3'54".


Todo mundo tem seus momentos inesquecíveis, seja ele um momento maravilhoso ou trágico e cômico. Você pode se lembrar da primeira vez em que tomou bebida alcóolica, ou porque se sentiu o fodão ou porque tomou um porre e vomitou três dias seguidos.

Eu, Bruno, como todo ser humano normal (ok, há controvérsias sobre a parte de ser normal), também tenho muitas histórias que lembrarei forevermente (a menos que o Alzheimer me pegue né). E uma delas aconteceu hoje.

Normalmente todo mundo lembra da primeira vez de algo marcante, não é mesmo? Eu lembro de quando aprendi a caminhar. Lembro do meu primeiro cartão vermelho em um campeonato de futebol na escola. Lembro do primeiro beijo (óbvio, todo mundo lembra do seu). Lembro da primeira briga. Lembro de quando comecei a correr (nossa, faz tanto tempo ¬¬), lembro da primeira meia maratona (como se fosse ontem). Pois a partir de hoje irei lembrar também do dia em que fiz um quilômetro abaixo de quatro minutos pela primeira vez. Sim, é besteira para alguns, para outros não, mas para mim é super importante! Cara, eu fiz um tiro de 1000m em 3'54". Sabe o que é isso? Não? Ok, nem eu sei. Mas eu fiz!!


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Foz do Iguaçu - Meia Maratona das Cataratas

E aê galera...
Faltando cinco dias para embarcar rumo a Foz do Iguaçu, resolvi republicar por aqui um post de autoria da Cacá, que originalmente havia sido publicado no blog dela. E como disse anteriormente em outro post, estou bastante ansioso por essa viagem, pois terei a oportunidade de conhecer diversos corredores blogueiros, entre eles a própria Cacá!

Um grande abraço a todos

Bruno Thomaz


Oi Pessoal!!

Dia 05 de julho acontece em Foz do Iguaçu, a III Meia Maratona das Cataratas, e eu estarei lá para presenciar esse evento!! Além de estar na torcida, já que será a estreia do Tuco, meu irmão, nos 21k, e irei conhecer o Bruno, do Correndo na Chuva.



Vou aproveitar pra ver minha família, que mora na região (Medianeira), e pretendo fazer uma parada básica no país dos hermanos, Paraguai, e quem sabe em Puerto Iguaçu, Argentina. Uma boa dica para quem pretende fazer compras e não quer passar pela alfândega Argentina e nem pagar impostos dos produtos adquiridos, é o Duty Free Shop Puerto Iguazú, que está localizado ao lado da aduana Argentina. Além da tranqüilidade e segurança, ainda existe o conforto de encontrar praticamente todos os produtos desejados, como bebidas, perfumes, cosméticos, tabacaria, eletrônicos, computadores e acessórios, roupas, comestíveis e brinquedos.

Eu e Michelle (irmã) no Duty Free Shop

Já no Paraguai, a cota é de U$ 300 por pessoa, e todos que retornam devem fazer registro das mercadorias na aduana brasileira, e acima desse valor deve ser recolhido imposto na aduana.

Fazendo compras no Paraguai

Uma boa pedida dentro das Cataratas é o passeio de barco do Macuco Safári. Já dentro do barco, as primeiras quedas a serem avistadas são os saltos batizados de "Três Mosqueteiros". Ali o piloto manobra e aproxima o barco o suficiente para proporcionar um rápido e divertido banho nos passageiros; é o “batizado” nas quedas com aproximadamente 80 metros de altura. Depois vem o retorno nas corredeiras agitadas do Rio Iguaçu, até chegar num grande remanso, onde o aventureiro pode pular do barco e nadar tranqüilamente.


Passeio de barco Macuco Safari

Mais informações no blog Meia Maratona das Cataratas.

Um abração a todos!!
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A famosa "dorzinha" do lado

Oi pessoal!!

Como eu já sofri muito com essa dorzinha, a tal "dor lateral", e conheço muita gente que também já sofreu e inclusive desistiu de correr por causa dela, resolvi fazer um post exclusivo sobre o assunto.

Quem já não sentiu um dia, ao correr um pouco mais rápido, uma pontada forte bem embaixo das costelas, que às vezes até nos impede de continuar correndo? É aquela dorzinha bem conhecida dos iniciantes em corridas e até mesmo de atletas muito bem treinados (Vanderlei Cordeiro de Lima interrompeu uma prova importante por causa desta dor!) e que cada um costuma chamar por um nome: dor desviada, dor do lado, dor do baço, dor de atleta e tantos outros.

O fato é que é uma dor aguda abaixo das costelas e que realmente judia de quem corre. Esta dor é conhecida por uma "pontada", uma dor aguda que na realidade pode aparece tanto à direita como à esquerda - a mais frequente - que acontece quase que exclusivamente quando realizamos exercícios na posição ereta e com algum impacto e que obviamente tem uma explicação... Ou quase! Revisando algumas literaturas atuais, tem-se como hipótese mais provável, e a mais convincente sobre este incômodo, a seguinte:

Anatomicamente possuímos um músculo que separa a cavidade do tórax da cavidade do abdome; que é o DIAFRAGMA. Esse músculo exerce uma função importante durante a respiração movimentando-se para baixo e para cima, aumentando e diminuindo respectivamente o tamanho da cavidade torácica, participando constantemente do ciclo respiratório.

