Meia Maratona das Cataratas
Dia 05/07/09 em Foz do Iguaçu, PR.
Mais informações no site oficial do evento.
(obs: o site ainda está desatualizado, com informações da prova que ocorreu em 2008).
"Bruno,Confesso que fiquei muito emocionado, muito mesmo. Na hora não tive palavras para descrever a sensação boa que estava sentido. Ao visitar o blog, no primeiro post, uma foto do casal de blogueiros, e as seguintes palavras:Acabei de inaugurar meu blog dedicado exclusivamente a corrida de rua, também uma de minhas paixões, além é claro, da viagens. O teu blog me inspirou. Você passou a ser o padrinho de meu novo blog. Ele está ainda no inicio, mas aos poucos vou incrementando. Já que você passou a ser o "dindo" do blog, te convido a passar lá, deixar o teu recado e inaugurar o espaço dos seguidores.
Obrigado Bruno por nos inspirar.
Abração.
Álvaro e Adelaide
A propósito: o endereço do blog é: http://aearunning.blogspot.com"
Depois de algum tempo pensando, o máximo que consegui foi agradecer aos dois pela honra e felicidade que me proporcionaram. É muito gratificante para mim, saber que de alguma forma estou incentivando as pessoas. Esse é o segundo blog de que sou "padrinho". Além do A&A Running tem o Correr para a vida da Pati Gomes.Acabamos de inaugurar no dia de hoje o blog A & A Runnig, com o objetivo de compartilharmos nossas corridas, nossos treinos, temas relacionados ao esporte, especialmente a corrida de rua e a saúde. Descobri uma enormidade de corredores blogueiros com blogs de altíssima qualidade, cujos links estarei também relacionando (a seção já está aberta). Exemplo destes blogs é o Correndo na chuva editado pelo Bruno Thomaz, que pela sua qualidade e texto me inspirou a também a criar este espaço, o que lhe conferiu o título de padrinho do A & A Running. Espero que este blog seja útil para quem já é corredor e mais do que isto, inspire aqueles que queiram entrar neste mundo maravilhoso da corrida. Bom pace a todos.Postado por Álvaro e Adelaide às 07:23
"Até a última gota de sangue",
"Desistir nunca, render-se jamais"e
"Cair faz parte, levantar também".Alguns citaram a famosa frase do ciclista Lance Armstrong:
"A dor é passageira, desistir dura para sempre".O Keith citou uma frase que ele diz pertencer ao Vicent Norman Peale:
"O perdedor nunca tenta, o fracassado nunca termina e o vencedor nunca desiste".Seguindo pelas páginas do tópico encontramos uma frase do Tadeu Gollner, que segundo ele, pertence a ele mesmo:
"Prefiro chorar as lágrimas de um derrotado do que ter a vergonha de nunca ter lutado".O Neyton escreveu uma frase que eu adorei, pois se encaixa perfeitamente para o autor desse humilde blog:
"Amanhã, se não chover, eu vou correr, mas se chover, eu vou correr."Muita gente comentando uma frase famosa que é a
"Se fosse fácil não seria para nós"e também a conhecida
"No pain, no gain"que traduzindo ao pé-da-letra seria algo como
"Sem dor, sem ganhos".O Luiz Marcelo, amigo do Blog Correndo & Escrevendo traz a frase
"Ando devagar porque já tive pressa e trago esse sorriso, porque já chorei demais"E teve gente que não citou algum lema, mas nos contou o quê costuma pensar para ajudar naquele momento difícil do treino ou da prova. Pensar nas coisas boas após a chegada, ou que o sofrimento terá valido a pena são algumas das táticas utilizadas pelos integrantes da comunidade. Teve algumas pessoas que citaram até as gordurinhas (a perda delas é claro) como forma de incentivo.



Olá Bruno do presente.
