximado de 1h46min. Doze minutos depois apareceram a Bia e o Edu, que fizeram em um tempo de 1h58min.

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A emoção de participar dessa prova é tanta que eu demorei para encontrar palavras para descrevê-la. E ainda não consegui. Só sei dizer que realizei um sonho. Que o fato de eu estar lá, correndo naquela multidão (que eu não enxergava aonde começava e nem aonde terminava), com o público ali, incentivando, jogando água de mangueira, gritando, aplaudindo todos os corredores, isso foi demais. Preço nenhum paga isso. Durante todo o percurso eu me emocionava. Quando estava na Brigadeiro e sabia que faltava pouco, eu fiquei pensando em milhares de coisas, de tudo que passei até chegar ali. Na Av. Paulista eu quase chorava de tanta emoção. Cruzei a linha de chegada com lágrimas nos olhos, pronto para a próxima São Silvestre.

Acabei não prestando muita atenção nos tais pontos turísticos da prova. Não vi o Cemitério da Consolação, não vi o Memorial da América Latina, não vi nem a Av Ipiranga nem a São João, quanto menos a famosa esquina entre as duas ruas. Não vi o Teatro Municipal. Acho que só vi mesmo foi a Faculdade de Direito da USP e o Viaduto do Chá. Quem sabe em 2009 eu vá de novo e preste mais atenção nesses detalhes.

Após a prova comecei a perguntar para as pessoas se sabiam quem havia ganhado a prova e ninguém, até da organização, não sabia me dizer. Fui descobrir que o vencedor era o James Kipsang só de noite, no Jornal Nacional. Mas fiquei mesmo feliz com o fato de a Marily dos Santos ter chegado em terceiro lugar. Dos atletas que eu conheci, ela foi a pessoa que eu mais gostei. Simpática, querida e humilde, conversou bastante comigo e com a Bia, e eu realmente estava torcendo por ela. Parabéns Marily!! Você merece menina!!

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São Silvestre 2008 - O 3º dia.

Primeiro de janeiro de 2009. Acordamos, tomamos café e voltamos ao quarto para arrumarmos as coisas e se preparar para deixarmos São Paulo. Após isso, quando descemos já com as malas, encontrei algumas pessoas lá embaixo, e entre elas estavam os dois vencedores da prova. O queniano James Kipsang e a etíope Yimer Wude. Obviamente que tirei diversas fotos com eles.

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Após as fotos, já estávamos prontos para partirmos.
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E às 18h eu já estava em Porto Alegre. Já pensando na próxima São Silvestre.

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São Silvestre 2008 - O 2º dia.

No dia 31, o dia da prova, acordei cedo para tomar o café no hotel, e foi muito bom tomar o café acompanhado dos meus colegas da equipe e rodeado dos atletas da elite. Tiramos fotos com alguns nesse momento.

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Abaixo, eu e a Bia com o queniano Kiprono Mutai, que acabou ficando em terceiro lugar na corrida.
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Acima, Claudir Rodrigues, campeão da Maratona de São Paulo e do Rio de Janeiro. E abaixo os atletas José Teles e Gládson Barbosa, junto com a Bia e a Caren.
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Após o café fomos dar uma caminhada pela Av. Paulista, para vermos como estava a movimentação da organização da prova. 
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Aproveitei também para tirar uma foto de uma faixa que achei um tanto curiosa pelo termo que estava escrito nela: "faichetária".
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Depois fomos almoçar e voltamos para o hotel para nos prepararmos psicologicamente para o grande momento: A corrida. 

Nesse post irei pular a parte da corrida, deixando esse momento para um post único após esse.