Vários órgãos do abdome, como fígado, estômago e o baço , estão unidos ao diafragma através de ligamentos (para fixação do órgão na cavidade abdominal), que transmitem ao músculo o balanço destes órgãos durante o ato de correr (atividade que devido aos impactos maiores, deslocam em maior intensidade os órgãos da cavidade abdominal), podendo isto causar uma tensão muscular no diafragma maior que finalmente levaria ao espasmo, causando assim a pontada dolorosa. E como a tensão é sempre maior na área de inserção do músculo (e principalmente do lado esquerdo) que fica próxima ao baço, explicaria a localização mais freqüente da dor. Todo esse mecanismo agrava-se ainda mais quando o atleta assume o padrão de respiração torácica (mais curta e pouco profunda) ao invés do padrão abdominal (mais longa e profunda).

Quais os fatores que contribuem para esta dor?

a) Corridas em declives, normalmente quando se seguem a aclives acentuados;
b) Corridas rápidas e sustentadas (tomadas de tempo);
c) Fraqueza da musculatura da parede do abdome;
d) Falta de treinamento;
e) Tempo frio;
f) Começar a corrida muito rápido;
g) Comer ou beber antes do exercício (pouco tempo antes);

O que fazer para parar de sentir essa dor, ou melhor, nem chegar a sentí-la?

a) Iniciar gradativamente uma corrida;
b) Respirar profundo e vagarosamente (respirar superficialmente e rápido, só faz piorar);
c) Procure manter um ritmo de respiração apropriado;
d) Exercer pressão com os dedos sobre o local da dor;
e) Realize a respiração abdominal;
f) Se tudo falhar e a dor aparecer, diminua o ritmo de corrida imediatamente e caso persista, não tem jeito, interrompa a atividade até a dor passar!!

Algumas boas dicas são:

-Treinar adequadamente sua respiração no padrão abdominal;
-Treinar adequadamente a musculatura abdominal (fortalecê-la);
-Não exagerar no ritmo de corrida e;
-Evitar refeições fartas imediatamente antes das corridas.

Espero que as informações possam ajudar, assim como me ajudaram!

Beijos!
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Track & Field Run Series - Curitiba

Oi pessoal!

A Track & Field Runs Series chegou a Curitiba no dia 14 de junho e essa seria a minha segunda corrida pois havia feito a inscrição logo após a primeira corrida, mas ela acabou sendo a terceira, pois como contei em meu post anterior, acabei participando de uma corrida de 10k.

O dia 14 era o último dia de um feriadão que começava na quinta, e mesmo com planos de viajar, acabei abrindo mão da viagem para correr!

A prova estava muito bem organizada, a largada foi às 7.30hs, em frente ao Shopping Mueller. O que mais gostei foi a presença de marcadores de tempo. Larguei no marcador de 5', mas logo na arrancada tinha uma subidinha básica, e lá no km 2 não consegui mais acompanhar. Dei uma diminuída no ritmo, e quando vi, o marcador de 5'30"estava me passando! Aí já era demais! Dei um gás e fui acompanhando a turma, aliás o corredor-marcador animava muito bem a galera, o que fez com que aumentasse o número de seguidores. No último km ainda consegui ultrapassá-los!



Minha meta era fechar em 30', já que na primeira fechei em 31'40, e estava sem treinar nas últimas duas semanas, me recuperando de uma lesão no joelho esquerdo. Consegui terminar em 27'08", graças ao meu joelho que colaborou e não doeu durante a prova (só antes e depois), e aos marcadores que me ajudaram a manter o ritmo!



Beijos a todos e até o próximo post!
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Lembranças de um Inverno - Vânia


Certa vez assisti um filme que ficou marcado em minha memória, e não pela história em si até porque nem lembro mais mas sim pelo título: “Lembranças de um verão”, de autoria do Stephen King, o rei (sem trocadilhos) do suspense e com o Hannibal Lecter Anthony Hopkins.

Nessa última semana eu tive meu momento “lembranças de um inverno” como sugere o título desse post. Sim, lembrei de agosto do ano passado, quando ainda estava começando a reagir na vida depois de ter passado por um momento depressivo conturbado. E um fato foi fundamental para que hoje eu estivesse aqui escrevendo sobre corridas.

Naquele mês de agosto, mais precisamente no dia 23 (eu sei a data porque eu guardo os ingressos do cinema), eu e uma amiga fomos ao cinema assistir Maratona do Amor, um filme bobinho muito legal sobre um sedentário inglês que vai correr uma maratona para provar o seu amor à sua ex-noiva. E nessa semana, eu e essa mesma amiga mais uma vez fomos ao cinema. E foi então que começaram a surgir as lembranças daquele inverno, nascendo a idéia para esse post nostálgico e sem sentido.

Quando terminou o filme, lá em agosto passado, eu fiquei matutando em minha cabecinha oca a idéia de vir a fazer uma maratona um dia. Pensei alguns dias nisso até que convidei a Vânia, a amiga, para começar a correr comigo e ela topou. Nós passeamos corremos alguns dias na pista do CETE, até que ela desistiu pois iria fazer ginástica em uma academia nos mesmos horários, mas eu continuei firme e forte, correndo a primeira prova de 10k logo depois, no último dia do mês de agosto.

E hoje, conversando com ela, me dei conta que nunca a dei o devido crédito aqui no Correndo na Chuva, pois com toda essa importância que ela teve na minha inclusão no mundo running, bem que ela merecia um post dedicatório, então antes tarde do que nunca.