Hoje é dia 21 de setembro do ano de 2016, e o Correndo na Chuva está completando oito anos de existência. E que existência! Nesses oitos aniversários tivemos muita história para contar! Lembro até hoje do dia que escrevemos sobre a nossa primeira São Silvestre, em 2008. Depois desse dia, corremos a São Silvestre mais 7 vezes e em todas a emoção foi tanta quanto na primeira vez. Você não deve lembrar, pois ainda não aconteceu quando você estiver lendo essa carta, mas no meio de 2009 corremos a nossa primeira meia maratona e foi sensacional! Ah, e nosso blog teve recorde de acessos quando escrevemos sobre a nossa participação na Maratona de New York em 2011, foram cerca de 2000 mil acessos em um dia!
Ainda hoje, o único ser humano que completou as três ultramaratonas do BAD135 é o Marcio Villar, mas estamos perto de ser o segundo! Já completamos a BR135 e a Badwater, faltando só a Arrowhead, que iremos fazer no próximo mês de janeiro. Já corremos quatro vezes a Comrades e inclusive em uma delas chegamos em primeiro lugar (2014).Ah você lembra que nós largamos a Farmácia? Ah não, quando você estiver lendo essa carta, ainda estaremos na Farmácia, mas você vai para a Educação Física no meio desse ano de 2009, e vai se formar em 2013, e vai trabalhar junto com o Eduardo, o seu treinador. Aliás, hoje nós somos sócios do Eduardo em uma assessoria esportiva que atualmente tem cerca de 1200 alunos! Hoje, somos casados com uma mulher linda e ela está grávida do nosso segundo filho. Sim, nós temos uma filha, que se chama Annita, em homenagem a nossa avó! A Annita está com dois anos já!!
Nesses sete anos que se passaram, muita coisa aconteceu. O Brasil foi campeão mundial de futebol em 2010 e em 2014, sendo hoje heptacampeão. Nas Olimpíadas de Londres em 2012, o Brasil foi destaque no Atletismo. Mas o mais importante aconteceu dentro do próprio Brasil. O mundo "running" cresceu de uma forma impressionante, sendo que hoje, de cada dez habitantes, um pratica o esporte. E em Porto Alegre foram construídas diversas ciclovias e pistas de atletismo.Acho que por enquanto é só isso que tenho para contar!
grande abraço para ti, Bruno do presente.
Ass: Bruno Thomaz, 21/09/2016.
Hehehe, sei que é uma viagem, mas sonhar não custa nada e ainda por cima às vezes faz bem!
Um grande abraço a todos
Bruno Thomaz, diretamente do tempo presente
15/02/09
I walked along the avenue.E a tradução, para quem preferir:
I never thought Id meet a girl like you;
Meet a girl like you.
With auburn hair and tawny eyes;
The kind of eyes that hypnotize me through;
Hypnotize me through.
And I ran, I ran so far away.
I just ran, I ran all night and day.
I couldnt get away.
A cloud appears above your head;
A beam of light comes shining down on you,
Shining down on you.
The cloud is moving nearer still.
Aurora borealis comes in view;
Aurora comes in view.
And I ran, I ran so far away.
I just ran, I ran all night and day.
I couldnt get away.
Reached out a hand to touch your face;
Youre slowly disappearing from my view;
Disappearing from my view.
Reached out a hand to try again;
Im floating in a beam of light with you;
A beam of light with you.
And I ran, I ran so far away.
I just ran, I ran all night and day.
I couldnt get away.
Eu ando ao longo da avenida.Run Blogosfera
Eu nunca pensei que conheceria uma garota como você.
Conhecer uma garota como você
com cabelo castanho e olhos marrom-amarelado.
O tipo de olhos que me hipnotiza por inteiro.
Me hipnotiza por inteiro.
Então eu corri.
Eu corri pra muito longe.
Eu apenas corri.
Eu corri toda a noite e dia.
Eu não pude escapar.
Uma nuvem aparece sobre sua cabeça.
Um raio de luz brilha sobre você.
Brilha sobre você.
Essa nuvem se move para mais perto ainda.
Aurora Boreal chega à vista.
Aurora chega à vista.
Então eu corri.
Eu corri pra muito longe.
Eu apenas corri.
Eu corri toda a noite e dia.
Eu não pude escapar.
Estendida uma mão para tocar seu rosto
você lentamente vai desaparecendo de minha vista.
