Nao é mais que um breve adeus.

Enquanto pensava em como iria escrever esse post, acabei lembrando-me de uma música que marcou parte da minha adolescência, durante os anos em que fui um integrante do movimento Escoteiro. Fui procurar pelo Google para ver se encontrava a letra inteira, e logo que me deparei com a música, vi que ela era perfeita para esse momento. A "Canção da Despedida" era entoada por todos, ao redor da fogueira, sempre na última noite de cada acampamento como uma forma de nos unirmos mais, apesar do momento ser de despedida.

A música é assim:

Canção da despedida

Por que perder a esperança
De nos tornar a ver?
Por que perder a esperança
Se há tanto querer?

Não é mais que um até logo,
Não é mais que um breve adeus.
Bem cedo junto ao fogo
Tornaremos a nos ver.

Com nossas mãos entrelaçadas
Ao redor do calor
Formemos esta noite
Um círculo de amor

Não é mais que um até logo,
Não é mais que um breve adeus.
Bem cedo junto ao fogo
Tornaremos a nos ver.

Pois o Senhor que nos protege
E nos vai abençoar
Um dia, certamente
Vai de novo nos juntar.

Não é mais que um até logo,
Não é mais que um breve adeus.
Bem cedo junto ao fogo
Tornaremos a nos ver.


Durante toda a minha infância e adolescência eu sempre quis ser um jornalista. Achava que era para isso que tinha nascido. Mas a vida acabou pregando-me uma peça e acabei parando em um curso que desde o início nunca me atraiu, a farmácia. Alguns leitores puderam sentir o “drama” que eu estava vivendo em um post antigo. Mas enfim, eu descobri a corrida e o prazer que me proporcionava escrever a todos sobre as emoções que sentia durante minhas provas ou treinos. Comecei a colocar em prática a minha “veia jornalística”. Inclusive algumas pessoas achavam que eu realmente fazia jornalismo. Resolvi criar um blog, contar as histórias e por muito tempo eu fiz isso, sempre atualizando, sempre com idéias novas, histórias novas (e velhas também). Mas recentemente comecei a atualizar menos o blog, mas isso não quer dizer que meu amor pela corrida tenha diminuido. Não, pelo contrário, estou cada vez mais empolgado, procurando alçar vôos maiores, distâncias maiores. O que mudou foi a minha rotina, as minhas aulas, o meu tempo livre. Não estou dando desculpas, apenas justificando o porquê de minha ausência.

Sempre tive enorme carinho para com o Correndo na Chuva e com seus leitores, e espero levar esse carinho para toda a vida, mas depois de muito pensar, resolvi que irei aposentar o Correndo na Chuva por um tempo. Prefiro engavetar o blog do que deixar jogado às moscas e deixar meus leitores ansiando por um novo texto. Sinto que estou enganando a vocês e a mim mesmo também.

Por isso, hoje, a poucos dias de completar um ano (21/09) eu anuncio a vocês que o Correndo na Chuva está desamarrando os cadarços e pendurando os tênis. Quero agradecer a todos que de alguma forma contribuiram com o crescimento desse blog, que já foi considerado por alguns como o melhor blog de corridas do Brasil (exagero, mas de coração). Obrigado a todos que enviaram suas histórias para o Projeto Conte Sua História, que comentaram, que elogiaram, que criticaram, ou que apenas leram e gostaram dos meus posts.

Agradeço principalmente à Carla, que por um tempo foi colaboradora do CnC, mas que infelizmente também teve de cuidar de interesses maiores. Ao pessoal da Equipe Eduardo Saraiva e ao próprio Eduardo Saraiva por toda a força que sempre me deram.

Aqui encerra-se um capítulo da minha história de corredor, mas não o livro.
Ou como diz a música, "não é mais que um até logo, não é mais que um breve adeus".

Bruno Thomaz

obs: esse blog segue a antiga regra ortográfica, então não repare se você encontrar a palavra voo ou ideia com acentos.
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31 de agosto.

"Um domingo ensolorado. Calor em agosto. Dez quilômetros. Frio na barriga. Emoção inexplicável ao cruzar a linha de chegada."
Essa frase poderia ser a introdução do relato da Corrida da Caixa, que fiz ontem, mas não é. Essa frase é um "flashback" de algo que aconteceu há exatamente um ano atrás. Um ano. Há exatos 365 dias atrás eu participava de minha primeira prova. E naquele dia a emoção que senti ao cruzar a linha de chegada foram tão inesquecíveis que ainda hoje posso tentar descrever exatamente o que senti, e mesmo assim não conseguiria, mas não por falta de memória e sim por falta de palavras para descrever aquele momento maravilhoso.