A Vânia é o tipo de menina difícil de se encontrar hoje em dia, mas eu nem vou listar as qualidades dela por aqui, pois são tantas e eu corro o risco de parecer apaixonado esquecer alguma. Mas como todo mundo, ela também tem defeitos, sendo o principal deles o fato de ser torcedora do time rival do Grêmio.


Infelizmente ela não seguiu na ginástica e hoje encontra-se sedentária novamente e eu espero que esse post (e os comentários dos leitores se tiverem) a motivem de alguma forma!

Vaninha querida, obrigado por tudo e desculpa por ter postado sua foto aqui!!
Bruno Thomaz

Ps: É a primeira vez que faço um post dedicatório.
Ps2: Ela vai ficar muito braba comigo hahahaha.


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Circuito das Estações - Etapa Inverno

Certa vez um desconhecido gênio proferiu a seguinte frase: "Existem dias bons e dias ruins". Seja lá o que ele quis dizer com essa frase, eu garanto que ele estava errado. Existem dias maravilhosos, bons, normais e uns para se esquecer. Pois o domingo (21 de junho) foi um dia para se esquecer.

Era a segunda etapa do Circuito das Estações, a etapa inverno. Inverno só no nome da etapa pois mais parecia verão em Porto Alegre. Calor e sol forte desde os primeiros instantes da manhã.

As provas que compõem esse circuito são provas "desfiles" e não competitivas. O que acaba acarretando um aumento no número de participantes "novos". Pessoas que não treinam seriamente e nem se preocupam muito com o tempo final, afinal querem mais é aproveitar a festa, ganhar a medalha e a camiseta e ficarem feliz. Ok, respeito todos eles, mas poderiam ter o bom senso de respeitar as faixas de largada por ritmo não é mesmo? A Stéphanie Perrone disse que a largada por ritmos funcionou para ela, mas é claro, largou no Pelotão Quênia, sem ninguém a frente. Eu larguei na área azul, onde tinha gente que trotava desde o início da prova, atrapalhando todos os outros que vinham atrás. Mas essa é uma discussão antiga e que não vai acabar tão cedo.

Pois foi uma dessas pessoas que trotava na pista que acabou com a minha prova. Eu estava em um ritmo bom desde a largada, passando pelo quilômetro 2 com 09'15" e me sentindo bem. Ao tentar desviar de uma mulher que vinha num ritmo muito baixo, acabei pisando em uma ranhura do asfalto e virando o pé. Na hora a dor não foi grande, tanto que consegui continuar correndo sem uma diminuição brusca do ritmo. Cruzei o quilômetro 5 com 22'30" e cheguei a pensar em ficar por ali mesmo. A essa altura da corrida eu mais mancava do que corria.

Logo após a passagem pelo quilômetro 5 resolvi parar um pouco e esperar alguém da minha equipe que tivesse atrás de mim na prova. Algum tempo depois eu avisto a Caren e resolvo seguir com ela, no ritmo dela. Fui, completei a prova em 51'24" com algumas dores leves.

Fiquei feliz por ter conseguido completar a prova mesmo com todos os contratempos, mas fiquei triste também por ter ocorrido esses contratempos. Daqui a duas semanas tem Meia Maratona das Cataratas, prova na qual eu pretendo apenas curtir o momento, mas mesmo assim, não precisava de um desânimo psicológico nas vésperas da prova.
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A minha estréia nos 10k!

Olá pessoal!!
Esse post é uma história e tanto!

Era um sábado, dia 23 de maio, e meu irmão Tuco me convidou para ir vê-lo na Corrida Ecológica de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba. Claro que topei na hora e como iria ter corrida de 4 k e 10k, me empolguei em fazer os 4 k. Chegamos faltando 3 minutos para a largada! Corri pra fazer minha inscrição e só depois lembrei de perguntar se eu havia feito a inscrição certa para a corrida de 4 k. Para meu espanto a moça me falou que cancelaram a prova de 4k e só teria a de 10k! Não tive nem dúvidas e pensei: "é hoje que estreio nos 10 k!!!". Se eu não aguentar o tranco, termino o percurso caminhando. Detalhe, fazia apenas uma semana que eu havia estreiado nos 5 k!




O Tuco, quando soube, se escalou pra fazer a prova comigo, no meu ritmo, desistindo de melhorar seu tempo. Era o apoio que faltava. Corremos para a largada e percebi que tinha esquecido o rabicó, ou seja, tive que fazer a prova toda com cabelo solto (quem é mulher sabe o que isso significa). Logo de cara uma subidona de 1k. Na descida eu já estava acabada e aí foi difícil controlar o psicológico. Se eu já estava mal no primeiro km como iria completar os outros nove? Eu não tinha nem noção.



Pensei em desistir, ainda mais após começar a sentir uma fisgada na lateral da barriga fortíssima. A sorte é que meu irmão estava presente e passou a corrida me incentivando a não parar de correr. Dizia ele: "a subida é para todos" e que a dor logo iria desaparecer. Dito e feito! Logo depois já estava sem dor e animada novamente! O percurso tinha muitas subidas, inclusive uma rampa, que não tinha como correr e todos caminhavam ao chegar nela. Obstáculos vencidos e cada km alcançado me dava mais força pra continuar correndo e já visualizava a alegria da chegada lá na frente!


A felicidade de concluir a primeira prova de 10 k é indescritível!!! Eu completei em 59'.35".

E que venham as próximas!
Beijos e até o próximo post!
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O fim de um ciclo.