Desaparecendo de minha vista.
Estendida a mão para tentar de novo
estou flutuando num raio de luz com você.
Flutuando num raio de luz com você.
Então eu corri.
Eu corri pra muito longe.
Eu apenas corri.
Eu corri toda a noite e dia.
Eu não pude escapar.
O início...
No fim do ano passado, parei para analisar o ano que estava para terminar, como faço todos os anos. Procurei refletir sobre a minha vida, de que maneira eu estava direcionando-a. Fiz uma avaliação crítica do meu comportamento, personalidade, e vida pessoal. Assim como, determinei quais seriam as minhas prioridades para o próximo ano e, de que forma eu iria realizá-las.
Onde uma das minhas prioridades seria ter uma vida mais saudável, que “entraria em forma”. Já que, eu estava pesando 99 quilos, tendo 1,80 de altura, bem acima do meu peso ideal.
Para tanto, decidir começar a freqüentar uma academia e pouco depois resolvi começar a correr, resgatando uma paixão do tempo de criança.
Sendo que, resolvi criar esse blog com o objetivo de manter um diário pessoal. Em que, eu pudesse estar registrando minha evolução, minhas conquistas e ensinamentos adquiridas com a corrida.
Além disso, gostaria de ajudar de alguma forma a incentivar outras pessoas a correr. Já que, os benefícios que a corrida pode proporcionar em nossas vidas são inúmeros.
Outro dia, enquanto eu corria dando duas voltas na Lagoa Rodrigo de Freitas, aqui no Rio, num percurso de 15 km (7,5 cada volta), fiquei a refletir enquanto olhava outras pessoas e cenas que apareciam pelo caminho.
Algumas, visivelmente obesas, apenas caminhavam com evidente dificuldade. Outras, nem tão obesas assim, tentavam correr também. Vários somente caminhavam. Outros, já idosos, olhavam apenas a paisagem à espera do passar do tempo. Alguns apenas passeavam com suas famílias. Em vários quiosques, muita gente ingeria álcool e comia aqueles salgados e tiras-gostos altamente gordurosos.
Enquanto eu passava por aquelas pessoas e cenas me ocorreu que nós corredores somos privilegiados. Já havíamos superado várias barreiras que nos impediam de estar alí correndo e mantendo a boa forma física e mental.
Ficava pensando em quantas pessoas gostariam de estar alí no meu lugar (e de outros corredores) fazendo o que nós fazemos.
Isso talvez até servisse para me consolar, já não sou nenhum corredor veloz e nem me considero um atleta. Apenas um praticante costumeiro de corridas e que corro naquele ritmo rame-rame de no máximo 9 km/hora.
Quantos de nós praticantes de corrida, nos sentimos humilhados quando nos comparamos com corredores mais velozes e atléticos?
E quantos desses corredores mais "avançados", nos desconsideram e nos taxam de pangarés?
Não podemos, portanto nos considerar como "um simples corredor".
Nós estamos num patamar que muita gente gostaria de estar e não pode (ou não tem coragem de começar e chegar lá).
Será que os meus pensamentos seriam muito mesquinhos?
Muitas vezes não nos damos conta do privilégio que é simplesmente poder correr, independente de em que ritmo for. (Fabio Namiuti)
Não sabendo que era impossível, foi lá e fez! Muita gente acha um absurdo correr 2, 3, 4 horas. Acham que já nascemos privilegiados. Mal sabem que pra correr desse jeito, precisamos dar o primeiro passo. As vezes caminhando, correndo devagar e, talvez nunca passaremos de um pangaré. Mas o primeiro passo foi dado. (Luis Mauricio)
Viva os pangarés!!! Adoro ser um pangaré!!
Os pangarés são cavalinhos confiáveis e tranquilos, que não precisam de condições especiais para seguir em frente, ao contrário dos puro-sangue. Sobem qualquer morro, galopam em qualquer terreno, não desistem nunca. Pergunte a qualquer "roceiro" se ele prefere ter um pangaré ou um puro-sangue... com certeza ele optará pelo pangaré.