Emoção essa que serviu de combustível para tudo que viria a se suceder na minha vida. As outras dezesseis provas, as três meias maratonas, o blog, etc.

31/08/08 - XII Corrida do Carteiro 10km
28/09/08 - Corrida da Caixa 5km
19/10/08 - Corrida Servidor Público 5km
09/11/08 - Maratona Revezamento Paquetá 10,55km
15/11/08 - Rústica Consciência Negra 7,7km
13/12/08 - Corrida Polícia Federal 10km
31/12/08 - 84ª São Silvestre 15k
15/03/09 - Circuito das Estações - Etapa Outono 10k
29/03/09 - Corrida Aniversário de Porto Alegre 10k
25/04/09 - Meia Maratona do CORPA 21k
24/05/09 - 26º Maratona Internacional de Porto Alegre (revezamento dupla) 21k
31/05/09 - 1ª Etapa Circuito Leopoldense de Corrida Rústica 10k
21/06/09 - Circuito das Estações - Etapa Inverno 10k
05/07/09 - III Meia Maratona das Cataratas 21k
26/07/09 - 142 anos da SOGIPA 10k
23/08/09 - Circuito das Estações - Etapa Primavera 5k

E em breve postarei por aqui o relato da Corrida da Caixa, com diversas fotos!!
É isso aí, que venham outros anos!!

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A primeira a gente nunca esquece...

Amigos. Hoje, 24 de agosto de 2009, faz exatamente UM ano que estou correndo. No dia 24 de agosto de 2008, após ter visto um filme e ter colocado na cabeça a idéia fixa de emagrecer e fazer algum esporte, resolvi que iria começar a correr para deixar de ser levemente obeso, sedentário e também para me sentir bem comigo mesmo. E foi então que calcei os tênis, coloquei um shorts de futebol, uma regata tosca que tinha no armário e me fui para o CETE. Dei algumas 10 voltas na pista em apenas 30 minutos (4km em 30min) e senti que poderia ir longe. No outro dia voltei lá, e no outro também, e continuo indo lá até hoje.

E o calendário de corridas me reservou uma pequena alegria. Dois domingos consecutivos, 23 e 30, duas corridas. Ontem foi o Circuito das Estações, etapa primavera e no próximo fim de semana teremos a etapa Porto Alegre do Circuito de Corridas da Caixa. Resolvi que iria correr as duas provas, sendo a primeira apenas para participar e comemorar meu primeiro ano como corredor. Já na semana que vem, na corrida da Caixa, estarei comemorando um ano da minha primeira prova, aquela do dia 31 de agosto do ano passado. E é nessa corrida que pretendo forçar o ritmo, afim de tentar algo melhor.
Mas apesar das datas comemorativas, esse post não é para falar sobre mim.

Há aproximadamente dois meses comecei a namorar uma menina aqui da minha cidade e o meu pequeno entusiasmo pela corrida acabou contangiando-a. Ela começou a fazer parte da equipe do Eduardo Saraiva, meu célebre professor, e começou a treinar. Inclusive em alguns dias com mais força de vontade do que eu. E influenciada por mim, ela resolveu se inscrever para a etapa primavera do Circuito das Estações, na prova de 5km, e sob a batuta do professor Pardal Eduardo Saraiva, a menina treinou forte.

Ao chegar no Parque Marinha, local da largada da corrida, e sentir o clima festivo do ambiente e sabendo que eu não iria forçar nessa prova, resolvi que iria acompanhar ela durante o percurso. E foi o que fiz, larguei juntamente com ela, e cheguei juntamente com ela. A menina foi guerreira e fez o percurso todo sem demonstrar cansaço ou vontade de parar. Foram 5km em 34'29" líquidos. Fiquei muito orgulhoso dela e também de mim, que fiz mais uma pessoa se apaixonar pelo esporte. Em breve pedirei a ela para escrever o seu relato aqui no meu brógui.

Essa foi a minha décima sexta corrida. E semana que vem, ao completar um ano da primeira prova, estarei fazendo a décima sétima. Dezessete corridas em doze meses. Muitos amigos, muitas histórias para contar para os filhos e netos, muitas sensações, algumas quase todas de felicidade, outras poucas de decepções, algumas muitas de dores e cansaço, mas enfim, momentos que mostram que eu de fato estou VIVO.