No dia 05 de julho estarei encerrando um ciclo que começou lá no final do ano passado, quando comecei a planejar as provas que pretendia participar em 2009. Estava na dúvida entre uma meia maratona no Rio de Janeiro ou a Meia Maratona das Cataratas, em Foz do Iguaçu. Optei pela segunda prova, por diversos motivos, mas o principal deles foi o atrativo da prova, de se correr junto a natureza, dentro do parque nacional das Cataratas.

Decisão tomada, lá fui eu planejar datas, treinos, custos, viagem e tudo o que envolvesse a minha participação nessa prova. Passei a escrever bastante sobre a meia maratona em meu blog, fazendo questão de divulgar a corrida para os leitores. Devo ter sido uns dos primeiros inscritos, pois fiz ela no mesmo dia em que se iniciou o processo de inscrição. Cheguei a tentar organizar uma excursão saindo de Porto Alegre, mas não rolou. Pesquisei hotéis e pousadas da região, mas no fim das contas irei me hospedar na casa de uma grande amiga que conheci pessoalmente na São Silvestre de 2008, a palestina Reem Kamel, que ficou famosa por aparecer em uma reportagem no Esporte Espetacular. Inclusive passei por alguns contratempos de data, colocando em risco a minha participação, uma hora eu iria participar, outra hora não ia poder. Até que tudo se resolveu e eu estou de passagens compradas para Foz do Iguaçu e pronto para buscar meu quati de pelúcia.

Alguns outros blogueiros estarão presentes e terei a oportunidade de conhecê-los. Entre eles, a Carla Seben, que recentemente virou minha parceira de blog no Correndo na Chuva. Também irei encontrar por lá o Tuco e o Tutta. Com certeza o fim de semana será muito bom e não vejo a hora de chegar o dia!! Falta exatamente duas semanas!!

Bruno Thomaz

Ps: Esse post foi escrito para ser publicado no blog oficial do evento, posteriormente resolvi postar aqui no Correndo na Chuva também.
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A estréia da Carla

Olá galera!!

Como comentei no post anterior, já atingi a meta dos 10k, mas antes de contar essa façanha, eu preciso relatar como foi minha primeira corrida, ainda de 5k.

Depois de um mês de treinos, decidi que estrava pronta pra estréia. O friozinho na barriga já aparecia na semana anterior, e aumentava a cada dia que a data se aproximava! Não preciso nem falar que quase não dormi direito na noite anterior, né? Tentava pensar positivo o tempo todo, apesar de muitas coisas passarem pela minha cabeça: "e se eu não conseguir completar a prova? ou e se a fisgada na lateral da barriga me incomodar demais?".

Logo que cheguei no local da prova, que ocorreu dia 17/05, essas dúvidas começaram a desaparecer . A equipe estava lá devidamente posicionada para ajudar, os amigos dando o maior apoio e a energia era tão boa que não havia espaço para outros pensamentos que não fossem bons.


A largada foi emocionante, o friozinho incomodou um pouco no início, mas logo o corpo esquentou! Eu já havia assistido a inúmeras corridas mas estar lá dentro era totalmente diferente. A adrenalina é muito maior, e os sons também. O barulho das passadas dos participantes, as vozes, a torcida, o percurso.

Tudo é diferente do treino, onde é só você e o som dos seus passos solitários. E lá estava eu, me "divertindo" com a situação, tentando entrar no ritmo de alguém, traçando metas para ultrapassar uma pessoa, ou simplesmente não deixando alguém me ultrapassar. Ou seja, o seu ritmo muda, porque você acaba acompanhando tudo à sua volta.

Como esqueci de iniciar o cronômetro na largada (a emoção foi muito grande, e a pose pra foto me fez esquecer desse "detalhe"), me perdi no tempo. Achei que iria completar na casa dos 35min e tentei dar um pique no último km. Acabei completando em 31'40", feliz da vida. A realização que tive ao cruzar a linha de chegada foi a melhor coisa da prova, sem dúvida!

Prova encerrada, corri para pegar minha medalha e não desgrudei dela nenhum segundo.


No mesmo dia já estava planejando quando seria minha segunda corrida, aí notei que não tinha mais volta pois já tinha pego gosto pela coisa.


Até a próxima, beijos!!!
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Balanço do 1º semestre


Em janeiro, eu e o Eduardo nos reunimos para começarmos a planejar o ano que se iniciava, e para isso dividimos o ano em dois semestres. Definimos algumas metas e provas para o primeiro semestre de 2009 e combinamos de pensar no segundo semestre lá por volta de junho ou julho. E agora que esse primeiro semestre está chegando ao seu fim, chegou a hora de fazermos um balanço desses primeiros seis meses. Dos objetivos idealizados em janeiro, uma grande parcela foi conquistada, algumas com certa antecedência e facilidade que chegaram a me surpreender. Frutos do ótimo planejamento de treinos passado pelo Eduardo e da minha disciplina nos treinos.


As metas lançadas em janeiro foram as seguintes:


- Estrear em meias maratonas: Objetivo conquistado em 25/04, na Meia Maratona Noturna do CORPA quando completei a distância em 1h52min24s.

- Me tornar um sub-48 na distância de 10k:
Objetivo conquistado com certa tranquilidade na primeira prova de 10k do ano, dia 15/03, quando completei em 47min06s. Hoje em dia, fazer os 10k abaixo de 48min tornou se uma tarefa simples e fácil de se cumprir.