Eu e mais alguns amigos e amigas da equipe onde corro costumamos nos tratar por pangarés, de forma carinhosa. É um elogio. São pangarés maratonistas, na sua maior parte.
Tenho certeza também que a maioria dos grandes corredores de elite, valorizam muito os corredores pangarés, e não tem esse postura arrogante, que as vezes até vejo em alguns "aspirantes" a elite, que na verdade não são. No geral, no ambiente das corridas tenho visto bastante humildade até, e muitas vezes os corredores que correm mais forte terminam a prova e voltam para incentivar seus companheiros de equipe mais lentos.
Como bom pangaré, sigo em frente, e não desisto nunca!! (André)

"Amigos, terminou. Não sei como, mas consegui: foi o maior desafio da minha vida.
Uma nevasca na noite anterior à prova tornou tudo mil vezes mais difícil. Foi algo desumano: 58 horas enfrentando temperaturas de até 38 negativos, com a neve muito fofa e subindo varios morros puxando o trenó.
Nunca sofri tanto na minha vida. No quilometro 82, torci o joelho em um buraco, tornando tudo mais difícil. As madrugadas eram de doer: corria com quatro casacos, três calças, três meias e três luvas.
Os últimos 40 quilômetros foram intermináveis, pois, além do joelho direito torcido, estava com assaduras que já tinham virado feridas, devido às muitas roupas, e com os dois calcanhares cheios de cortes, devido ao congelamento.
Fechei com 58 horas em sexto lugar, me tornando o único atleta do mundo a completar todas as provas da Copa."

Em Busca de um Milagre
Qualquer corredor há de concordar que a sua corrida ao longo do tempo o transformou. Parece que os roteiristas de cinema também sabem disso e tiram proveito contando estórias de como as corridas levam os personagens do ponto A (geralmente à beira do precipício) ao ponto B (sucesso e reencontro com si próprio).
"Em Busca de um Milagre" (St. Ralph, Canadá, 2004) conta a estória de Ralph Walker, um garoto de 14 anos de idade que estuda em uma escola católica na década de 50 e que enfrenta inúmeros problemas comportamentais. Sempre metido em confusões, Ralph é designado para o time de corrida da escola, onde começa demonstrando a maior preguiça em correr junto dos colegas. Porém, ao ter contato com o significado da palavra "milagre" e ver sua mãe entrar em coma, ele decide que seu "milagre" será correr (e vencer) a Maratona de Boston.Ajudado por um padre ex-maratonista, Ralph entra em uma rotina de treinos digna de campeão, apesar dos protestos do diretor da escola e outros problemas. Vale pela estória, cenas engraçadas, e é claro, pela jornada através da corrida (e da maratona) que transforma o garoto.
Já vou avisando: se pedir para o cara da locadora, ele vai trazer "À Espera de um Milagre" do Tom Hanks, que apesar de muito bom, não tem nada a ver com este aqui. Encontrar para comprar também não é muito fácil, pois o filme não fez muito sucesso. Afinal, tem partes que só quem corre vai entender...
No final do ano passado a CBAt, Confederação Brasileira de Atletismo, estabeleceu algumas normas que regulamentam a participação de atletas estrangeiros nas competições nacionais, sejam elas de pista e campo, corridas de rua, marcha atlética, cross country, corrida de montanha ou em praia. As medidas entram em vigor a partir do dia 15 de fevereiro.
Segundo os responsáveis pela entidade, não existe nenhuma proibição para estrangeiros participarem de competições no Brasil e sim uma regulamentação para essa participação. “O objetivo é manter condições de igualdade nas disputas entre nossos melhores atletas e estrangeiros, garantindo o melhor nível técnico dos eventos”, informa um comunicado oficial publicado no site.
O primeiro parágrafo, do artigo segundo, delimita que, de acordo com a regra quatro da Iaaf, Associação Internacional das Federações de Atletismo, os atletas estrangeiros devem apresentar uma autorização específica emitida pela Federação de seu país antes de participarem das provas. Ficam isentos desta norma eventos com participação de seleções nacionais sob a chancela da Iaaf e da Consudatle (Confederação Sul-Americana de Atletismo), com organização da CBAt.