Em breve mais detalhes fotográficos da prova.
Bruno Thomaz
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A décima quinta corrida - SOGIPA


No dia 26 de julho participei de minha décima quarta prova em um período de 11 meses. Era a corrida em comemoração dos 142 anos da Sociedade Ginástica de Porto Alegre, a SOGIPA. Eu estava me recuperando de uma forte gripe e estava há dias sem treinar, então resolvi apenas participar da prova, sem forçar ou almejar algo mais, pois não poderia deixar de participar, afinal essa corrida é uma das únicas provas em Porto Alegre que não ocorre no tradicional trajeto da Av. Beira Rio, ou como é mais conhecido, o percurso do Gasômetro.

No dia da corrida, apesar de bastante sol e céu limpo, a temperatura estava APENAS 3ºC. Na hora pensei "puta que pariu" "ui que frio, o que diabos estou fazendo fora da cama?", mas como já tinha pago a inscrição o amor pela corrida é mais forte do que tudo, fui sem reclamar nem fazer cara feia, afinal de contas meu número de peito era o 214, que somados dá 7, e quem acompanha desde sempre o blog sabe da minha paranóia por números 7 né?

De minha querida e humilde equipe apenas eu participei, e aind apor cima o burro descuidado aqui esqueceu de carregar a bateria da máquina, então não tenho muitas fotos para ilustrar esse relato. Mas a amiga Jaqueline salvou o dia, tirando uma única e solitária fotinho minha, que ilustra a parte superior desse post.

Mas enfim, a corrida. Largada 08h30min, percurso muito chato. Sai da SOGIPA, entra numa rua, dobra numa avenida, vai reto toda a vida, volta reto toda a vida, sobe a rua e volta para a SOGIPA. Dez quilômetros, com frio, em uma reta infernal que parecia não acabar nunca. Não gostei.

Fiz a distância em um tempo de 49'40" líquidos, e segundo o site de cronometragem meu bruto ficou em 50'23". Achei um tempo razoável, levando-se em conta que eu devo ter treinado umas três vezes em todo o mês de julho.


Daqui a pouco estarei postando a medalha e camiseta da prova.
Pronto, demorei mas relatei!!!
Bruno Thomaz



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O retorno (parte 2).

Nesse fim de semana fiz a cobertura jornalística da seletiva portoalegrense do Desafio 600k SP>RJ da Nike. Um fim de semana lindo, com muito calor em Porto Alegre, dando até a impressão de que o pessoal da organização fez um esquema com São Pedro para o tempo bom.

Um primor de organização. A seletiva conseguiu a façanha de inovar (e bastante) em um local de corridas muito manjado de Porto Alegre. Foi preciso a Nike vir organizar uma corrida aqui para as pessoas perceberem que podem usar a trilha "de baixo" da avenida Beira-Rio para correrem. Um percurso de 3,45k, com terreno misto, estilo cross-country. Muito legal a idéia dos organizadores da prova.

Um domingo muito bom mesmo, como há tempos não ocorria aqui em Porto Alegre. Quem quiser saber mais como foi a seletiva do Desafio 600k dá uma olhada no NikeCorre que o post saiu por lá.

Agora é só continuar me preparando porque tenho duas provas de 10k nos próximos dois fins de semanas (Circuito das Estações Etapa Primavera e Circuito de Corridas da Caixa etapa Porto Alegre) e depois é só pensar em Mountain Do, a prova de revezamento na Lagoa da Conceição em outubro, e que minha equipe irá participar com um octeto.

Sei que estou devendo o relato da minha participação na corrida da SOGIPA que ocorreu no dia 26/07. Espero estar postando em breve, pois estou passando por problemas técnicos com as imagens da Corrida.

Um abraço a todos.
Bruno Thomaz
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Férias e um retorno não anunciado...

Olá corredores e corredoras...
Quanto tempo?? Sim, eu sei, faz bastante. Afinal foram aproximadamente quinze dias sem aparecer por aqui para dar notícias para vocês. Sei que alguns nem notaram, outros se preocuparam, mas enfim, cá estou eu novamente. Agradeço a todos aqueles que enviaram comentários e mensagens perguntando por mim.

Então deixem eu explicar-me a vocês:

Logo após a corrida em Foz do Iguaçu, eu peguei uma "gripezinha" danada que inclusive me impossibilitou de treinar durante alguns dias, então aproveitei essas "férias forçadas" dos treinos para dar uma descansada geral e isso incluía também o blog, já que desde setembro do ano passado, quando criei ele, que eu não passava mais de 4 ou 5 dias sem atualizar o Correndo na Chuva.