- Completar uma meia maratona em junho ou julho, em um tempo igual ou melhor do que 1h45min:
Na minha segunda meia maratona, dia 24/05, consegui atingir a marca de 1h43min52s, atingindo a meta antes do tempo planejado.


- Atingir o peso de 68kg até o fim de junho: É, como nem tudo são rosas nessa vida, eis uma meta que eu não consegui cumprir, pois empaquei nos 72kg.


Agora, é partir para a Meia Maratona das Cataratas, fazer uma boa prova, e depois começar a planejar as metas para o segundo semestre do ano. Alguém tem alguma sugestão???
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Duvidaram... Carla foi lá e fez!

Oi gente!! Antes de mais nada queria agradecer ao Bruno pelo espaço cedido e pela confiança em mim. Fiquei muito feliz com o convite e estou aqui principalmente para aprender com vocês e com essa nova experiência. Espero que gostem da minha participação! Acho que a melhor maneira de começar seria contando para vocês como foi que eu comecei a correr não acham? Então aí vai...


Fui apresentada ao maravilhoso mundo das corridas em novembro de 2008, mais exatamente na Maratona de Curitiba daquele ano. Naquele domingo, dia 23/11, resolvi acordar mais cedo para finalmente assistir o meu irmão Tuco correr a prova de 10k. Logo que cheguei me apaixonei por aquele clima esportivo e saudável. Todo mundo vira amigo de todo mundo, a felicidade de todos é contagiante e a energia é a melhor impossível. Fui torcer por ele mas quando vi já estava gritando e dando apoio moral para todos que estavam participando.



Comecei a ver que, apesar das pessoas serem tão diferentes, naquele momento não existia diferença nenhuma. Todos estão ali pelo mesmo motivo, o gosto pela corrida. E eu, que nunca tinha me interessado em correr, comecei a me perguntar o que afinal havia de tão bom naquilo, para tantas pessoas estarem reunidas, em um clima tão descontraído, de alegria, muitas vezes abrindo mão de muitas coisas para estar ali.

Percebi, que não bastava ter vontade, era necessário muito treino e disciplina. Naqueles momentos antes da largada, em que a expectativa é enorme, comecei a sentir um orgulho muito grande por ter um irmão no meio de tanta gente. E passei a me perguntar "e seu eu estivesse aí?". Eu e minha irmã, até fizemos uma aposta, como se fosse uma promessa de ano novo: voltar na maratona do ano seguinte, mas dessa vez competindo, ao lado do Tuco. Mas o dia terminou, as semanas se passaram, acabamos esquecendo a aposta, mesmo porque tínhamos muito tempo pra pensar nisso ainda.

Mas a força de vontade e determinação do meu irmão me intrigavam, e eu precisava experimentar essa sensação. A partir daí comecei a ir em todas as corridas que ele participava e aumentava o coro da torcida junto com minha cunhada Cil. Fui me apaixonando cada vez mais por esse mundo.

Em um sábado de janeiro, resolvi tentar acompanhar um treino do Tuco, e ver no que dava. Não deu. Corri 400 m e não aguentei mais. Faltou fôlego e senti uma fisgada na barriga muito forte. Que frustração! Tava começando a achar que aquilo não era pra mim!

Após acompanhar muitos treinos, corridas e até provas de triathlon, recebi um convite para participar de uma assessoria. Mas como sempre, arrumei uma desculpa. A falta de tempo, a distância (o parque é do outro lado da cidade), e ainda faltava alguma coisa que me fizesse decidir de uma vez por todas por começar a correr. Aquilo ainda não era o suficiente! Fiquei um tempo matutando o convite, sempre com a tal pergunta na minha cabeça: "e se?".

Até que resolvi conversar com meu namorado André sobre o assunto.
-O que você acha de eu começar a treinar e daqui a um tempo correr 10k? - perguntei a ele. Quando ele me respondeu -O quê? VOCÊ?? - com uma cara de espanto seguida de uma sonora gargalhada, me dei conta que tinha finalmente encontrado aquele “incentivo” que faltava. Meu próprio namorado duvidando de mim? Soou como um desafio.

Na semana seguinte lá estava eu no parque, aquele do outro lado da cidade, para meu primeiro treino. No começo, enquanto ainda alternava corrida com caminhada fui percebendo que eu seria capaz de encarar esse desafio!

Cada treino que passava, o vício ia aumentando apesar das dificuldades. No inicio era a tal fisgada na barriga que me perseguia, bastava começar a correr e cinco minutos depois ela aparecia e me judiava. Parava e caminhava, mas aos poucos fui descobrindo que parar é pior. O negócio era encarar a dor, mostrar que eu era mais forte que ela, que uma hora ela iria embora. Depois foi uma inflamação no joelho direito que me tirou do treino por duas semanas. Logo depois, a mesma dor no joelho esquerdo.

É, não estava sendo fácil, mas cada recuperação me dava mais forças para continuar treinando e seguir em frente. Hoje, dois meses e meio apenas de experiência em corrida e eu já não me vejo mais sem ela na minha vida. Ainda tenho muitas metas a atingir já que estou apenas engatinhando.

A primeira meta que era correr 10k já foi atingida, mas isso é assunto para um próximo post! Beijos a todos, até a próxima!
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Carla Seben

Há algumas semanas anunciei por aqui que o Correndo na Chuva iria ganhar o reforço da super corredora Marina Kuriki. Infelizmente, mesmo sem entrar em campo, a Marina pediu "licença" pois acreditou que não iria conseguir conciliar sua agenda lotadíssima de empresária, mãe e corredora, com a função de blogueira. É uma pena, pois a Marina tem experiência de sobra e certeza que teria muita história para contar aqui no Correndo na Chuva.