Também ficam isentos eventos internacionais a convite realizados no Brasil, com organização direta da CBAt e também na ocasião em que a participação dos atletas estrangeiros for definida pelos organizadores dos eventos e representantes de atletas reconhecidos pela IAAF, em eventos autorizados pela CBAt. Já a participação oficial de estrangeiros que defendam clubes dependerá de transferência internacional a ser conduzida pela CBAt, em conformidade com as Normas da Iaaf.
Limitação - Um dos principais artigos do regulamento limita a quantidade de atletas estrangeiros nas corridas de rua, que devem obedecer ao seguinte critério: Corrida de Rua Classe A1 – Nacional: até três atletas por país no masculino e três no feminino; Corrida de Rua Classe A2 – Nacional até dois atletas por país no masculino e duas no feminino. Já nas Corridas de Rua Classe B – estadual até um atleta por país no masculino e uma no feminino.
Como toda regra possui sua exceção, a CBAt pode, a seu exclusivo critério, para Corridas de Rua Classe A1 – Nacional, rever a quantidade acima autorizada. Já nas provas de Marcha Atlética; Cross–Country; Corrida de Montanha e Corrida em Praia as quantidades de atletas serão fixadas pela Confederação em função do regulamento e objetivos dos eventos.
Vale lembrar que essas regras valem apenas para os corredores de elite, o que deixa livre a participação de atletas amadores. Para conferir todos os itens do regulamento, basta acessar o site oficial da CBAt, o www.cbat.org.br na seção Normas.
Aquecimento
Camisa verde-água, número no peito, deu graças a Deus por viver nos anos 2000, de outro modo bem poderia ser confundido com um irmão Metralha, quiçá com um preso fugido de Neves.
A mocinha do caixa fingiu não notar sua fantasia algo bizarra, reforçada pelo tênis colorido, pelo cinto de utilidades armado de bombas de água, de fazer inveja ao mais convicto suicida de Alá (Que seja louvado!), um verdadeiro boneco Lego, tantos os penduricalhos, cronômetros, frequencímetros e afins a remendar-lhe os braços. Há muito ela se habituara às excentricidades dos menos jovens que adentravam na farmácia diariamente à cata de alforria para os males da pressão, do esquecimento ou dos gases matinais
Tentando passar por doido comum, estufou o peito, encolheu a barriguinha quase sessentona e caminhou impoluto, rumo a seu alvo, duas barras de energéticos, pura caloria e glicogênio, duas garrafas de Nitro-Gatorade, para repor os sais.
A mocinha estranhou. Não era comportamento padrão melhor-idade tomar de assalto uma banca de energéticos, se ainda fosse uma caixa de losangos azuis do amor, vá lá... Seu instinto investigativo pousou sobre os escritos na camisa: “Volta da Pampulha”. Sorriu com algum desdém, posto que, não passava pelo pensar com seus botões alguém com idade pra ser avô a serpentear pelo infindável da lagoa.
De repente, ela arriscou-se:
_Ah! Hoje tem corrida né?
_Tem sim, na lagoa.
_E o senhor vai correr?
_Vou sim, pavoneou-se.
_Mas... Qual é o prêmio?
_Como?
_O prêmio! Quem chega em primeiro ganha o quê?
_Uai, num sei não. Dez ou vinte mil, sei lá.
_E quem é que ganha?
_ Quenianos. Gente jovem, magra, preparada, profissionais...
Ela ficou séria.
_Mas então... Pra que o senhor corre?
Ele armou mentalmente uma explicação técnica, uma verdadeira aula sobre ganhos à saúde, auto-estima, coisas assim. Em vez disso pagou tão somente, sorriu pra ela um sorriso de profunda ternura e saiu cantarolando: “Mais louco é quem me diz, que não é feliz! Eu sou feliz”
Foi-se embora flutuando pro seu doce hospício, ao som de um rock dos anos setenta...

Correndo na Chuva © Desde 21 de setembro de 2008. Por Bruno Thomaz. TNB