Mas agora estou de volta, e espero que em definitivo, pelo menos até as próximas férias!! E logo estarei trazendo o relato da minha pífia participação na Corrida do aniversário da SOGIPA, em que corremos a uma temperatura de 4ºC.

Um até logo a todos!
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Porque eu corro?

Recebi esses dias um e-mail da minha amiga querida Luciane Santana em que ela nos mostrava os motivos que a fazem correr. Gostei tanto das respostas da Lu que resolvi publicar aqui para que todos reflitam a respeito e respondam a pergunta do título nos comentários deste post.

Luciane, porque você corre?

  • Corro para manter o equilíbrio, a forma, mas também porque se não corresse seria uma moleirona e passaria muito tempo na frente do computador ou jogada no sofá.
  • Corro por mim e pelos outros, aqueles que não podem correr, porque nenhuma conquista é gratuita.
  • Corro porque isso me faz respirar ar puro, faz meu coração bater mais depressa, acelera minha respiração, sinto meus músculos trabalhando e neste momento me sinto mais do que nunca viva, pois enquanto corro me sinto poderosa e capaz de abraçar o mundo.
  • Corro porque correr me permite explorar e fugir do comum, porque me mantém humilde e consciente dos meus limites, mas ciente de que limites não são amarras e sim barreiras para serem transpostas.
  • Corro para desfrutar do indescrítível prazer que só os corredores conhecem, de sentir a vida pulsar em toda sua plenitude a cada passada.
  • Corro para fazer uma reserva de investimento na minha qualidade de vida para o tempo que virá.
  • Corro porque todas estas sensações deixam a vida mais interessante e eu gosto disso.


  • E você? Porque corre?
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    O retorno.

    Estava no quilômetro dezoito daquele meu treino longo, quando ela apareceu.
    Apareceu silenciosamente, sem avisar, me pegando até de surpresa.
    Fazia tempo que ela não aparecia. Tanto tempo que eu já estava até ficando desanimado.
    Confesso até que estava sentindo a sua falta e muitas vezes torcia para que ela reaparecesse.

    E ela voltou.
    Estou me sentindo vivo novamente.
    Ela está ali me dando o prazer da sua companhia,
    naqueles quilômetros finais de meu treino e servindo como motivação para continuar a correr.

    Ela, a dor, não quer me vencer e sim me ajudar.
    Ela é a minha companheira mais fiel.
    Ela é a forma que meu corpo encontra de se livrar das fraquezas dessa minha vida.
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    III Meia Maratona das Cataratas - Vídeos

    Os posts sobre o fim de semana em Foz do Iguaçu foram escritos por mim, na segunda-feira, em uma lan house, ainda em Foz do Iguaçu. Como falhas sempre acontecem acabei esquecendo de fazer alguns agradecimentos a pessoas que o merecem.

    Para começar o Eduardo, pois sem ele talvez não tivesse chegado aonde cheguei, com 3 meias maratonas no currículo com menos de 1 ano de corrida. Eduardo, valeu por tudo!

    Quero agradecer também a hospitalidade da Reem e da sua família, que me receberam muito bem em Foz e me trataram como se eu fosse parte da família. Reem, tô te devendo essa!!

    E também agradecer ao povo portoalegrense pela ótima companhia durante a viagem. Fernando, Beth, Gringo, Batista e Shirley, que fizeram com que minha viagem fosse mais divertida e em ótimas companhias.

    Mas sobre o post, enfim:

    Eu e o Tuco havíamos contratado uma profissional para tirar fotos e fazer nossos vídeos. O resultado vocês poderão ver logo abaixo. Todos os créditos dos vídeos para nossa querida e estimada blogueira do Correndo na Chuva, Carla Seben!


    Chegada - Bruno e Tuco


    Recebendo a medalha - Bruno e Tuco


    Descontração pós-prova - Bruno, Tuco e Brito


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    III Meia Maratona das Cataratas. O Domingo.



    A largada

    Ainda noite, chegamos ao local da largada, debaixo de muita chuva. Me preparei para a largada, guardei meus pertences na sacola do guarda-volumes e entreguei ela para o pessoal responsável. Procurei meus amigos, e acabei encontrando somente o Gringo e o Batista. Já aquecido, me posicionei aproximadamente na metade do pelotão da largada e aguardei o inicio da prova.

    Clique na foto, eu estou no retângulo vermelho, de azul.