Mas tem um velho ditado que diz que "há males que vem para o bem" e essa frase é um mantra que carrego comigo. E mais uma vez ela se provou verdadeira pois muito ao acaso encontrei a pessoa certa para se tornar a colaboradora do Correndo na Chuva. Ela é jovem, iniciante no mundo das corridas, mas com uma super empolgação de contagiar e ainda por cima tem o gosto de escrever (ela tem um blog e seus textos são muitos bons e divertidos). Então a partir de hoje, o Correndo na Chuva terá a lindíssima colaboração da Carla Seben, de Curitiba!

Tava na hora de alguém trazer um pouco de beleza ao Correndo na Chuva não é mesmo?


Espero que essa parceria tenha vida longa e que em breve eu e a Cacá estejamos correndo lado a lado!! Seja bem vinda, Cacá!!!
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Podcast Correndo na Chuva #2

Após o fracasso do primeiro podcast, fiquei um pouco desanimado de produzir o segundo. Mas conversando com alguns amigos, tive a idéia de mudar o formato da produção e o resultado está aqui. A partir de hoje, os podcasts Correndo na Chuva nada mais serão do que simples bate-papos com convidados especiais. 

Na segunda edição do Podcast Correndo na Chuva, a convidada especial é a Patrícia Gomes, do blog Correr para a vida.

Para baixar o Podcast #2 clique aqui.
(clique com o botão direito e em salvar link como...)

Se você não ouviu o Podcast #1, clique aqui para visualizar o post. Peço a todos que ouvirem o Podcast que deixem comentários com sugestões e críticas.  

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200, e os pequenos detalhes.


Esse é o post de número duzentos do Correndo na Chuva. Poderia fazer alguma comemoração qualquer, poderia citar aqui diversas conquistas obtidas pelo blog nesse período de 200 posts. Mas não, vou apenas fazer uma pequena reflexão para que todos pensem e comecem a dar valor para as pequenas coisas. Os pequenos detalhes. 

Sim, sabe os pequenos detalhes? Aqueles que mudam nossa vida e a gente nem percebe? Pequenos detalhes às vezes passam despercebidos. A gente nem repara neles, mas quando procuramos a razão ou o motivo de tal acontecimento nos damos conta de aquele mínimo detalhe foi fundamental. Às vezes penso que muitas pessoas não estariam aqui, visitando o Correndo na Chuva, se eu não tivesse passado por maus momentos no primeiro semestre de 2008, que foi o que me motivou a começar a correr no inicio do segundo semestre do mesmo ano. Se eu não tivesse desistido do jornalismo, lá no longinquo ano de 2003, talvez hoje eu nem soubesse o quão gostosa é a sensação de ser um corredor. 

Quantos pequenos detalhes foram precisos acontecer ou deixar de acontecer para que hoje eu estivesse aqui, em Porto Alegre, correndo há quase dez meses, e editando esse blog há exatos duzentos posts? E é isso que eu penso, que às vezes a gente não dá bola pra certas coisas, mas elas podem ter mudado nossas vidas para pior ou para melhor.

Pequenos detalhes.
Nem sei aonde quero chegar com esse tema, mas quero que cada um pare para pensar e comece a dar valor as pequenas coisas, aos pequenos gestos, aos pequenos fatos, aqueles que nos fazem mudar o rumo das coisas.

Sei que ninguém mais pensa nisso afinal o pensamento das pessoas está voltado para "o que vem depois" e não para "o que aconteceu antes". Mas é importante olharmos para trás e pensarmos nisso. Se a gente der bola para o que veio antes, podemos ver os erros que cometemos e, quem sabe, aprendermos a não cometer o mesmo erro duas vezes (ou três vezes??). Quantas vezes por pequenos detalhes, pequenas coisas, não perdemos um amigo? Uma pessoa importante para nós? Uma pessoa que era especial (e nunca deixou de ser)??

Então parem, dêem um tempo pra si mesmo. Olhem pra trás, visualizem as coisas que fizeram ou deixaram de fazer. Reflitam sobre isso. Muitas vezes aquele sonho que nós tanto queremos realizar, aquela viagem que tanto queremos fazer, aquela indiada com os amigos, depende dos pequenos detalhes. Tem um provérbio (acho que é inglês) que diz: "Mesmo os grandes projetos dependem do sucesso dos pequenos detalhes". E é bem esse pensamento que eu estou querendo passar a todos vocês aqui, nesse texto. Então seja em que lugar for, em que momento for, ou em qual oportunidade, "é sempre importante compartilhar de cada detalhe porque às vezes são os detalhes pequenos que podem fazer ou quebrar uma história."

No dia 21 de setembro de 2008 criei esse blog com a intenção de que ele servisse como uma ferramenta de motivação para mim e para outras pessoas também. E hoje, duzentos posts depois, o blog continua exatamente com a mesma essência. E apesar de todos os detalhes (pequenos ou grandes) que tiveram que acontecer para que eu criasse esse blog, o único que realmente tem importância chama-se "leitor". Sim, como não poderia deixar de ser, o Correndo na Chuva é escrito para os leitores, e foi esse detalhe que me fez chegar ao dia de hoje, o dia em que comemoro a marca de 200 posts. 
Agradeço a todos que acompanham o Correndo na Chuva e que dão sua contribuição para a construção e manutenção desse espaço. 