Após a corrida e voltarmos ao hotel, se preparamos para o Reveillón. Passamos a virada lá na cobertura do hotel, em uma festa que o hotel preparou. De lá dava para ver todos os fogos de artifício da Av. Paulista e o hotel também preparou um show pirotécnico. Foi lindo de ver. O Edu filmou os momentos, assim que eu receber o vídeo posto por aqui. Logo após a virada, havia um grupo de atletas africanos por ali, e fomos convidados a tirar fotos com eles. (Para ser sincero, só sei o nome de dois atletas desse grupo, que é o tanzaniano Marco Joseph (o bem da esquerda) e a Nancy Kipron que é a que está do meu lado). 
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São Silvestre 2008 - O 1º dia.

Vou iniciar o meu relato sobre a minha participação na São Silvestre pelo dia 30 de dezembro, às seis e meia da manhã. Nesse horário eu estava no aeroporto, pronto para embarcar no Vôo 2101 da Gol, com destino Congonhas e previsão de chegada às 08h36min. Junto comigo nesse vôo iria a Bia e o treinador Eduardo. Eu, Bia e Edu no aeroporto.

Chegamos em São Paulo um pouco antes do previsto, às 08h20min, e fomos direto para o Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro retirar os kits. Ao chegar lá e ver aquele monte de pessoas em volta do ginásio comecei a sentir as primeiras emoções.O clima de confraternização já dava seus primeiros sinais por ali mesmo. Um grupo de baianos apareceu tocando seus instrumentos de percussão e fazendo uma bonita festa lá no local. A Bia ainda aproveitou para fazer um teste de pisada que a Mizuno estava proporcionando no local.
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Logo após fomos à feira de vendedores ambulantes que se encontrava do lado de fora do Ginásio, e eu acabei comprando uma camiseta regata alusiva à 84ª São Silvestre e uma camiseta de mangas compridas vermelha.

Dali fomos a pé até o nosso hotel, já aproveitando para conhecer um pouco mais de São Paulo. 20 minutos de caminhada e já estávamos no Hotel Trianon Paulista, que fica na Alameda Casabranca 363. Fomos direto para os quartos, e combinamos de nos encontrarmos dali a pouco lá na recepção para darmos uma caminhada pela região e também para almoçarmos. Quando estamos saindo, encontramos o Franck Caldeira sentado na frente do hotel, e pedimos para tirar uma foto.


São Silvestre Bruno 2

Saímos, almoçamos, e quando voltamos, encontramos uma aglomeração da imprensa em frente ao hotel. Era o Vanderlei Cordeiro de Lima que estava por ali. Ficamos por ali esperando para tentarmos tirar uma foto. PC270254
Não só tiramos a foto como ainda fomos filmados e meu treinador, entrevistado. A reportagem foi exibida no Jornal da Globo, do dia 30/12. Você pode ler a reportagem clicando aqui, e o vídeo abaixo:

Logo após isso, matamos tempo durante a tarde, esperando chegar o resto do nosso pessoal, o Zara, a Caren, dona Gisa (mãe da Caren) e o Nickolas (filho do Zara e da Caren). Duranta a tarde ainda encontrei uma das maiores figuras do atletismo feminino atual do Brasil e que fiz questão de tirar fotos com ela. Marily dos Santos .


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Marily dos Santos, maratonista brasileira em Pequim.

Às 20h, havia uma janta com o pessoal da Comunidade da São Silvestre no orkut. A janta foi no Restaurante Viena, do Conjunto Nacional. Fomos eu, o Edu e a Bia, e ao chegarmos lá já se encontrava um pessoal. A cada instante chegava mais gente, e no fim totalizou 26 pessoas de 10 estados diferentes.
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Estavam presentes pessoas do RS, SC, PR, SP, RJ, MG, MT, CE, AL e MA. Um pequeno agradecimento à Catia, do RJ, que se esforçou para que essa janta saísse!! Foi muito boa essa janta, e o pessoal muito show de bola! (nas fotos: acima, Cátia; Magrão. Abaixo: Lediana; um lado da mesa). Janta comunidade1Janta comunidade4 Janta comunidade3Janta comunidade11

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Correndo na Chuva © Desde 21 de setembro de 2008. Por Bruno Thomaz. TNB

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