    A corrida

    Comecei os primeiros quilômetros com um pace um pouco abaixo de 5min/km. Passei no km 5 com um tempo de 24'20", mas resolvi dar uma diminuída pois sabia que mais para frente é que realmente começaria a corrida, quando as subidas e descidas começariam a ficar mais íngremes e longas. Tomei meu primeiro gel no km 6, que foi quando o Tuco me encontrou, deu um grito e quase me matou de susto. Seguimos juntos por um tempo, mas o Tuco gostava de forçar nas descidas, ao contrário de mim, que sou adepto das subidas. Então ficamos nesse joguinho de ele abrir vantagem nas descidas, e no fim das subidas eu já passava por ele novamente. Na entrada do parque, pouco depois do nono quilômetro, algumas crianças fazendo uma festa e esticando as mãos para os corredores as cumprimentarem. Muito bom! Eu e o Tuco fomos juntos até o km 12, que foi quando decidi baixar um pouco mais o ritmo, que era para poder forçar bastante mais para frente. O Tuco foi junto com outro corredor e chegou uma hora que eu nem enxergava mais ele. Quando passei no km 15 com 01:19:30, senti que poderia começar a aumentar um pouco o ritmo, e assim o fiz. Fui forçando e a cada quilômetro diminuindo o pace, chegando a fazer pouco abaixo de 4'30" no km 17 - 18. Quando passei o 18º km, encontro o Tuco em um ritmo muito baixo, com cara de dor. Resolvo segurar meu ritmo e combino com ele de que iríamos juntos até o final. Quando chegou a última subida, eu já estava com aquele sorriso bobo na cara, pois sabia que era só virar a curva e descer e ir buscar a medalha.

    A chegada

    Quando estava visualizando o portal de chegada, aumentei um pouco o ritmo e cruzei o pórtico perto de 01:51:15, mas acabei não desligando meu cronômetro, mas naquele momento o que menos importava era meu tempo. Chuva, frio, subidas, descidas, tudo era passado. Eu venci aquele momento, independente do tempo que eu fiz. Mas confesso que fiquei satisfeitíssimo com meu tempo!!

    Pós-chegada

    Peguei minha medalha, meu kit pós-prova, peguei meus pertences no guarda-volumes, fui para o banheiro e coloquei uma roupa seca. Após, fui curtir o visual das cataratas e tirar bastante fotos pelo local, sempre acompanhado da Carla e do Tuco. Fotos que ficaram lindas e que valem a pena serem mostradas.

    Primeira foto com a medalha.

    Tutta, eu, Cacá e Tuco.
    Tuco, Cacá e eu.
    Equipe Correndo na Chuva
    Tutta, 1º colocado da categoria 30-34.
    Beth, 2ª colocada da categoria 40-44.

    Quando eu estava voltando para a casa da Reem, passei por uma rua e quando vi o nome dela, pedi pro Tuco parar o carro porque eu precisava tirar uma foto.

    Rua Rio Grande do Sul, tchê.
    Os quatis e a medalha.

    Após isso passei a tarde dormindo (descanso merecido) e nem vi meu time ganhar de 4x1 do Atlético-PR, com dois gols do Máxi Lopez e dois do Herrera. Agora é aguardar as fotos oficiais do evento e também os resultados no site. O amigo Tuco publicou o seu relato da prova lá no TC Projeto Triathlon. E saiu também uma pequena matéria no site oficial do evento em que eu dei meu depoimento sobre a prova.

    Claro que não poderia deixar de registrar também a colocação final dos três primeiros colocados:

    MASCULINO
    1°: João Ferreira da Silva (Joao da Bota) 1:03:37
    2°: Franck Caldeira de Almeida 1:03:42
    3°: Damião Ancelmo de Souza 1:04:01

    FEMININO
    1°: Anne Cheptanui Bererwe 1:14:04
    2°: Marily dos Santos 1:16:16
    3°: Marizete Moreira dos Santos 1:17:11


    Um grande abraço a todos, e até a volta.
    Bruno Thomaz, ainda em Foz do Iguaçu.
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    III Meia Maratona das Cataratas. O Sábado.



    Esse post começou a ser escrito há mais de seis meses, quando decidi que iria fechar o primeiro semestre com chave de ouro, correndo a III Meia Maratona das Cataratas do Iguaçu, no dia 05 de julho. Passei meu objetivo para o Eduardo, que fez todo o planejamento de treinos para que eu chegasse "inteiro" e conseguisse cumprir minha meta.