Peço desculpas àqueles que elogiaram minha "fase cômica" pelo tom sério deste post. Nos próximos voltarei a escrever com uma dose de humor extra.
Bruno Thomaz

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O dia dos namorados....


Ultimamente andava um pouco sem inspiração para criar textos...Então comecei a pensar em certos assuntos... e continuei sem inspiração. Aí, tive um lampejo e lembrei que estamos próximos do dia dos namorados. Não que isso seja importante para mim, afinal prefiro passar o dia dos namorados solteiro do que o carnaval namorando, mas enfim, vamos ao que interessa.

Há um tempo atrás a New Balance criou uma campanha denominada “Love/Hate” que procurava mostrar a relação de amor e ódio existente entre o corredor e a corrida. E de fato é uma coisa a se pensar. A relação corredor-corrida é muito parecida com uma relação de namoro.

Algumas pessoas burras quando estão namorando deixam de fazer certas coisas que faziam antes quando eram solteiras. A mesma coisa acontece com a corrida. Abrimos mão de algumas atividades ou hábitos em função da nossa rotina de treino.

Quando conhecemos a família e amigos de nosso “cônjuge” do momento, ganhamos diversos parentes chatos “novos amigos” no nosso círculo de relacionamento social. O mesmo acontece quando começamos a correr, visto que fazemos diversos amigos corredores, tanto nas pistas quanto nas corridas.

Se você é lado masculino da relação, você precisa mimar e dar carinho para o lado feminino (se fizer direitinho ganha até presente no dia dos namorados). Se você é o lado feminino da relação, você precisa mostrar pro lado masculino que ele é o melhor homem que você pode ter, mesmo que isso seja uma mentira deslavada (sabe como é, no lado masculino às vezes o ego é mais importante que a vitória do time de futebol dele). E na corrida temos disso também. Precisamos tratar nossa rotina de treinos com carinho e atenção, senão corremos o risco de não atingirmos nossos objetivos, e até sofrermos uma lesão e aí fudeu.

E ciúmes? Quem nunca teve ciúmes do seu par, que atire a primeira pedra (não em mim por favor... joga pra cima, já que na queda ela vai cair em você mesmo). TODOS, tá bom, quase todos os corredores já passaram por uma situação em que algum amigo sedentário, levemente obeso, fumante e alcoólatra lhe convidou para aquela super hiper mega bombástica festinha na casa da vizinha e que ficou emputecido contigo porque você disse: “Não vou, amanhã tenho meu treino longo de 2k” que na real era apenas uma desculpa porque a festa ia ser uma indiada braba.

É amigo, tá achando que vida de corredor é só colocar o tênis e atravessar os EUA do Pacífico até o Atlântico, como o Forrest Gump? Na nossa vida de corredor passamos por diversas situações que se assemelham a um relacionamento de namorados. A vantagem é que corrida não tem mãe, e por consequência não temos sogra!! (com todo o respeito do mundo com as sogras alheias).

E se você tem namorada ou namorado, tá fazendo o quê que ainda não comprou o presente para o seu par? Quer uma dica? Não compre nada caro, pois daqui a uma semana o namoro pode terminar e você irá se arrepender de ter pago uma nota preta com aquela safada insensível ou com aquele cafajeste.

Mas enfim, desejo a todos namorados que tenham um ótimo dia dos namorados (deram sorte hein? É feriadão!!). E para quem é solteiro, vamos correr ao invés de ficar chorando vendo Doce Novembro pela vigésima teceira vez e se empanturrando de chocolate!!

E não se esqueça, mais vale passar o dia dos namorados solteiro do que o carnaval namorando!!
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Troféu Brasil de Atletismo

Sabine Heitling e Estádio João Havelange. Uma combinação que produz resultados. Depois de ter vencido os 3000m com obstáculos no Pan do Rio em 2007, Sabine repetiu a dose e venceu a mesma prova no Trofeu Brasil de Atletismo, realizado no mesmo estádio, no Rio de Janeiro. A gaúcha se sagrou bicampeã dos 3000m com barreiras mas não atingiu o índice para o mundial na Alemanha, em agosto.

Segue abaixo a nota publicada no site da CBAt sobre a conquista da menina:

Lar doce lar. Essa frase define a relação entre Sabine Letícia Heitling (UNISC) e o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão. Campeã pan-americana (07) nos 3.000m com obstáculos, a gaúcha repetiu a dose na tarde desta sexta-feira (5), quando sagrou-se bicampeã do Troféu Brasil Caixa de Atletismo. "Entrei aqui no Engenhão e pensei em tudo que vivi naquela noite chuvosa. Foi o momento mais lindo da minha vida", disse.

A representante da UNISC cruzou a linha final com o tempo de 10:05.93, bem acima dos 9:40.00 exigidos para carimbar o passaporte rumo ao Mundial de Berlim, em agosto. Sabine deu sua versão: "A Zenaide Vieira (REDE
Atletismo), minha maior adversária, não participou da prova devido à uma contusão. Isso acabou diminuindo o meu ritmo. É importante tê-la na pista, uma eleva a performance da outra".

A atleta confirmou presença no Sul-Americano de Lima (Peru) e nos Jogos da Lusofonia, em Lisboa (Portugal), competições em que ainda pode garantir uma vaga na Alemanha.