    Chegada em Foz

    18h45min de sexta-feira embarquei rumo a Foz, e encontro no ônibus mais 3 corredores de Porto Alegre que tinham o mesmo objetivo que eu. A Beth, o Gringo e o Fernando. Viagem longa, mas não cansativa. Desembarcamos exatamente às 09h do sábado em Foz, e a minha amiga Reem estava me esperando na rodoviária. O hotel que o Fernando iria se hospedar ficava bem próximo da casa da Reem, então acompanhamos ele até o hotel, e depois fomos até a casa da Reem para tomarmos um café e então ir até o Hotel Mabu para retirarmos nosso kit.



    Retirada do Kit

    Logo que chegamos no local da retirada, encontramos a Shirley e o Batista, também de Porto Alegre, e que já estavam em Foz desde quarta-feira. Fui retirar meu kit, e me senti até atleta de elite quando verifiquei a lista dos inscritos: atleta número 51. Retirei meu chip, número de peito, camiseta, sacola e meu QUATI de pelúcia. Ficamos ali conversando e encontrando outros corredores até que decidimos ir passear no Paraguay.

    Paraguay

    Ir para o Paraguay é fácil, o problema é caminhar por lá. Fomos eu, Fernando, Batista e Shirley. Cada um queria alguma coisa diferente, então visitamos umas trinta lojas diferentes. O mais curioso é ter sido reconhecido pelo amigo Joca e seu irmão Miguel no meio daquele formigueiro humano. Continuamos a visitar lojas, e acabei encontrando um abrigo esportivo e uma legging masculina com um preço muito bom e acabei comprando. Fomos sair de lá por volta de 16h e retornamos a Foz para combinarmos nossa ida para o jantar de massas, que estava previsto para às 20h no Hotel Mabu.

    Tuco e Carla Seben

    Quando voltei para a casa da Reem, liguei para a Carla e combinamos de que eles iriam passar ali para nos conhecermos pessoalmente. Não deu trinta minutos e lá estavam os dois. Muito bom conhecê-los fisicamente. Achei tão importante esse momento que resolvi registrar um capitulo em meu post apenas para isso. Infelizmente eles não iriam ao jantar de massas, mas teríamos o domingo para nos vermos novamente.

    Jantar de Massas

    Particularmente é o momento que eu mais gosto desses eventos. O espirito de confraternização que existe nessa hora é demais. Conhecer ou rever corredores de outras cidades, tirar fotos, curtir o momento. O que menos interessa para mim nessa hora é a comida. E não podia ser diferente em Foz. Havia um cantor tocando músicas ao vivo e lá pelas tantas ele resolve não sei porque diabos cantar o Canto Alegretense.
    Fui a loucura, corri até a mesa em que estava o pessoal, peguei minha bandeira sagrada do Rio Grande do Sul, e comecei a cantar e agitar o meu amado estandarte. Foi um momento marcante do jantar de massas, já que diversos fotógrafos e olhares se dirigiram a minha humilde pessoa. Mas enfim, continuei tirando fotos, conhecendo mais gente e me divertindo um monte. Fiz até o Quati tirar foto com a minha bandeira.

    Até o Quati se rendeu ao encanto e a beleza da bandeira gaúcha.


    O Gringo e eu tirando uma casquinha do Quati.
    Os amigos blogueiros Joaquim e Miguel, do Rio de Janeiro.
    A turma do ônibus leito Porto Alegre - Foz. Fernando, eu, Beth e Gringo.
    O Tutta, blogueiro de Ubiratã.
    A garotinha mostrando o Quati filhote pro Quati adulto.Nova garota propaganda da Meia Maratona das Cataratas!!
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    Pequenas "férias".

    O Correndo na Chuva irá ficar um pouco "abandonado" nos próximos quatro dias por motivos de força maior! E que forças!! Eu e a Carla estaremos em Foz do Iguaçu, participando e aproveitando cada momento da III Meia Maratona das Cataratas!! Mas, de minha parte, prometo que, quando voltar, irei abastecer o blog com diversas fotos, informações e relatos sobre a viagem para que todos os leitores se sintam parte dessa jornada!

    Aproveito também para pedir a todos que torçam por mim e por meus amigos que também irão correr os 21k mais lindos do sul do Brasil.

    Um grande abraço a todos, e até a volta!

    Bruno Thomaz
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    Correndo na Chuva © Desde 21 de setembro de 2008. Por Bruno Thomaz. TNB

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