Outro destaque foi Lucimara Silvestre (REDE Atletismo), que venceu o salto em altura com a marca de 1,83 m. A atleta ganhara também o ouro no heptatlo, na última semana, em Bragança Paulista (SP), na 1ª etapa do Troféu Brasil Caixa de Atletismo.

E ainda tivemos como destaque no Troféu Brasil as duas vitórias de Marílson, nos 5000m e nos 10000m. Marílson inclusive quebrou os recordes das provas. Nos 5000m com o tempo de 13:34:79, batendo o recorde que era do Ronaldo da Costa. Já o nos 10000m ele bateu o recorde que já pertencia a ele, estabelecendo o tempo de 27:58.83.

Tivemos também a Fabiana Murer saltando para quebrar o recorde nacional e sulamericano no salto com vara. Fabiana saltou 4,82m, estabelecendo também a mehor marca do ano no salto com vara.

Os outros destaques ficaram por conta da esperada vitória de Jadel Gregório no salto triplo e também a disputa acirrada entre Keila Costa e Maurren Maggi no salta em distância, com vitória da Keila, que saltou 6,78m contra 6,75m da Maurren.

Marílson, Fabiana Murer, Keila Costa, Maurren Maggi e Jadel Gregório são atletas BM&F BOVESPA/Nike.







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Um WC público, um jornal e uma nova lição de vida.

Estava eu bem belo (mentira, nem tava belo nada) no meio de um treino de 15k quando de repente o céu ficou nublado, a visão embaçou, o ritmo caiu e a musculatura do esfíncter se contraiu involuntariamente. Quem já passou por isso sabe do que estou falando. Uma vontade fortíssima de fazer número 2.2 (obs: 2.2 é a versão aquática do tradicional número 2).

Começaram a surgir ondas intestinais que mais pareciam um tsunami e eu estava lá, no meio do treino, desesperado por um mato qualquer. A minha salvação surgiu quando apareceu um banheiro público no meio do caminho, na hora até pensei que eu já estava delirante, vendo oásis no meio do deserto. Após me certificar que se tratava de um banheiro real, troquei algumas palavras com o zelador do banheiro. Algumas palavras bem rápidas como "papel, urgente, por favor". Quando ele me disse "não tem papel, arrombaram o armário e levaram tudo mas posso te arranjar um jornal" respondi bem educadamente e gentil: "PÔ DEMOROU!!". e lá fui eu para mais um triste, vergonhoso e hilário capítulo da minha pequena história de corredor. Aliás, um capítulo líquido e rápido.

Posso dizer que fiquei totalmente desidratado após ter saído do banheiro, mas consegui terminar o treino, graças ao jornal e ao banheiro público. Nunca pensei que utilizaria um banheiro público em minha vida, aliás, mal sabia que eles existiam. Mas a partir de hoje nutrirei um sentimento especial por esses locais que estão ali para salvar sua vida quando você menos espera.

O treino acabou sendo muito importante pois aprendi mais uma lição nessa minha curta vida:
"Jornal tem outras utilidades". Hahahaha

Bruno Thomaz
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Correndo no Frio...

Uma semana decisiva. E não me refiro aos jogos da Copa do Brasil não. Me refiro a definição do meu futuro recente. Mais precisamente da minha rotina de treinos e calendário de corridas para os próximos sessenta dias. Vou fazer a Meia Maratona das Cataratas, isso já é fato. Só falta decidir como irei, se de ônibus interestadual ou se irei de van fretada junto com um pessoal que sairá de Porto Alegre. Mas pelo que entendi o pessoal da van é muito enrolado e eles vão acabar deixando para decidir em cima da hora.

Dia 21 de junho tem a etapa inverno do Circuito das Estações da Adidas e mais uma vez irei participar da prova de 10k, mas diferentemente da etapa outono, dessa vez vou apenas curtir a prova, pois apenas duas semanas depois vem a Meia das Cataratas.

E junho chegou! E trouxe junto o frio! Agora é a hora que separamos os homens das crianças. Treinar no calor é fácil, mas quero ver treinar nesse frio e no vento gelado. É coisa pra poucos hein? Ainda bem que eu tenho umas roupas de inverno apropriada para correr, porque confesso que sair pra treinar nesse frio tem sido uma tarefa árdua, mas é assim que é bom. Vou trocar o nome do blog de Correndo na Chuva para Correndo na Chuva e no Frio.

Me foi solicitado junto ao formulário de contato do blog que divulgasse uma corrida que vai ocorrer no interior de SP no mês de junho, e eu não o farei, pois apesar de o Correndo na Chuva ter um layout sugestivo a um site, ele ainda é um blog. Se eu começar a divulgar todas as provas que me pedem, através do orkut ou do e-mail, o blog perde o propósito e vira um sítio de divulgação.

Já que estamos falando sobre blogs e corridas, vou comentar sobre uma triste informação que recebi, mas que infelizmente, devido a sua fonte, acredito na veracidade da mesma. O fato é que tem um blogueiro-corredor, que é uma referência para muitos, que vem correndo há meses todo "destruído", mas esse não quer parar de correr pois ele tem muito leitores que vêem ele como uma fonte de inspiração. Trata-se de um excelente corredor, mas que ultimamente vem fazendo um volume de corridas de causar invejas em muitos ultramaratonistas. Espero que não aconteça nada de grave com ele, pois seria uma pena, mas espero que essa atitude dele não acabe influenciando negativamente os seus leitores.

Um grande abraço
Bruno Thomaz
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Correndo na Chuva © Desde 21 de setembro de 2008. Por Bruno Thomaz. TNB

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